Calendário 2012

Passado o natal, neste intervalo meio morno até a virada do ano, as idéias já estão em ordem. Dezembro foi o mês que menos treinei, conforme explicado em post anterior. Trabalho pesado e definição de metas são as "desculpas".

Cabeça no lugar, faço muita questão de deixar registrado tudo por aqui. A exposição das metas e planos faz parte da motivação, já que o comprometimento com algo é um combustível muito forte para a realização dos objetivos.

Para 2012 a idéia é estar ainda mais nas montanhas. Deixo de lado pretensões de corridas muito longas. tenho ainda muito tesão em correr alguma coisa com 80 ou 100 km em montanhas. Mas o montanhista que há em mim está sedento por experiências mais duradouras do que algumas horas nas trilhas. Quero isso também, mas quero mesmo é o vento que racha o beiço e a sopa quente que conforta o estômago. Sendo assim, as corridas em trilha continuarão a existir, pois são uma grande paixão. Porém pretendo, passar boa parte dos meus finais de semana nas cumeadas paranaenses, preparando o espírito e o corpinho para a ambição maior: estar no ar rarefeito e gelado do Cordón del Plata no inverno.

Segue abaixo o planejamento:

Janeiro
21 - 2ª Corrida Trilhas do Parque Aníbal Khury - Almirante Tamandaré/PR - 10K.

Fevereiro
04 - Corrida Tijucas Off-Road - Tijucas do Sul/PR - 20K.

Abril
14 - Revezamento Volta a Ilha - Florianópolis/SC - 150K em equipe.

Julho
14 - Super Meia Maratona Noturna de Extrema - Extrema/MG - 24K.

Agosto
18 - K42 Bombinhas Adventure Marathon - Bombinhas/SC - 42K.
Segunda quinzena - Expedição Cordón del Plata Invernal.

Novembro
25 - Maratona de Curitiba - Curitiba/PR - 42K.


Os treinos já começaram:  desde o dia 18 de dezembro já estou nas ruas e trilhas. 2012 vai incluir também mais pedal, para poupar um pouco o impacto.

Abraços e beijos!

7 Milhas Assessocor - Caminho do Vinho - Como Foi

Foi bom, muito bom!

O dia 18 de dezembro amanheceu prometendo sol forte. Comecei cedo a jornada, partindo desde Campina Grande do Sul às cinco da manhã ainda alta madrugada. Uma vez em Curitiba, me dirigi à São José dos Pinhais de busão junto à boemia que retornava de suas vidinhas de exageros e ouvindo pérolas do tipo "meu namorado ficou em casa, azar o dele, fiquei com dois gatinhos esta noite", entre outros diálogos impúblicáveis.

Desembarcado na sede do município fui para o local da prova, a alguns quilômetros de distância, já na zona rural. A prova passaria por trechos de paralelepípedos, terra batida e cascalho solto. Conferindo a altimetria nos dias anteriores me preparei para sofrer em algumas subidas.

Largada dada já sob sol forte às oito da manhã, posicionei-me bem à frente, já que havia em torno de 200 atletas. Aliás, um adendo: como é bom correr provas "pequenas" assim. Multidões de 5.000 pessoas, como as corridinhas da Adidas, não me atraem, definitivamente. 

Esta acabou sendo minha primeira corrida com o manto da Orientista e aproveitei a oportunidade para testar um novo calçado, o Salomon XR Crosmaxx que será tema de um review a ser publicado na próxima semana. 

Os primeiros quilômetros foram percorridos em paralelepípedo, terreno bem chato de correr, com sucessão de subidas e descidas bem leves. O calor começou a apertar e uma descida forte em asfalto apareceu e em seguida uma ladeira para subir um pouco mais íngreme, já na terra. A paisagem rural ajudava a distrair e as marcações de quilômetros em contagem regressiva parece muito bom para trabalhar a parte psicológica. Gostei da sensação de contar quando falta e não quanto já se correu.

No fim das contas foi tudo tão rápido quanto eu esperava: 57min07seg para 11.870 metros. Dos 130 homens que concluíram meti um 28º lugar que me deixou bastante contente, considerando que meus treinos são um fiasco para esse tipo de prova. Não nego que gosto mais de sofrer na montanha por longas horas e, assim, não me animo a correr forte estas distâncias mais curtas. Por isso fiquei satisfeito com o apresentado.

Recomendo a todos esta prova, que deverá se realizar mais uma vez em 2012. Mas vale ficar esperto, visto que as inscrições acabam rapidinho. Trata-se de uma maneira nova e divertida de correr. Sem a pancadaria das provas de montanha e sem a falta de graça que correr no asfalto e no plano causa no corredor um pouco mais rodado.


Meu muito obrigado ao Caio da Assessocor (sugestão: coloquem o terceiro posto de hidratação lá pelo km 8 e não no 10, quase acabando a prova), ao Fábio do Corridas de Montanha, ao Bruno do Orientista, à galera da Equipe Jacaré de Conga pela hospitalidade e gentileza de retirarem meu kit.

Abraços e até breve.


Se Fue - 2011

Sei foi. Has gone. Acabou.

2011 chega ao fim. Galera fazendo posts alusivos ao que rolou no ano, resumos, melhores momentos, retrospectivas e tals.

Esportivamente, 2011 foi um ano de afirmação. Afirmação de que gosto mesmo é de correr por prazer e quando eu quero. Foi ano em que fiz apenas uma maratona e somente a mais bela de todas que já experimentei, a K42 Bombinhas Adventure Marathon. Ah, ia me esquecendo que corri 42 quilômetros em um treino no mês de novembro. Valeu muito, foi uma das melhores sensações da minha vida durante uma corrida. Contar medalhas e recordes definitivamente não é o que me atrai na prática de esportes.

2011 foi o ano de me ver livre de verdade. De botar a cabeça e o coração para trabalhar juntos. De unir úteis aos agradáveis, de ganhar e gastar dinheiro sem ser escravo dele, de ir às nuvens com os pés no chão. 2010 foi um tanto turbulento e confuso, cheguei ao final do ano com muita esperança que 2011 fosse o famoso "grande ano". Foi legal, corri umas provas bacanas, viajei bastante, conheci pessoas e experimentei sensações. Ter voltado a passar uma noite na montanha certamente foi um dos pontos altos - literalmente também - (re)plantando uma semente em minha alma montanheira.

Realizações materiais, sentimentais, monetárias...enfim, isso é tudo que desejamos para um novo ano. O ano saiu um pouco fora do planejado e, por isso mesmo, foi grandioso.

Esportivamente, eu encerro amanhã, com as 7 Milhas Assessocor - Caminho do Vinho. Estréia de novo patrocinador, a Orientista Sports. Para 2012 a idéia é andar forte com essa moçada. Tenho atravessado uma fase de treinos quase inexistentes, visto que dezembro é um mes que trabalho mais que 10 intensas horas diárias no comércio eletrônico de bicicletas esportivas. Após o Natal tudo volta ao "normal".

E na próxima semana, eu abro o jogo, mostro o calendário previsto para 2012 e reafirmo a minha missão como atleta: Diversão e inspiração pelo exemplo de uma vida nas montanhas.

Abrazos!

 Imagem de dois montanhistas argentinos na ascensão do Cerro Franke no inverno. 
Estive neste mesmo local em janeiro de 2009.

7 Milhas Assessocor - Caminho do Vinho

Post rápido apenas para informar que encerrarei o ano de competições participando do evento 7 Milhas Assessocor - Caminho do Vinho.

Trata-se de uma corrida em ao estilo que eu gosto: sem muvica, sem muito oba-oba e junto à natureza. Poucos inscritos, muita vontade de se divertir, encontrar os amigos e correr em lugares diferentes. Serão quase 12 quilômetros em meio à roça de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Certamente será uma boa oportunidade de apreciar novos ares e entender como o corpinho está para começar a pegada rumo a 2012 nas montanhas.

Meus agradecimentos à Orientista Equipamentos, à Assessocor (organizadora do evento) e ao www.corridasdemontanha.com.br, do qual sou colunista.

Quer ver o mapa e altimetria? Clique aqui.

No domingo trago as impressões da prova!

 

Abraços.

A Travessura do Canal da Mancha - Ana Mesquita

Hola, que tal?

Estou lendo um livro super interessante, chamado A Travessura do Canal da Mancha, escrito pela nadadora Ana Mesquita, sobre a verdadeira façanha que é sair da Inglaterra nadando até a França. Coisa para poucos. Uma boa opinião sobre o livro está no blog do amigo Joel Leitão.

Identifiquei-me demais com a autora, pela forma de enxergar as coisas, o mundo e o esporte. Um trecho em particular me chamou a atenção e reproduzo abaixo, fazendo dela as minhas palavras (o sublinhado é por minha conta):

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 "Um dos devaneios que eu mais gostava de ter enquanto treinava era ficar imaginando o que seria preciso para que o mundo fosse melhor. (...) De repente eu pensava que tinha mesmo a resposta e que tudo poderia mudar num estalar de dedos. Acho que era alguma coisa parecida com sonhar que me fazia ter idéias, fantasiar que de uma hora para outra todo mundo poderia descobrir que bastava amar e o mundo seria bem melhor, ou de repente as pessoas deixariam de ter tantos problemas de compreensão,  seriam mais capazes de enxergar pela perspectiva do outro, teriam mais compaixão e as guerras já não existiriam. Sonhava depois com um mundo em que ninguém acreditasse que ser feliz é ter mais que o vizinho, pelo contrário, percebesse que era mais gostoso ver o vizinho contente.

(...)

A travessia estava mais para travessura, coisa de criança mesmo. Ninguém pergunta para uma menina porque ela está brincando com aquela boneca. Não há utilidade em brincar, mas é bom. Mas quando ficamos crescidos todo mundo espera que busquemos resultados práticos em tudo. Qual a utilidade disso, qual a utilidade daquilo. Concluo que tive muita sorte, se um caminho não leva a lugar nenhum, mas tem muita beleza, percorrê-lo vale a pena, apenas para apreciar. Enleva. E eu tive a oportunidade e desfrutei muito minha jornada. Teria sido triste não aproveitar."


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Aproveitem, crianças!

Abraços!

George Volpão e a Orientista deixam as trilhas abertas para você

Buenas!

Como dito no post anterior, eu e a empresa Orientista Outdoor Sports fechamos uma boa parceria para 2012. Porém, que tal começar agora, antes do final deste ano, a planejar sua temporada de corrida em trilhas e de calçado novo?

Através deste blog você poderá dar passos firmes e seguros com um dos melhores calçados do mundo trail running e gastando mesnos do que você imagina.

Você já ouviu falar da linha XR Crossmax do fabricante Salomon? Trata-se de modelos pensados em uma situação para lá de corriqueira entre nós que apreciamos correr no mato: trata-se de um tênis híbrido. É perfeito para aquele corredor que quer se iniciar nas provas de montanha ou que busca um equipamento que lhe ofereça conforto para correr no asfalto mas que também funcione a contento fora de estrada. Quem vive nos grandes centros sabe que não assim tão fácil encontrar trilhas ou até mesmo estradas de terra para uma treino. Sendo assim, muitas vezes precisa percorrer alguns minutos em asfalto para só então partir para o mato. Correr em trilhas com calçados específicos para as ruas é roubada, atesto isso! O solado não garante tração, não há proteção contra eventuais topadas em pedras e raízes e tampouco há proteção e estabilidade para terrenos irregulares. A linha Salomon XR Crossmax oferece tudo isso e ainda um baixo peso (apenas 320 gramas, muito pouco para um calçado apto para trilhas) e conforto para correr em asfalto, muito mais que os tênis voltados somente para as trilhas.

Para você leitor, a ORIENTISTA ofecere um super desconto:  


Faça seu pedido através do site da loja e sinalize nas observações ou via email o mote: EU VI NO BLOG DO VOLPÃO. Com isso você receberá um super desconto de 150 reais na compra de seu Salomon XR Crossmax Neutral (para quem tem pisada neutra) ou do Salomon XR Crossmax Guidance (para pronadores). Promoção válida até 31 de janeiro de 2012.

Quer saber quando vale o super tênis e mais sobre suas características? Entra aqui, ó:



Abraços e não perca essa oportunidade!


George Volpão e Orientista Equipamentos

É com muito orgulho que anuncio o fechamento de uma ótima parceria para o ano de 2012 junto à loja de equipamentos de aventura Orientista Outdoor Sports.

Criada em 2007, a ORIENTISTA iniciou suas atividades comercializando exclusivamente equipamentos para Corrida de Orientação. Diante da inexistência de uma loja especializada nesses produtos no país, em poucos meses já se tornava referência para esse nicho de mercado e líder no comércio de bússolas no Brasil.

O grande crescimento dos esportes da natureza fez com que, em um intervalo curto de tempo, a ORIENTISTA ampliasse seu MIX de produtos, visando sempre atender as necessidades de uma gama maior de aventureiros. Hoje, oferece as melhores marcas e produtos voltados para trekking, montanhismo, camping, viagem e inverno.

Crescendo sempre mais de 100% ao ano, é a maior rede de lojas de aventura do RS. É também a única a possuir Loja em Shopping, Loja Online e também loja de rua. 

Nas ações envovendo atletas a ORIENTISTA também sempre teve um papel de destaque, apoiando eventos e equipes de corridas de aventura.
E agora, chega às corridas de montanha, apoiando este atleta que vos escreve. 

Em breve, você que acompanha este espaço saberá de algumas ações conjuntas envolvendo a ORIENTISTA e o crescente numero de corredores de montanha que se atiram nos matos e trilhas do nosso país.

Desde já, fica aqui meu agradecimento a esta empresa que mostra uma visão ampla de marketing esportivo e que certamente está contribuindo para a prática segura, saudável e dentro da ética que nosso esporte Corridas de Montanha contempla e merece.

Em breve eu divulgarei o calendário de eventos dos quais participarei em 2012, que não se resumirá apenas em competições em trilhas, mas sim em uma verdadeira Vida nas Montanhas.

Abraços e obrigado a todos!


Meio novo, meio velho

Olá senhoras e senhores.

O blog e seu blogueiro às vezes cansam.

Eu gosto demais de mexer nessas coisas. Então comprei um domínio, instalei aqui no blogger mesmo, achei um template bacanudo que eu pudesse personalizar e resolvi dar vida àquilo que eu tinha em mente: algo meio site, meio blog, com slides bonitinhos ao fundo - gosto não se discute, rs.

O conteúdo é a velharia de sempre, desde 2006 escrevendo. O visual que é novo.

Tá aí. Sei que daqui uns meses vou cansar dessas fotos, desse visual. E assim vou mudando e aprimorando. O que vale é a diversão, vida simples, menos é mais, ser feliz, não passar por cima de ninguém e ajudar os velhinhos a atravessar as ruas.

Abraços e bons ventos!

Foco

Comecemos com as 4 Nobres Verdades do Budismo:

1- Da existência do Sofrimento.

2- Da origem do Sofrimento.

3- Da cessação do Sofrimento.

4- Do caminho que conduz à extinção do Sofrimento.

Sou um interessado pelo budismo desde muito jovem e as tres primeira Nobres Verdades já estão bem assimiladas e consolidadas em mim. Já a quarta... Este caminho é tortuoso, complicado, dificil...


Correr tem um pouco a ver com isso. É um momento que tenho comigo mesmo e penso muito sobre as questões referentes à apego, consumo e desejos. Isso tudo é válido para os diversos segmentos de nossa vida: pessoal, sentimental, profissional, desejos por chocolates, competições, apego à pessoas, objetos, enfim...é a vida.

No meu treininho noturno de ontem, uma quarta-feira de temperatura amena aqui no Paraná, em tão somente 40 minutos a forte oxigenação cerebral me clareou um pouco mais sobre a quarta Nobre Verdade: Lutar como puder!

E abaixo uma musiquinha com letra apropriada para os meus (os nossos, por que não?) dias. Vídeo aqui.


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Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

(...)

Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder



Caminho do Itupava - Novembro 2011

Ah preguiça...

Não ando assim tão animado a compartilhar glórias pessoais. Cada vez mais me interesso em guardar meus momentos aqui dentro apenas. Sei que tudo são fases e ser um velho maldito por vezes faz parte da minha personalidade. Em tempos de informações instantâneas via facebook e twitter do tipo "just checked in casa do caraio" ou aplicativos para coxinhas do tipo "corri 10 Km em 17 minutos", escrever somente hoje o que fiz ontem não parece muito "in".

Desci de ônibus até o centro da cidade de Morretes, litoral paranaense para uma subida acelerada do Caminho do Itupava. 6 km por estrada de asfalto, um retão bem gostoso de correr mesmo com mochila pesando uns 5 quilos (2 litros de água de coco no reservatório). O calor já estava pegando, mas logo entrei na Estrada das Prainhas com subida agradável por mais 5 km até o Centro de Visitantes do Caminho do Itupava. Lá fiz o registro obrigatório de minha passagem, sob olhares enviesados de alguns trilheiros que deviam estranhar tal atividade de corrida morro acima.

Corrida é modo de dizer e quem conhece o Caminho do Itupava sabe que é impossível correr em boa parte de seus 14 km de trilha. Este trecho de trilha me custou 3h02min, algo que em geral é feito pelos trekkers no sentido contrário (descendo) em 6 ou 7 horas. Em 2008 eu havia descido este trecho de trilha em 2h45. É nítida a evolução e o gosto de quero mais ficou.

Números finais: Do centro de Morretes até o Trailer do IAP na Borda do Campo deu 4h45min com 1.590 metros de desnível positivo acumulado e 680 de desnível negativo. Quilômetragem? Entre 26 e 29, acho, pouco importa.

Neste espaço eu compartilho sentimentos e não minhas pseudo-"glórias". A satisfação das atividades estão nestas propriamente ditas. Tornar isso público é apenas uma medíocre intenção de inspirar a vida simples e o desapego em pessoas de bom coração.

Para elas deixo algumas poucas imagens que coletei em minha câmera mas que estão profundamente marcadas em meu coração por toda a eternidade.









Week Summary - 31 de outubro a 06 de novembro

Um resumo diferente. Sem muito saco para treinos planilhadinhos e cheios de regras durante a semana, decidi relaxar. Como minha proposta é correr as 50 milhas de Campinas em meados de março, achei por ver a quantas anda a minha resistência geral.

E anda bem, obrigado. Durante a semana nada de atividade física. No sábado, decidi meter 42 quilômetros (oh, uma maratona!) em estradas de terra e um pouquinho de trilha. Calor dos infernos, saí para correr as dez da manhã e finalizei quase as três da tarde, em homenagem aos chatos que ficam de mimimi porque tem competição que inicia muito tarde ou coisa do gênero. Fiz meus treininho, com 700 metros de ascensão e muita diversão. Comida e hidratação bem regulada, graças às valiosas dicas que peguei com o super Scott Jurek. Até água de rio na goela acabou rolando. Simplicidade pra valer.


Foi a maratona mais fácil que já corri, aquela que cheguei mais inteiro ao final e que não me deixou nenhuma dor para os dias subsequentes.

Enfim: estou pronto!

Beijos e abraços!

Lionel Terray - Os Conquistadores do Inútil - Para refletir

Sou um cara que adora a leitura. Alguns escritores já me impressionaram e sou muito fã daqueles que sempre buscaram a simplicidade. Thoreau é sublime, junto com Bukowski, Amyr Klink, as sutras budistas e poucos mais. No ramo da aventura, escritores intensos também são meus favoritos: David Breashers, Joe Simpson, Reinhold Messner e Lionel Terray, que escreveu as belas palavras abaixo. Estas, transcrevi de seu livro Os Conquistadores do Inútil. São palavras muito "George Volpão".

Abraços!

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"A minha vida não foi mais do que um longo e delicado jogo de equilíbrio entre a açãogratuita, por meio da qual perseguia o ideal da minha juventude, e uma espécie de prostituiçãohonesta que me garantisse o pão de cada dia.Que espírito vulgar ousará pretender que aprostituição útil valia mais do que as empresas gratuitas? Aliás, excetuando as sociedadesprimitivas em que cada gesto tem a sua razão de ser no instinto de sobrevivência da espécie, oque é uma ação útil? Se, a fim de esquecer o vazio da sua existência, muitos se embebedamcom palavras e falam da sua "missão", do seu "papel", da sua "utilidade social", como todasestas palavras são convencionais e desprovidas de sentido! No nosso mundo anárquico esuperpovoado, quantos podem gabar-se de serem verdadeiramente úteis?... São úteis osmilhões de intermediários cheios de títulos honoríficos que invadem a economia? Os milhões de amanuenses, de cronistas, advogados e faladoresde todos os gêneros, que poderiam ser suprimidos amanhã para bem de todos?... E serão atéúteis os médicos que, nas grandes cidades, disputam a clientela como cães esfomeadosenquanto por toda a parte morre gente por falta de cuidados?... Neste século em que ficouprovado mil vezes que a organização racional permite reduzir em proporções fantásticas onúmero de homens necessários a cada tarefa, quantos podem garantir que são uma dasengrenagens verdadeiramente úteis à grande máquina do mundo?"

Lionel Terray

A Deuter ajuda você a trocar de mochila

Alô meu povo.

Todos sabem do meu apreço pelos produtos desta incrível marca de mochilas, sacos de dormir e outros acessórios do mundo outdoor. Mais que produtos de altíssima qualidade, a marca oferece dedicação aos seus consumidores e um posicionamento ético ainda raro em nosso mercado. E tem novidade:

A Deuter está com uma super promoção... sua mochila velha vale até 120 reais na troca por uma Deuter e ainda tem responsabilidade social envolvida, pois as mochilas trocadas serão doadas para escolas carentes e grupos de escoteiros de baixa renda.

Para mais informações acessem:

http://www.adventurezone.com.br/blog/a-deuter-te-ajuda-a-trocar-de-mochila
Abraços e não deixe de aproveitar!

Atleta da Semana - George Volpão por Bombinhas Runners

Buenas!

Abaixo segue link com um bate-papo rápido com o pessoal da organiação da K42 Bombinhas Adventure Marathon e que foi publicado no blog deles. Participo desta prova deste a primeira edição e compartilho com orgulho com meus leitores esta notícia.


Chegada na minha primeira participação na prova, agosto de 2009. Até então apenas minha segunda maratona. Hoje já são nove, sendo cinco fora do asfalto.

Week Summary - 24 a 30 de outubro

Segunda / 24-10-11
Folga total.

Terça / 25-10-11
Tarde: Corrida - 38min com 50 metros de desnível positivo acumulado, asfalto.
É sempre bom variar um pouco. Corri em Curitiba, logo após sair do trabalho. Mochilinha nas costas e um breve tour pelo Hugo Lange, Cabral, Juvevê, Alto da Glória e Centro, fechando mais ou menos 7K no Passeio Público. Final de tarde quente com belíssimo pôr-do-sol.

Quarta / 26-10-11
Tarde: Corrida - 54min com 66 metros de desnível positivo acumulado, asfalto.
Rolê bem similar ao do dia anterior mas acrescentando 3K, indo para as bandas do Boa Vista para encarar algumas subidas. O que incomoda é a poluição da cidade. Correr pela manhã é melhor.

Quinta / 27-10-11
Folga total.

Sexta / 28-10-11
Mais folga ainda =)

Sábado / 29-10-11
Manhã: Corrida em trilha - 2h45min com 867 metros de desnível positivo acumulado metros, Terra.
Parti para o Trailer do IAP, na entrada do Parque Estadual da Serra da Baitaca. Como o tempo estava encoberto, dei uma morgada em subir o Anhangava e me decidi por encarar a Trilha do Itupava até a Casa do Ipiranga, pouco mais de 7 km adiante. Fui lá, voltei e, não satisfeito, ainda encarei a mesma trilha de novo, mas apenas até o Boa Vista, batendo de volta e fechando um belo treino sem muito desgaste e sofrimento. Mais sobre o treino aqui: http://georgevolpao.blogspot.com/2011/10/casa-do-ipiranga-express.html

Domingo / 30-10-11
Folga.

Pouco a comentar. Bom treino no Itupava, mas preciso de mais consistência durante a semana. Let's go!

Bons treinos a todos

Abraços!

Ultramaratonas

Meu interesse por ultramaratonas começou em 2009, logo após minha primeira prova de 42 km. Já tinha ouvido falar da UTMB - Ultra Trail du Mont Blanc, uma prova com 166Km e mais de 9.000 metros de desnível positivo acumulado. Ao saber mais sobre ela, encantei-me. Assim sendo é minha maior fonte de inspiração para correr longas distãncias. Em 2009 fiz a Praias e Trilhas (84 Km em dois dias). Em 2010 a Ultramaratón de Los Andes (50 Km na cordilheira). 2011 passou batido mas 2012 reserva muita coisa longa.

Abraços!

Casa do Ipiranga Express

Gosto de correr na Trilha do Itupava. Lá é tudo muito, muito, muito liso. Pedras centenárias pavimentam o caminho que já foi por séculos uma das únicas ligações entre o primeiro planalto paranaense e o resto do mundo. Estar lá me faz bem e no sábado 29 de outubro resolvi encarar parte de seu trecho de forma rápida, leve e solitária.

Pack do dia: Mochila Deuter Hydro Lite 3.0, um litro e meio de isotônico preparado em casa, nove bisnaguinhas com nutella e queijo, lanterna para emergência (vai que me perco e tenho que passar a noite por lá né?), corta-vento minúsculo (nunca vou pra serra sem ele, não importa o tamanho do sol), celular, algum dinheiro, shortinho, camiseta, viseira e o super Salomon XT Wings S-Lab 3 (eita tênis porreta).

Parti do Trailer do IAP, na entrada do Parque Estadual da Serra da Baitaca às oito e meia. Pouco menos de meia hora passei pelo Boa Vista, local onde fica a bifurcação por onde se vai ao cume do Pão-de-Loth, onde estive semana passada. Até aqui as subidas predominavam, tudo por terra mesmo. Logo se começa a descer, em alguns pontos de maneira bem forte e o calçamento aparece. Pedras mais lisas que sabão e passinhos de bebê, impossível correr. Quando a piramba amenizava eu arrisquei uns passos mais largos, porém ainda vacilantes. Consegui me sair melhor do que esperava neste trecho, não escorreguei em momento algum, tampouco fui ao solo. Bebi água em alguns riachos, e em 53 minutos eu chegava na Casa do Ipiranga, tendo partido dos 1.000 metros de altitude, atingido os 1.100 e estando finalmente nos 800 da triste ruína. No time for lipstick, toca pra cima de volta. Cruzei todo um pessoal que fazia trekking na região, recebendo inclusive muito incentivo de uma galera bem simpática que descia escorregando muito. Muita gente fazendo a trilha no sábado, fiquei contente com isso. O que levei 53 minutos para descer, me consumiu 57 para subir de volta o trailer do IAP, até então com quase 15 quilômetros de corrida. 

Era pouco. O cansaço aparecia, mas sabia que era frescurinha. Toquei de volta na mesma trilha, para ir até o Boa Vista apenas: meia hora para lá, meia para cá. Desta vez não cruzei ninguém e em 25 minutos cheguei no ponto de retorno, um micro-riacho de água bem saborosa e gelada, no alto do Boa Vista. Back again, hora de voltar pelo mesmo caminho, com passadas firmes inclusive nas subidas, o que me surpreendeu para finalizar o treino de pouco mais de 22 quilômetros, 867 metros de subidas acumuladas (e descidas, consequentemente) em 2h45 min.

E semana que vem tem mais e mais longe!

Abraços e bons treinos!

 Os primeiros 20 minutos são light.


Corre, piá!


 Começa o calçamento morro abaixo, começa o inferno dos incautos.


 Pouco antes da Casa do Ipiranga, em uma ponte construída na última restauração do caminho.


 Mais uma propriedade da união arregaçada. Casa do Ipiranga. Agora... para que a placa nova e a casa fodida?


A vida é muito melhor quando apreciamos os pequenos prazeres. Uma só já está bom!

Week Summary - 17 a 23 de outubro

Segunda / 17-10-11
Noite: Corrida - 35min com 50 metros de ganho vertical, mix de asfalto, terra e grama.
Primeiro dia na mudança estrutural de microciclos. Curti demais correr na segunda à noite e ainda meti um 4:05 no último quilômetro sem desespero. Que vento gelado da porra!

Terça / 18-10-11
Noite: Corrida - 30min, asfalto.
Pegando leve pra soltar um tiquinho. Tudo plano.

Quarta / 19-10-11
Manhã: Corrida - 35min, asfalto.
Corridinha forte em Curitiba, horário de almoço. Paulada de 7 km em 34'30". Treino de ritmo mesmo.

Quinta / 20-10-11
Folga total.

Sexta / 21-10-11
Mais folga ainda =)

Sábado / 22-10-11
Tarde: Corrida - 1h20min com 252 metros de desnível positivo acumulado, terra.
Participei da Minimaratona Caminhos do Anhangava, na região do Parque Estadual da Serra da Baitaca. Corri em ritmo tranquilo, subidas bem puxadas, local onde treino com certa frequencia. Paisagens incríveis, companheiros de atividades e as delícias da corrida no campo.

Domingo / 23-10-11
Tarde: Corrida em trilha e hiking - 2h25min com 560 metros de desnível positivo acumulado. 
Parti para um treino leve nas trilhas da Serra da Baitaca. Peguei a Trilha do Itupava com intenção de subir o Pão-de-Loth (1280 m). Lá cheguei com pouco mais de uma hora, com trechos de subida bem dura, com escalaminhada, pernas rasgadas no mato e visual aberto para as bandas do planalto. Foi muito bom também ter encontrado companheiros de montanha por lá. A descida foi tranquila e ainda meti a trilha da cachoeira do Anhangava na volta.

Semana produtiva! Ainda não cheguei sequer nos mil metros de desnível positivo na semana. Na verdade, ainda não tenho nenhuma prova-alvo nos próximos 10 meses. Ainda estou buscando algo que me chame a atenção. Se nada acontecer até 31 de dezembro, vou bolar eu mesmo um challenge por aqui na Serra, no padrão Kilian's Quest. Abaixo fotos do domingo!

Bons treinos a todos

Abraços!













Week Summary 10 a 16 de Outubro / Semana 03

Segunda / 10-10-11
Day Off,  
Descansando de quê já que o final de semana foi tranquilo?

Terça / 11-10-11
Manhã: Corrida - 30min, mix de asfalto, terra e grama.
Continuando a pegar leve no começo da preparação. No dia anterior ainda rolavam umas dorzinhas do treinão de sábado, mas nesta terça foi tranquilo soltar estes 30 minutos.

Quarta / 12-10-11
Tarde: Corrida em trilha - 42min com 100 metros de desnível positivo acumulado em um pouco de asfalto e maioria de terra e grama.
Nem tinha me programado para correr. Fiquei na preguiça mas por volta das cinco da tarde resolvi sair para um treino sem compromisso na região do Olhos d'Água. Algumas trilhazinhas técnicas e estrada de terra com subidas e descidas fortes.

Quinta / 13-10-11
Noite: Corrida - 34min com 98 metros de ganho vertical, asfalto, terreno com subidas e descidas.
Pegada mais forte nesta noite, com direito a correr alguns quilômetros abaixo do meu pace (pavor dessa palavra) normal. Queria era forçar mesmo. Foi bem bom.

Sexta / 14-10-11
Day-Off, sem treinos.
Sexta-feira é dia de relaxar.

Sábado / 15-10-11
Day-Off.

Domingo / 16-10-11
Manhã: Corrida em estrada de chão - 2h05min com 360 metros de desnível positivo acumulado.  
Treino era pra ser de uns 24 km mas só rolou 20. Quebrei no final e caminhei tranquilamente o resto. Acho que forcei demais e me alimentei de menos. O teste com uma barra de cereal orgânica não deu o resultado que eu esperava. Na pancadaria acho que vou ter que voltar pro bom, caro e velho GU. Corri em um bom ritmo, dada a altimetria do percurso. Tempo tava cagado, choveu um montão nos dias anteriores. Levei apenas mochilinha com um litro de isotônico em pó de mercado (Golly), que foi aprovado. Saboroso e barato. Ah, e a tal barra orgânica, uma super barra de quase 300 calorias. Não deu certo, acho que preciso de algo mais punk. E preciso também repensar a estrutura semanal de treinos.

A foto do post foi feita neste treino do domingo, no meio do mato, numa ponte capenga que tava quase sendo arrastada pelas águas, já que choveu horrores nestes últimos dias. O que normalmente rola por ali normalmente é um filete de água, que, como se pode ver na foto, era uma torrente barrenta e forte. Semana de poucos treinos, sendo que o do sábado foi transferido pro domingo que, ainda assim, foi incompleto. Sei a causa e na semana que vem a gente conversa =)

Abraços!

Week Summary 03 a 09 de Outubro / Semana 02 de 29

Segue o resumão!

Segunda / 03-10-11
Day Off, sem treinos e sem dores pós-Corrida da Graciosa.

Terça / 04-10-11
Manhã: Corrida - 30min, mix de asfalto, terra e grama.
Continuando a pegar leve no começo da preparação. Pernas intactas, neblina forte, percurso batido, 100% plano. Como ando com uma leve bronquite, rodei devagar mas com sensação de pulso alto, típico de infecção. Melhor que ficar em casa.

Quarta / 05-10-11
Day Off, sem treinos, já apresentando melhoras respiratórias.

Quinta / 06-10-11
Noite: Corrida - 42min com 98 metros de ganho vertical, mix de asfalto, terra e grama, terreno com subidas e descidas.
Hoje estava bem melhor. Corrida super descansada, pernas frescas e prontas para o primeiro teste do novo ciclo, a Corrida da Graciosa a ser realizada no domingo.

Sexta / 07-10-11
Day-Off, sem treinos.
Sexta-feira é, naturalmente o dia em que dou um descanso. Então não tem porque ficar aqui justificando, hehe (texto tipo ctrl+c, ctrl+v).

Sábado / 08-10-11
Manhã: Corrida em trilha - 1h50min com 852 metros de desnível positivo acumulado. Primeiro treino em montanha de verdade na preparação para a Patagonia Run. Subida do Morro do Anhangava pela rota frontal. Basicamente um bate e volta desde a base do IAP na trailhead do Itupava. De bônus, rolou ainda uma passada na cachoeira e um retorno à mesma trilha subindo até a cota 1250, retornando à base. Era tudo que eu precisava. Alta motivação antes, durante e depois. Tempo meio fechado, meio aberto, temperatura na casa dos 18 graus e belíssimas cores de primavera. Pela primeira vez na montanha usei a fórmula do menos é mais. Pochetinha de cintura contendo uma garrafa com 500 ml de água (recarreguei na cachoeira), duas bananinhas, corta-vento, câmera digital e celular. Após alguns minutos tirei a camiseta e entendi porque Anton Krupicka prefere correr assim: liberdade! Confira o treino aqui: http://georgevolpao.blogspot.com/2011/10/duas-horas-no-morro-do-anhangava.html

Domingo / 09-10-11
Manhã: Trekking - 30 minutos com 280 metros de desnível positivo acumulado. Estive na Fazenda Pico Paraná. A idéia era subirmos até o Caratuva, mas a chuvarada e minha admitida antipatia por atacar cumes com tempo chuvoso me deteve na Pedra do Grito, algumas centenas de metro mais acima da sede da fazenda. Sem culpas!

Rodo, assim, minha primeira primeira semana de treinos colocando trilhas técnicas na brincadeira. Um pouco dolorido nesta segunda-feira, parto para a terceira semana cheio de disposição para mais trilhas, já que na quarta-feira, 12 de outubro, é feriado nacional.

Abraços!

Duas horas no Morro do Anhangava

Belo dia para meter o pé na trilha! Parti no sábado cedo para o Morro do Anhangava. Desta vez, escolhi ir até o ponto final da linha Borda do Campo e pegar um trecho mais extenso de trilha, diferentemente do que fazia antes, quando entrava na montanha por uma trilha alternativa e mais curta. 

Com mais tempo correndo no mato, a diversão também é maior. Registrei minha passagem no Posto do I.A.P (Instituto Ambiental do Paraná), toquei pra cima rumo ao cume. Pouco mais de 35 minutos até lá em cima, tempo que não conseguia fazer havia muitos anos. Lá encontrei o camarada de montanha Helder e despenquei de volta.

A idéia do dia era correr pelo menos uma hora e meia e ganhar pelo menos uns 700 metros de elevação. Com esta subida ao cume, já tinha mandado bem na primeira parte. Durante a descida resolvi por ir me abastecer na cachoeira que tem na base do Morro. Que acerto! Tudo perfeito na trilha, de uma paz absoluta. Lá encontrei um casal que, gentilmente, fez as fotos abaixo. Abasteci de água e energia vital e toquei pra cima de novo, mesma rota. A trilha já estava movimentada, com muita gente aproveitando o sábado agradável -não havia sol mas não estava frio como de costume. Nesta segunda volta subi apenas até os 1250 metros (dos 1430 que possui a montanha) e despenquei novamente, preocupado em não perder o horário do bus. 


Concentração máxima e foco total. Qualquer vacilo haveria uns dentes quebrados, pois alguns trechos são bem técnicos e pedregosos.

Hoje foi tudo muito diferente. Senti uma conexão com a montanha, com o ambiente, que havia anos não rolava. A impressão era que eu flutuava, tanto subindo como descendo. Senti-me forte, correndo inclusive em algumas subidas onde normalmente eu iria pipocar. As decidas técnicas se pareciam com uma dança: pezinho para cá, pezinho para lá. No lugar certo e no momento certo. Rolou, como nunca antes, uma conexão incrível. 

Eu respeito muito as montanhas e seus guardiães. E admiro cada vez mais aqueles que se dispõe a sair do conforto de suas vidas urbanas e se animam a encarar 10 minutos, que seja,  de trilha na mata.


 
Hoje pude realmente sentir que correr é simples demais. Pude realmente viver na prática que não precisamos de marcações a cada 100 metros para ser feliz na corrida. Que não precisamos também de tecidos tecnológicos ou mochilas de hidratação top de linha os quais tanto usei e ainda uso. Hoje, vesti meu calção de 30 pila, um boné, arranquei a camiseta, me equipei apenas com dois pequenos doces de goiaba, uma pochete com garrafa d'água, câmera fotográfica e algum dinheiro para o bus, além do celular para alguma emergência. Para finalizar um corta-vento super leve no bolso e o relógio com altímetro, meu gadget favorito e indispensável para me orientar.

Fechei o lance todo com 1h50 minutos e 852 metros de desnível positivo acumulado. Em quilômetros deve ter dado uns 10, no máximo. Perfeito.
Estou pronto!

Week Summary - 26 de setembro a 02 de outubro / Semana 01 de 29

Segue o resumão!

Segunda / 26-09-11
Day Off, sem treinos, para os que preferem em português.

Terça / 27-09-11
Noite: 5K em 30min, mix de asfalto, terra e grama.
Começar de novo nem sempre é fácil. Mas tá valendo. Após tanto tempo parado, sentir as pernas pesadas nem sempre é fácil. Um dia eu chego lá...

Quarta / 28-09-11
Day Off, sem treinos, para os que preferem em português[2].

Quinta / 29-09-11
Noite: 5K em 29min, mix de asfalto, terra e grama, 100% plano.
Hoje estava bem melhor. Corrida super descansada, pernas frescas e prontas para o primeiro teste do novo ciclo, a Corrida da Graciosa a ser realizada no domingo.

Sexta / 30-09-11
Day-Off, sem treinos.
Sexta-feira é, naturalmente o dia em que dou um descanso. Então não tem porque ficar aqui justificando, hehe (texto tipo ctrl+c, ctrl+v).

Sábado / 01-10-11
Manhã: Mountain Bike 18K em 1h09min, normalmente é dia de treinos longos, fortes, suicidas ou coisa do gênero. Porém, com corrida no dia seguinte o bom senso manda descansar. Não me aguentei e fui dar um pedal bem leve de pouco mais de uma hora, com muita diversão nos downhills.

Domingo / 02-10-11
Manhã: 20K em 1h54'42" e 980 metros de desnível positivo acumulado, Competição Corrida da Graciosa, com a maior parte em paralelepípedo e um tanto de asfalto. Desnível positivo de quase mil metros, sendo 14 quilômetros de subida constante, sem refresco..
Melhor competição da minha existência. Leia mais aqui: http://georgevolpao.blogspot.com/2011/10/corrida-da-graciosa-2011-como-foi.html

Fecho, assim, a primeira semana de treinos específicos para a Patagonia Run 2012 com 30 quilômetros de corrida e com desnível acumulado somente no domingo, na Graciosa. ótimo para ter parâmetros de como estou. Repito o que disse em post anterior: Estou pronto!

Corrida da Graciosa 2011 - Como Foi

Foi bom.

Não...bom é sacanagem... Foi a melhor corrida da minha vida. melhor que as K42, melhor que Praias e Trilhas, melhor que qualquer outra coisa que eu já havia feito.

Chovia um tanto na largada. Os momentos anteriores foram passado sob a proteção de um telhadinho, conversando com companheiros de roubada. Largamos às nove, já com a sensação de que seria "o dia". Pernas leves, segurando pra não forçar demais. Começamos a subir de verdade no quilômetro dois e a as pernas estavam ótimas. Corri apreciando o visual enevoado, muitas vezes com visibilidade menor que 20 metros. O paralelepípedo estava liso, mantendo-me concentrado e focado. Quando percebi já estava no quilômetro 5. Pouco mais, já estava no 10.

Pouco adiante começa o asfalto, a pirambeira se inclina ainda mais e encontro o Super Marcelo Moraes. A partir de então corremos acompanhados e tagarelando feito duas lavadeiras, para incredulidade daqueles corredores que ultrapassávamos e que imploravam por um pouco de ar no final da subida.

Fim da subida lá pelo quilômetro 15, era hora de soltar numa sucessão de sobes e desces bem agradável. Cruzamos juntos o portal da Graciosa com 1h55min00. Prova perfeita em todos os sentidos. Organização nota dez, super simpatia dos staffs, enfim, tudo funcionando e sem frescuras. As fotos do post mostram momentos incríveis: cruzar a linha de chegada com o Marcelo e depois confraternizar com bons e novos amigos, entre eles o Hugo Magalhães, parceiro de muitas praias e trilhas.





Acredite em você! Não confie cegamente no que lhe dizem antes de experimentar se funciona. Ninguém pode lhe conhecer melhor que você mesmo. Mas se você tem dúvida disso...procure ajuda psicológica urgente =)

Conclusão do final de semana esportivo: Estou pronto!

Corrida da Serra da Graciosa 2011

Lá vou eu...

Corri essa prova em 2005, em tempos pré-garmins, pré-assessorias e pré Circuito das Estações. Apesar de hoje haver muito mais gente correndo por aí, poucos ainda se animam a encarar essa prova, tida como um das mais duras do país. Admito: mais sofrida que essa acho que só mesmo a Maratona de Foz que corri em 2010. Serão 20 quilômetros de corrida, sendo 14 deles totalmente em subida, sem refresco, partindo quase do nível do mar até praticamente mil metros de altitude.

Acho bastante simbólico correr do litoral ao planalto cruzando uma região altamente preservada e percorrendo uma estrada construída em 1873 e por isso devo encará-la este ano mais uma vez.

Será um bom teste de início de preparação para os 100 quilômetros nos Andes no mês de abril vindouro.

A prova irá rolar no domingo, dia 02 de outrubro e as 700 inscrições já se esgotaram há tempos.  Que tal treinar e se preparar para largar em 2012 na Graciosa?

Deixo abaixo o perfil altimétrico da prova.

Abraços, beijo na bunda e até segunda, quando postarei aqui as impressões da prova.




De 0 a 100 em 29 semanas

Vinte e nove semanas é um pouco mais de meio ano. Estou partindo do zero - relativo, não absoluto. Meu passado aponta quatro maratonas em asfalto (Rio, CWB duas vezes e Foz), três K42 Bombinhas , um Desafio Praias e Trilhas e uma Ultramaratón de Los Andes com 50Km  de trilhas na Cordilheira. Mas... passado é passado e chegou a hora de pensar em 2012.

Por que tão cedo, se ainda falta 3 meses para o final de 2011? Porque, para mim, em 2011 já consegui tudo que eu almejava. Uma boa prova em Bombinhas, ótimas trilhas na Serra do Mar, vida pessoal super bem resolvida, a profissional igualmente... Então, hora de concentrar forças na próxima (e ainda distante) meta: 100 Km em trilhas na Cordilheira dos Andes na Patagonia Run.

Planos traçados, hora de executar. Vinte e nove semanas de dedicação me levarão dos zero - quase não tenho corrido - aos 100 quilômetros. Nestas vinte e nove semanas eu tenho certeza que apreciarei diversos momentos bons e também os ruins. Uma longa jornada, quase 200 sessões de treino para uma meta: conhecer as profundezas da Cordilheira na região de San Martin de Los Andes da maneira que mais gosto, correndo e caminhando pelas pirambeiras geladas.

Na medida do possível, estarei postando minha rotina de treinos aqui, a fim de auxiliar e orientar aqueles que pretendam, quem sabe, seguir meus passos na longa distância em trilhas.

Com esse lance de atulizações automáticas da nossa vida via redes sociais e mesmo aqui no blog, espero poder compartilhar os acontecimentos para que, mais que a mera curiosidade sobre um treinamento para ultramaratonas, você que me lê possa absorver para si essa dedicação e esse amor pela Vida nas Montanhas.

Um beijo e um abraço a todos!

Abaixo, um vídeo sugestivo: Vinte e Nove - Legião Urbana ao vivo!


Font-Romeu Feelings - Patagonia Run 2012

Mesmo distante muitos quilômetros de Font Romeu, por vezes me sinto como se lá estivesse. É lá que vive e treina Kilian Jornet, mestre-mor das corridas de montanha de longa duração. Mestre não apenas pela exuberante performance que ele apresenta. Mestre sim pela humildade, leveza, talento, caráter, simpatia e maturidade para um atleta profissional de apenas 24 anos.

George Volpão vive em Campina Grande do Sul, cidadezinha localizada a aproximadamente 26 quilômetros de Curitiba, capital do Estado do Paraná. É abençoada em seu território com as mais belas montanhas do sul do Brasil, muitos quilômetros de trilhas e também tranquilas estradas rurais com subidas de lamber o joelho. É meu paraíso e é onde me renovo nas saídas que faço. Seja durante o dia, percorrendo caminhos já tão conhecidos, seja como foi hoje à noite. Meia horinha de treino em subidas de também lamber os joelhos e onde entendi que um verdadeiro corredor de montanha deve se preocupar em ganhar altitude, principalmente, ter ATITUDE. Simplicidade é a chave, como demonstram outros mestres como Scott Jurek, Anton Krupicka e Geoff Roes

Sendo assim, a partir de hoje, na preparação para minha primeira prova de 100K em montanha, estou contando meus treinos por desnível positivo acumulado e por horas semanais de treino. Coloca 30 minutos e 200 metros na minha conta numa estrada totalmente escura, por favor seu moço. Esqueçamos os quilômetros e os paces. Deixo isso para quem gosta disso e para os exibidos. Eu gosto é de pão com queijo e goiabada, do cheiro da bosta das vacas que pastam onde corro e das montanhas.

Por que para alinhar na largada de uma prova dessas é preciso treinar o físico. Mas para cruzar a linha de chegada, é preciso ter o espírito muito mais forte que o corpo. No dia 14 de abril de 2012 eu terei a revelação.

Bons Ventos!

 Geoff Roes, Anton Krupicka e Kilian Jornet em um dia memorável na edição 2010 da Western States 100

Cume do Pico do Monte do Morro Tucum

No domingo passado estive no cume do pico do monte do Morro Tucum, uma montanha que muito aprecio e que está localizada a pouca distância da minha casa. Uma corrida de 17 quilômetros em terreno misto de terra e asfalto me levou ao Portal da Estrada da Graciosa, local de encontro com o pessoal do grupo Montanhoso. Trata-se de uma galera com o mesmo interesse comum: curtir a vida ao ar livre nos finais de semana e um boteco na sexta, o que me levou a apelidá-los, também, de Botecoso =)

Vamos aos fatos: de lá partimos as nove da manhã, em um grupo grande para os meus padrões de montanha, mas bastante homogêneo e muito ordeiro nas questões de repeito ao meio ambiente. Gostei disso! Por volta das dez demos início à caminhada rumo ao cume do pico do... Dia perfeito, sol na medida certa, temperatura agradável e pessoas incríveis.

Voltar desta forma ao Tucum e Camapuan depois de quase 4 anos longe foi maravilhoso. Que dia. E como tudo é treino, dei umas forçadinhas em alguns momentos, contemplei em outros, bem como é meu ideal de Vida nas Montanhas.

Abaixo algumas fotos cedidas gentilmente por amigos como o Dalla e a Simone que lá estavam. E agora, pronto para mais.

Boas trilhas! 













Treino 02 para a Copa do Mundo de 2014 - Ultra Tour Du Campina Grande do Sul

Hola!

Esse lance dos treinos para a Copa do Mundo de 2014 ainda será melhor explicado. Mas basicamente são treinos-chave para meu projeto esportivo para aquele distante ano e mês.

E hoje foi o segundo, o primeiro você confere clicando aqui.

Treino curto na distância mas intenso no feeling.

Após a K42 Bombinhas acabei me perdendo. O "sucesso" subiu pra cabeça. Sucesso que eu mesmo criei, já que minhas expectativas para minha participação na prova foram superadas tranquilamente e a vida parecia ganha. Tirei o peso da dúvida sobre minha capacidade de correr uma prova longa e com prazer full-time ao cruzar a linha de chegada com uma lata de cerveja bem gelada.

A idéia era segurar uns dias e depois voltar aos treinos sem compromisso. Havia abandonado a proposta de me meter em uma corrida de 100 km em abril, na Argentina. Apareceu uma ideia de fazer um 60K em Canela no início de dezembro. Desanimei também. E aí algo se perdeu. Dias friorentos, chuvosos...enfim, todo tipo de desculpa valia para eu meter o pé na jaca, a boca no gargalo de um Cabernet Sauvignon y otras cositas más. Noites mal-dormidas, ideias dispersas na cabeça, vontade de mudar o mundo urgente e certa pressão na cabeça ajudaram a enterrar o pouco de lucidez que eu tinha.

Veio a noite negra e fria, a dura realidade da vida de quem tem sonhos e não abre mão deles.

E foi preciso tomar decisões e mudar. Sair da lama e escalar desde o fundo do poço emocional, financeiro, esportivo e nutricional em que me meti nos últimos 20 dias.

Correr apenas 6 km hoje teve a ver com isso. Sair sem camisa, sem relógio, com cabelos ao vento e sem pressa no gostoso sol de inverno do sul do país teve efeito imediato: simplificar ainda mais. Por isso esse treino foi importantíssimo rumo a 2014, como reafirmação deste compromisso.

Acabou! Ou começou, depende do ponto-de-vista.

Então que venha a próxima montanha, a próxima chegada e a próxima meta. Um dia de cada vez.

Tudo vai dar certo, acredite!

Fatos Técnicos Relevantes sobre a K42 Bombinhas 2011 - Parte II

Buenas!

Vambora então falar de mais algumas impressões que considerei importantes e vale compartilhar.

Vestuário:

Já tem algum tempo que eu venho usando materiais texteis que fornecem certa compressão no corpitcho. Comecei com as meias e agora estou nas bermudas. Para mim funcionam super bem, nem que seja como placebo. Afinal, os doutores da ciência ainda não chegaram a um consenso no assunto - ainda bem, consenso é um porre. Usei polainas de compressão da Flets na cor branca. Elas já tem mais de 100 km corridos e ainda mantém a qualidade inicial. A vantagem dessas polainas é o fato de se poder escolher as meias de sua preferência. No meu caso são umas Lorpen surradíssimas que deram conta do recado: nada de bolhas ou assaduras. Mas antes de vesti-las, claro, vaselina nos pés. Nas pernas usei uma bermuda de triathlon da Louis Garneau que paguei 50 pilas numa promo. Marca de modinha mas que funciona muito bem, produto de grande qualidade. Mas não pagaria os 220 mangos do preço original. Nem a pau Juvenal, só na promoção mesmo. Camisetinha Adidas Climacool, até agora o melhor tecido que já usei dos 10 aos 35 graus Celsius. Na cabeçola rolou uma viseira e uma bandana, combinação que proporciona versatidade conforme o clima. Apoiado no nariz fui de óculos comum, um Tifosi que custa uma fração dos Oakley. No fim das contas, nada tenho a reclamar e não mudaria nada, nem mesmo a cor da camiseta, preta, que mesmo sob sol e calor não esquenta de modo algum.

Hidratação:

Abandonei a mochila de hidratação e me arrisquei na pochete com garrafinha. Deu super certo. Economizei no peso e carreguei comigo tudo que precisava. Como os postos de hidratação estavam localizados, em média, a cada 5 quilômetros bastou fazer uma conta simples e pessimista: considerando que eu caminhasse toda a prova na velocidade de 5 km/h e que meu consumo normal de água se mantivesse - como nos treinos- em 500 a 600ml por hora, eu estaria em segurança.



Afinal basta recarregar a botella em cada posto e pronto. Assim fiz e assim funcionou. Usei o modelo Kailash Hydro Combo (em breve uma avaliação aqui no site), que conta com um bolso amplo para acomodar minha merenda feita de géis e barras de cereais. Esquema perfeito. Mochila, daqui em diante, somente em provas menos assistidas com hidratação.

Técnica:

Simples! Andar nas subidas, despencar nas descidas e trotar no plano. Subindo: andei as subidas mais longas e as mais íngremes. Por vezes dei um trotinho morro acima pra mudar um pouco a musculatura envolvida, mas sem deixar o coração vir à boca. Caminhar rápido foi e é bem mais eficiente que trotar ridiculamente morro acima. Descendo: treinei bastante em descida, então despencava com segurança. Tem que treinar pra valer, principalmente para fortalecer músculos próximos ao joelho e embrutecer os quadríceps, sempre muito exigidos nos barrancos. Vale também ir com atenção pra não virar o pé, o que significa tornozelos fracos. Fiz a lição de casa e no dia seguinte sequer eu tinha as dores típicas de quem corre forte nas descidas. No plano: meu ritmo feijão com arroz, suficiente para entabular uma conversa animada.

Motivação:

Ter uma meta diária! É importante, claro, programar algo, como a k42 Bombinhas por exemplo. Mas se você não levantar a bunda da cadeira e não ir pra estrada, pra trilha todo dia, a K42 fica longe, distante e dolorida. Essa teoria fez todo sentido nesse ano em que treinei melhor e mais frequentemente. Como treinei com mais assiduidade e consciência, no dia da prova as coisas fluíram. Não tem segredo.



Por isso a chave da motivação não acho que seja focar no grande objetivo meses adiante. A chave do meu "sucesso" - traduzindo essa palavra como completar a prova em um tempo satisfatório e sem sofrimento - foi estar motivado a cada manhã programada para correr, nem que fosse um trote de 4 quilômetros ou um longo de 30 no frio e na chuva.

Um dia após o outro, honey!

E no próximo post encerro o assunto K42 Bombinhas =)

Abraços e bons treinos!

Fatos Técnicos Relevantes sobre a K42 Bombinhas 2011

Salve!

Tão importante quanto competir e que treinar, compartilhar o que vivo me faz bem. E dar uma atenção ao aprendizado que cada evento, que cada prova traz, compartilhando impressões, é pra mim muito mais importante que dizer que corri isso em tantos quilômetros ou que vi a Luana Piovanni correndo pelada.

Nesta minha terceira participação na k42 Bombinhas Adventure Marathon sinto que consegui fazer uma prova redonda. Sem a inexperiência de 2009 e sem as agruras de 2010, desta feita penso que cheguei a um termo entre desempenho particular e aproveitamento das condições. Isso só foi possível devido o aprendizado adquirido que soube aplicar no último 06 de agosto. Agora, deixa eu parar de enrolar e vamos aos fatos, àquilo que acho que fez a diferença para mim e que pode fazer para você que quer correr uma prova dessas.

Treinamento:

Invista nos longos semanais por estradas rurais e, se puder, a cada quinze dias se atire nas trilhas longas mesmo. Fiz alguns treinos de mais de 5 horas em trilha, mas não correndo. Algo como um fastpacking. Traduzindo: caminhada acelerada em trilhas acidentadas e carregando mochila com pertences de um dia. Treinos assim mantém sua FC lá embaixo, otimiza o consumo de gordura em detrimento do glicogênio, ensina o organismo e a mente a trabalhar com músculos cansados e faz bem para a alma. Curta! Não se bitole somente em ritmos e paces. Para correr provas longas de montanha é preciso saber caminhar, curtir a paisagem e deixar rolar. Se perto da sua região não existem montanhas nem trilhas, não se desespere.




Saia para uma caminhada em ritmo forte por umas 5 horas em qualquer lugar que seja e você irá entender quando falo sobre músculos doloridos. Meus treinos longos e com subidas certamente foram os maiores responsáveis por eu ter finalizado a prova intacto.

Nutrição:

Apesar de todo o meu mimimi em relação às comidas industrializadas, nesta prova tomei 4 GU. A praticidade ainda é seu ponto forte e sua baixa acidez mantém meu estômago sem chiliques. Intercalei essa gosma com barras de cereais, tentando ingerir uma média de 200 calorias por hora, ou seja, uma barra por hora e um GU por hora. Nos PC's do km 21 e 34 eu comi umas melancias, bebi dois copos de isotônico e pronto. Não me faltou energia, tampouco meu estômago apitou.



Essa é uma questão muito pessoal, é necessário que você descubra aos poucos durante os treinos qual seu ritmo ideal de reposição energética. Eu já havia descoberto somente este ano que preciso entre 200 e 300 kcal por hora e que não posso tomar mais de 2 géis por hora. Descubra o que funciona para você. Ah, vale lembrar também da importância da nutrição pré-prova. Eu exagerei nas gorduras no dia anterior e paguei o preço com um pit-stop forçado em uma moita no km 26. Papel higiênico salvador na pochetinha!

Calçados:

Usei meu queridinho Salomon S-Lab 3 XT Wings, que havia estreado nos 24K de Extrema e que depois meti no Pico Paraná para meu longão de 8 horas caminhando/correndo. Não foi perfeito, pois acho o trajeto da K42 Bombinhas pouco técnico, havendo na verdade somente uns poucos trechos onde um calçado como esse leva vantagem se comparado a um calçado super leve para rua. Essa é uma opinião polêmica e certamente muita gente poderá questionar isso.



Mas eu teria preferido levar uns escorregões nos poucos trechos de lama que encontrei do que carregar um tênis de 360 gramas (cada pé) cheio de areia e água após cruzar um rio. Nos trechos mais lisos o produto se mostrou pesado demais, sendo mais adequado a provas mais longas, como ultramaratonas de 50 km ou mais. Nesses 42K em 2012, se não chover na semana anterior, usarei o mais queridinho ainda Brooks Green Silence para flutuar na areia batida e nas trilhas fáceis. Caso chova, a parada fica hardcore e aí vale encarar um tênis pra montanha mesmo.

Dentro de alguns dias passarei as impressões finais: vestuário, hidratação, técnica e motivação.

Abraços e bora voltar pros treinos!