E começa outro semestre

Aproveito a deixa do post anterior e dou sequência aos recomeços, afinal constatei: a primeira metade de 2010 se foi.

Esportivamente, a única coisa que me deixou verdadeiramente feliz foi a minha participação na Copa Paulista de Corridas de Montanha de Paranapiacaba. Ter corrido uma prova curta e ter feito um bom tempo foi muito gratificante, além de poder correr em um lugar diferente.

Teve também a Volta a Ilha, minha primeira experiência com provas de revezamento. Foi marcante, mas correr em asfalto definitivamente não me anima. Tem também o lado pop e egocêntrico dessa coisa de corridas desejadas. Isso me broxa.

Em seguida veio a K42 Bombinhas, minha corrida dos sonhos e que neste ano estava bem difícil devido ao mar alto e à chuva. Senti, também, dores incríveis, de ordem muscular, como nunca tinha sentido antes, resultado dos treinos meia-boca do semestre.

Para junho estava programada minha participação no Desafrio Urubici, mas... novamente cálculos renais.

Portanto, poucas foram as provas. Os treinos também não foram um primor. O famoso "deu pro gasto"...

Para fechar "bem" o semestre, me desliguei da empresa Território Online por motivos ainda a serem compreendidos, permanecendo apenas como atleta patrocinado e inicio a busca de novos rumos profissionais para complementar renda.

De toda forma, tudo está acertado para que a segunda metade seja mais "produtiva" e cercada de energia positiva, o que, definitivamente, pouco esteve presente nos primeiros seis meses do ano. Os bons amigos continuam presentes e me ajudam nessa balada.

Obrigado a tudo e a todos. Mas é hora de mudar (de novo, George?).


E começa outra semana

A semana começou estranha. Voltando de viagem, assuntos pessoais bem resolvidos, um caminho traçado para seguir em frente com a vida profissional, entre outros assuntos da mente.

De toda forma, ter um cálculo renal incomodando e provocando dores atrozes e sangramentos eventuais não é a melhor maneira de começar uma semana.

Realizei um belo treino de 16 quilômetros no asfalto neste sábado passado. Fazia um forte calor e a umidade estava muito baixa, mas mesmo assim consegui manter um ritmo que achei confortável. Para o domingo eu havia programado um trotinho de 40 minutos, mas a preguiça me impediu de levantar cedo e deixei a sessão para o final da tarde. E, lá pelo meio-dia vieram as dores incapacitantes, do mesmo grau que aquelas que sofri em 2009. Nada que um opióide via oral não desse conta, mas me inutilizou para o resto do domingo.

Chega a segunda-feira, as dores ainda presentes, porém em intensidade menor e faço prevalecer o bom-senso: Aguardar o resultado de novos exames a serem realizados na quarta-feira, para saber se o cálculo foi ou está sendo eliminado.

Bora se animar menino!

Perdoar e seguir em frente

Em um mundo, infelizmente, regido pelo dinheiro e pelo status, ainda temos bons exemplos e atitudes. Pessoas próximas a mim sabem do que falo.

Bons amigos fazem a diferença na hora em que a dor toma conta, a desilusão bate à porta e em apenas dois minutos o seu projeto é descartado. Obrigado, pessoas. Vocês sabem que fazem a diferença na minha vida e a tornam muito melhor.

Que venha a Ultramaratón de Los Andes, que agora é questão de honra!

Fé em Deus e pé na estrada.

Beijos e abraços.


Sobre Amigos (gostaria de ter escrito isso...)

Aos amigos deixo este poema (poesia, texto, sei lá...) de Oscar Wilde, que li em um mail que recebi recentemente.

Loucos e Santos.

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Rumo à Litotripsia!

Nesta tarde de quarta feira estarei me submetendo à mais uma litotripsia no rim esquerdo, procedimento para retirada de cálculos renais. Desta vez será uma LECO - Litotripsia Extra-Corpórea. Uma máquina que emite choques e é acionada sobre o paciente. Quer saber como é? Clique aqui e veja o vídeo.

Em 2009 realizei uma ureterolitotripsia, para retirada de um cálculo que estava enroscado em meu uréter direito. Neste caso enfiam pela uretra (não, não dói, tem anestesia) uma microcâmera e uma micro-britadeira, onde martelam a pedra até reduzi-la. Em seguida, retiram os pedaços com uma micro-pinça. Arrepiou? Imagina então o pós-operatório, com litros de sangue saindo pelo playground... Eu até havia postado algo sobre esse procedimento tempos atrás no blog antigo, mas achei melhor retirar.

Como desta vez o cálculo ainda se encontra no rim, realizarei o procedimento menos invasivo.

Vida prática: quantos dias sem correr? Não sei. De repente amanhã mesmo, rs. Depende da palavra do médico.

Fica a dica para evitar a formação de cálculos renais doloridos como esses: beba no mínimo dois litros de água por dia e reduza o consumo de proteínas animais.

Esses cálculos são resultado de anos e anos comendo proteína animal em excesso, tanto em forma de carne como em forma de ovos, leite e derivados. Há mais de um ano que não como carne e acabei mantendo meu exagero na ingestão dos sub-produtos animais.

Vale a pena se espertar!

E agora, bora lá quebrar a tal pedra de 1,4 cm de diâmetro (segundo o ultrassom).

Beijos e abraços!

Mais Além

Correr sob baixas temperaturas não se trata de uma "novidade" para mim. Apesar de ter nascido na congelante capital paranaense e correr há mais de 16 anos, estar treinando com afinco com temperaturas próximas do zero é algo até certo ponto novo para mim. Afinal sempre fui um corredor medíocre, nunca ultrapassando a marca da meia maratona até o ano de 2009, quando vivia em Belo Horizonte e, lá sim, dediquei-me aos treinos para maratona. Até então treinava sem compromisso, sem essa de sair em alta madrugada para treinos gelados.

Provas longas exigem maior dedicação. Na terra do pão de queijo eu treinava pela manhã, mas com agradáveis 12 graus de mínima, no auge do inverno. Aqui o inverno sequer começou e encarei nesta terça-feira, 08 de junho, uma temperatura de 2 graus e um pouco de gelo nas partes mais baixas do relevo.

Treino leve, de apenas sete quilômetros. Mas é preciso encarar, deixar as cobertas e meter a cara. Nesta fase "Starting Over", estou reduzindo drasticamente meus volumes de treino. Busco assim um novo rumo na vida esportiva (correndo, subindo montanhas e participando de eventos multi-esporte), com novos objetivos. Após ter completado seis maratonas -apenas duas em asfalto- em menos de 11 meses, é natural que se busque algo maior ou, pelo menos, diferente.

Tinha planos de correr uma ultramaratona com 80 quilômetros ainda este ano. Refletindo e analisando meus tempos medíocres em maratonas, decidi, humildemente, que ainda não chegou a hora. Preciso de um pouco mais de bagagem e comprometimento com os treinos para correr mais rápido e sem tanto sofrimento. A K42 Bombinhas 2010 foi marcada por dores que ainda não havia experimentado e penso não serem compatíveis com uma prova de "apenas" 42 quilômetros.

Hora de baixar a bola e seguir meu rumo, seja ele correndo na praia, no mato ou no asfalto. E, porque não, voltando a subir uma montanha com mais de 6.000 metros de altitude, como fiz em 2009.

Já que não posso ir tão longe por que não ir mais além, para o alto?


George, logo abaixo do cume do Cerro Franke (5.100m) - janeiro 2009.

Uma rápida visita à Capital Federal

Quem me conhece bem, sabe que adoro viajar. Principalmente para conhecer novos lugares, novas pessoas, ter novas vivências.

Eis que surgiu a oportunidade de ir à Brasília e não deixei passar batido. Foi um final de semana que me deixou a sensação de ter passado rápido demais. Mas a vida não é só viajar e desfrutar de momentos tranquilos. Então, fiz-me de volta à gélida Curitiba (que me recebeu à meia noite da segunda-feira, 07 de junho com 5 graus) e vamos à luta!

Sim, claro, dei uma corridinha sob a atmosfera seca do planalto central, para estranhamento de meus pulmões cheios de bolor e mofo típicos de habitantes destas plagas serranas aqui do sul. Nada demais, indo pouco além ds dez quilômetros. O importante era se divertir, conhecer novos lugares e pessoas.

Amei Brasília! Não vi nada daquilo que tinha ouvido de várias pessoas a respeito de ser uma cidade pouco humana. Pode não ser a perfeição em termos de planejamento urbano ou de sociabilização, mas oferece muito mais qualidade de vida que muita capital brasileira, com toda certeza. Foram apenas dois dias, mas pelo pouco que vi, a impressão que me ficou foi das melhores.

Fiz alguns passeios turísticos e não resisti à fazer uma foto em um local emblemático de nossa nação: o Congresso Nacional. Com certeza um dos lugares que mais fazem caca em nosso país. Portanto, deixo abaixo minha homenagem a uns 300 picaretas com anel de doutor.

Grande abraço!






Desafrio Urubici 2011

Sim, 2011.


Estava inscrito para o Desafrio 2010, minha primeira prova de um dia com distâncias superiores a uma maratona.

Acabo de retornar de uma consulta médica e com os resultados dos exames que indica que o tormento maior de 2009 voltou, mudando apenas de lado: cálculo renal, desta vez no órgão esquerdo.

Não sou muito de ficar falando de doenças, isso e aquilo. Mas o fato é que este cálculo me impedirá de correr por algumas semanas, pelo menos no nível que eu estava, com alta quilometragem semanal. Será necessário fazer um tratamento para eliminá-lo e, com isso, devo reduzir muito o volume e carga de treinos. Competições, nem pensar.

Ótimo! Adoro começar coisas novas. Tenho esse site novo, tenho projetos ambiciosos para 2011 e que serão tratados em breve por aqui. Uma nova fase se inicia neste segundo semestre de 2010, à partir de julho. Nenhuma competição de corrida programada. Uma volta às origens, correndo mais na terra, subindo mais as montanhas que são minhas vizinhas prediletas. E, por que não, um novo rim, sem cálculos.

Na vida pessoal, tudo se configura para uma fase muito positiva, com foco naquilo que me e indispensável: ser eu mesmo.

Urubici estará lá em 2011, é claro. E se for para ver neve em 2010 será na minha amada Serra do Mar paranaense.

E abaixo, uma imagem do George feliz e descalço, cruzando a linha de chegada da K42 Bombinhas.

Beijos e abraços.