Sobre os fracassados


Acredito fielmente nisso em particular: Sonhe grande, realize grande. Sonhe pequeno, realize pequeno. Coloque objetivos verdadeiros, duros, instigantes. Nada de falsa modéstia, complexos de inferioridade.

Para muitos a Volta Internacional da Pampulha ou as provas de modinha são uma grande realização. Essas provas devem ser sonhadas e realizadas por quem as sonha. Porque como ja dizia Amyr Klink: Nunca desdenhe dos sonhos, porque só nós sabemos o quanto custa sonhá-los.

Neste 2009 segui todos os meus sonhos esportivos e digo de boca cheia que os realizei. Dizem os "experts" de internet e da ciência que maratona agride o corpo. Fazer duas maratonas num intervalo de 48 dias? Impensável. Mas fiz, sendo uma delas em trilhas, o que para alguns chegou a soar como um passeio, dada a "lentidão" da prova. Dois meses depois fiz uma ultramaratona em trilhas, a coisa mais dificil que poderia pensar fazer em minha curta carreira de corredor. 84 Km em quase 16 horas. Dois dias de jogos mentais (Mind Games, já dizia John Lennon). Dois dias onde comprovei tudo aquilo que eu lia nos livros. O limite está dentro de você. Ou você é Homem (ou Mulher) suficiente pra ir até o fim ou não, de aceitar que a dor vai vir e mesmo assim vc não irá desistir. Você entende que é capaz de tudo, tudo mesmo, que só depende de você.

Inventar desculpas é fácil demais: não tenho tempo, estou cansado, não tenho dinheiro, meu equipamento é uma porcaria... Fácil demais isso. Fácil e covarde. Não sou nem nunca fui covarde. Já perdi batalhas, como todos nós. Já abandonei corridas, já desisti de projetos. Mas isso jamais me abalou. Sempre via esses "fracassos" como oportunidades. Uma chance vinda dos céus para eu me superar quando me reerguesse.

Sempre levantei e sempre voei alto. Pois se alguns dizem que quanto mais alto o vôo maior o tombo eu respondo na cara deste fracassado: Posso até cair de um ponto mais alto, mas a vista é muito mais bela!

Voem alto, iniciantes e experientes, os com tempo ou os sem tempo, os atletas de final-de-semana e os competitivos. Cada um na sua...é tudo que tenho a dizer.

Abraços e ótimo final de semana a todos.

Um aperitivo do Desafio Praias e Trilhas

Aumente o volume. Mas não muito... Estava ventando bastante nesse trecho então minha narrativa soa um pouco apagada. Videozinho tosco mas que serve para dar noçao de algumas belezas e dificuldades do percurso que enfrentamos.

É apenas o primeiro vídeo.

Buenas e enjoy!



Corrida Poderes da Lua

Em meus tempos de BH eu vivia reclamando que a grande maioria das corridas de rua só rolavam na orla da fétida Lagoa da Pampulha. Alguns organizadores ouviram não apenas minhas reclamações mas também de muitos dos adeptos deste esporte na capital mineira e começaram a se mexer para realizar eventos em locais diferentes.

Muitos organizadores argumentavam que o grande empecilho era a BHTRANS que temia a indignação dos mau-educados (em geral) motoristas belorizontinos. Eu mesmo ouvi durante uma prova - que teve obviamente o trânsito interditado por alguns minutos para a passagem dos corredores - que nós devíamos estar correndo em uma esteira, para não atrapalhar o mané que queria rodar com sua lata velha pelo sabadão à tarde. Um mottorista que pensa dessa forma merece mesmo passar seus dias trancado em congestionamentos.

Mas o post não é sobre isso. É sobre a iniciativa que a empresa 4 Cabeça está levando adiante. Já não bastasse a realização da ótima Desafio das Matas, agora eles chegam com uma corrida noturna pelo centro de BH.

Estou morando no Paraná como todos abem, mas sempre que posso vou a BH e como essa prova coincidirá com o feriadão de Finados, lá estarei presente. Ótima oportunidade de conferir a estrutura, soltar as pernas em 6 Km (o foco principal dos organizadores é trazer mais pessoas para a prática saudável da corrida, por isso a distância mais curta) e rever bons amigos.

Ainda dá tempo de você se inscrever, bastando para isso clicar na imagem abaixo, o cartaz da prova.

E a gente se vêm BH!!


Desafio Praias e Trilhas 2009

Sim, sobrevivi!

Correr a Praias e Trilhas é modo de dizer. Tem tanto barranco que se anda muito. E quando é plano, nas praias, a areia é solta. No revezamento em tres pessoas com certeza a parada foi muito dura também. E tudo sem propagandas em revistas, tudo sem televisão, muito menos sem "seletivas" por assessorias convidadas apenas com interesse em vender determinado produto. No Desafio Praias e Trilhas a seletiva era mesmo a coragem de encarar 84 km em terrenos irregulares, pagar por isso e receber em troca muito mais que holofotes. Recebemos belas paisagens, muito companheirismo, além de uma excelente organização comandada pelo Prof. Carlos Duarte e sua eficientíssima equipe da Ecofloripa Eventos.

Três companheiros de experiência lá estiveram e convido vocês a lerem seus relatos: o Alberto Peixoto, o João Gabbardo e o Daniel Meyer, vencedor do ano passado. Cada um conta a seu modo como foi a experiência de participar de um evento deste porte.

De minha parte posso dizer com certeza que foi a prova mais difícil de que já participei nessa minha curta existência como amante das longas distâncias. Com a bagagem de "apenas" duas maratonas anteriores resolvi encarar esta. Não me arrependo!

Acreditar nos sonhos e trabalhar para realizá-los é o que me leva sempre adiante. Passar 15h51min amassando barro, chutando pedra, se afundando na areia foi a melhor compensação do esforço que eu poderia imaginar.

Filmei e fotografei bastante, principalmente no primeiro dia, quando corri com a câmera todo o trajeto.

Poucas foram as dores no dia seguinte e muito grande é a vontade de partir para desafios maiores. Afinal, se eu me diverti muito nessas quase 16 horas de prova você consegue imaginar a curtição que deve ser correr por 30 ou 40 horas?

Durante a semana vou colocando as fotos e vídeos de tudo o que rolou, bem como mais impressões. Material não falta.

Buenas!

De onde viemos? Para onde vamos? Pergunta comum de um ultramartonista em trilhas.




Costeando um morro, em seguida descendo para encarar mais uma praia.



Modelito nada fashion mas muito adequado para o calor que fazia: salomon speedcross, meias e bermuda de compressão, camiseta com menos de 90 gramas de peso, mochila de hidratação, óculos escuros, boné e lenço para proteger o rosto contra o sol e a areia que era soprada com os fortes ventos.



Olha um carinha lááááá embaixo, já correndo na areia. e eu descendo, moendo os quadríceps na trilha pra chegar lá, uns 10 minutos depois.

Aiai aiai aiaiai... Tá chegando a hora, Floripa já vem chegando meu bem...

No início da tarde deixo a bela capital de todos os paranaenses rumo à mais bela ainda capital de todos os catarinenses. Que venha o Desafio Praias e Trilhas.

Agora já era. Quem treinou, treinou. Confesso que treinei muito menos do que eu pretendia nas últimas semanas. Fiz um bom treino de 38K. Na semana seguinte mandei um mini-simulado com dois dias correndo 24K cada dia, pra ver como meu corpo reagiria com duas cargas sucessivas. Foi bom.

Confio na minha base geral, desde que comecei a subir montanhas em 1995. Nesse tempo passei mais de 200 dias caminhando com 20 Kg nas costas em nossa querida Serra do Mar paranaenses. Muitas montanhas percorri também em MG, ES, SP e RJ. Por várias vezes passei a noite em claro, caminhando em trilhas desconhecidas, me perdendo e me achando, isso tudo em tempos que GPS, Polar e Ipod era imaginação dos desenhistas dos Jetsons. Pedalei milhares de quilômetros, corri outros tantos, subi montanhas com mais de 6.000 metros na Argentina e fracassei em algumas menores no Chile.

Ora, com essa história toda, o que são 84 Km em dois dias pelas Belas Praias e Trilhas da Ilha de Santa Catarina?

Bora lá!

Joguei Fora o Meu Polar

Ops, na verdade não era um Polar, era um Timex HRM 2004. Mas era sim um monitor cardíaco, cuja marca finlandesa tornou-se praticamente sinônimo do artefato tal qual lâmina de barbear é Gillete e comida-lixo (junk food) é McDonalds.

O caso é que joguei fora sem dó. Aterrissou em um matagal próximo de onde me escondo às noites de dias úteis e principalmente nos dias inúteis, onde sua única utilidade é fornecer-me um pouco de luz para atirar-me passada após passada. Só assim mesmo para livrar-me da escuridão úmida e fria das encostas da Serra do Mar, quando de Lunes a Martes as obrigações diárias obrigam-me a correr bem no horário em que os galos cantam.

O caso é que joguei fora sem dó. Com certeza sua pulseira estava mais partida que coração de emo. Os trezentos mangos investidos agora irão se decompor vagarosamente (muito feio isso de jogar lixo no mato George, principalmente para um metido ambientalista que és!), o aço, o cristal e o petróleo em breve estarão sepultados, cobertos de matéria orgânica que se forma indelevelmente naqueles matos úmidos.

Sem dó. Pois eu estava sentindo dó de mim, isso sim. Dó de parecer um robozinho controlando minha pulsação, porque me disseram que eu corria riscos se ultrapasse XYZ % de alguma fórmula complicada. Dó de entrar na dança da generalização de planilhas - cada site, cada blog, cada matéria de revista parece ter a solução para os seus problemas. Algo como do 0 aos 10K em cinco passos, mas sem esquecer de fazer o teste da pisada, correr com monitor e –olha que fantástico- até mesmo com uma explosão de decibéis de músicas (?!) no seu ouvido para se motivar. What a fucking joke? Tem gente que precisa de música no ritmo certo para se motivar a correr? Hum... Então tá, individualidades à parte eu prefiro a minha mesmo.

E por isso é que joguei fora sem dó o Pol...ops, monitor cardíaco. E se eu quisesse dar um tiro de 200 metros na subida durante meu longão? O monitor iria reclamar e meu treinador iria brigar? Opa, não tenho mais Polar, nem nunca tive treinador. Quem me treina são as pernas, o humor e o clima (correr com o frio e chuva só é legal na blogosfera).

E hoje corro livre. Sim, ainda rola um relógio pendurado no pulso direito. Admiro esses tipos que prezam pela simplicidade. Correm sem tênis, sem relógio, sem treinador, sem frescuras. Mas corre também em minhas veias um interesse sincero por tecnologia. O meio termo que tempo aplicar às minhas atividades tem-me feito correr feliz, que é o que sempre busquei. Tênis, relógio, óculos de sol (olhos verdes sofrem demais com a luminosidade, cof-cof), tecidos de compressão - para que sofrer de dores, cãimbras e assaduras? – Isso me basta. Ah, nas longas trilhas rola também uma mochila de hidratação, mas em vez de me hidratar com o líquido dos “atletas” o que rola mesmo é uma boa água de côco. Uma simplicidade voluntária.

E com isso, joguei fora o meu Polar. Mesmo não sendo ele um Polar.
(*) Calma gente. Jogar no mato é sentido figurado, uma romanceadazinha. O Timex HRM está em alguma gaveta esquecida de um guarda-roupas em Belo Horizonte, ok? Mas que não uso ele mais...ah, isso não uso mesmo. Troço inútil. Fim.

Como correr sua primeira maratona

Conforme prometido...

Que roubada... A amiga Patrícia do blogue Correr para a Vida já deixou um comentário no post anterior já se dizendo ansiosa por este texto que aparece aqui. Deixou responsa pra mim hein, rs? A Lilian de Presidente Prudente, através do twitter, também anda bastante acesa com a idéia de correr a Martona de Curitiba aqgora no próximo mês.. Mas na verdade é apenas mais um exemplo de como o assunto é fascinante e da esperança que muitos, assim como eu, possam encontrar uma espécie de receita de bolo de maratona. Nessa receita entrariam os ingredientes (treinamento, descanso, alimentação, equipamentos, etc) e o modo de preparo (treinar tantos km, comer isso ou aquilo, usar essa meia, etc).

Não sei fazer as contas de quantos reais gastei comprando revistas, me informando, buscando realmente uma solução mágica para correr minha primeira maratona. Anos de leituras, pesquisas, perguntas aos corredores... No fim das contas a receita já tentou ser aprontada por várias pessoas. Apesar de só ter corrido duas maratonas já tentei bolar uma receita. Mas a real é que não rola.

Mas como prometi que escreveria sobre como correr sua primeira maratona eu deixo aqui pelo menos alguns temperos, rs.

1-) Esteja correndo regularmente distâncias menores há pelo menos dois anos.

2-) Treine bastante volume se a idéia é apenas completar a prova. Em meu caso foi assim. Nada de intervalados que detonam músculos e exigem boa recuperação entre as sessões de treinos. Dois longos por semana, sendo na verdade um "meio-longo". Longão de verdade no sábado e o "meio-longo" na quarta. Entre eses dias nada mais que trotinhos de no máximo 10K. Lembro que isso só funciona se você não tem pretensão de fazer tempo na prova. Se eu quisesse traçar uma previsão de conclusão da maratona com base nos meus tempos de 10K teria que treinar muito mais do que treinei. Como eu queria apenas chegar no final e sem dores, tratei de cuidar só dos longos.

3-) Teste tudo que vai usar na prova durante os treinos. Não descubra apenas na prova que seus mamilos sangram com determinado tipo de camiseta ou clima. Teste tudo mesmo: roupas, meias, alimentação, ritmo, tudo o que for possível.

4-) Alimentação durante a prova. Para mim géis energéticos não funcionam após duas horas de treino. Tem que ter "substância". Então recorri às batatas fritas (já são famosas as suas propredades entre os ultramaratonistas), amendoins e chocolates.

5-) Água sempre! Cuide com o excesso de isotônico. São muito ácidos e possuem glicose que se ingerida em grande quantidade provoca desconforto gástrico. Paguei meus pecados na Maratona do Rio ao tomar isotônico em cada posto de hidratação.

6-) O dia anterior. Nada de zanzar pela cidade no dia anterior da prova. Você irá correr a sua primeira maratona. Deve descansar e relaxar.

7-) O café da manhã. Pouca gordura, pouca fibra e algum carboidrato, de preferência até 3 horas antes da prova. Se for muito cedo, duas horas antes costuma dar conta do recado.

8-) Sorria. Cacilda, não consigo entender como tem gente que vai correr uma prova fantástica como essas e se comporta como se fosse para uma guerra. Cenho franzido, cotoveladas na largada, som alto na orelha... Também não entendo os que inventam desculpas tipo: "ah, não treinei direito, não dormi bem, dorzinha na unha..." Aproveite para sorrir, estufar o peito e dizer que irá fazer o seu melhor e, principalmente, se divertir. Apóie os demais participantes. Incentive alguém que você note estar com semblante desanimado. Converse durante a prova. Seja gentil, tanto na corrida quanto na vida. Faz bem para nós e para o mundo.

E dica final:

9-) Escreva para mim assim que cair a ficha ok? Quero partilhar dessa alegria única!

Na verdade poderia falar muito sobre o que fazer para correr melhor. Mas na verdade eu talvez não entenda muito disso. Entendo apenas (e olhe lá...) de como correr e ser feliz do jeito que eu corro.

Grande abraço a todos!

Reduzindo o volume

O post anterior deste blog dizia o contrário.

Agora chegou a hora de baixar, para não me arrebentar até o Desafio Praias e Trilhas.

Bloguezinho mei abandonadim... Bah, correria no site www.territorioonline.com.br. Além de assumir a gerência do site, o cara do marketing pegou uma semana de férias e sobrou pra mim. Mas amanhã tudo volta ao normal por aqui e logo vai rolar algo interessante para ir postando aqui, afinal já percebi no Google Analytics que as visitas caíram quando passei a postar apenas uma veze por semana. Sinal que o caminho estava correto e o pessoal lê mesmo este blog.

Ressurgirei ainda esta semana com algo bem interessante para os leitores. Uma manchete fácil de vender mas que passará apenas minha experiência pessoal: Como correr sua primeira maratona.

Que venha logo então essa quinta feira, ok?

Grande abraço!

Aumentando o volume

E não é do som...é dos treinos mesmo. Como já escrevi no post anterior a idéia do final de semana era correr 24 Km no sábado e 24 Km no domingo. Operação realizada com sucesso!

Como errei na dose ontem, ao correr rápido demais para meus padrões, hoje peguei leve no ritmo e mesmo assim senti um pouco. Sem falar que saí de casa apenas às 10:45 da manhã, pouco antes de abrir um sol forte demais para meus padrões curitibanos. A temperatura aumentou e causou um desgaste maior do que eu havia previsto.

Decidi-me por treinar em um dos meus circuitos favoritos, o do Japonês, aqui mesmo em Campina Grande do Sul. Este trajeto conta com bastante subida e oferece trilhas paralelas que proporcionam diversão e um ótimo treino de propriocepção, fundamental para quem leva o trail running como atividade esportiva principal (cada dia que passa menos gosto de correr no asfalto).

Corri o mais devagar possível, caminhando nas subidas mais íngremes, com a idéia de fazer um pace médio de 7:00 min por quilômetro. Seria fantástico se eu repetisse isso no Desafio Praias e Trilhas, pois conseguiria fechar cada uma das maratonas em aproximadamente 5 horas. Mas como sei que maratonas o bicho pega, a idéia é somar volume, de preferência em dias seguidos.

Eis o resumo:

24 km em 3h01'03", temperatura 25 graus, desnível positivo acumulado de 398 metros.
Tênis: Salomon XA PRO3D Ultra
Mochila de Hidratação Deuter Hydrolite 3.0
Alimentação e hidratação no treino: 1 L de água de côco, 600 ml de água, 2 Torrones Arcor

Um grande abraço e ótimos treinos a todos!

Um pouco sobre o Desafio Praias e Trilhas

Bem, havia escrito no post anterior que discorreria algumas linhas sobre o Desafio Praias e Trilhas, prova que irei participar dentro de 3 semanas.

Esta é uma prova única no Brasil, que consiste em correr duas maratonas em dois dias consecutivos. Outro diferencial é que o percurso desses dois dias são feitos preferencialmente fora do asfalto, bem ao meu gosto. Confira abaixo como funciona isso:

O percurso total tem 84km (todo medido com GPS), 42,2 Km por dia.

1º dia:
21,3 km de praias,
14,8 km de trilhas,
5,0 km de estradas.

2º dia:
21,6km de praias,
17,2 km de trilhas,
1,6 km de estradas,
0,9 km de dunas,
0,9 km de costão.

No meu caso será um desafio e tanto. Em meu primeiro ano encarando distâncias realmente longas, a Praias e Trilhas será mais um "dream come true". 2009 realmente se revela um ano extremamente especial. Concluí minha primeira maratona (no Rio de Janeiro) e 47 dias depois concluí minha primeira prova com essa distância em terrenos acidentados (a K42 Bombinhas). Com a Praias e Trilhas realizarei duas maratonas em dois dias consecutivos, e isso em terrenos irregulares.

Abaixo um texto sobre a prova, retirado do site oficial do evento:


Correr, andar,pular,escalar e se deslumbrar são as atividades comuns a esta prova.
São 84 km em dois dias (sendo uma maratona em cada dia) num percurso que inclui trilhas na mata, costões de praias , areia e chão batido. O Desafio Praias e Trilhas é considerada a prova mais difícil do Brasil no gênero.
Este evento surgiu depois de nossa participação no Verdon Trail Aventure no
sul da França, que é uma prova de 3 dias pelas gargantas do Rio Verdon. No primeiro ano houve a participação de 83 atletas, de diferentes regiões do Brasil, além da França, Portugal e Uruguai. É uma das provas mais importante no cenário de corridas do Brasil e também do exterior.
A prova é árdua e o atleta precisa se preparar para enfrentar um percurso difícil
e com temperaturas elevadas.
Se você nunca participou de um desafio como este, pois então crie coragem, e tenha uma experiência única. Será uma corrida inesquecível em Florianópolis.


Na real, essa prova cruza a Ilha de Santa Catarina de sul a norte. A largada do primeiro dia será na Praia da Caieira da Barra do Sul e a chegada na badalada Praia da Joaquina. O segundo dia larga no mesmo local e termina na Praia de Ponta das Canas.


Clique na imagem para ampliar e visualizar o trajeto.


a prova conta com um tempo-limite bem tranquilo, com 10h30 minutos para concluir o trajeto em cada um dos dias. Espero não precisar disso tudo... Considerando que concluí a K42 Bombinhas em 5h47min e cheguei inteiro, sobrando mesmo, penso em fazer em 7 horas cada um dos dias. Estaria ótimo para mim. O que vier além disso será lucro. Vale lembrar que os comentários são que o trajeto da K42 é mais duro que cada uma das maratonas da Praias e Trilhas.

Enfim, sigamos treinando. Neste final de semana serão dois treinos de 24 Km, com pelo menos 500 metros de desnivel positivo acumulado, pra botar força nas pernas mesmo. Este sábado concluí tranquilo, apesar de ter errado na alimentação ao tentar me alimentar apenas de GU e água, contrariando aquilo que já comprovei funcionar para mim: amanditas, amendoin salgado e água de côco. Corridas longas é isso mesmo: não tem essa de comer carboidrato de cientista. O que vale mesmo é comida de criança, com gordura saturada mesmo e açúcar.

Que venha o domingo e seus 24 km de subidas.

Um grande abraço a todos!