Perdidos Trail Run

Enfim uma prova de montanha com montanha de verdade no Paraná. Um desnível altimétrico para ninguém botar defeito, muitos trechos técnicos e paisagens belíssimas. É o que promete a 1ª Perdidos Trail Run, uma corrida de montanha pura, com todos os ingredientes necessários para diversão em ambientes naturais.

A louvável iniciativa parte dos amigos Ricardo Tourinho Beraldi, Daiane Souza e Raphael Bonatto, que uniram forças e prepararam um percurso incrível para quem busca a verdadeira essência das corridas de montanha.

Clique na imagem abaixo e se inscreva logo, poucas vagas!

Nos vemos lá.

Abraços!







Retorno ao Pico Paraná

Um mix de corrida e trekking foi o que rolou no final de semana passado no Pico Paraná.

Partimos cedíssimo eu e a Ana Barbara, que ainda não havia pisado no ponto mais alto do sul do país, os 1.877 metros do Pico Paraná. Localizado em um maciço conhecido como Serra do Ibitiraquire, o PP, como é mais conhecido, exige bom preparo físico e psicológico, pois a trilha além de longa, em alguns pontos apresenta uma boa dose de exposição à altura.

Nos trechos em que era possível correr, corremos. Onde não dava - a maior parte, caminhamos e nos arrastamos. A trilha, apesar de aberta, é bem travada, com muitas raízes, galhos e rochas pelo caminho, que impedem uma maior velocidade. Como era a primeira vez da Ana Barbara naquelas bandas, progredimos de maneira cautelosa.

No fim das contas foi um belo dia de atividade nas montanhas.

Abaixo algumas imagens.

Beijos e abraços.








Super Meia Maratona Noturna de Extrema 2012 - Chegou a Hora

Bora embarcar rumo ao sul de Minas!

Estou super animado, mesmo tendo treinado corrida absurdamente pouco nestas semanas. Em junho corri apenas 32 quilômetros. Em junho do ano passado eu meti 170...

Foda-se. Vou lá para curtir, confiando na bagagem adquirida ao longo dos anos e nos longos pedais com alforge que realizei nas semanas anteriores.

Saí para uma corrida de 20 quilômetros em asfalto e algumas subidas na segunda feira à noite e confesso que não foi muito fácil. Mas acredito que tenha errado na alimentação durante o percurso e nas horas anteriores. O tanque estava seco.

Já repus a carga e na sexta a noite embarco com a Ana Barbara (que fará a prova de 12 km) rumo a Minas Gerais.

Agradeço ao Fábio, organizador do Circuito Brasileiro de Corridas de Montanha pelo suporte e pelo espaço no site onde deixo minhas impressões, bem como ao Bruno da Orientista Sports e ao Kiko da Proativa, importador da marca Deuter no Brasil, que me apoiam sem ressalvas!

Grande abraço e até breve!



Cálculo Renal, A Novela Continua

Hola!

Em 2009 eu sofri com cálculos renais no rim direito. Fiz uma ureterolitotripsia, procedimento cirúrgico onde enfiam uma micro-câmera, uma micro-britadeira e um micro-basket no seu pinto - via uretra, claro - para retirar a porra da pedra. Tudo sob efeito de anestesia, obviamente.

Em 2010 surgiram mais pedras, desta vez no rim esquerdo. Fiz um tratamento diferente, chamado LECO (Litotripsia Extra-Corpórea), que consiste em um bombardeamento com raios-x - não é laser. Fragmentou e acho que sumiu.

No ano seguinte voltei a sofrer com cólicas absurdas, a ponto de ir parar por duas vezes na emergência hospitalar e ter as crises amenizadas somente com alguma morfina. Realizei exames de ultrassom e raio-x e estava lá a pedra, escondidinha no meu rim.

Como parou de incomodar, não segui nenhum tratamento. E neste domingo, parece que tudo acabou, tomara.

No sábado, expeli em um primeiro momento três pedrinhas, em torno de 2mm cada uma. Mais tarde saiu outra. No domingo pela manhã, a saideira, todas com o mesmo tamanho, aproximadamente.

No início da noite de domingo, um "asteroide" atravessou o pinto e meu organismo o expeliu, após dores lancinantes durante todas as mijadas do dia.

A cena foi realmente grotesca, com a tal pedra enroscada na saída da uretra e eu tentando de todas as formas fazer com que a belezura finalmente fosse expulsa. Estava me borrando de medo de ter que partir ao hospital levar uma espetada no playground para que a rocha fosse retirada mediante anestesia. Sabe-se lá como, consegui extrair o caroço.

Para se ter ideia, quando fiz a cirurgia de retirada em 2009 o cálculo tinha 8mm de comprimento. Este, que saiu sozinho, é consideravelmente maior, tem no mínimo 1 cm.

Confira a foto abaixo, que se utiliza de uma moeda e uma régua para se ter noção do tamanho.

Que venha a semana, de preferência sem outras "duras" surpresas...

Abraços.

10 Informações Interessantes para Pedalar até São Luiz do Purunã

Salve!

Segue abaixo algumas informações que podem ajudar caso alguém queira se bandear pros lados de São Luiz do Purunã pedalando, relato que rolou no post anterior.

1-) Cuidado com a saída de Curitiba. Na maior parte dos casos ela é feita pela BR-277 sentido interior, iniciando pelo Parque Barigui. A região apresenta um grande fluxo de carros e muitas saídas e entradas da rodovia. Estes são os trechos críticos, onde se deve ter muita atenção com os motoristas que passam zunindo a poucos metros do ciclista. Sim, existe acostamento, mas mesmo assim vale ficar bem no cantinho... Não tenho informações sobre relatos de assaltos na região. Com alforges a coisa complica um pouco mais para o pretenso ladrão, já que a bike estará consideravelmente mais pesada e desequilibrada. No entanto, vale ficar sempre ligado e evitar pedalar sozinho, principalmente as moças.

2-) Não ande lado a lado com outro ciclista. Um dos maiores prazeres de sair por aí de bike é conversar, trocar idéias. Mas nas rodovias muito movimentadas isto é um perigo. O acostamento, em geral é estreito, o deslocamento de ar proveniente da passagem de carretas pode lhe derrubar caso esteja distraído e fica mais difícil desviar de algum obstáculo que porventura apareça. Deixe a prosa para quando o pedal chegar na estrada de terra.

3-) Comer é na Jusita. Marque consigo este lugar. Polenta com queijo e linguiça por apenas 12 reais. Prato na medida para não empanturrar e para te dar uma energia extra antes de subir a Serra de São Luiz. Grande variedade de produtos coloniais, vinhos, doces, geléias... uma tentação! Veja isto:



4-) A Subida da Serra de São Luiz. O desnível não é assim tão grande. Uns 300 metros no máximo. A subida é constante e ten uns 5 km. Em boa parte dela há acostamento e apenas nos trechos mais íngremes que surge a terceira faixa, onde competimos pelo espaço com as carretas mais lentas. Fique no cantinho, relaxe e aprecie o fumaceiro dos escapamentos. Dura pouco.

5-) No vilarejo de São Luiz do Purunã tem um mercadinho na rua principal que dá conta do recado para emergências gastronômicas.  Bom apetite.

6-) Pedalar nas estradas de terra da região é uma beleza. Independente de onde você vá por lá, qualquer que seja seu destino nos Campos Gerais, a tônica é: paisagens belíssimas, estradas de terra com muito sobe e desce, sol forte (em dias claros, óbvio) e muita diversão.

7-) Pernoitamos no Rancho Ventania. Entre em contato via e-mail com o Ralf e visite seu site. Conversamos com ele e tivemos um convidativo gramado para armar a barraca, com direito a chuveiro quente, banheiro e outras mordomias para quem é acostumado a acampar nas montanhas, cagar no mato e se limpar com lenços umedecidos. Pela noite, o Rancho serve uma pizza de lamber os beiços. Vale muito a pena. Coisa fina!

8-) Use equipamentos de qualidade. Use alforges de qualidade. Meu Deuter Rack Pack é insuperável! Vale cada real, pois você sente-se seguro e confiante no equipamento. Material leve, durável, prático, funcional e bonito. Você compra e gasta sua grana apenas uma vez. Com a barraca, também estou plenamente satisfeito. A Azteq Minipack é a barraca do cicloturista. Levíssima - 1.750 gramas - e abriga duas pessoas sem neuras.

9-) Mantenha sua bike sempre bem revisada. Eu e a Ana Barbara pagamos o preço da imprudência. Nossas bikes já estavam precisando de uma revisão e apresentaram pequenos problemas no câmbio dianteiro. Coisa simples de resolver, mas que poderia ter sido evitado se mantivéssemos a bike sempre tinindo.

10-) Google, google e google. Pesquise, pesquise muito. Você vai achar de tudo na net. Lugares para visitar, comer, acampar, dormir, pedalar, aprender, enfim. Absorva o maior número possível de informações, o que traz muito mais segurança em sua investida na região.

Grande abraço!




Cicloturismo em São Luiz do Purunã

Cacilda. Eu nunca sei se é São Luiz ou São Luis. Acho que a versão mais aceita é com "z" mesmo. 

De toda forma, eis o breve relato da viagenzinha para esta região. Partimos eu e Ana Barbara no sábado 30 de junho pela BR-277, sentido interior do Estado. Já com apenas 10 km o primeiro dano técnico. o câmbio dianteiro da bike da Ana simplesmente parou de funcionar. Não subia nem descia marchas. É fácil perceber como estar com alforges carregados (em média 12 kg cada ciclista) exige mais da bike. Tocamos em frente,  encaixamos na coroa do meio e bora pro asfaltão. 

Alguns sustos provocados por caminhoneiros sem mãe que buzinavam quando estavam bem próximos, o sobe-e-desce até que transcorreu tranquilamente até Campo Largo, a 25 km de casa. Pouco antes, o cavalo aqui foi tentar demonstrar como se baixa a marcha do desviador dianteiro no "chute" e acabou detonando a peça na minha bike. Lindo! Agora os dois sem câmbio dianteiro. O meu, pelo menos ainda mudava entre as duas coroas, perdendo a velocidade nas descidas, já que a coroa grande não entrava nem na porrada, nem na vaselina.

Parada estratégica nas margens da BR na Rondinha, Campo Largo para uma perfeita Polenta com Linguiça. 12 reais bem pagos! Energia pura no bucho, montamos nos caroços (bikes) e tocamos para o pé da Serra de São Luiz. A subida foi tranquila, achei que talvez fôssemos sofrer mais, carregados que estávamos. Uma certa tensão em trechos de 3ª faixa, onde não há acostamento, mas desta vez os caminhoneiros foram solidários com o casal e guardavam sempre uma boa distância.

Após atingido o segundo planalto paranaense, toca pro vilarejo de São Luiz(s) do Purunã. Breve parada para comprar o café da manhã do dia seguinte e aí começa a subir de novo, desta vez por estrada de terra. restavam ainda pouco menos de 10 quilômetros até o destino do dia, o Rancho Ventania, onde acamparíamos.

Belíssimas paisagens se descortinavam e a pressa era inexistente. Saboreamos cada metro percorrido e nem mesmo um pneu furado a pouco menos de 1 km para o final nos tirou o bom humor.

Lá chegamos, no Rancho Ventania, e fomos super bem recebidos pelo proprietário, o Ralf. Armamos a barraca - tirem as crianças da sala - e fomos para a chuveirada necessária. Fotos e muitas fotos de um belo pôr-do-sol, um descanso curto e seguimos para a pizzaria existente no Rancho. O lugar estava bem frequentado (em termos de quantidade de gente) e a pizza deliciosa, massa fininha, espetáculo! Bora dormir que no dia seguinte a ideia era acordar cedo para o retorno.

A noite foi agradável. Não ventou no Rancho Ventania e o frio era inexistente. Começo de inverno meio estranho... O sol surgiu novamente em cores incríveis e a vontade era ficar mais por aqui. No entanto, restava o retorno sob forte calor e sol ardido. As pernas estavam pesadas, e as subidas eram bem duras. Sem pressa, como sempre. Quando chegamos à descida da Serra de São Luiz, soltamos os freios e despencamos suavemente pelos 6 km morro abaixo.

Em Campo Largo, Jusita novamente! Mais polenta! E aí, era só relaxar e curtir o sobe-e-desce até a capital, onde chegamos por volta das três da tarde.

Em média foram cinco horas por dia, com uma parada de uma hora no meio. Super treino para a viagem de agosto e da melhor maneira possível: se divertindo, sem pressão, sem planilhinha, sem  metas de tempo. Apenas o vento na cara!

Amanhã eu posto as informações técnicas do pedal.

Abaixo, fotos!