Considerações sobre a Maratona do Rio

Pois é... The first one... A primeira maratona.

Teria muitas e muitas coisas a dizer. Ontem fiz um breve resumo do que foi a prova. Porém acredito que esta foi uma experiência bastante particular e dada a imensa carga emocional que uma maratona demanda (pelo menos foi o que aconteceu nessa primeira corrida), penso que cada um deve tentar buscar a "sua" maratona. Mas isso será assunto de um próximo post, mais filosófico que este.

Neste post quero deixar apenas mais algumas impressões do que aconteceu neste final de semana em terras cariocas.

Como em todas as coisas da vida que realizamos pela primeira vez, nesta maratona aprendi muitas coisas sobre corridas, alimentação, psicologia do esporte, entre outros tópicos. Era natural sentir um certo temor antes, afinal não havia corrido essa distância antes. Em minha primeira competição de 10 km eu já havia percorrido essa distância em treinos inúmeras vezes. Na meia-maratona foi da mesma forma. Mas nessa clássica distância dos 42.195 metros seria diferente. Havia feito apenas dois treinos de 32 km e um 34 km. Apenas 9 semanas de treino após a sucessão de eventos do início do ano (férias na Argentina e Chile e tratamento renal que me paralisaram por quase 3 meses). Esta maratona foi uma verdadeira prova de fogo para minha força de vontade, para a minha autodeterminação e para minha filosofia de treinamento (não sou formado em Educação Física, mas tenho certeza que entendo muito mais de fisiologia do esforço do que muito mané com diploma, graças aos livros técnicos que leio continuamente desde os 15 anos de idade).

Tudo era novidade. Que roupa usar para sentir-me confortável? Qual meia? Qual tênis? Qual protetor solar? O que comer antes e durante? Qual ritmo empreender? Caminhar nos postos de hidratação? Deveria ter expectativa de tempo de conclusão da prova? Como saber se alguma dor mereceria atenção a ponto de me fazer desistir da prova? Como saber o que é extamente a dor?

Inúmeras e incontáveis questões que responderei (algumas) aqui:

Que roupa usar para sentir-me confortável?
Com bastante antecedência defini qual seria o vestuário, sendo imprescindível testá-los antes em treinos de mais de 30 km. Decidi-me por:

Camiseta sem manga em poliamida (Nike Pro), tomando cuidado de proteger os braços com bastante filtro solar já testado também e Micropore nos mamilos para evitar o sangramento que o atrito com a camiseta sempre provoca em corridas longas.

Bermuda em lycra Nike Pro, na verdade uma bermuda de compressão desenhada para futebol e não para corridas, pois não havia encontrado em Belo Horizonte nada que fosse tão confortável quanto este produto. este produto foi fundamental para evitar assaduras nas virilhas, que são facilmente produzidas em quem tem músculos adutores (aquele da virilha) avantajados como é meu caso.

Boné Asics de cor branca, muito fresquinho e de rápida secagem.

Cueca da sorte (esteve em cumes andinos e outras montanhas do Brasil, específica para eventos especiais como esses), de poliamida. Afinal um pouco de superstição não faz mal a ninguém.



Modelito do Pepe (já um pouco torto, por volta do km 41)

Qual meia?
Utilizei meias de compressão Kendall 20 mmHg, cor preta, testada e aprovada em todos os treinos longos e alguns de subidas. Credito a ótima condição das panturrilhas que eu apresentava ao final da prova a essas meias. Realmente não parecia que eu havia acabado de correr 42 km. Fresh Legs de verdade. Auxiliam no retorno venoso e será alvo de demorado post em breve. Antes de calçar a meia eu besuntei meus pés com vaselina em pasta.

Qual tênis?
Mizuno Prorunner 11. Não incomodou e protegeu meu pé a ponto de eu cruzar a linha de chegada sem dores, bolhas ou qualquer outro dano. Fez par perfeito com as meias desde os treinos.

Qual protetor solar?
Sundown FPS 30. Nada anormal e não vi necessidade de gastar fortuna em protetor solar. Deu conta do recado nas condições atmosféricas da prova (sol fraco e intermitente, com períodos de nublado e grande umidade do ar).

O que comer e beber antes e durante?
Café da manhã sem frescuras no hotel: pão branco, geléia, queijo branco e suco de abacaxi. Para a prova eu levei 6 Power Gel, 2 cápsulas de BCAA, 2 doses de Electro ++ (Nutrilatina) e algum dinheiro para comprar comida ou bebida durante a prova. Tudo isso acondicionado em um Money Belt Deuter. A idéia era consumir um sachê de gel a cada 40 minutos, tomar os BCAAs no Km 25 e os Electro ++ (pastilhas de sais mineirais) apenas se me sentisse fraco. Além disso tomaria água em todos os postos de hidratação bem como os isotônicos que também seriam distribuídos pela organização. A estratégia andou bem até o Km 28 quando simplesmente "apaguei". Meu estômago não aceitava de forma alguma os géis (que são extremamente ácidos). Por outro lado eu precisava de energia. Assim que cheguei no Leblon, por volta do Km 29, comprei um pacote pequeno de batatas fritas. Foi a salvação. Acredito que a grande quantidade de sódio, o carboidrato, as gorduras e, principalmente, o sabor diferente do produto me deram um "up". Acordei na hora e passei a imprimir o meu melhor ritmo em toda a prova, com passagens dignas de provas de 10 km. Esqueci os géis e passei a administrar apenas com as batatinhas. Cheguei inteiro ao final. Repensarei seriamente minha alimentação durante essas provas longas.
Qual ritmo empreender?
A idéia inicial era fechar a prova em pelo menos 4h30min. Seria perfeito, sinal que tudo teria andado bem. No entanto o chilique que meu estômago teve no km 29 arruinou a idéia e passei a desejar apenas completar a prova. Logo que recuperei minha melhor condição segui em passo prudente para fechar 16 minutos acima do previsto, ainda assim ótimo para um estréia, principalmente se considerar a quantidade de pessoas que chegaram no final da prova precisando de cuidados médicos.

Caminhar nos postos de hidratação?
Caminhar em todos postos, com certeza. Para que a pressa? Caminhar desestressa os músculos por mudar sua solicitação, reduz os batimentos cardíacos e dá um ânimo. Em minha estratégia isso foi ótimo.

Deveria ter expectativa de tempo de conclusão da prova?
Apesar de saber que em uma primeira maratona nosso desejo deve ser apenas completar. Mas inevitável não querer correr bem. Corri o suficiente para chegar inteiro. Senti-me feliz por completar em 4h46min e inteiro, andando e sorrindo do que em 4h15min e passando mal. Para mim a corrida é diversão e não sofrimento.
Como saber se alguma dor mereceria atenção a ponto de me fazer desistir da prova?
Esta pergunta ficou sem resposta. Senti apenas algumas pontadas no posterior da coxa direita, que parecia querer se contrair em uma cãimbra, o que não se concretizou pois passei a caminhar por alguns segundos, comprimi e relaxei a região com massagem rápida e toquei o pau em frente. Conclusão: respeitar os sinais do corpo logo que eles aparecem e agir rápido.



Enfim, amigos. Muito ainda a aprender. Muito ainda a passar para quem lê por aqui. Especialmente no que se refere a alimentação para um maratonista, o que tenho certeza que influi tanto ou mais quanto o treinamento.

Lembro ainda que a data desta maratona, 28 de junho era significativa para mim. Completava 100 dias sem comer carne de espécie alguma. Vitória dupla!

E nessa semana seguirei com os "bastidores" da maratona. Os amigos que fiz, alguns que revi, a vida "corrida" de quem viaja final de semana e mal tem tempo de fazer outra coisa que não seja correr e dormir no hotel.

Um grande abraço!!!!

Quarenta e dois mil, cento e noventa e cinco metros - Maratona do Rio

42.195m.

42k

Maratona

Muitos são os termos, números e definições para esta prova.

Mas eu resumo em apenas uma: Maratona, Você TEM que fazer uma!

Resumo breve do dia de ontem:

Dia agradável, 19 graus na largada, no fim do mundo: Recreio dos Bandeirantes. Um retão de 20 km à beira mar até chegar à Barra da Tijuca, passagem pela largada da Meia Maratona (que a Lígia correu). Minha passagem nestes 21 km foi em torno das 2h15 minutos.

Subimos um pouquinho por um viaduto e aí já estava bem quente. E veio São Conrado com a subida da Av. Nyemeier. Subida fraquinha, corri inteira, bem tranquilo. Neste ponto já era possível encontrar alguns atletas caminhando. Descendo rumo ao Leblon eu apaguei. Considerei andar os últimos quilometros e mandar tudo às favas. Minha dieta de gel de carboidrato não fez nada bem. Fui salvo pelo dinheiro que levei para comprar um pacote de batatas fritas. Cinco minutos após devorar meio pacote de das batatinhas eu voltei a correr em ritmo tranquilo, em torno de 6 minutos o quilometro. Praias lotadas, dia lindo. Sol mas não muito quente. Pessoas apaudindo.

Enfim uma quebrada à esquerda, um túnel e 3 quilômetros para o fim. Encontro a Lígia que foi me incentivar no final da corrida. Assustou-se a ver que eu estava inteiro, pois eu estava um pouco atrasado. Eu previa ( se é que se pode fazer previsões em uma primeira maratona) terminar em 4h30min. Levei pouco mais que isso e fechei com 4h46min. Os segundos em uma prova como essa realmente não importam.

Dores? Mínimas!

Aprendi muitas coisas nesta primeira maratona. E vamos falar disso por aqui.

E amanhã eu continuo!

Beijos, abraços e obrigado pela força dos amigos!

Rumo ao Rio

Chegou a hora!


Embarco nesta sexta feira para o Rio de Janeiro. Será minha primeira participação em maratonas. A ansiedade tão apregoada já não está mais presente. No início da semana eu andava mais pensativo a respeito. Hoje não. Estou bem relax, satisfeito com meus treinamentos e, principalmente, não ter ocorrido nenhuma lesão. A carga foi muito forte em um espaço de tempo muito curto. Foram apenas 9 semanas de treinos voltados para a Maratona do Rio.

Acredito que terei um tempinho no hotel para postar algo por aqui ainda no sábado. Desde já agradeço a força dos amigos que já há tempos vêm torcendo por mais essa conquista.

Um grande abraço e rumo ao rio!

Um Trail Run muito divertido!

Como assino diversas atualizações de sites gringos de corridas de montanha (trail running em inglês), fico por dentro das novidades que rolam no mercado e principalmente sobre as competições. E se você também quiser receber as atualizações deste bloguezinho basta preencher seu mail no campo destinado a esse fim no menu lateral direito.

Posto abaixo um vídeo bem bacana sobre uma prova realizada na Inglaterra, onde o esporte é bastante popular. Como sempre não poderia faltar boas doses de lama e umidade na ilha britânica, conhecida pelo seu clima chuvoso. No entanto no dia da prova havia um belo sol e a lama foi um ingrediente bastante divertido. E desta vez com ótima trilha sonora (nada como a boa música inglesa, hehe).

Enjoy!


Subindo e descendo por Belo Horizonte

Dando uma certa sequência ao post anterior, resolvi por em prática um pouco daquilo que escrevi dois dias atrás. Parti para um treino de subidas e descidas em um local que eu já estava namorando havia algum tempo através de programas como Google Earth e Map My Run.


A idéia era subir pelas encostas orientais da Serra do Curral, passando pelo Minas Country até ser despejado na Antiga Estrada de Nova Lima. No alto da crista da Serra eu abandonaria a velha estrada e seguiria morro abaixo por uma rua de chão batido que me depositaria na Av. Borba Gato, uma via pública já conhecida de meus longões rumo à Sabará. De lá retornaria até a ainda mais conhecida Avenida dos Andradas.

Tracei mentalmente o trajeto (o que de nada adiantou pois acabei me perdendo logo no começo e só me encontrando após perguntar o rumo certo para as pessoas na rua), me equipei do Forerunner 305 que emprestei e me bandeei morro acima.

Para o evento selecionei o Salomon XT Wings, Meias de Compressão (sobre as quais tratarei na próxima semana) e uma mochila de hidratação, além dos básicos calções e camisetas para não correr nu.

Eu já havia utilizado tal calçado, porém não com esta meia, que já havia se mostrado super confortável com meus Mizunos de corrida de rua. Porém esta combinação Salomon X Meias de Compressão não obteve êxito e já com 5 quilômetros eu comecei a sentir desconforto nos pés, prenunciando uma bolha (algo que raramente oqorre comigo, dado o grosseirão que é meu pé).

Não me abalei e subi, subi e subi. A cada centena de metros belas imagens, com direito a floresta fechada encobrindo a via (próximo ao Minas Country), alguns belos panoramas da capital mineira (infelizmente ofuscados pela névoa cinzenta de poluição), aglomerações urbanas improvisadas e um ventinho frio ao ultrapassar a cota dos 1.000 metros de altitude. Sempre que possível eu perguntava às pessoas na rua se estava no rumo correto. Estas sempre foram bastante atenciosas com o maluco correndo com uma mochila nas costas.

Em dado momento vi uma trilha subindo um barranco e me aventurei por alguns minutos nela, pois havia previsto a existência de uma trilha paralela a esta estrada que me levaria de volta ao asfalto da Av. Borba Gato. Acabei não me sentindo muito confiante e retornei para a estrada, apenas para confirmar quando cheguei em casa e li os dados do GPS que realmente aquela era a trilha correta e que me levaria por caminho acidentado ao mesmo destino. Fica para a próxima.

Logo ao chegar à planura do vale do Ribeirão Arrudas achei por bem poupar os sofridos pés e tomar um ônibus para retornar. Sábia descisão. Ao sacar os calçados em casa assustei-me com belíssima bolha de sangue no pé direito. Coisa pequena e simples de tratar, mas que poderia ter se agravado muito, prejudicando meus treinamentos próximos e mesmo minha participação na Maratona do Rio. Será preciso encontrar outra combinação Calçado X Meias para treinos assim.

No fim das contas fechei um treino d epouco mais de 15 km em ritmo muito confortável como pode ser observado neste link e no mapa abaixo. Vale a pena fuçar o Map My Run e ver o mapa pela opção Satellite Map.

Reproduzo abaixo algumas imagens do treino, inclusive um breve vídeo. Um grande abraço e voltem sempre (show de bola o aumento nas visitas e nas assinaturas das newsletter, obrigado de coração!).






Imediações do Minas Country


Que vontade de se embrenhar e coletar uns carrapatos...




Homenagem a algum corredor desaparecido nesses rincões?



Que Beleza!



Tecnologia na roça


A vantagem de quem corre e treina em subidas

Buenas!!

Há muito tempo eu defendo a prática da corrida em terrenos acidentados como componente importante na melhora do desempenho em corridas de percursos planos. E não se trata de papo de quem corre em trilhas. Estou falando diretamente a quem corre nas ruas. Quem corre em trilhas sabe que se não treinar subidas é melhor mudar de esporte...rsrs

Pude comprovar o efeito prático disso tudo ao participar de competições nos últimos dois meses em que as subidas estavam sempre presentes. Em alguns treinos dei preferência aos percursos planos, pois estou focado na Maratona do Rio, que tem trajeto basicamente sem desníveis. Desta forma aproveitei estas corridas de 10 km para forçar mais um pouco, já que encontraria subidas exigentes em todas essas provas.

A primeira corrida foi a João César, dia 24 de maio. 10 km em 51:31. Uma semana depois rolou a Corrida da Fundação Torino. Desnível altimétrico semelhante nos mesmos 10 km. Fechei com 51:22, quase a mesma coisa. Nesta prova eu poderia ter me saído melhor se não tivesse corrido 20 km no dia anterior de forma acelerada.

Em seguida participei da Corrida da Lua Cheia, realizada dia (noite) de 09 de junho. Essa foi a mais pesada em termos de desnível, quase o dobro das outras, como se pode observar nos números abaixo. Fechei os 9.450 metros em 47:30, mantendo o mesmo padrão de pouco mais de cinco minutos o quilômetro.

Finalmente, na última prova, a Corrida de Pentecostes rolou um temporal: 48:02 nos 10 km.

Porém mais que baixar o tempo o que levo muito em consideração é o chamado "effort level". Poderia traduzir isso de maneira simplista como percepção subjetiva de esforço. Foi nesta prova que me senti mais "confortável". Isso não significa que eu poderia ter ido mais rápido ou que eu tenha me poupado. Significa que mesmo fazendo um tempo quase tres minutos menor (pode haver pequenas variações na distância) do que meu habitual, eu me senti "forte" na prova. Fiz todas as subidas sem sofrimento, chegando nos trechos planos com folga para impor o ritmo abaixo dos 5min/km que eu havia previsto.

E tenho plena certeza que a redução do meu tempo nos 10 km para abaixo dos perseguidos 50 minutos foi graças às provas que serviram como treinos fortes de ritmo e subidas. Afinal meu treinamento está todo focado em apenas completar a maratona. Não estou treinando tiros, ritmo, fartkleks ou qualquer outro tipo de treino que foque no ganho de velocidade. A mim me basta completar a Maratona do Rio. Correr 10 km abaixo dos 50 minutos veio como bônus pela dedicação e pelo acerto em privilegiar provas com percurso mais acidentado.



Clique na imagem acima para obter dicas para melhor encarar as subidas



E com isso fica a certeza óbvia: em uma prova de terreno totalmente plana, como as que rolam na orla da Lagoa da Pampulha, o tempo será bem baixo. No final de novembro do ano passado marquei lá 50:01 nos 10 km do Circuito das Estações, etapa verão. Este ano pretendo correr a mesma prova por lá, na mesma época. E aí veremos os resultados. Até mesmo porque após a Maratona do Rio o foco também não será na velocidade dos 10 km planos e sim na resistência necessária para se completar inteiro os infindáveis quilômetros da blá-blá-blá Run em 2010 (ainda não defini qual será o desafio, mas será bem mais longo que uma maratona).

Segue abaixo os dados das quatro provas:


24-05-09 - Corrida João César - 10 km.

901m Altiude mínima
978m Altitude máxima
82m Soma das subidas
-82m Soma das descidas


31-05-09 - Corrida da Fundação Torino - 10 km

1087m Altitude mínima
1168m Altitude máxima
76m Soma das subidas
-76m Soma das descidas

09-06-09 - Corrida da Lua Cheia - 9,45 km

1022m Altitude mínima
1209m Altitude máxima
131m Soma das subidas
-131m Soma das descidas

14-06-09 - Corrida de Pentecostes - 10 km

700m Altitude mínima
772m Altitude máxima
88m Soma das subidas
-88m Soma das descidas

Corrida de Pentecostes - Divinópolis - MG

Estive participando neste último domingo da Corrida de Pentecostes em Divinópolis, cidade localizada a 121 quilômetros da capital mineira e com aproximadamente 200.000 habitantes. Trata-se de uma corrida já tradicional no atletismo mineiro, sendo realizada a 15ª edição neste ano. A distância da prova é a clássica 10 km tão presente em provas nacionais.

A Casa do Corredor montou um pacote de preço amigo, sessenta reais incluindo a inscrição, e decidi encarar uma prova em outra cidade. Partimos em ônibus lotado em uma fresquinha manhã ensolarada, por volta de 6:30 da manhã. Expectativa de duas horas de viagem. Magrão, camarada já conhecido das corridas em acompanhou nessa. A Lígia preferiu tirar uma folga das competições, focando em seu treinamento para a Meia Maratona do Rio, dentro de quinze dias.

Após bastante agito no latão, chegamos em Divinópolis cerca de uma hora antes da largada, que estava prevista para as 9:30. Por lá o friozinho e o vento eram mais intensos, o que me fez optar por correr com camiseta de mangas longas e aguardar a largada em um ponto que recebesse a luz do sol.

A largada foi pontual, em leve descida até a primeira curva, que já anunciava um percurso acidentado e sinuoso, com muitas subidas e descidas. Havia também alguns trechos com calçamento de pedras, muito bom para lesionar os mais incautos, mas também desafiador para quem curte uma dificuldade a mais.

A prova foi bem organizada, com inscrição de valor honesto (20 reais), pontos de água no percurso, trânsito bem controlado, entrega do kit (retirado no dia) sem problemas.

O ponto negativo ficou apenas por conta do atraso na premiação. Não que eu tenha ganhado algo, mas porque muitos dos que estavam no ônibus conseguiram boas colocações e tiveram que esperar até uma hora da tarde para receberem seus prêmios e embarcarmos rumo a Belo Horizonte.

Lá também encontrei outros companheiros de provas e treinos por BH como a Aline, Viviane, Rosendo, Mister Bus e outros mais.

No fim das contas valeu muito a pena. Eu que não gosto das provas-modinha tipo Adidas, encontrei em uma prova simples e de percurso desafiador uma boa motivação para baixar meu tempo nos 10 Km. Levei 48:02, perfazendo a melhor marca mundial pessoal deste ano(parafraseando o Bruno do Correndo na Chuva). Isso em um percurso exigente, com quase 100 metros de desnivel vertical acumulado.

Fiquei bem satisfeito com o resultado. Não apenas com o tempo de conclusão, mas também com o clima de amizade e companheirismo do mundo do atletismo, bem diferente do que rolava no montanhismo paranaense, onde o que prevalece muitas vezes é a inveja, o destempero e a vaidade.

14 dias para a Maratona do Rio, minha primeira 42k. O lance aqora é baixar a carga, se alimentar corretamente e focar na prova.

Resultados no site da prova.

Um grande abraço e ótima semana a todos.

Magrão, Aline e Volpão.

Proibido Correr

Na verdade eu havia pensados em vários títulos para este post.

"Corrida de Aventura em Belo Horizonte"

"São Tantas Emoções"

"Feriado? Fique Em Casa"

E muitos outros. Isso tudo decorrente da tentativa de achar um lado engraçado a respeito da situação que eu enfrentei no treino desta quinta-feira, feriado de Corpus Christi, na capital mineira. E cheguei à conclusão que fica proibido correr em dias como esses, em alguns locais tradicionais para treinos na cidade.

Decidi aproveitar o feriado no meio da semana e dormir um pouquinho mais, não mepreocupar com acordar cedo para treinar, essas coisas. Decidi por treinar à tarde, na já conhecida Pista da Andradas. E foi um pesadelo.

Não vou nem citar o mau cheiro dos cocôs do Ribeirão Arrudas, algo que já comentei anteriormente. Este é, sinceramente, o menor dos incômodos. Iniciei o treino no cruzamento da Avenida do Contorno com a Andradas, próximo à região hospitalar. E as coisas já não começam bem. Mendigos para todos os lados, saquinhos plásticos com cola de sapateiro, cachimbos de crack, cheiro de urina e de pessoas sem banho.

Relevei. Esse tipo de gente já está lá há tanto tempo (sobre)vivendo sabe Deus como. Provavelmente da caridade idiota de algumas pessoas que devem fornecer comida e dinheirinho para a cachaça e a cola. Desta primeira observação ficou apenas a interrogação de onde se encontra o poder público que não retira as pessoas desse local, permitindo que todo o tipo de coisa errada aconteça assim em local tão emblemático.

Segue a corrida, rumo ao leste, com a intenção de chegar a estação da Copasa, quase no limite municipal com Sabará. No caminho mais entreveros: Garotos soltando pipas com linhas cobertas de cerol ("foi aquela vermelha que me cortou"), um filho da p@#$% jogando um sacão enorme de lixo no coitado do Ribeirão Arrudas, motoristas e motoqueiros tirando "finas" enquanto corria junto à calçada (passeio para os mineiros), montes de lixo sendo queimado... Verdadeira cena de terror em um simples treino.

Eu me no Gabão, Mali ou Bangladesh. Não em uma cidade que se vangloria de ser uma das mais progressistas capitais do Brasil. Realmente me chocou a desigualdade que vivemos em nosso país.

E isso foge do tema "corridas". Porém como corredores que somos temos a oportunidade de fazer essas análises e constatações. Existem alguns belíssimos lugares em BH para praticar esporte, tranquilos, calmos, onde todos se respeitam. Porém o que era para ser um local destinado à prática saudável de esportes como a Pista da Andradas estava em situação tal na tarde do feriado que compará-la a um chiqueiro seria uma ofensa ao local onde ficam os porcos.

Uma cópia deste relato foi enviado via email à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, solicitando principalmente providência com relação aos vagabundos que habitam o início da pista, próximos à Estação de Metrô de Santa Efigênia. Uma real ameaça à segurança e saúde da população, corredores, atletas, caminhantes ou não. Havendo resposta eu publico aqui.

Enquanto isso, segue solta a farra dos vereadores em nossa Câmara Municipal, situada a poucos metros destas cenas de crimes.

Com isso a conclusão: É proibido correr em Belo Horizonte nas tardes de feriados.

Um abraço e bons treinos (de manhã pela preferência ou em locais mais aprazíveis).






Filmar tudo seria uma solução?




Mendigo da Pista da Andradas reclamando à PBH dos corredores que atrapalham o sono deles pela manhã.




Emprego não falta!!!!

Sobre Homens e Montanhas - Jon Krakauer

Para movimentar um pouquinho mais este blog vou dedicar um espaço semanal para comentar um pouco da minha vasta biblioteca de montanha e aventura. Assim tento ajudar quem busca informações sobre essa literatura marginal. Este é um texto que foi publicado em meu blog antigo, do tempo do George Nas Nuvens, o montanhista dos patrocínios.

Para começar um livro clássico: Sobre Homens e Montanhas, de Jon Krakauer.
Nunca fui muito fã do Krakauer. Nada contra jornalistas, mas às vezes sou levado a crer que eles distorcem um pouco as coisas e adaptam situações à conveniência. Seu relato publicado na Outside Magazine americana no outono de 1996 referente à famosa tragédia do 10 de maio, foi um exemplo disso. Tanto que criou-se a maior polêmica, principalmente no que se refere à atuação do guia russo Anatoli Boukreev. Em 1997 Jon Krakaeur publicou sua versão completa no clássico Into The Thin Air (No Ar Rarefeito em sua versão brasileira). A resposta foi imediata com Boukreev publicando The Climb – Tragic Ambitions on Everest (A Escalada).
Mesmo assim resolvi encarar a leitura de Eiger Dreams – Ventures Among Men and Mountains ( Sobre Homens e Montanhas). Tudo bem que a capa é nada a ver (um trabalho visual sobre uma imagem do Waldemar Niclevicz escalando o K2).
O livro é na verdade um apanhado de 12 reportagens que Krakauer publicou na Outside e publicou neste formato. Nele é possível ver que realmente Jon é um escritor dos melhores, independente de sua posição no caso citado anteriormente. O talento para escrever sobre esse nosso sub-mundo de montanhismo e escaladas é presente em todos os seus textos. Ele apresenta também um estilo investigativo, que o consagraria mais tarde com Into The Wild (Na Natureza Selvagem). O texto sobre a possibilidade da existência de uma montanha mais alta que o Everest é demais!!!
As histórias vão se somando uma atrás da outra, de leitura fácil e empolgante. Ótimo para fugir um pouco de temas batidos como livros exclusivamente sobre o Everest, que são os mais encontrados na nossa língua.
E aproveitando o espaço, você pode encontrar esse livro à venda na Território!
Super abraço a todos.

Turismo – Santiago do Chile

Santiago é encantadora. Santiago é fantástica. Santiago é demais para minha cabecinha terceiro-mundista… Santiago é a realização dos meus sonhos de uma metrópole em que é possível viver.
Tá bom, você pode achar que estou exagerando. Mas na minha humilde impressão eu não estou não. Venho de uma criação em uma cidade dita de primeiro mundo, Curitiba, capital paranaense. Realmente, se comparada a outras capitais do Brasil (conheço algumas) ela tem uma qualidade de vida bem aceitável. Hoje vivo em Belo Horizonte, o Faroeste Caboclo em forma de metrópole de uns seis milhões de indivíduos. Santiago do Chile tem aproximadamente a mesma população. Porém Santiago não oprime, não assusta e não prejudica quem quer viver nela.





Santiago tem inúmeros problemas também, entre eles o crescente aumento da violência (mas pelos jornais que li enquanto lá estive eu vi que se você fizer cagada o bicho pega mesmo), o trânsito complicado e a poluição quase insuportável, a ponto de ser difícil distinguir a Cordilheira dos Andes, a meros 40 km da cidade.
Mas as virtudes compensam e muito esses problemas. O povo é simpático (adoram brasileiros), existem muitas áreas verdes a disposição (o que é curioso em uma cidade onde chove menos que no nordeste do Brasil), o transporte público funciona (metrô de qualidade a 400 pesos, em torno de 1 real) e inúmeras atrações, tanto naturais quanto culturais.

Como Chegar desde o Brasil:

De Carro: Do mesmo jeito que se chega a Córdoba, artigo já publicado.
De Avião: Pode ser de Gol ou de LAN, empresas de qualidade que he deixarão no Aeroporto de Pudahuel, de onde é fácil e barato tomar um táxi até o local que você escolheu para se hospedar.
De Ônibus: Coráááágiiii: Pelo menos dois dias de viagem desde São Paulo. Prefira sempre empresas estrangeiras como a ChileBus ou a MercoBus. esqueça a Pluma, serviço horrível e ônibus antigos. Existem algumas outras que atendem o Brasil também, nada que o google não ajude.

O Que Curtir:

Muita coisa. Para ficar no básico tem o Cerro San Cristóbal e seus teleféricos e funicular, a Plaza de las Armas, o Cerro Santa Lucía, o Paseo Ahumada, o Mercado Central, o Parque Metropolitano, a culinária, e muito mais. Esteja munido de um guia de viagens (recomendo o Rough Guide, publicado no Brasil pela Publifolha) e mande ver! Quatro dias bastam. Mais que isso guarde para visitar as redondezas como San José de Maipo e Valparaíso.
San José de Maipo: Pitoresca cidadezinha a quarenta e tantos quilômetros de Santiago. Está encravada no Cajón del Maipo, lugar de intensa atividade turística para os que amam a natureza. Se a idéia é se enfiar na cordilheira recomendo que tomem um “micro” na Estação Florida, região sul de Santiago, com destino a Baños Morales e façam o trekking pelo Parque El Morado. É apenas um horário por dia deste microônibus. Nesta temporada passada (2009) ele partia as 8:30 da manhã e retornava as 17:00.
Valparaíso: PQP, não deixe ir. Ir a Santiago e não descer até Valparaíso é como o chavão ir a Roma e não ver o Papa… Cidade linda, toda colorida, com um jeitão de interior e uma bagunça organizada que quebra um pouco o clima por vezes sisudo de Santiago. Não deixe de andar nos funiculares e de fazer um passeio de barco pela Baía de Valparaíso, de onde se pode comtemplar a cidade e observar lobos marinhos.




Onde Ficar:

Nesta minha viagem eu fiquei com a Lígia no Ecohostel, de excelente localização e atendimento, nas pessoas queridas do Marcelo, do Enzo e do Oscar. Claro que tem várias opções por lá, mas essa nós acertamos de primeira.

Outras Dicas:

Para entrar no Chile basta o R.G. Não precisa de passaporte. Cuide bem dos seus papéis de entrada! Não esqueça que não rola entrar com frutas, vegetais e carnes, nem de avião nem via terrestre.
Tente comprar pesos em casas de câmbio em sua origem. É um pouco difícil encontrar mas vale tentar. se você vier pela Argentina fica mais fácil. Compre pesos chilenos antes de entrar no Chile.
Ônibus rodoviários no Chile são muito mais baratos que aqui. Viaje sempre que houver uma grana ou tempo disponível. Melhor que ficar mofando no hostel.
Prefira sempre comprar comida nos mercados e cozinhar no hostel. A economia é grande!
Duas cervejas dominam os menus: Crystal, bem leve e saborosa e a Escudo, que é uma cacetada na cabeça. O porre é certo. Prefira tomar de litro para economizar, hehe.
Entre em contato para efetuar suas reservas com antecedência.
Vinho é ótimo e barato. Lá Concha Y Toro é igual Campo Largo aqui, pelo menos na facilidade de acesso e no preço. Já a qualidade… Pegue leve e divirta-se!
Sorvete excelente: Um cono triple na Paradiso, que tem vários quiosques no centro, inclusive no Paseo Ahumada, um calçadão bem no centro da cidade. Sai menos de 3 reais e você se entope de sorvete.
Roupas de montanhismo e produtos eletrônicos custam praticamente a metade do que custariam no Brasil. Leve uma grana extra mas cuidado na alfândega!
Bjos e abraços (aguardo colaborações de infos!)

Sites Interessantes:

- Importante para quem pretende encarar a cordilheira.
- Tudo sobre esta região fascinante.
- Serviço Nacional de Turismo.
- Fomos muito bem atendidos nesta loja.

Divulgando

Buenas!

Postzinho bem rápido chamando a atenção para a divulgação de algumas imagens que fiz em um dos meus favoritos hobbies, a fotografia.

O link é www.georgevolpao.multiply.com.

Apareçam por lá, comentem e divulguem.

Gostaria também de agradecer as palvavras generosas que recebi aqui no blog, por e-mail e por recados no orkut sobre a cobertura fotográfica da VIC, bem como sobre os assuntos tratados neste blog.

E por fim recomendar a leitura do texto de meu amigo Tonto e, principalmente mandar um mail à presidência da república no que se refere a aprovação da Medida Provisória 485, que regulariza terras ocupadas ilegalmente na Amazônia. Eis o link para você fazer a sua parte: http://www.presidencia.gov.br/presidente/falecom/



Um grande abraço e bons treinos!

5ª VIC - Volta Internacional da Contorno - Ronaldo da Costa

Em um gelado (nem tanto) domingo de sol foi realizada mais uma VIC - Volta Internacional da Contorno. À parte a ousada e irônica denominação de prova internacional, a VIC se consolida como uma das mais divertidas e inusitadas oportunidades de correr em Belo Horizonte. Estive presente para fazer a cobertura fotográfica do evento, por hobby, por diversão e para rever os bons amigos que já fiz na cidade.

Tudo começou no final do ano passado, quando algumas pessoas da comunidade do orkut dos corredores de rua de Belo Horizonte resolveu se juntar para percorrer um trajeto dos mais emblemáticos da capital mineira: a Avenida do Contorno.

Belo Horizonte teve seu planejamento urbano datado do final do século passado, inicalmente para abrigar uma população estimada de 100.000 habitantes após um século de sua fundação, que ficariam concetrados na área delimitada pela projetada Avenida do Contorno. Na época da fundação de Belo Horizonte, em 1897, a cidade contava com 25.000 habitantes. porém já em 1930 a cidade contava com 130.000 almas e nos dias atuais tem em torno de dois milhoes e meio de habitantes, sem considerar os munícipios vizinhos de sua região metropolitana, que elevaria o número total de pessoas interagindo na região para algo próximo dos cinco milhões. Parece que algo deu errado no planejamento. Porém a Avenida do Contorno continuou com seu charme antigo, ao revelar algumas poucas construções preservadas do início do século passado. Outra característica desta via pública é a sucessão de subidas e descidas.

Percorrer seus poucos mais de 12 quilômetros torna-se um belo desafio para as manhãs de domingo em que esta prova-treino é realizada. Não há premiação, nem contagem oficial de tempo. Apenas amigos dispostos a correr e organizar um pouco as coisas, o que permite oferecer a quem participa pequenos confortos como dois postos de hidratação, mesa de frutas e isotônico ao final do percurso, acompanhamento de carros-guia e camiseta do evento.

Nesta quinta edição tivemos o privilégio da companhia do nosso eterno recordista mundial de maratona, o Ronaldo da Costa, que entre outras marcas expressivas deteve também títulos de corridas como São Silvestre, recordes de Troféu Brasil. Vale lembrar que Ronaldo obteve a marca de 2:06:05 na Maratona de Berlin em 1998 e até hoje é a melhor marca de um atleta não nascido na África. Hoje Ronaldo desenvolve um excelente trabalho junto à comunidade de Betim (cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte) e participa de corridas com o intuito de se divertir e motivar amadores como nós, bem como descobrir jovens talentos.

Como "bônus" Ronaldo ainda recebeu um bolo para comemorarmos seu aniversário que era exatamente neste 07 de junho, bolo este preparado pela Cátia, sempre atenta a esses detalhes.

Em um mundo muitas vezes recheados de pretensas estrelas (digo isso pelo meu histórico do montanhismo), ter hoje como amigo e companheiro de atividades uma pessoa que já foi simplesmente o mais veloz corredor da prova mais clássica do atletismo é realmente uma honra. De uma simplicidade assombrosa, Ronaldo é muito querido pela comunidade local, sempre acessível e atencioso.

Eu já conhecia sua história pelo mundo das revistas de corrida e ao ter oportunidade de conviver mais de perto nas provas (já havia tido a oportunidade de conversar com ele em três outras recentes provas em BH), realmente posso dizer que se trata de um verdadeiro exemplo de luta, de garra e, principalmente, de humildade, tão em falta em nossos tempos.

Parabéns ao Ronaldo, pelo seu aniversário e pela disposição. Parabéns a todos que acordaram cedo para prestigiar este evento, seja correndo, seja na equipe de apoio.

As fotos podem ser visualizadas em um álbum do Picasa: www.picasaweb.google.com.br/corridasbh.

Um grande abraço.


Ronaldo da Costa e as inúmeras fotos que teve que tirar, hehe.



A galera reunida antes da largada.


Um trechinho plano após despencar um barranco.



Pelotão reunido.


Arnoldo mandando ver com pés descalços pelas ruas de Belo Horizonte.

3 Barras de Chocolate

Bom demais correr longe...

Neste sábado foram longos 32 quilômetros de corrida, em um último longão visando a minha participação na Maratona do Rio, que se aproxima.

Parti rumo a Sabará, cidade vizinha a Belo Horizonte. Este treino de 32 km foi mais difícil que o anterior. Talvez por não estar acumulando quilômetros durante a semana, talvez por estar um pouco mais quente que na vez anterior, talvez por já estar sentindo os efeitos deletérios do excesso de quilometragem para meus padrões normais.

Até o km 28 ou 29 tudo anda bem. Depois disso eu apago. A frequência cardíaca sobe em média dez batimentos, mantendo a mesma velocidade. As pernas começam a pesar e com isso tudo a moral despenca. Não fui além dos 33 km em treinos, então será uma incógnita o meu comportamento após esta distância durante a prova do Rio.

Apesar das dores e do cansaço no restante do dia isso tudo é recompensado por uma dieta livre, com direito a muito chocolate, meu "prato" favorito. Gasto calórico do treino de hoje? 2.700 calorias.

Hoje foram duas barras: uma de chocolate branco, outra de chocolate preto, hehe. Mas teria crédito calórico para comer mais uma.

Um abraço e bons treinos.

Um abraço.


O Frio de Belo Horizonte segundo um Curitibano Corredor

Post parecido para assuntos parecidos. Mas estou voltando ao assunto devido à curiosidade típica que rola nestes tempos gélidos a respeito do que vestir, como treinar, o que fazer com a friaca que anda abraçando as Minas Gerais neste final de outono, início de inverno de 2009.

Esta massa de ar polar está se afastando. Hoje pela manhã os termômetros marcavam confortáveis 13 graus no Bairro de Santa Tereza, onde eu moro. Acredito que quem treina em locais altos como Belvedere, Mangabeiras e Sion deve sofrer mais que este corredor aqui que trota pelas margens do fétido Ribeirão Arrudas. Por sinal, no inverno ele fica menos fedido, talvez porque as pessoas tenham preguiça de usar o banheiro no frio (teoria furada, mas tudo bem), talvez porque as bactérias responsáveis pela decomposição do cocô trabalhem mais lentamente. O cocô seria decomposto apenas para as bandas de Sabará, logo a jusante, pobres vizinhos da capital mineira.

Deixando de lado a escatologia, eu citei no post anterior, que o maior incômodo para quem corre no frio belorizontino é o vento. Eita ventim danado, sô. Hoje cedo estive na Pista do Paredão no Bairro Mangabeiras e estava rolando um vento muito frio. Algumas pessoas correndo bem agasalhadas. Outras, heróis ou idiotas, correndo de shorts curtos e regatas.

É sempre uma decisão difícil escolher que roupa usar com este clima. Até mesmo porque existe a tendência de o dia esquentar com o passar dos minutos e das horas, correndo-se o risco de suar exageradamente com o acúmulo de peças de roupas.

Notei que minha receita de Curitiba não funciona muito bem aqui. Lá o clima é úmido, então não há muito como superaquecer. Você corre, sua e fica com a roupa molhada pois o suor não evapora dada a alta umidade do ar. Nestas condições eu corria com uma blusa chamada X-Thermo, da marca Solo, que me mantinha aquecido mesmo molhado. Uma calça de legging tipo esta da Kailash também me resolvia o problema. Se o termômetro baixava dos 10 graus usava ainda um protetor de orelha e umas luvas do mesmo material da blusa, que me garantia ótimo conforto térmico.

Pepe correndo 32 km em mata fechada sob garoa fina e frio de 10 graus na Serra do Mar paranaense. Não, não são faróis na alça da mochila, apenas um material refletivo indicando que o flash da câmera estava operando bem. Muita umidade, mas a temperatura estava agradável com o conjunto X-Thermo e Legging.



Porém este é um material que funciona super bem na umidade, como já disse. Em Belo Horizonte o agravante para baixar sua sensação de frio é o vento. Então melhor se proteger com corta-ventos, como esse da Solo, esse da Kailash, esse da Trilhas e Rumos ou esse da Salomon. Claro que existem os produzidos pelas marcas conhecidas de corrida, mas esses que citei são muito mais leves e mais compactos para guardar.

Para se ter uma idéia eu uso um da Solo que pesa menos de 100 gramas e tem a opção de ser guardado dentro do próprio bolso, o que acaba deixando-o pouco maior que um maço de cigarros (corredores sabem como é um maço de cigarros?). Enfim, é menor que uma garrafinha de água.

Pepe, Aline e Arnoldo durante trekking na Serra do Curral em BH sob vento. A jaqueta corta-vento Solo Ventus garantiu o conforto térmico.

Nas pernas uso bermuda de lycra, mas esse material uso no verão também, não gosto dos shorts curtinhos típicos de corredor. Quem usa esses modelos talvez prefira usar uma calça em lycra como as da Kailash ou as da Solo.

Gorros e luvas em BH acho um exagero. Porém cada um tem sensações diferentes de frio. Na última prova que corri, nas alturas do Belvedere, tinha uma menina correndo com uma luva enorme. Temperatura aproximada na hora da largada: 18 graus. Vai de cada um.

O que não pode é parar de treinar por este motivo. O clima de BH, principalmente no inverno é ideal para praticar atividades ao ar livre.

Um grande e caloroso abraço.

O Frio de Belo Horizonte segundo um Curitibano

Está em todos os jornais, canais de televisão e tal. O frio chegou a Minas Gerais (e ao resto do país, claro).

E realmente faz frio hoje, quarta feira, 03 de junho. Eu que passei os últimos 31 anos da minha vida vivendo no Paraná, boa parte deles em Campina Grande do Sul, cidade sujeita às gélidas correntes de ar provenientes do alto da Serra do Mar, sei bem como dói na pele um vento gelado. Enfrentei por alguns anos invernos por lá, onde meu termômetro digital amador chegou a marcar -4,6 C no jardim de casa. Sair cedo para as atividades da vida não era fácil. Na verdade, temperaturas extremas como essas não incomodavam tanto. O problema era a sequência de manhãs frias. Noventa, cento e vinte dias seguidos onde a temperatura mínima não passava dos nove graus. De abril a setembro, por vezes. Isso incomodava. Eu amo o frio. Porém a paciência tem limites e este era atingido bem ao final do período. E aí vinham os primeiros dias quentes em meados de setembro. E a vida seguia seu ciclo anual.

Agora aqui em Belo Horizonte vou encarar meu primeiro inverno sob os pés da Serra do Curral. Hoje teve a menor temperatura do ano na cidade: 9,1 C. Suficiente para se aninhar por uns minutos a mais junto aos cobertores (uma mantinha leve na verdade). Há uma grande diferença no frio daqui se comparar ao frio curitibano. Lá existe umidade. Aqui não... Tudo muito seco, o que provoca uma sensação térmica de frio mais intenso, pois está aliada com um vento mais forte. Então os 10 graus que rolam aqui me lembram os 5 graus de Curitiba. E fico feliz.

Espero ter boas experiências invernais por aqui, já que tudo parece mais ameno.

Um abraço!

Corrida da Fundação Torino - 31 de maio

Post rápido sobre prova maneira. Bem organizada, com a já conhecida competência organizacional da By Japão. Percuso duro para novatos, ideal para quem segue a filosofia do quanto pió, mió.

De aspectos negativos apenas o atraso na largada (mas com direito a hino brasileiro e italiano, por causa da ligação dos patrocinadores com o país em formato de bota) e a falta de isotônico na chegada.

Apesar do percurso duro e do treino de 20 km que fiz no dia anterior à prova, consegui diminuir em alguns segundos meu tempo nesses 10 km. Sinal que os treinos andam bem.

Nesta semana pegarei leve pois o ultimo longo mais longo será neste final de semana: 34 km, sabe Deus por onde.

Um grande abraço.