Estou Pronto!

Estou pronto. Esta imagem é de janeiro de 2009, no Cordón del Plata, a 3.200 metros de altitude, preparando um café.

Foi basicamente minha última experiência real de montanhismo. De lá para cá foquei primeiramente nas corridas de rua e de montanha, depois me dediquei à música e por fim à uma viagem breve pelo mundo das Gravel Bikes.

Claro que frequentei montanhas e até mesmo acampei em algumas nesses 12 anos longe da pura montanha. Mas meu corpo e principalmente minha alma agora chamam pelo retorno.

Após tantos adiamentos nesse retorno, hoje entendo porque isso não aconteceu antes. Tudo tem a sua hora. Um pouco mais experiente, mais cauteloso, com muito mais tecnologia de equipamentos do que antes e com muito mais vontade de viver estes dias intensos junto à natureza única de montanha. Estou pronto, foi dado o start.⠀

É mais sobre montanhas que sobre corridas. Aos poucos vou contando por aqui o que estará rolando.

E a imagem abaixo é de janeiro de 2021 no Morro Araçatuba neste último domingo, também preparando um café. Um recomeço? Com certeza. 

Nos vemos pelas trilhas!




Primeiro do Mês


Hola, que tal?

Poxa, quem me dera ao menos uma vez cumprir com aquilo que se promete todo início de ano. Não só a promessa de escrever mais. Mas aquelas mais manjadas, sabe? Treinar com mais disciplina, comer melhor, dormir mais, se estressar menos com o que não está sob nosso controle... Tenho certeza que você que me lê pretendeu começar algo novo ou mudar alguns hábitos a partir do dia 01 de janeiro. Ou na primeira segunda do ano, que seja.

Bem, dessa vez não prometi voltar a escrever com frequência mas aqui estou. Prometi fazer alongamentos todas as noites antes de dormir mas, caramba, já estamos no dia 07! Beleza, essa noite eu começo e no texto da próxima semana (olha as promessas, Volpson!) eu conto se está rolando.

Ainda bem que esta ferramenta aqui me lembra quando foi a última vez que estive aqui no blog. Foi no final de setembro. E nestes pouco mais de três meses minha vida teve um rebuliço tão grande, mas tão grande... Sei que tem muita gente que não gosta (e que se danem por isso, não ligo), mas eu gosto demais dessa minha capacidade de me adaptar às mudanças, de encarar os desafios e, principalmente de entender as ofertas que o Universo me proporciona.

Mudei de casa, iniciei um relacionamento com uma pessoa maravilhosa (que conheci lá em 2013), fiz novos amigos, estreitei laços com pessoas já presentes na minha vida e, mais que tudo vivi. Ah, como eu vivi.

E assim espero que sejam todos os próximos dias da minha vida. E da sua também. Porque, como mencionei no texto anterior, vivemos tempos difíceis e é importante viver com intensidade, equilibrando-se entre o ousado e o precavido. Difícil equação, não é? Mas certamente aquela que mais fascina a humanidade.

Se jogue também e se permita. Com responsabilidade.

Um feliz ano novo para você!


Uma foto de Novembro, no Morro do Cal, atual parquinho preferido para treinos de Skyrunning Tropical (tema do próximo post).



Foto de Dezembro para um vídeo ainda não lançado sobre um calçado de Trail Running. 



Foto de hoje mesmo, dia da postagem deste texto, 07 de janeiro de 2021, no Velódromo de Curitiba no segundo treino do ano, ainda puxando um pouco a perna por causa de um estiramento muscular sofrido há quase um mês.


 

A foto que melhor representa meu 2020: cercado dos melhores! Um 31 de dezembro de 2020 inesquecível e perfeito.

Tempos Difíceis. Ou não?!

 Muito bem, senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Sumidíssimo daqui por quase quatro meses, atravessei tenazmente este inverno diferentão. 2020 tem realmente sido um ano muito louco. Para não dizer que louco é pouco. A nova ordem imposta pelo Covid-19 é um desafio a ser vencido diariamente. Mas também não é por isso que vim passar aqui no blog.

É que 2020 tem me abençoado com muitas coisas boas. Em todos os aspectos da vida. E também na evidenciação das dúvidas que permeiam e por vezes corroem minh'alma. A isso me refiro raramente, não sendo de meu feitio expor os sentimentos mais exagerados. Mas o que de fato acontece é essa sucessão de eventos positivos neste louco ano. 

Ter voltado a correr bem em trilha mesmo após uma torção no joelho bichado, adquiri uma visão diferente e mais coesa do cenário da bicicleta pelo mundo, satisfação profissional pura e simples, novas amizades, amores e sabores... Tudo muito condensado nestes meses de pandemia. Parece que para mim existe uma nova forma de se dividir os tempos. Teria o AC (antes do Covid-19) e o DC (depois do Covid-19). Este 2020 seria o Ano Zero, como representação do reset que duraria um ano, de tão travada estava esta máquina chamada Civilização Humana. Mas olhe só, veja você: aqui estou falando de algo relacionado à pandemia... Perdoem-me.

O que de fato importa é agora estar bem, querer saber se vocês também e estão bem e quais serão suas próximas provas e corridas.

Aqui estamos, vivos sem motivos. Mas que motivos temos para estar atrás de palavras escondidas nas entrelinhas?

Deixo esse som abaixo, na minha versão só por isso. Pra dizer que está tudo bem.

Um carinhoso abraço!

Correndo em trilha com prazer e saúde. Agosto.

De volta ao MTB com aro 26. Setembro.






Treinando com Segurança nas Trilhas Paranaenses

Hola, que tal?
Não exatamente uma grata surpresa. Isso porque eu já havia visitado antes a Base Fazenda Lagoa, propriedade rural localizada no município de Campina Grande do Sul a pouco mais de 30 km de Curitiba. Estive lá por duas vezes. Em minha primeira visita fui para ver amigos em uma prova de MTB XCO (Cross Country Olímpico) em um circuito muito bonito, duro e divertido. Já pude me imaginar correndo naquelas trilhas. Inclusive o local já havia recebido provas de corrida em trilha. Poucos meses atrás estive lá novamente junto com o time da Equipiazza para um reconhecimento do local.

Veio a pandemia, o distanciamento, os treinos suspensos... Trilhas nas montanhas paranaenses fechadas para visitação. Como mencionei no post anterior, respeito as determinações dos governos locais e se lugares como Anhangava, Itupava, Araçatuba, Pico Paraná e arredores estão com acesso proibido por decreto, respeitarei!

Com o relaxamento das restrições de movimentação e com o controle bem feito dos casos de Covid-19, aos poucos vamos, com os cuidados necessários, voltando às atividades de corrida em trilha em ambientes naturais. Morro da Palha na semana anterior e desta vez um treino divertidíssimo com (poucas) pessoas da minha absoluta confiança e estima.

Excelentes dez quilômetros de corrida 100% em trilhas, com quase 400 metros de desnível positivo acumulado. Quer correr lá? Bota no Google Maps "Base Fazenda Lagoa", orienta o GPS pra lá, separa 15 reais para o justo pagamento pela estrutura oferecida (estacionamento, banheiros, serviço de lanchonete com bebidas, etc, trilhas marcadas e seguras e muito mais) e leve um troco a mais se quiser os comes e bebes do local. Divertidíssimo correr lá, posso garantir. Trilhas não muito técnicas, mas com muita natureza preservada e uma paz incrível. Além da possibilidade também de pedalar, é claro, conhecer pessoas, fazer novos amigos.

Foi a maneira ideal de fechar uma semana bem certinha de treinos, onde pude também fazer uma sessão de City Trail em uma praça aqui perto de casa e um pedal quase épico de 60 quilômetros em plena madrugada de quarta feira, buscando o nascer do sol nas bandas de Quatro Barras.

Falta só melhorar a alimentação e reduzir (se não abolir) o consumo de álcool. Esses dias gelados me instigam a apreciar um bom vinho sempre que possível. Mas... sinto o prejuízo na saúde, não nego. Segura a onda, Volpe!

Vamos para mais uma semana, desejando a vocês que aqui estão igualmente dias incríveis!











Um Breve Retorno - Morro da Palha



Hola, que tal?

Baita oportunidade de retornar às corridas em trilha neste domingo. Essa quarentena fake nunca colou mesmo...



Bem, sempre fui um cara que respeitou as determinações legais (exceto pelo hábito de fumar maconha anos atrás). Nunca dirigi sem CNH ou embriagado por exemplo. Claro, nem sei dirigir! Que período triste que vive a humanidade e mais ainda aqui no Brasil com políticos infames (um mais que o outro, não me venha com papinho de Bolsonarismo, Petismo, Lulismo, Comunismo, Fascismo ou o que seja, sou um liberal, acredito na auto regulamentação do mercado e tenho pavor de quem idolatra políticos)... E segui respeitando. Uma vez que as trilhas na região da Serra do Mar estão fechadas, por se tratarem de Unidades de Conservação estaduais e com essa determinação do governo local de proibição de acesso, respeitei e respeitarei.

De toda forma essa quarentena fake, mal organizada, sem um direcionamento claro de nossos governantes sobre o melhor caminho - cada um diz uma coisa, serviu para boas reflexões, como deixei no post anterior.

Acredito sim que o distanciamento social e a busca por ganhar tempo na luta contra o Corona Vírus sejam realmente o melhor caminho. Quem me conhece sabe do meu apreço pelo caminho do meio, pela minha aversão aos extremos. Nem tranca tudo (lockdown), nem libera geral. Fico contente que aqui na minha cidade as coisas estejam caminhando neste sentido. E caminhando bem.

E com esse relaxamento geral que anda acontecendo, senti-me seguro e confiante para voltar a correr fora de Curitiba, mais especificamente na região de Campo Magro, no Morro da Palha.

Um lindíssimo domingo de sol, onde o dia começou com temperatura na casa dos sete graus e um céu de um azul lindíssimo. Acompanhado de uma grande amiga que o Trail Running me trouxe no ano passado, munidos de bandanas, máscaras e álcool em gel, pudemos desfrutar de deliciosos quatorze quilômetros de estradas rurais. Sim, de trilha mesmo teve apenas uns poucos metros. Ainda não retomei a confiança para correr em terrenos técnicos após a recente torção de joelho que sofri em 01 de Março. Não tenho dores mas ainda não tenho confiança em me soltar nos trechos técnicos, até mesmo porque ainda não comecei os treinos de fortalecimento muscular que já deveria ter iniciado há mais de um mês. Minha eterna procrastinação nessa necessidade que tenho de fortalecer...

Acabamos por fazer uma volta completa no maciço (exagero chamar assim, eu sei) do Morro da Palha, com direito a uma subida ao cume para desfrutar da linda paisagem deste dia. Mar de nuvens, céu azul e visibilidade absurda, onde podíamos observar até mesmo a Serra do Capivari, dezenas e dezenas de quilômetros de distância, já quase na divisa com o Estado de São Paulo.

Com zero preocupação relativa à performance ou segmentos de Strava, apesar de lá estar registrado aqui, a ideia era mesmo estar junto à natureza em um dia lindo e contar as novidades que dois amigos que não corriam juntos havia mais de três meses sempre têm. Obrigado pelo domingo, Ali!



Essa troca de experiências e compartilhamento de sensações e momentos de forma mais direta com bons amigos é o caminho que busco seguir, visando relações mais verdadeiras e intensas com aqueles que compartilho as trilhas e pedais. Como foi no pedal que fiz com o César Carignano e o Luiz Carlos no início do mês. Compartilhar!

Sempre aprendemos algo quando estamos cercados de pessoas do bem. Aprendo aqui escrevendo com os comentários que vocês deixam, com o feedback via Instagram e YouTube, etc.

E já nesse assunto, como já havia adiantado, o YouTube é ferramenta que cada vez mais deixo de lado. Uma sensação grande, muito forte, de que o conteúdo que tenho gerado por lá não é absorvido da forma que acredito ser a correta. E é algo que nunca aconteceu aqui. 

Talvez porque muitas pessoas tenham mais preguiça de ler um texto do que assistir um vídeo e isso faz com que os leitores sejam pessoas com melhor capacidade de interpretação do que um espectador?

Provavelmente, principalmente se considerarmos que o conteúdo visual sempre esteve relacionado à alienação da população como um todo, pelo menos sempre foi assim nos tempos da tevê. E também porque se formos observar os canais do YouTube com maior audiência tem um conteúdo, no mínimo, duvidoso (Felipe Neto e outras porcarias).

E assim fica a sensação que através dos textos, sinto-me mais à vontade e com certeza de ser melhor compreendido. Além de desabafar nas teclas do notebook.

Com relação ao Instagram, reativei a minha conta há pouco, decidido a consumir quase nada por lá e gerar conteúdo através de imagens. Entendi que estava sendo o cara do textão no Instagram. Isso não se repetirá. Cada ferramenta com sua função: Instagram para imagens relevantes que eu queira compartilhar, para chamar para um texto aqui e um pouco do meu dia a dia nos stories. YouTube para um compilado de imagens que realmente valham a pena, para postar minhas criações musicais e alguem review de equipamento, com um complemento por escrito aqui no blog. E este espaço aqui, que mantenho desde 2006 e que estava largado. Não mais.

Conversaremos mais na próxima semana :)

Forte abraço, bons treinos!



Esse texto foi escrito ouvindo Beck - Live at Union Chapel, 2003 (Full Show) e degustando um Café Nescafé Origens do Brasil Chapara Diamantina na versão para coar. Café solúvel só em último caso.