De volta às Competições - 2012

Bem, o sábado passado amanheceu com tempo bem cagado. Choveu por toda a noite e o cinza não era nada convidativo a sair da cama e ir pro mato com 20 kg nas costas.

Relax. A atividade do dia ficou por conta de quase 600 metros de desnível positivo acumulado em quase 11 km de corrida em várias voltas ao redor do Bosque do Alemão. Esta preciosidade está localizado a menos de 5 minutos de trote leve do atual Bom Retiro. Um lugar incrível para correr, com subidas e descidas intensas, na maior parte do tempo em um gramado. Lugar próximo da perfeição em uma cidade grande.

Na próxima semana vai rolar a primeira etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha. Foi como tudo começou para mim, em 2007, quando realizei minha primeira prova da modalidade. Em 2011 também corri uma etapa do tal circuito. Não me animo a correr mais etapas porque acho o valor da inscrição um pouco elevado na relação custo-diversão. As vezes, prefiro gastar a grana indo correr na serra, por minha própria conta, sem medalhinha e sem camisetinha. Mas, como são 3 meses que não participo de uma prova, bateu a vontade de competir.

Será neste domingo, dia 29 de abril, láááá em São Luis do Purunã, uns 35 km de Curitiba.

Vamos ver o que dá...

Abraços!



Super Meia Maratona Noturna de Extrema 2012 - Vamos?

Hola!

A primeira grande prova do ano, pelo menos para mim, está chegando. A Super Meia Maratona Noturna de Extrema já tem suas inscrições abertas aqui e vai rolar no dia 14 de julho. Ou seja, ainda tem mais dois meses e pouco para treinar rumo às pirambeiras mineiras.

Estive lá no ano passado e foi inesquecível. Impossível não retornar. Já que agora conheço o percurso, acho que posso curtir ainda mais a prova. Em 2011 acabei correndo um pouco travado, com medo de exagerar no ritmo e ficar quebrado pelo caminho. 

Já escrevi dois artigos sobre a prova e você pode conferir aqui e aqui. Trata-se com certeza de uma das melhores provas da modalidade em nosso país. To dentro!

Anima?

Beijos, abraços e até Extrema!




Mudanças (De verdade)

Talvez seja a maior de todas as mudanças. Eu, George Volpão, amante da vida ao ar livre, vivendo agora em uma metrópole com mais de dois milhões de habitantes.

Não durei mais que dois meses na roça de Colombo, a tal Granja. A cidade revelou ser local de gente encantadora e após conhecer a Ana Barbara, decidimos juntar as escovas de dentes e compartilhar as nossas vidas.

Hoje estamos vivendo em um bairro muito interessante da capital curitibana, de nome bem sugestivo: Bom Retiro. Está localizado a apenas 3 km do centro da cidade e menos de 5 km da Jamur Bikes, onde trabalho como gestor de e-commerce. Tenho me utilizado da bicicleta para praticamente todos os deslocamentos possíveis e isso tem sido sensacional! Em quinze minutos estou no trabalho. Vivendo na prática a utopia de morar e trabalhar em locais próximos, com qualidade de vida. Curitiba ainda oferece isso a seus habitantes, desde que se esteja disposto a pagar por isso.

O casal sabe que não estará vivendo na cidade para sempre. Nossos planos são outros e bem ousados. Com o gosto dos dois pelo selvagem, pela paz do campo, está obviamente no ideal comum uma retirada para a zona rural. algo a ser feito com calma e planejadamente.

Assim sendo, mudanças reais: meio de transporte, estado civil (casamento oficial sairá em breve), horários, expectativas, cidade, locais de treino de corrida, enfim, virou tudo em dois meses!

Não poderia estar melhor, é o que tenho a dizer. Minhas corridas pela região tem sido fantásticas, extremamente prazerosas. Até agora, em nenhuma sessão de treino eu repeti percurso e quase todos eles são repletos de duríssimas pirambeiras. Quem conhece o bairro do Pilarzinho sabe do que falo. É o ponto mais alto da capital paranaense e é bairro vizinho ao nosso. Ruas tranquilas, com calçadas gramadas e muito sobe-e-desce. Se quiser trechinho plano, tem a ciclovia que leva ao Parque São Lourenço, que é logo ali. Tem escadarias do Centro Cívico para um treino mais técnico, tem o Bosque do Papa pra respirar ar puro. Tudo muito perto e incrivelmente encantador.

Estou, com isso, redescobrindo a terra do leite quente, onde nasci há 35 anos. Visito ruas onde jamais estive, observo situações do cotidiano que ainda me fazem acreditar que mesmo com tanta gente numa cidade só, ainda há espaço para tranquilidade e a paz de um bom retiro.

Não sei quanto tempo irá durar esse nosso bom retiro aqui na capital. Não planejar tanto é o segredo. E assim a gente vai longe.

Abaixo algumas imagens dos locais onde tenho passado em minhas corridinhas.

Beijos, abraços e até a próxima montanha!








De volta à Montanha Mágica

Buenas!

Programando um acamps com a Ana Barbara no Morro Araçatuba (1.672m), minha montanha mágica. Visual digno de comercial de whisky escocês, os campos presentes nesta montanha são amplos e muito convidativos às caminhadas contemplativas. Está localizado no município de Tijucas do Sul a aproximadamente uma hora de viagem da capital paranaense.

Não passo por lá há quatro anos. Passou da hora e a idéia é acampar uma vez mais naquelas cumeadas, quem sabe esticando um pouco a pernada até o vizinho Baleia. Vamos ver o que as instáveis condições meteorológicas indicam para o final de semana.

Deixo abaixo imagens da última vez que lá estive, em julho de 2008.

Beijos e abraços!





 


 










De volta ao Tucum - Temporada de Montanha 2012

Foi bom, bom demais.

Quase um ano após acampar uma última vez na Serra do Mar; ter o prazer de preparar um refeição simples (polenta com linguiça calabresa), de montar uma barraca, de carregar água, comida e roupas nas costas por algumas horas e poder desfrutar bons momentos com pessoas queridas é algo que realmente enche o coração da gente. Ótima oportunidade para testar as pernas, o fôlego e alguns novos produtos enviados pela Proativa, dos quais tratarei após coletar mais impressões nos próximos camps.

Eu e a Ana Barbara começamos a caminhada no final da tarde, quatro e meia da sexta-santa, para ser mais preciso. Tempo aberto, céu azul e Fazenda da Bolinha (cabeça da trilha) lotada de carros, o que indicava uma provável - e depois confirmada - super lotação da região toda. O percurso apresentava-se bastante seco para esta época do ano, reflexo das poucas chuvas do verão por aqui. Caminhada tranquila, subindo sempre numa mesma balada, sem solavancos, sem correria e sem paredes a escalar.

O primeiro trecho é na floresta, no vale do rio Samambaia rumo ao colado entre o Camapuan (1719m) e o Pedra Branca. Uma vez no topo do dito colado (sela, para alguns), quebra-se à esquerda, apontando o nariz para o ainda invisível cume do Camapuan. A floresta ainda domina o cenário e a inclinação aumenta um pouco. Uns tantos minutos, quase ao pôr-do-sol, atingimos o final da floresta, início dos campos de altitude da rampa do Camapuan. Neste ponto estamos na casa dos 1.350 metros e o restante do desnível é superado sempre com belo visual. Um descampado inclinado que é encarado com paciência e admiração. Tendo a lua na fase cheia nascido na face oposta em que estávamos, seu brilho nos deu o ar da graça no topo desta montanha.

Cume lotado, dois jovens bivacando, pessoal gente fina. Após nos alertarem para a super lotação no cume vizinho do Tucum (1734m), nosso destino, despedimo-nos e seguimos sob a luz da lua, tendo o Pico Paraná em tons prateados à nossa frente compondo uma cena bonita pra mais de metro. 

Em um total de três horas e trinta de pernada, atingimos o cume do Tucum, onde havia barraca por todo lado e uns figuras de roupas de exército curtindo um som de gosto pra lá de duvidoso. Cordialidade é a tônica neste momento e partimos para achar um canto mais tranquilo. Achamos um bom ponto para colocar a barraca num platô lateral, tomando a trilha que leva ao Cerro Verde (1653m), a apenas 3 minutos do cume e distante o suficiente da zoeira.

Ótimo lugar para acampar e aguardar os amigos que estavam a caminho, meus parceiros de caminhada desde 2007, a Aliny e o Arce. Não demorou muito para chegarem, vieram em ritmo forte.

Hora do jantar, preparado conjuntamente, aproveitando para secar uma garrafa de bom vinho e mandar ver na polenta, arroz, batatas e outras guloseimas. Noite perfeita, com temperatura na casa dos 15 graus. Após uma sonequinha jogado no mato feito bicho, toque de recolher para um sono revigorador.

A ideia era acordar para o nascer do sol. No entanto, durante a madrugada, nuvens se formaram e impediram que apreciássemos essa cena. Gostei, bora dormir um tiquinho mais. Mais para o meio da manhã o céu abriu-se e permitiu fotos, café-da-manhã de reis e um tranquilo desmonte de acampamento para a descida, desta vez conjunta.

Hora de baixar, de voltar à cidade com uma grande certeza: em 15 dias vai ter mais =)

Porque a vida nas montanhas, essa é aquela que sempre buscamos.

Beijos e abraços!



Foto clássica do cume do Tucum (1734m), tendo o Pico Paraná (1877m) como destaque. Em primeiro plano, um pouco à direita o Cerro Verde (1653m).  Imagem: Ana Barbara Vicentin.



Vista do alto do Tucum, tendo o Morro Camapuan (1719m) e seus característicos descampados e a Represa do Capivari ao fundo. Imagem: Ana Barbara Vicentin.


Preparando a pose para a foto abaixo. Imagem: Aliny Borba.


Tcham! Imagem: Aliny Borba.



Momentos antes de iniciar a descida: Arce, Aliny, George e Ana Barbara. Imagem: George Volpão.

Rumo ao Ibitiraquire

Hola, que tal?

A última vez que acampei na Serra do Mar, na verdade foi a única vez que acampei em 2011. Quem me viu quem me vê... Quantos finais de semana passei nas montanhas lá pelas bandas de 2004 e 2005? Mais de 40, com certeza.

Em tempos pré-facebook, twitter e outras redes sociais (havia um incipiente orkut), o bacana mesmo era compartilhar momentos com os amigos. Em 2006 criei o blog, que acho uma ferramente fantástica. Aqui podemos detalhar as nuances de cada jornada e atingir um público desconhecido, já que o mega-robô do Google encontra as informações e permite que o conhecimento do escritor seja levado ao mundo.

Amanhã é dia de voltar, portanto, às montanhas, no estilo clássico. Trekkeiro mesmo, com mochila cargueira, bota, fogareiro, panelas e barraca. Passar uma noite na montanha, cozinhar, jogar conversa fora. Sem se preocupar com quanto tempo leva a subida, com o “ritmo” com o desgaste que isso poderia gerar em treinos futuros para corridas como a K42 Bombinhas ou a Super Meia Maratona Noturna de Extrema, provas nas quais participarei uma vez mais este ano.

Desgaste é ter a cabeça no buraco, é treinar com planilha fixa, com treinador enchendo meu saco, com gente coxinha perguntando teu pace, com nego chorando porque está sei lá quanto tempo sem treinar... Isso é desgaste. Desgaste da cabeça e do coração.

Eu quero é viver. E por querer viver cada segundo com todo tesão do mundo, é que o feriadão promete ser de muita vida outside.

E como dizia meu amigo Beto Joly:

Um abraço e até a próxima montanha!


George Volpão em outubro de 2003 no cume do Morro Itapiroca. Câmera digital era coisa de burguês...