Bombinhas, o Retorno (Parte II)

Oi, tudo bem?

Confesso que não está fácil voltar às corridas, mesmo sem ainda colocar muita quilometragem.
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Fico pensando se não chegou a fatura pelo meu histórico de correr longas distâncias desde 1995 (quando fiz meus primeiros 21 km correndo abaixo de duas horas), de ter feito 13 maratonas em apenas 5 anos e de tantas subidas aceleradas em cumes na serra do mar paranaense.
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Nas últimas semanas tenho lidado com uma panturrilha dolorida que parece estar a ponto de romper e por isso dei um tempo nos treinos.
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Já passei por tanto médico e fisioterapeuta com péssimo comportamento e visão que hoje prefiro simplesmente dar um tempo e tentar um retorno mais lento mais tarde. Generalizando, não confio mais.
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Também não sou o tarado das competições, dos paces ou do Strava. Gosto de apreciar qualquer atividade que eu esteja envolvido. Se não estiver dando prazer, não funciona. E ninguém gosta de correr com dor, apesar que muitos o fazem por problema de ego disfarçado em um discurso de auto superação.
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Daqui 10 dias, estarei em Bombinhas para rever bons amigos, desfrutar da natureza única e participar dos 12km da Indomit . Já estive lá por cinco vezes para correr os 42 km, entre 2009 e 2013 bem como para os 21 km em 2014. Quem sabe nesse reencontro com o ambiente, o lugar e as pessoas eu possa reencontrar o que é mais preciso nesse momento: eu mesmo.
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Bom dia!


Minha panturrilha incomodando já em 2010, no final da K42 Bombinhas.

Bombinhas, o Retorno

Meu Deus, o tempo passa não é?

Eu contei neste texto aqui, há quase dez anos, como foi minha participação na primeira maratona Trail realizada no Brasil.


Sim, eu estava lá em agosto de 2009. Foi também minha primeira maratona fora do asfalto. Incrível, mágico, surreal. Gostei tanto da experiência que voltei a correr em Bombinhas por mais 5 vezes, sendo 4 maratonas e uma vez nos 21 Km da Indomit Costa Esmeralda.


Quem me acompanha sabe que fiquei um certo tempo parado, distante dos treinos regulares e mais ainda das competições.

Em alguns momentos cheguei a anunciar que voltaria a participar ativamente de provas e do cenário de trail running do Brasil. Agora mesmo em 2019 eu achei que começaria o ano pegando firme. Não deu.

Mas agora está dando e vai dar. São 15 dias bem engrenados nos treinos, sem complicações físicas ou emocionais. 

E chegando ao ponto de querer me bandear para Bombinhas, acompanhar a Indomit que vai rolar neste próximo dia 10 de agosto.

É claro que não estou apto a encarar os 42 quilômetros desta vez, pois estou com pouquíssima bagagem de treinos. Não seria prudente encarar nem mesmo a opção de 25 km, que ocorrerá nesta edição também.

Irei nos 12 quilômetros, para matar a saudade daquelas belas trilhas e costões pelas bandas de Quatro Ilhas, Sepultura, etc. 

Fico profundamente agradecido e lisonjeado em ser lembrado pelo organizador Juan Asef, que desde a primeira edição quando a prova ainda se chamava K42 Bombinhas, foi de uma simpatia e caráter exemplares. 

Vai ser muito bom rever aquela turma toda de lá, estou verdadeiramente feliz e emocionado e poder "voltar" em uma prova que rola exatamente da onde comecei minha história no trail running de longa distância. 10 anos depois então... mais marcante ainda.

Vejo vocês por lá! Quem quiser fazer a prova ainda dá tempo, corre aqui. 

Forte abraço!



Dez anos atrás, quase chegando!

Cheguei! E tô voltando!


Temperaturas Negativas no Morro do Anhangava

Opa, firmeza?

Pow, última vez que eu tinha ido ao Anhangava foi nesse dia aqui.

Como pude demorar tanto?

Ok, é certo que morar em Curitiba e não mais em Quatro Barras complicou um pouco minhas idas para lá. Afinal, são 26 quilômetros de distância. Mas... dava pra levar mais a sério isso, né Volpão?

De toda forma, não resisti à entrada de uma forte massa de ar polar prevista para os dias 6 e 7 de julho de 2019 e me programei para pegar o nascer do sol lá nos cumes. Deu certo!

Saí de casa às 5:10 de uma congelante madrugada, com termômetro na casa do zero grau. De Uber até a região das fábricas antes da Borda do Campo, é rápido, seguro e custa menos de cinquenta reais. Gosto de começar minhas corridas ali, pois tenho ainda uns 5 quilômetros de estrada de chão em leve subida para esticar as passadas e correr um pouco na escuridão. Em pouco mais de 30 minutos, passo pelo campo da Asa Delta e começo a subir de verdade, pela antiga estrada da Asa Delta (sim, até meados dos anos 90 era possível subir de carro com tração nas quatro rodas até o cume do Morro Samambaia (vizinho ao Anhangava). 

Hoje é uma trilha bem batida e bem cuidada pelo pessoal das associações de montanhismo que realizam frequentes mutirões. Vinte e poucos minutos, chego bem a tempo de ver o sol aparecer por trás das montanhas da Serra do Ibitiraquire. Já na subida era possível observar a geada pegando forte e lá em cima tinha bastante gelo também sobre as pedras. Com as chuvas dos dias anteriores, ainda havia bastante umidade na montanha e tudo congelou.

Não foi nem de longe minha subida mais acelerada ou a mais "sangue nos olhos" das mais de 50 que já fiz por lá. Mas foi certamente uma das mais divertidas, onde pude curtir com intensidade cada segundo por lá.

Não tinha muita gente na montanha, havia paz e nenhum tipo de farofagem que é cada vez mais comum por lá. 

Fiz a descida pela trilha frontal, até que em boa pegada e com segurança, dadas as circunstâncias. Como sabem, tenho um ligamento cruzado anterior do joelho direito rompido há 6 anos e tô nem aí pra fazer cirurgia, já que consigo ter qualidade de vida nas atividades que realizo. Basta ter cuidado e atenção que tudo se dá muito bem.

Ao final, foram pouco mais de 10 quilômetros, com 600 metros de desnível positivo acumulado segundo o GPS. Aliás, ainda quero fazer um review do modelo que estou usando o Amazfit Verge.

Deixo abaixo algumas imagens do belíssimo dia no alto das montanhas.

Um forte abraço e até o próximo texto!



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