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Diário de Viagem Pati&Volpe Férias 2022 - Dia 03

 Segunda, 24 de janeiro de 2022. Se tem algo absolutamente obrigatório a ser feito quando se pensa em praticar caminhada, corrida ou bike numa região com a de Paraty; é acordar cedo. O sol abrasador das 7 da manhã já é o suficiente para provocar um desgaste muito maior do que aquele que sofremos aqui em terras dos planaltos paranaenses. Então acordamos antes ainda e por volta de 6:30 já estávamos no caminho escolhido. Para o o primeiro dia pensamos em fazer a trilha que comentei no post anterior, que leva à Pedra Cabeça do Índio passando pelas Piscinas Naturais do Cachadaço. Sem jamais ter pisado antes na região, tivemos como munição o App Wikiloc em nossos aparelhos celulares. No meu caso, a versão paga, permite que você siga uma trilha baixada anteriormente e disponha de mapas offline. Logo, não precisa de sinal de internet parta navegar com um pouco mais de segurança. A trilha em seu início é bastante fácil de se encontrar e de se percorrer. E em pouco menos de 30 minutos entre corr
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Diário de Viagem Pati&Volpe Férias 2022 - Dia 02

Domingo, 23 de janeiro de 2022. Dando sequência às memórias de férias do início deste ano, primeiramente me desculpo por tamanha demora na publicação dos textos. Poderia deixar meia centena de justificativas aqui mas é basicamente uma só que importa: procrastinação. Sigamos! O domingo 23 de janeiro amanheceu MUITO bonito. Era dia de teste de 3 quilômetros e eu estava bem distante das condições ideias para isso, tanto física como geograficamente. No aspecto físico porque já na semana anterior eu vinha com o tradicional pé na jaca alimentar. No geográfico porque poxa... eu queria correr na praia, na areia não é? Havia a possibilidade de realizar esse teste no acostamento da Rodovia Rio-Santos. Mas não ne? Férias, praia, o lance é correr na areia. Pelo menos, a Praia de Guaratuba é na sua maior parte composta de uma areia bem compacta, o que permitia desenvolver um bom ritmo. Havia também a questão do forte calor e umidade presentes já ao amanhecer. E que amanhecer! Um morro coberto de ma

Diário de Viagem Pati&Volpe - Férias 2022 - Dia 01

Sábado, 22 de janeiro de 2022. Neste primeiro texto com o diário de bordo (infelizmente escrito algumas semanas após os eventos e sujeito, portanto, à omissões e esquecimentos) a ideia é tentar contextualizar o lance da viagem, além, é claro de contar como foi este primeiro dia.  Nos meses anteriores acabamos por escolher a cidade de Paraty,  litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, como destino principal das nossas férias programadas para o início de 2022. Com a Patrícia tendo seus treinos dedicados à natação em águas abertas e meu recente interesse por remar também em águas abertas, vimos este lugar como um ponto interessantíssimo para visitar e explorar as possibilidades da região. Águas transparentes (para não dizer esverdeadas), sol, calor e tudo aquilo que nem sempre encontramos no litoral aqui da Região Sul do Brasil. Além disso, em nossas férias anteriores tivemos a oportunidade de visitar Florianópolis e outras localidades do litoral sul. Logo, apontar a bússola para o norte e

Feliz Ano Novo!

 E vale tanto para 2022 como, mais especificamente, para mim. Uma vez que no último cinco de fevereiro completei mais um ano de vida. 45 no total. Para mim, sempre considerei como ano novo "de verdade" o meu aniversário. Afinal nem mesmo faz sentido comemorar a virada de um ano na data convencionalmente usada, o 01 de janeiro. Não tem relação alguma com algo astronômico e tal. É uma convenção apenas. Assim sendo, um novo ano se iniciou para George Volpão no 05 de fevereiro de 2022. E, sem lá muita coincidência envolvida, uma data data onde eu e a Patricia finalizamos nossa viagem de férias. Foram 15 dias e 1.760 quilômetros percorridos de carro visitando praias dos litorais norte paulista e sul fluminense bem como um cantinho maravilhoso da Serra da Mantiqueira. E essa história contarei em forma de textos diários com fotos e vídeos nos posts seguintes por aqui. Feliz 2022 para vocês! Reduza a velocidade. A vida passa rápido demais, desfrute!

Umas últimas palavras e imagens sobre o Ciririca deste final de 2021

 No ar um vídeo contando um pouquinho do que foi o Ciririca Express deste domingo com a queridíssima e sem mimimi amiga Patrícia Moresco. Porque, falando a real, nesta montanha não há espaço e nem razão para mimimi. É pura Serra do Mar paranaense, quase como no tempo dos pioneiros. É montanha, é selvageria, é lama, é rio, é fita que sumiu das árvores, é bifurcação errada, é subida dura, descida mais dura ainda, é hora atrás de hora de progressão firme, deixando o mato rasgar a pele sem dó. Mas é também para quem sabe apreciar, respeitar e, literalmente, se ajoelhar diante de tanta beleza e da oportunidade que temos hoje. Estamos cercados de conforto, tecnologias e vantagens que os verdadeiros heróis do montanhismo paranaense lá do século passado não contavam e nem precisavam. Minha mais absoluta gratidão a esses caras que descobriram estas cumeadas, abriram estas trilhas no instinto, na bússola, no facão e com muita força de vontade. Recomendo a leitura deste incrível livro que ilustra

Montanhismo Leve e Rápido - Pico Ciririca Express!

Hola, hola, que tal? Eu e minha super amiga Patrícia Moresco nos jogamos rumo Pico Ciririca, conhecido exageradamente aqui na região como o "K2 paranaense" no Boxing Day, 26 de dezembro de 2021.  Eu já havia estado lá anteriormente por dez vezes, sendo duas delas fazendo aquilo que chamam por aqui de Montanhismo de Ataque (acho um nome muito pesado, ataque me lembra violência) ou Bate-e-Volta. Prefiro o conceito cunhado décadas atrás no exterior: Light & Fast, em tradução literal, Leve & Rápido. Não é de hoje que eu me identifico bastante com esta forma de abordar uma atividade a pé em montanhas. Não me sinto mais tão atraído em carregar mochilas pesadas, cheias de equipamentos e suprimentos para muitos dias ou muitas horas. Prefiro me deslocar rapidamente, curtindo da mesma forma cada instante na montanha e me desafiando a encarar novos objetivos esportivos. É uma maneira diferenciada de praticar atividade em montanha que se posiciona entre o trail running e o trekki

Quem sabe?

 Oi, tudo bem? Bem, talvez fosse melhor escrever e perguntar: quem é que sabe? Com aquilo que acredito ser mais da metade da vida já vivida, os 45 anos de idade se aproximando mais certeza vou tendo que nada, nada sei MESMO. Ok, pode parecer algo meio filosófico, o paradoxo socrático, mas que me conforta e me acalma ao explicar exatamente isso: que nada sei. Agora imagina isso somado a outro aspecto tão familiar aos gregos, a astrologia. Um aquariano com ascendente em gêmeos, tanto elemento ar presente... Quando acho que sei, além de me ligar que nada sei, acho mesmo que aquilo que eu sabia, eu sabia errado. É rir para não chorar. Deixando o texto menos denso e enevoado, com isso quero apenas dizer que a dificuldade de manter-me firme em uma ideia é algo que me acompanha desde o nascimento. Tenho vivo alguns dias de dilema no aspecto profissional da vida e que além de não me permitirem andar em uma determinada direção, me exacerba essa característica da dúvida e da insegurança. Gerando