Comentários Anônimos

Galera, peço desculpas pela alteração que faço agora no Blog. Até então estava sendo permitida postagens anônimas, somente para facilitar que usuários se manifestem de forma mais fácil neste espaço. Mas tem gente que não entende, faz gracinhas e ofende diretamente o autor ou outras pessoas no blog.

Então, farei um teste a partir de agora permitindo comentários apenas de usuários registrados. Não se trata de censura. É apenas uma tentativa de poupar os leitores de ler coisas desagradáveis nos comentários. Afinal, além de cagar e andar pro Natal, o George Volpão caga e anda para pessoas que criticam e não mostram a cara. Típica coisa de perdedores.

Quer agitar, crie um blog e fale suas verdades. Quer ofender, ofenda, mas mostre a cara :)

Conto com a compreensão de vocês e espero que continuem comentando e participando.

Natal? Bah...

Cago e ando pro Natal. Nem mesmo cristão eu sou.

Neguinho fica querendo competir, passar pra trás, se exibir, se achar melhor que os outros o ano todo e vem com papo de Feliz Natal? Ah, tem que ser decente o ano todo!

E isso me lembra algo que li  no blog Te Amo, Porra o seguinte:

"Porque rola uma coisa assim. A pessoa convive com você o ano inteiro, você está triste, você passa por problemas, mas se for em outra data que não seja o natal, nego não está nem aí; mas no natal não, rola essa necessidade de demonstrar afeto com o próximo, que não importa o que aconteça, somos todos filhos de deus e devemos nos ajudar e zzzzzzzzzzzzz."


Acho que é bem por aí. Sugiro a leitura do texto completo aqui. Um pouco azedo, ranzinza, mas reflete minha visão de Natal.

De toda forma, pra quem gosta disso: Feliz Natal.






Dailymile - Ferramenta de Registro de Treinamentos

Salve!

Recomendo a todos aqueles que gostam de compartilhar informações sobre seus treinos e atividades esportivas que usem o Dailymile. Muito fácil de registrar tudo e funciona como uma comunidade (mais uma das redes socias disponíveis nesse mundo). Meus treinos eu registro por lá e acho ótimo como ferramenta comparativa para aumento de volume, controle da quilometragem dos calçados e tudo. Enfim, gosto de perder 1 minuto do meu dia atualizando ali.

Eu to aqui: http://www.dailymile.com/people/georgevolpao

Abraços!

Heading South - Rumo ao Sul

Ah, só eu sei como sou uma velha metamorfose ambulante de 33 anos. As idéias surgem em uma velocidade muito maior do que seria necessário para concretizar metade delas. E nisso não falo nem de grana, a plata é poca e parace que assim irá se manter pelo ano de 2011.

Achei melhor tirar meu calendário 2011 do ar. Tudo pode acontecer, cara pálida! Ironman 2012, uma montanha (ou mais de uma) com 6.000 de altitude, ultramaratonas, provas de 100K de mountain bike, jornadas noturnas no inverno da serra do mar paranaense como nos velhos tempos... Tudo pode rolar.

A verdade é que ao me libertar das amarras que eu mesmo criei em 2010 com esse papinho de "parceria" acabei deixando de lado o inusitado, o inesperado. Não ter controle, não ter amarras e nem idéias pré-concebidas sempre foi a maneira que encontrei de dar vazão aos sentimentos mais profundos. Sufoquei isso com esse papo de correr maratonas mil e alguma outra corrida de maior distância.

Portanto, sem estereótipos, por favor. Nada de ser montanhista, corredor, rebelde, Pepe, Nas Nuvens ou o que valha.

Sou o Volpão, livre pra fazer o que der na telha, no segundo imediatamente após qualquer decisão tomada.

E já que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, meu planejamento se estende até o ponto mais alto que posso imaginar para os meses subsequentes. A dica está no banner de topo de página.

Abraços!

This is the End...

Este é o fim!

Fechei meu ano de atividades físicas em bom estilo. Rumo ao Itapiroca, montanha que frequentei muitas vezes ao longo dos anos. Foram quatro horas e cinco minutos de muito calor, umidade e satisfação. Um percurso solo pelas montanhas da Serra do Ibitiraquire, neste domingo passado.



Percebo que meus dois anos apenas correndo, longe das trilhas do Ibitiraquire me emburreceram. Se hoje sou capaz de percorrer 42 km em asfalto, percebo que sofro muito mais que antigamente ao encarar as pirambeiras enlameadas da Serra do Mar. Dois anos longe dessas trilhas me tornaram um ser humano pior, em todos os aspectos. Para andar naqueles barrancos úmidos é preciso muito mais que preparo físico, GPS, meias de compressão ou calçados adequados. É preciso espírito livre. E este espírito estava aprisionado em paces, frequencias cardíacas, placas de quilômetros e calendários de provas. Confira a altimetria:



O espírito livre está de volta. No entanto, é hora de merecidas férias. Os desafios que encarei esse ano me cobraram um preço alto, tanto no emocional quanto no físico. Fui participar de competições para as quais eu não estava minimamente preparado, como foi o caso das maratonas de Bombinhas, Foz e Curitiba.

E na hora de fazer o balanço, enquanto apreciava esta vista...




...veio a conclusão que é melhor parar uns dias (ou semanas) recarregar as baterias, recuperar os estragos, que vêm em formas de dores espalhadas pelo corpo, e partir com fé rumo a 2011 que, para mim, começa hoje.

Eis um videozinho.

Um grande abraço a todos.









No final era só o começo...

No calendário, o ano termina em 31 de dezembro. Para mim, meu ano acabou na Maratona de Curitiba, que foi o último suspiro da minha participação em maratonas de rua.

E, falando nisso, agradeço ao Léo Mesquita, de BH, que deixou um comentário que me comoveu sinceramente, pedindo para eu não abandonar esse tipo de prova. Respondo por aqui, amigo: Se eu voltar a sentir prazer nas longas distâncias em asfalto, correrei com certeza. Saí muito marcado das maratonas de Foz e de Curitiba. E como acho que correr longe tem a ver com prazer e correr rápido com dor, to na vibe de me divertir mais do que sofrer. Agradeço demais seu comentário e confesso que me fez pensar na minha escolha a ponto de dizer que tudo pode acontecer.

Mas, para mim, 2011 começa neste final de semana, quando pretendo bater perna em alguma montanha, de mochilinha e muito protetor solar.

E, segunda-feira iniciam os treinos visando a Ultramaratón de Los Andes 80K, objetivo maior do ano próximo. Antes dessa prova, vai rolar a K42 Bombinhas e um projeto-surpresa para o mês de abril ou maio, a ver. Algo já realizado por outras pessoas, nada de emocionante, apenas uma questão pessoal. A dica (péssima, é apenas do lugar, e não que fazer lá) está na foto.

Agradeço aqui também aos inúmeros comentários no blog. Se eu enumerar aqui o todos que deixam os comentários ou interagem via Facebook ou Twitter, o post fica muito longo e ainda corro risco de esquecer, injustamente, alguém.

Bora lá, tigrada, valeu!

Maratona de Curitiba 2010 - A Prova

Buenas!

Falei que talvez não estivesse muito motivado para escrever sobre minha participação nesta maratona mas aqui estou. Algumas impressões abaixo, de maneira rápida:

* Correr maratona sem treinamento adequado dói muito. Minhas três maratonas neste ano foram feitas literalmente nas coxas, que por sinal foi a parte do corpo que mais doeu. Em 2009 corri 5 provas nesta distância e senti metade das dores. Em 2010 sempre melhorei meus tempos, mas doeu mais. Em 2010 fiz a Maratona de Curitiba 3 minutos mais rápido que o ano anterior. Mesmo com percurso mais acidentado e com calor mais forte. Mas também doeu mais. Senti dores nos quadríceps desde o quilômetro 14, muito cedo. Sinal evidente de falta de longões em trechos íngremes, como aqueles que fiz satisfatoriamente em 2009. Portanto, maratona com treino medíocre dá pra fazer, mas dói. Vale lembrar que esta foi a primeira maratona que fiz com um tênis flat, bem baixinho e isso pode ter influenciado no aparecimento das dores em uma musculatura mal treinada e nada acostumada com distâncias tão longas em um calçado quase mínimo.

* É claro que na prova não se deve utilizar nada que não tenha sido testado antes em treinos. Mandei essa regra às favas e corri com camiseta e tênis (pasmem) nunca antes usados. A camiseta em nada me incomodou. Nada de assaduras, nem mamilos, protegidos com micropore, sangrando. Mas deve ter incomodado um engraçadinho que ficou curtindo com a minha cara por eu estar combinando as cores do vestuário (vide foto que ilustra o post, a poucos metros da chegada). Cada um veste a mediocridade que lhe cabe. Pelo menos as fotos ficaram sensuais, lembrando algo como a Banheira do Gugu. E por ter mais sorte que juízo, saí no lucro com apenas uma bolha de leve, no solado do pé direito. Tenho o despautério de atribuir este evento ao pé molhado pelos litros de água que despejei sobre o corpo durante o percurso, para refrescar o calor. O tênis é sensacional, um Saucony Type A3, que havia usado para caminhar no Park Shopping Barigui (o templo dos idiotas) no sábado e me conquistado com seu conforto e sensação de estar descalço. Parabéns à Saucony por oferecer um calçado decente por muito menos que os 500 reais que algumas marcas cobram por tênis mais macios que chicletes babados.

* Os pentelhos de plantão reclamaram do kit fraquinho pré-corrida. Também achei descartável, mas prefiro correr do que me preocupar se a camiseta é de material XYZ-Tech Ultra Power ou se a mochila oferecida era uma vergonha. Durante a prova tudo correu perfeitamente. Água gelada, isotônico em garrafas colossais de 500 ml, esponjas com água, bananas, trânsito bem controlado e ótima estrutura. Isso que vale.

* Subidas e descidas são a tônica da prova, onde quase não há trechos planos. O calor me pegou somente após duas horas de prova, o que ajudou meu desempenho a despencar. Atribuo minha fraca segunda metade de prova ao descaso com a alimentação. O isotônico virou meu estômago e aí já era tarde pra recuperar. Melhorei após comer meio pacote de Ruffles que comprei em um AmPm, afinal como animais que somos, faz todo sentido comer comida e não coisas pastosas e tecnológicas. Deu pra segurar as pontas, intercalar umas caminhadinhas quando batia a preguiça e filosofar sobre a validade de participar de um evento desses. E é falando disso que encerro abaixo.

* Sou um cara do mato, da natureza, das praias e das montanhas. Admiro os corredores dedicados de asfalto que metem tempos e performances respeitáveis. A maratona é para vocês. Meu lance é subir e descer morro, correr em areia fofa, levar picada de inseto e mordida de cachorro, observar nascer do sol por trás de montanhas enquanto corro, incentivar as pessoas a buscar uma vida mais natural e não muito mais que isso. Para a galera do cronômetro, das revistas e dos GPS o asfalto cai melhor que a mim. Confesso que curto bastante correr no pavimento. Mas me divirto mais na terra, na lama e na praia. E como agora eu corro "apenas" por diversão (vide post anterior) é essa a busca da vez.

Abraços e meu muito obrigado a todos que aqui passam e comentam. Vocês são essenciais!

Nota Oficial 01-2010

Buenas!

Sei que tem uma galera querendo saber o que eu achei da Maratona de Curitiba. Ainda não sei se escreverei um relato sobre ela, mas posso garantir que foi mais uma experiência bacana. Mas foi apenas mais uma maratona e com certeza, a última que faço no asfalto, pelo menos é o que penso hoje. Quem sabe num futuro distante eu volte a achar uma prova como essa novamente "divertida". A Maratona de Curitiba 2010 foi, para mim, apenas um bom lugar para tomar decisão. A nota oficial (achei bem interessante usar esse termo) que segue abaixo, tinha sido redigida e enviada dias atrás. Ou seja, a principal decisão de todos os tempos da minha carreira esportiva já estava tomada antes da prova. Percorrer as ruas de Curitiba com a força da minha família e de uns poucos amigos (e alguns malas também) foi apenas a redenção, o finale mesmo.

Enfim, quem sabe, até o final da semana eu trate novamente da prova em sim, da Maratona de Curitiba 2010, a qual completei 3 minutos mais rápido que em 2009.

Segue abaixo, a nota, que na verdade é a transcrição de um e-mail enviado ao depto de marketing da Território Online. Compartilho com meus leitores, apenas para deixar claro o meu poscionamento e evitar que algum possível mané fale merda sem saber o que, de fato acontece. Chuta que é macumba! Hohohoho.


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De: George Volpão [mailto:georgevolpao@gmail.com]
Enviada em: Thursday, November 18, 2010 2:06 PM
Para: Território


Buenas Senhores

Tudo sob controle?

Então... assunto chato a ser tratado mas vou tentar resumir. Na verdade estou marcando o almoço com o Toi justamente para tratar disso pessoalmente. Mas com os imprevistos que rolam, não tem sido possível, entao acho que posso tratar disso por aqui. Mas não pense que não vai rolar almoço na semana seguinte hein Toi?

Aproveitando o fechamento de 2010, final de temporada de corridas e atividades, onde o ano foi bastante produtivo e satisfatório para o atleta Volpão, sinalizo que é hora de mudar e, definitivamente, sentir-me mais vivo.

Indo direto. Não tenho intenção de renovar minhas cotas de patrocinio com a Território Online. Vejo que foi bem produtivo o ano de 2010 junto a vocês. Houve, a meu ver, bom resultado de mídia, com diversas inserções inclusive na mídia impressa. Publiquei com regularidade meus posts sobre equipamentos e provas que corri, bem como deixei claro meu pensamento a respeito de alguns assuntos, para alguns, polêmicos. Esse é o George Volpão, o cara que vive o que prega.

Mas, estando ligado a uma marca, representando uma filosofia que, sinceramente, eu não acredito, senti as coisas ficarem "pesadas" no meu emocional. Ressalto que jamais sofri nenhum tipo de pressão, de ninguém, nem de empresa, nem de pessoas da Território, pelas atitudes, competições, opiniões ou o que quer que seja que eu escolhesse fazer dentro daquilo que me foi oferecido, uma quantia razoável em espécie para levar o nome da Território ao Brasil e ao mundo :) A pressão na verdade, sou eu que coloco. Quero sempre dar o meu melhor, e fiz isso sempre de acordo com meus principios.

Após longas e solitarias horas fazendo oq mais gosto, correndo, entendi que preciso estar veraddeiramente livre e que não estava sendo merecedor do apoio dado por vocês. Quero sempre dar o máximo e meu melhor. Mas tb quero estar livre, falar o que quiser, correr quando quiser, enfim, ser autentico. Não acredito mais que a corrida deva servir para vender equipamentos e começo a me sentir desconfortável levando uma marca no peito.

Essa é minha motivação básica. Quero entrar em 2011 correndo just for fun, por prazer, da forma como deve ser. São diferenças de pensamento, respeito a posição da Território como empresa e tudo bem :)

Percebo que o desgaste de representar bem uma marca ou empresa é maior que os treinos e as viagens. Quero correr para mim e não para os outros. Quase fui atleta profissional com vocês, mas hoje o que eu quero é o anonimato e menos gente me enchendo o saco. Quero correr por prazer e só por isso.

Para isso farei um breve anuncio no meu blog. Peço também a gentileza de atualizar minha situação junto aos demais meios de midia da territorio, tais como blog, territorio mountain team, facebook e outros.

Mais uma vez agradeço demais tudo que me foi oferecido. Mas, tudo tem uma fase. Prefiro lembrar dos bons momentos que vivemos juntos, George e Território. As diferenças, faço questão de deixar para trás.

E sigo em busca da montanha perfeita, que para mim nada tem a ver com bandeiras, crenças, raças ou marcas.

Grande abraço.


George José Volpão
Curitiba - PR
www.georgevolpao.blogspot.com

Maratona de Curitiba 2010

Pouco a escrever sobre esta prova. Ela mora em meu coração, pois atravessa lugares e encontra pessoas que também estão em meu coração. Minha terra que tanto amo. Aquela que me apresenta uma manhã gelada, um meio dia tórrido, um final de tarde cinzento e um início de noite estrelado.

Sem previsoes de tempo para essa maratona. Nem a minha, em quanto tempo irei correr; nem a climática. Curitiba é bela como só ela. E aqui eu tenho prazer em amassar o asfalto como em nenhum outro lugar.

Dois dias me separam da minha oitava maratona, apenas a terceira este ano. Ok, esse ano foi fraco de quantidade mas fortíssimo em qualidade. Tanto nas corridas, como no amor, no dinheiro, na família e nos amigos. Mas forte mesmo foi no profissional. Pois quando recebi um limão, joguei um tanto de açúcar e fiz uma boa e refrescante limonada. Aquela que você bebe sem culpa, aquela que desce suave.

E é assim que estou hoje. Super leve, com ótimas escolhas e cercado de gente amiga.

Caminho definido, sinto-me tranquilo. 2010 se encerrando e com o olho e as pernas em 2011, para realizar outros objetivos, desta vez, da maneira que considero a mais pura possível: by-myself, por mim mesmo. Mas com a little help from my friends.

Grande abraço!




Para pensar neste final de semana (mais do mesmo)

Post totalmente fora desse lance de corridas. Antes de existir o George Corredor e Montanhista, existe o George Humano. Aquele que sorri, chora, crê, luta, cai, levanta, briga, ama, confia e, principalmente, existe.

Então, em um momento de recolhimento no meu final de semana sem internet (com quem travo uma relação tempestuosa de amor e ódio) eu deixo umas palavras da história-livro-filme Na Natureza Selvagem.

São palavras do próprio Alexander Supertramp, personagem principal:

"Você sabe, falo de livrar-se desta sociedade doente... Sabe o que eu não entendo? Porque as pessoas, todas as pessoas, são sempre tão más umas com as outras. Não faz sentido. Julgamento. Controle. Todas estas coisas... De que pessoas estamos falando? Você sabe, pais, hipócritas, políticos, canalhas."

Leia mais em http://www.iruntrails.net/2010/02/na-natureza-selvagem.html

Pensemos.

Beijos e abraços (semana que vem eu falo de corridas, bléh!).

Só o CUme Interessa - Piada Escrota

Bah, nem é piada. Acho que isso se chama cacofonia, que é quando alguma coisa dita de um jeito dá a entender que é outra coisa. Entendeu? Ah, eu também não, hehe. Enfim, não é o que importa.

To escrevendo essa parada, porque li um post no blog que os colegas Bonga e Tonto montaram para divulgar sua expedição no Ama Dablam, uma das mais belas e cobiçadas montanhas do Himalaia. Este cume não é dos mais elevados nem dos mais tecnicamente exigente. Mas o Ama Dablam é lindo! Quem não gostaria de pisar em um cume assim? Lindo, majestoso, imenso... Confira abaixo:


Pois é... com seus quase sete mil metros trata-se de uma cobiçada montanha, objeto de desejo de muitos. Porém, o que rola desde princípio dos anos noventa são os turistas de montanha. Nada contra eles, pelo contrário. Servem para impulsionar uma atividade ecologicamente correta, movimentar economia, transferir renda e trazer qualidade de vida para quem pratica e/ou depende dela.

Porém, tudo em exagero tem um porém - to meio engraçadinho nos textos hoje...- O que rola é que estas montanha mais cobiçadas estão sendo verdadeiramente exploradas pelas empresas que levam esse tipo de gente para seus cumes. O que rolou no Ama Dablam esse ano foi o que o o Tonto classificou de "corrimão de plástico". Simplesmente equiparam toda a montanha com cordas fixas! Ou seja, se você quisere realmente escalar a montanha por sua rota normal, isso não seria possível, pois toda o caminho estava com cordas previamente fixadas pelos guias das expedições comerciais. Bastaria você clipar o seu ascensor e ir subindo, como em um corrimão. E aí fica a pergunta: Só o cume interessa? A maneira como se atinge esse cume não mais importa? E se eu busco a real experiência de subir uma montanha eu devo procurar outro lugar? Para quem vive a montanha de verdade e busca experiências verdadeiras isso é mais ou menos como colocar escadas rolantes. Qual o mérito de se tirar uma foto em um cume dessa forma e mostrar pros amigos dizendo: "Sabe o Ama Dablam, aquela montanha linda? Escalei!" Escalou bosta alguma!

Reproduzo abaixo um e-mail que o montanhista Davi Marski enviou na Hangon, a maior e mais importante lista de discussão de internet do montanhismo nacional a respeito do que realmente acontece na cabeça de gente como eu e como você que busca experiencias verdadeiras:

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Colegas,

Como muitos sabem, o Maurício 'Tonto' Clauzet está no Himalaia tentando
escalar o Ama Dablan em estilo alpino (sem uso de cordas fixas fixadas
por outros), junto do Mute e o Bonga. Eles não conseguiram fazer cume,
mas fizeram várias tentativas, inclusive pela rota noroeste. Sem uso de
sherpas, sem uso de cordas fixas.

O que me leva e escrever aqui pra lista do HangOn é que acabei de ler os
dois últimos posts no blog deles : http://amadablam2010.blogspot.com/
e é uma coisa que cada vez mais tem tomado vulto no mundo da escalada:
até que ponto vale a pena chegar ao cume ? é o cume o objetivo máximo do
escalador ?

Certamente é uma coisa para se refletir (o jeito que se sobe ou se chega
ao cume de uma montanha).

Lendo os posts deles, enviado através de SMS, é realmente decepcionante
saber do lixo, tanto no campo base quanto nos campos de altitude, do
descaso e exploração no uso de sherpas, isso sem contar com as pessoas
que contratam uma expedição comercial, e vão umareando , como o próprio
Tonto escreveu, em uma via ferrata de plástico (as cordas fixas) desde o
'acampamento base' até o cume. Só para depois poder sair alardeando que
fez cume. Essa questão da "muvuca" ou "farofa" nos acampamentos base não
é uma coisa recente, pelo contrário, apenas vem aumentando ano após ano.
A última vez que estive no Aconcágua, por exemplo, foi em 1999 - e a
situação em Plaza de Mulas já me parecia insuportável (e olha que nem
tinha acesso a internet naquela época!). A questão do lixo é realmente
assustadora, sem contar nas 'n' pessoas cagando em tudo quanto é lugar.
Nem precisa ser uma escalada de alta montanha. Recentemente rolou aqui
na lista do HangOn vários posts sobre as escadas no Pico Paraná. É a
mesma situação das cordas fixas... até que ponto vale chegar ao cume
usando destes artifícios ? Cogitei seriamente em estar nessa trip com
eles, e por vários motivos não deu certo. Acho que se estivesse na mesma
situação da descrita pelo Tonto não teria assumido decisões muito
distintas das que eles tomaram. Não tenho a menor idéia de quantos
"independentes" haviam no Ama Dablan, mas desconfio que apenas o russo
que veio do Lhotse fez cume em estilo alpino.

Vale dizer ainda que o Maximo Kausch fez cume pela 2a. vez no Ama
Dablan, a primeira foi em 2004, em estilo alpino, e agora, em 2010, a
trabalho, guiando mais de 10 clientes pela empresa do Dan Mazur. A
Emilia Takahashi e o Roman Romancini também já estiverem no cume do Ama
Dablan.

abraços e boas escaladas,

davi marski

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Compartilho aqui, com autorização do Davi (visite o site dele e, se curte mesmo montanhismo compre o livro, que já li e é completíssimo), um pensamento comum à maior parte da comunidade montanhista. O troço tá foda... Há pouco sossego na montanha...

Estive na região do Cordón del Plata em 2009. Carreguei eu mesmo minhas coisas. Barraca, tralhas de acampamento, roupas, comida para dez dias... Lembro bem que no dia anterior ao meu ataque para o cume outro brasileiro fez sua tentativa, sendo praticamente rebocado montanha acima pelo seu guia particular (o cara contratou um guia só pra ele!). Ele fez cume, chegou morto de cansaço novamente ao seu acampamento e teve seus méritos. Conseguiu seu troféu. Durante momento algum, em todos esses dias na montanha ele carregou algo mais que sua roupa e uma mochilinha com lanches... E o Volpão? Acredito nos meios e não no fim. Carreguei tudo que era meu, subi ao cume, faltou 50 metros, naõ consegui e desci. Sem questionamentos. Cada um sabe o que faz e dorme com sua consciência.

Com isso não é intenção minha dizer que sou melhor ou diferente que os "clientes" de tais expedições. Da mesma forma, jamais disse que por correr livre e solto, sem o GPS Garmim para corrida, sem os tênis da moda, sem assessoria, sem planilha eu sou melhor ou quero fazer graça. Cada um tem seu estilo.

Deixo apenas esse post e seus direcionamentos para links para que cada um reflita sobre se realmente só o cume interessa...

A verdade é que o Volpão está cansado dos posers... Dos corredores sub-alguma coisa querendo impor suas verdades, de especialistas com diplomas que brincam de donos da verdade, de jornalistas sensacionalistas e de empresas onde o dinheiro é mais importante que o ser humano . Lembrando, claro, que empresas são geridas por humanos.

E sigo correndo e me divertindo, rumo à libertação.

Post nada a ver... Se quiser pode pular este (estritamente pessoal)

Só pra mostrar que estou vivo, que já posso correr normalmente, apoesar do pouco tesão em fazer isso nestes dias.

No final do mês, correrei mais uma vez a Maratona de Curitiba, a única corrida em asfalto que pretendo correr mais de uma vez na vida e provavelmente a única maratona em asfalto que eu devo fazer daqui para frente. Ainda nutro interesse por algumas provas diferentes, tais como as maratonas Big Sur (EUA), Santiago (Chile), Mendoza (Argentina), Sol Poente (Ceará) e Honolulu (Havaí). Mas estou pouco disposto a investir minhas paracs economias em corridas assim. Prefiro queimar a grana subindo um Aconcágua, fazendo um trekking no Nepal, curtindo mochilão no sertão do Piauí... Falando nisso, não me sai da cabeça a idéia de fazer um mochilão pelo interior do Brasil. Rodar o sertão nordestino e a amazônia, principalmente, com direito a viajar em ônibus velho e navegar nas barcas da maior floresta equatorial do planeta.

Estive por um dia (31 de outubro) no sertão de Goiás, mais precisamente em Pirenópolis. Apesar do programa ter sido ultra-rápido, com direito a poucas paradas e pouca imersão na vida local, senti-me renovado com a força presente no cerrado brasileiro. As nuvens carregadas de chuva, a mata se recuperando da seca, o verde ressurgindo após meses de estiagem... Passar 4 dias no planalto central me ajudou muito a encontrar meu bom caminho, aquele onde minha vida que prego é a vida que vivo. Metas 2011 definidas.

E assim seja, assim será. Rumo a Maratona de Curitiba, somente por amor à minha terra natal e pelas pessoas que amo, que já confirmaram presença na linha de chegada. Pela primeira vez meu filho, minha irmã e minha mãe estarão me esperando no final da prova clássica do atletismo mundial. Sei isso terá uma importância tão grande para eles como para mim. E dane-se os tempos, os recordes e a distância. Isso é para os bitolados, para quem corre atrás de números. Quero apenas flutuar pela minha terra amada. Terra de motoristas mal-educados mas que tem o que merecem ao ficarem "presos" em suas latas velhas por alguns minutos, esperando o desfile de gente de todo o Brasil que ama viver ao ar livre, correndo.

E pela saudade de viver ao ar livre - livre mesmo, inclusive do concreto e do asfalto - é que acredito cegamente que meu sonho desta noite aponta meu novo caminho. Nunca fui de curtir essas bobagens de interpretar sonhos, horóscopo e tudo mais. Mas sei entender quando meu coração aponta um caminho, mesmo quando é apontado através das imagens de um sonho.

Bora lá, portanto, para os Andes!

Beijos!

Ultramaratón de Los Andes - Relato

Poutz...tanta coisa para contar. Afinal a competição foi apenas parte de todo um processo: Treinamentos, a viagem (que foi sensacional e será relatada com detalhes em posts futuros), o nervosismo, as dúvidas, os altos e baixos... Tentar ser sintético e prático em relatos de provas nunca foi meu forte, mas tentarei não incomodar demais.

Soube da Ultramaratón de Los Andes no final do ano passado, logo após a realização da segunda edição. Ficou na cabeça e decidi encará-la neste ano.

Deixando os detalhes de lado, vou me ater à prova em si.

A largada da competição dos 50K (havia também corridas com 80, 21, 10 e 5K) era as cinco da manhã. Havia tratado no dia anterior com a atendente do Hostel onde eu estava hospedado o "carreto" do atleta às 4 da manhã. Na hora combinada, a simpática Célia e seu carro novíssimo (impressionante a quantidade de gente com carro novo em Santiago) me apanhou no centro da capital chilena e rodamos por vinte quilômetros até chegarmos no "final" da cidade, ao pés da Cordilheira dos Andes, mais precisamente no bairro de Lo Barnechea, onde rolava a largada/chegada da prova. Uma região de casas luxuosas, demonstrando a pujança de um país que cresce junto com seu povo, diferentemente daqui.





Uma boa estrutura estava montada. A galera dos 80K tinha largado às 2 da manhã, se enfiando nas pirambeiras andinas. A largada foi pontual e comecei a correr junto com o casal paulista Oswaldo e Cynthia Penhalber, que identifiquei devido ao pendão nacional anexado às suas mochilas. Minha dose (parca) de nacionalismo resumiu-se à uma bandana alusiva às cores do amado Brasil, mais por utilidade do que por exaltação. Afinal, ser brasileiro é "pop" no exterior, a galera trata bem (exceto alguns xenófobos europeus), e abre algumas portas. Viva Pelé e Romário...

Na prova... Largamos, corremos 278 metros e já metemos o pé na terra. Uma poeira fina, uns pastos ralos e as luzes de Santiago às nossas costas, sendo trocadas pelos fachos brilhantes das headlamps que apontavam para o céu, indicando subidas e mais subidas.






É tudo muito, mas muito difeferente das corridas no asfalto. A sensação dos quilômetros passando (pelo menos para mim) simplesmente desapareceu, e em momento algum eu me preocupei se estava no sexto ou no oitavo quilômetro. O que interessava era ir adiante, além, ver o que havia, mesmo no escuro, depois da curva. Alguns atletas ainda são apegados aos GPS e tudo mais, mas...ah, deixa pra lá. Eu tava lá pra respirar aquele ar a dois graus de temperatura. Eu fui lá pra fazer as pernas trabalharem, pra fazer meu peito sorver cada centímetro cúbico da atmosfera rarefeita que se avizinhava no passo seguinte. E fiz tudo isso. Enquanto conversava com outros atletas, eu vi o sol nascer por trás do Cerro Plomo que me assustou em fevereiro de 2009. Nós todos nos emocionamos com isso. Fizemos muitas fotos e muito tempo de vídeo. O sendero subia ziguezagueando aquelas montanhas imensas e nevadas, com um céu azul se revelando a cada segundo mais e mais limpo. Mais e mais gelado.

Com a chegada do primeiro posto de controle no quilômetro 13 a gente meio que cai na real: estamos competindo! Mas isso dura pouco. Devorei algumas castanhas, bem como as mais doces uvas secas que já comi. O staff era extremamente gentil. A vontade era ficar lá papeando... Mas, o "dever" chamava. Já estava com umas duas horas de prova e o próximo PC seria no km 23, já por volta dos 2.400 de altitude. Subimos e subimos. Descemos um pouco, claro, mas apenas para subir mais em seguida. Cruzamos uns curtos trechos com gelo (neve congelada), uma sensação para nós tupiniquins. E dá-lhe fotos e vídeos...




PC do quilômetro 23, com 3h55min de prova. Frutas, gatorade, água, castanhas (pra que gel, me diga?). Um trecho de poucas subidas até o PC seguinte, no Km 31, pouco antes da subida mais dura, que nos levaria ao ponto mais alto da prova, com 2.600 metros. O ar faltava um pouco, mas nada que incomodasse. Era só seguir aos passos curtos, jogando o peso no bastão de trekking, item que foi um absoluto sucesso. Hoje, o considero indispensável em provas do gênero, e havia muita gente compartilhando essa opinião por lá. Quem usou, se deu bem. Corredor brasileiro, em geral, tem essa mania tola de não querer usar mochila, nem bastao e, heresia máxima, caminhar em ladeiras. Caminhei muito, usei minha mochila e arfei pesado apoiado em meus bastões, sem vergonha ou pudor. Estava me divertindo muito, e se a corrida não fosse divertida, lá não estaria.





Oh, o ponto mais alto. Confesso que não olhei muito a vista. Já tava achando aquilo tudo muito "comum". Minha vista já estava absorvendo aquelas paisagens estonteantes havia mais de cinco horas... Agora é morro baixo!




A descida se revelou mais dura, mais íngreme. Cheio de precaução fui despencando de leve, nada comparado com meus treinos por aqui, onde eu me desembesto barranco abaixo. Lá eu estava respeitando o terreno, a distãncia maior e , principalmente, minhas pernas traumatizadas com as descidas da Maratona de Foz.

E descemos... a neve ficou para trás, o calor começou a apertar forte (ja passava do meio dia) e as pernas iam sentindo a pauleira das pirambas. Mas deu pra correr tudo, trotar nos trechos planos e, obviamente, conversar com a galera nos PC's.

E, de repente, começa a aparecer uma galera de MTB. Opa, aqui a trilha é pedalável! Está acabando... E eu arrependido de não ter me inscrito nos 80K. Afinal, tudo na vida é mais incrível e saboroso quando é difícil demais... Os 50K terminaram rápido demais, em apenas 8h35min. Esperava fazer em dez horas... Talvez se tivesso feito os 80K eu teria encontrado aquilo que achei que fosse encontrar: bolhas, unhas caídas, dores excruciantes, sorriso abobado...

Encontrei fortes, fortíssimas emoções nesta prova. Ter finalizado minha primeira ultramaratona (não adianta, não considero a Praias e Trilhas de 2009 minha primeira ultra, e sim uma dupla maratona) dessa forma, tão inteiro, tão em pé, tão "querendo mais", foi surpreendente. Achei que iria me arrebentar pra completar em dez horas. Terminei sobrando em 8h35min.

Bom para aprender, Mr George. Aprender que se você não deve subestimar os outros, não deve desvalorizar, principalmente, você mesmo!

Porque 2011 tá chegando...e aí quero ver...

Grande abraço e meu muito obrigado a quem tornou tudo isso possível. À Território que entrou com a parte mais dolorida, a grana (rs), à Proativa que forneceu equipamentos essencias para o sucesso e, claro, aos amigos de sempre. Aqueles que leem e comentam aqui, saibam: levei vocês comigo lá para cima (e trouxe de volta, claro). Fotos do arquivo pessoal e de www.facebook.com/tnfchile.

Buenas y suerte!

Ultramaratón de Los Andes (post VI)

Buenas señores.

Como disse no post anterior, é difícil conseguir escrever e viajar. Sinceramente, prefiro ocupar meu tempo livre curtindo a vida outdoor, longe do PC.

Mas agora que voltei, posso voltar a escrever e relatar como foi participar da mais sensacional competição que já tive oportunidade de viver.

Mas, como o trabalho atrasado exige minha disponibilidade total, o relato final ficará para o final da semana, a ser publicado no blog do meu patrocinador, a Território On Line.

Para deixar um gostinho, segue abaixo um vídeo meia-boca da largada.

Beijos e abraços!


Santiago, Mendoza, Puente del Inca y otras cositas más!

Buenas señores. No he olvidado de vos! A verdade é que estou em uma correria danada aqui no sul do mundo. Resumindo: cheguei sábado por la noche via aérea em Santiago. No domingo o dia foi turístico, rodando a cidade que se aproveitava de um cielo despejado e exibia toda a sua beleza. Sou suspeito para falar: Creio que amo Santiago como amo a minha bela Curitiba. Diria inclusive que são cidades parecidas no quesito clima. Hoje mesmo tá um frio e uma umidade típica da capital paranaense.

Na segunda feira, um pouco mais de tour turístico e um merecido descanso. Na terça pela manhã, uma viagem de seis horas de ônibus pela Cordilheira dos Andes rumo à Mendoza, já na Argentina. Quarta-feira, parti rumo a Puente del Inca, para visitar lugares importantes para mim. Foi uma boa também para "aclimatar" um pouco, já que passamos algumas horas na montanha, chegando até os 3.100 metros de altitude. Na quinta feira regressamos à Santiago, com direito a uma neve mixuruca que caía no Passo de Los Libertadores, fronteira do Chile com Argentina.

É claro que quando voltar ao Brasil, postarei relatos mais detalhados sobre a viagem. Muita coisa foi descoberta aqui e ainda há muitos dias pela frente.

Um muito obrigado à galera que fica na torcida!

Beijos, abraços e em breve novo post.


Ultramaratón de Los Andes (post V)

Buenas.

Faltando menos de uma semana para o embarque rumo ao Chile e duas semanas para a competição, já está tudo praticamente certo para a prova. Tenho recebido com certa frequência os informes da organização e só faltava definir o material de prova, minha primeira experiência em uma corrida de 50 Km. Relacionarei abaixo meus companheiros para a jornada:

Tênis - Lafuma Skyrace, que ja foi avaliado aqui neste post.

Meia - Lorpen Trilayer Multisport XCTM, que também foi avaliada em um post.

Calça - Curtlo Race Pro, igualmente testada, avaliada e aprovada. Saiba clicando aqui.

Cueca - aquela da sorte, que só uso em momentos como ascensão do Cerro Plata, Travessia da Serra do Caparaó, K42 Bombinhas e Maratona de Foz do Iguaçu.

Camiseta térmica - Curtlo Thermoskin, caso a temperatura esteja abaixo dos 10 graus, ja também testado em treinos na gélida Curitiba.

Camiseta - Solo Ion Lite, com a logo do patrocinador, na cor vermelha, já "famosa" de tanto que já correu...

Mochila - Deuter Hydro Exp 12, que possui espaço suficiente para um reservatório de água, itens obrigatórios segundo a organização, comida e roupa de abrigo, afinal iremos até 2.500 metros de altitude no mês de outubro, podendo encontrar até mesmo neve. Estou devendo um review desta mochila, que já foi utilizada muitas vezes em meus treinamentos.

Lanterna - Princeton Tec Eos, que já em acompanhou nos Andes em 2009 e funciona super bem. será necessária pois a largada será na madrugada, às 5 da manhã, rumo às trilhas.

Bastão de caminhada - Azteq Triax, na verdade trata-se de uma novidade para mim em corridas de montanha. Já utilizei outros modelos com sucesso em trekkings de montanha, porém é a primeira vez que os utilizarei em uma corrida. São modelos novos da Azteq e muito, muito leves. Tenho certeza que ajudarão muito nos trechos mais íngremes, tanto subindo como descendo, aliviando as pernas.

Óculos - Julbo Júnior - Muito leve e excelentes para uso com grande luminosidade.

Boné - com a logo do patrocinador.

Jaqueta corta-vento - Salomon Paclite, no fundo da mochila, caso o bicho pegue lá em cima. Melhor levar 300 gramas a mais do que se ver na pior lá em cima.

Com relação à alimentação e à hidratação, o post seguinte trará explicações.

Um grande abraço!


Próximo ao Acampamento La Hoyada (4.500 m) no Cordón del Plata - Argentina

Maratona de Foz do Iguaçu 2010 - Considerações Finais

Buenas!

Acho que é sempre necessário um espaço de tempo antes de tomar certas decisões importantes para nossa vida... A verdade é que poucas vezes na vida senti tanta dor ao correr, como senti nessa Maratona de Foz do Iguaçu. Por diversas vezes, durante a prova, eu prometi a mim mesmo não submeter meu organismo a esse sacrifício. Gosto de curtir quando eu corro, e não ficar contando minutos e quilômetros, como fiz em diversos trechos desta corrida. Por este motivo, havia decidido, ao final da prova, não correr mais esse tipo de distância no asfalto, onde para mim tudo é mais enfadonho. Claro que o desafio é motivador e leva a gente adiante. Mas penso que talvez tenha chegado ao meu limite.

Não, esse post não é sobre parar de correr maratonas. Esse post é sobre correr mais e mais. Treinar mais e mais. Para que não haja dor, para que a experiência seja mais prazerosa. Obviamente prefiro as corridas em trilhas, mas o asfalto também tem a sua graça. É outro esporte. Sou um cara do mato, das montanhas. É nelas que gosto mais de estar, de me desafiar. E nelas que estarei mais presente após essa experiência em Foz do Iguaçu. Ver aquelas águas despencando, as mesmas águas que brotam do solo muito perto de onde vivo, no sopé da Serra do Mar, me fizeram pensar isso. Back to the mountains. Tudo (re)começará nos Andes, não propriamente na Ultramaratón que participarei no dia 16 de outubro, mas uma semana antes, em uma visita a um ponto lá no meio da Cordilheira. Voltar onde tudo terminou para mim em 2009, após uma experiência sobrenatural emocionalmente trágica e inquietante. Vou lá resolver essa parada e então voltarei às montanhas.

E isso, Foz do Iguaçu me trouxe. Essa é a principal consideração final: sofrer nas subidas e descidas de asfalto, no limiar da dor e do prazer, para depois ter como troféu as quedas do Iguaçu, me fez entender que essa relação me cai melhor junto à natureza.

Abaixo, algumas imagens da trip pelos Andes em 2009.

Beijos e abraços!



Refugio Federación (4.100 m)


Cerro El Plomo (+- 5.400m)


Cerro Aconcágua (6.962 m)


Punta de Vacas


Condores são comuns (por enquanto)


Após um dia com os pés molhados...


Aqui rolou a experiência sobrenatural...


O lugar mais lindo que já visitei neste planeta: Las Veguitas (3.200 m)



"Pero por que tienes tanta prisa?"

Maratona de Foz do Iguaçu 2010 - Considerações Gerais

A prova é sensacional! Já tinha ouvido falar muito bem da prova e da cidade de Foz do Iguaçu, e mesmo assim, minhas expectativas foram amplamente superadas. Segue breve resumo da empreitada chamada erroneamente (de forma proposital) por mim, nos posts anteriores, de Maratona das Cataratas. Trata-se, na verdade dos fatos, da maratona Internacional de Foz do Iguaçu.
Justificar
Acesso:

Saí de Curitiba em um ônibus de linha, no horário das 22:15 da sexta feira dia 24 de setembro. A empresa transportadora é a Viação Catarinense e oferece um serviço de qualidade pelo valor razoável de 100 reais, aproximadamente. Já no busão, era possível reconhecer a "fauna" típica que representa os corredores. Tênis e agasalhos deduravam as intenções destes passageiros e já ajudava a criar um clima promissor. Cheguei ao destino por volta das sete da manhã e já havia alguns microônibus da organização da Maratona (a cargo do SESC-PR) aguardando os atletas que chegavam de diversos destinos e aptos a distribuir a galera entre os hotéis conveniados.

Estadia:

Meses antes havia pesquisado alguns estabelecimentos (via internet, claro) e decidi pelo Hotel Villa Canoas, onde por 100 reais a diária, estando na região central, próximo às necessidades. Para lá me dirigi, largamos a bagagem e parti de ônibus tipo urbano para a fronteira paraguaia, a qual cruzei via Ponte da Amizade desembarcando apenas do "lado de lá". A idéia era não gastar e me mantive fiel a essa idéia, sem compras dignas de nota.






Pré-Prova:

De volta ao Brasil, já sob forte calor, fui descansar um pouco no hotel antes de ir rumo à sede do SESC Foz, onde iria rolar o congresso técnico e a entrega dos kits, bem como um jantar de massas opcional na sequência. A organização também oferecia o transporte para estes eventos mas preferimos embarcar mais tarde em outro ônibus urbano, encontrando sem dificuldade o local marcado, graças à sempre presente cordialidade que rola entre os corredores anônimos e desconhecidos que porventura se trombam em cidades estranhas. Lá no SESC, assisti o congresso, que ofereceu informações básicas sobre a prova e teve a presença do padrinho da prova, Vanderlei Cordeiro de Lima. Em seguida a retirada do kit, bastante simples e sem frescura, contendo uma bolsa, uma camiseta, um chip, um numeral e quatro alfinetes. Após isso rolou o jantar de massas, com uma fila considerável até poder caprichar o prato. O valor do jantar estava em 13 reais e também estava disponível para os acompanhantes. Hora de voltar para o hotel, sob chuva forte, mas protegido pelo transporte feito com as vans contratadas para os diversos deslocamentos dos inscritos e seus acompanhantes.



Manhã da prova:

Acordar cedíssimo, às quatro e vinte da manhã, comer algo de improviso, já que o hotel não serviria o desjejum naquele bendito horário e encontrar o transporte da organização às cinco e quinze para levar os atletas à largada, localizada na Itaipu Binacional. Nada de chuva e nada de estrelas no céu. Desenhava-se um dia agradável para correr. No fim das contas, durante a prova o sol não deu as caras e rolou até mesmo uns chuviscos em alguns trechos, mantendo uma temperatura bem agradável para correr. Chegamos na estupenda estrutura da Usina Hidrelétrica de Itaipu por volta de uma hora antes da largada, a qual estava marcada para as sete da manhã. Ainda na escuridão, parte dos atletas, eu inclusive, se reuniu no mirante central para apreciar a colossal obra de engenharia.



A Corrida:

Largada á sete em ponto e pé na estrada. Os acompanhantes foram levados direto à chegada, no parque Nacional do Iguaçu, 42.195 metros adiante. A largada já é feita em forte descida e seguimos em direção ao centro de Foz do Iguaçu, o qual é atingido lá pela marca dos 16 quilômetros. Aqui também a organização mostrou-se impecável, com água a cada 3 quilômetros, coca-cola, isotônico a vontade e staff cordial. Tudo estava muito bem sinalizado e havia uma pequena presença de público nas ruas, com uma concentração maior na Avenida Brasil, onde pude até ouvir a galera gritando meu nome (que estava estampado no numeral de prova). Foi bacana. Logo em seguida uns barrancos no asfalto, com subidas e descidas insanas até aproximadamente o km 24. Isso não significava que a altimetria seria mais favorável, mas apenas que as pirambeiras mais íngremes já tinham ficado para trás. Na verdade ou você está subindo ou você está descendo. E assim foi a prova toda. Algumas subidas eram mais assustadoras, como essa que a Fernanda Paradizo fotografou e tomei a liberdade de reproduzir aqui.



Chegando:

Por volta do km 35 entramos no Parque nacional do Iguaçu e tudo fica absurdamente verde. Cercado de mata por todos os lados e tendo a companhia apenas dos ônibus que passavam repletos de turistas empolgados com a presença dos atletas mais lentos como eu, fui tirando forças não sei de onde para superar as dores musculares que me acompanhavam desde o km 25. Intercalando pequenas caminhadas com um passo mais forte, consegui atingir uma meta imaginária de fazer minha melhor marca em maratonas, coisa que nunca dei muita importância, mas sei que é um bom motivador para atletas darem o melhor de si. E assim, curiosamente tenho minhas melhores marcas em maratonas, sempre em provas mais duras. Meu pior tempo em maratona de asfalto foi na primeira delas, na plana Maratona do Rio de 2009. E o melhor foi aqui, na absurdamente ondulada Maratona de Foz do Iguaçu, onde reduzi em dois minutos meu tempo da também dura (pero no mucho) Maratona de Curitiba. E assim finalizei, sob cenário ímpar, minha sétima maratona na vida, sendo a terceira em asfalto. Tempo final de 4h35min e poucos segundos. Afinal, o que são segundos diante de tamanha beleza?

Pós Prova - Relax:

Após uma breve sessão de massagens, fui turistar, me misturando aos gringos todos e fazer fotos, vídeos, caras e bocas diante de um cenário maravilhoso. TODOS neste planeta, deveriam conhecer esta beleza.



Não precisa chegar correndo como nós fizemos...vai de bus mesmo! E aproveite pra se enfiar nas águas do belo Iguaçu, cuja nascente, de forma curiosa, fica muito próxima da minha casa. Após os passeios pelas passarelas, devorei um junk food por lá mesmo e voltei para o centro da cidade.

Finalmentes:

Resto de tarde lesado, com cervejinhas e polenta frita, na bela e pacata Foz do Iguaçu. Gostei demais da cidade, muito próxmo daquilo que considero ideal, um equilíbrio entre uma grande cidade mas com um jeito interiorano bem agradável. Deixei a cidade muito cedo, na segunda feira, tomando um vôo da Gol que partiu às seis da manhã, ainda na escuridão.

No decorrer da semana farei as considerações finais. Agradeço também todo apoio que recebi de amigos, namorada, família, patrocinadores. Sem todos vocês, essa parada não teria rolado. Super abraço pra galera que interage, seja aqui no blog, seja no Facebook, no (mal)dito twitter, enfim, em todos os cantos onde costumo aparecer.

Hasta la vista!

Um beijo na bunda e até segunda!

Buenas!

Rumo a Foz do Iguaçu e até segunda-feira, quando espero poder compartilhar com vocês mais uma experiência de correr maratonas apenas por prazer, sem se preocupar com o tempo de conclusão, mas sim em aproveitar a prova, o percurso, as pessoas e o astral.

Um grande abraço e obrigado pela torcida que tenho recebido durante essa semana.

Valeus!

Maratona de Foz (pré-prova)

Buenas!

Esta semana, além da ansiedade natural, promete ser de muita chuva para as bandas das três fronteiras conforme imagem com a previsão do tempo abaixo (clique na imagem para ampliar).



Espero, pelo menos, que as cataratas estejam com boa vazão, para que minha passagem por lá seja ainda mais inesquecível. Eu, como montanhista e aventureiro ávido por lugares pouco frequentados e mais alternativos, confesso que estou bastante animado em conhecer uma das atrações turísticas mais visitadas do Brasil. Afinal, são as Cataratas do Iguaçu, porra! E o mais bacana: sairei correndo da Usina de Itaipu e chegarei nas Cataratas pelas minhas próprias pernas! Isso, pra mim, tem uma simbologia fantástica. Isso me realiza muito mais do que ficar dando voltas em São Paulo ou Porto Alegre, participando de suas maratonas, por exemplo, com o objetivo de fazer tempo. Curitiba tem um valor simbólico para mim, é minha cidade natal, então, sempre que puder vou correr sua maratona. No Rio também achei muito interessante a idéia de começar lá lonjão, no Recreio e deixar minhas pernas me conduzirem até o Aterro pela belíssima orla carioca.

Maratona, para mim e para muita gente, também é turismo. Sou maraturista assumido :)

Rumo a Foz!

Polimento para a Maratona das Cataratas 2010

Ou seria para a Ultramaratón de Los Andes que vai rolar em menos de um mês? Não sei. Nem to fazendo polimento coisa nenhuma. Na semana anterior às maratonas que participei, eu apenas evitava correr nos 3 ou 4 dias anteriores. Isso significa que devo rodar um pouco nesta terça e na quarta, no máximo uns 15 km na soma dos dois dias. O que tinha que treinar foi (ou não) treinado.

Falando nisso, admiro essa seriedade toda presente em muitos atletas amadores antes de uma prova como essas. Não que eu despreze a maratona, muito pelo contrário. Levei 16 anos de corridas de no máximo 28 quilômetros para decidir encarar a minha primeira prova na mítica distância. Mas eu corro por prazer, por tesão e não por performance. E quem passa por aqui já está cansado de saber disso. De toda forma, espero que mais e mais pessoas possam jogar fora seu Polar e se divertir mais.

Portanto, nada de muito rigoroso no polimento também. Meu corpo se sente bem descansando esses dias todos antes de uma Maratona. após a prova devo descansar uns cinco e dias e ficar nos trotinhos sem compromisso até a Ultramaratón de Los Andes. E depois dela, só Papai do Céu sabe, mas é certeza que correrei a Maratona de Curitiba for fun, mais uma vez.

Abraços!


Atleta em fase de polimento pré-maratona.

Confissões

Queria poder curtir um final de semana de preguiça sem me cobrar tanto.

Porra, to treinado, corro pra cacete o quanto e quando quiser.

Vou chegar lá no Chile e completar os 50K de corrida com um mínimo de treino porque tenho a mente preparada pra isso...quem me levará adiante, e sempre me levou, é a mente é o jamais desistir, qualquer que seja a dor. Se não completar essa corrida será por doença, não por cansaço.

Não, não é o fisico, jamais foi... Eu não tenho essa força, esse preparo físico todo... mas quando eu estou motivado pra ir até o fim eu faço até a Badwater.

Eu sei o que é ter que andar, andar e andar... O mais rápido possivel porque era a única alternativa pra nao morrer. Já passei por duas ou tres situações assim em minha vida de montanhista.

Passei um dia todo andando por montanhas secas e desconhecidas sem uma maldita gota de água em 2002, a ponto de quando encontrei uma pedra coberta limo úmido eu sorvi aquilo como se fosse a mais gelada das cervejas.

Tentei, com alguns amigos, fazer a Travessia da Serra Fina em 12 horas porém desistimos devido ao mau tempo, optando por uma rota mais curta, porém desconhecida. Escureceu e obviamente nos perdemos. Mas nos achamos, não desistimos porque isso nunca passa pela cabeça de pessoas determinadas. Veja o vídeo aqui.



Passei oito dias sem banho, dormindo mal sete noites, comendo mal oito almoços e evacuando oito manhãs atrás de pedras sob frio de 0 grau porque queria subir minha montanha de 6.000 metros. Começar a caminhar às três da manhã, sob temperaturas negativas, sobre o gelo em terreno desconhecido graças a um objetivo. Não há nada de sacrifício ou esforço físico nisso. Existe vontade, desejo, busca e fé. Veja o vídeo aqui.



Não tem essa de ficar lamentando que tá longe, tá calor, tá com sede...tem que andar, tirar força não sei de onde...mas tem que ir.

Tudo isso sem platéia pra bater palma, sem twitter pra se exibir, sem site pra postar foto com medalha no final.

E compartilho tudo isso aqui não para mostrar que sou foda. Longe disso. Fodão era o Shackleton, era o Mallory. Compartilho aqui pra mostrar que você também pode. Que você não precisa de ninguém dizendo quanto e como correr, pra onde ir, qual montanha subir e que métodos precisa. Eu tenho esse blog não pra contar meus feitos, mas pra motivar quem passa por aqui. Uma das maiores alegrias da minha vida é quando recebo um mail ou um comentário com dúvidas ou com observações. Saber que estou sendo útil sem cobrar nada por isso. Tenha certeza você, leitor, que tem a oportunidade de ler essas confissões, faz parte desse cara que está escrevendo aqui. Compartilhar sentimentos bons, sem choradeiras desnecessárias, expondo minha opinião sobre os mais diversos temas (que sei que acaba chocando alguns), isso é parte de mim.

Mas admito que não consigo lidar comigo mesmo nessa hora do conforto, da preguiça q se abate, na desmotivação em treinar...sou confiante demais no meu psicológico durante as ações...mas aqui, na cidade, longe das montanhas, eu sou fraco...lá em cima eu sou forte.


“Mas os dias que estes homens passam nas montanhas, são os dias em que realmente vivem. Quando as cabeças se limpam das teias de aranha, e o sangue corre com força pelas veias. Quando os cinco sentidos recobram a vitalidade, e o homem completo se torna mais sensível, e então já pode ouvir as vozes da natureza, e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados.” Reinhold Messner


Será que o sorriso pleno só me invade acima dos 2.000 metros de altitude?


Acampamento El Salto (4200 metros de altitude). Cordón del Plata -Argentina.


Mídia - George Volpão em caderno especial da Gooutside

Bem,

Acho que existe uma linha muito tênue, que eu mesmo muitas vezes não sei identificar, entre massagear nossos egos com conquistas duvidosas e repassar informações pertinentes, compartilhar acontecimentos e alegrias.

Tento, na medida do possível, guardar muitas alegrias e conquistas comigo mesmo. Tornar públicas certas coisas me trazem sentimentos dúbios, um misto de exibicionismo por um lado, com um tanto de satisfação pessoal, pela conquista de alguns objetivos.

Mas este espaço aqui, que é mantido muitas vezes com esforço, devido ao pouco tempo que tenho para atualizações e discursos sobre ética, prazer e valores, tem um valor importante para mim. Através dele consiugo passara dianta muito do que acredito e conquisto. Existem pessoas e empresas por trás disso, que acreditam nisso tudo e me valorizam, mesmo (ou até mesmo por isso, por ser autêntico nos pensamentos e ações) com as polêmicas que sempre levando.

Então, a partir de hoje compartilharei também com vocês, tudo aquilo que tem saído na imprensa sobre este que vos escreve. Afinal, nada mais justo que dar visibilidade àqueles que acreditam em mim e em meus projetos e realizações.

Faço isso mais por vocês que creem em mim do que pelo ego do atleta George. Este se satisfaz ao receber um mail pedindo conselhos, pois consegue, dessa forma, ver que tudo aquilo que estou vivendo está sendo útil também para alguém.

Obrigado.

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Na Running Show realizada meses atrás em São Paulo, rolou uma açao promocional da Revista Go Outside com um especial de 30 páginas sobre corridas de montanha. Fui contatado semanas antes pela repórrtes Lilian Haddad para fornecer minha contribuição, junto a grandes nomes do esporte outdoor do Brasil. Fiquei muito lisonjeado e de pronto respondi ao mail, com minhas impressões sobre os temas propostos. Basicamente, uma matéria com dicas sobre o esporte que amo, as corridas de montanha.

Fica aqui, então, registrado meu agradecimento à Revista Go Outside, ao meu patrocinador Território Online, ao meu apoiador Proativa (através das maracas Deuter, Lafuma, Lorpen e Suum) e, principalmente àqueles que acreditam que o caminho do meio, é sempre o mais interessante e sempre passam aqui atrás de alguma idéia.

Obrigado [2]


Uma semana de algumas decisões

Gosto muito quando as coisas acontecem naturalmente. Mas, por vezes, precisamos fazer a coisa andar mais rápido. Com a chegada do final do ano e, principalmente, minha ansiedade típica para que 2011 comece tão bem quanto este ano começou para mim (motivação), me levam a tentar apressar algumas coisas.

Portanto, essa é semana de definir calendário 2011 e a verba necessária para isso, preservar as boas parcerias, dar valor a quem merece, deixar para trás os losers de uma vez por todas, colocar no papel quem está, de fato, proporcionando verdades na minha vida e, finalmente, colocar na cabeça que se eu não fizer a minha parte, ninguém poderá fazê-la por mim.

10 dias para Foz do Iguaçu e menos de um mês pra ultra dos andes. E sem essa de ficar contando dias e horas, porque acho brega pra cacete.

Beijos e abraços!

Week Summary - 06 a 12 de setembro

Segue o resumão!

06-09-10
Day-Off, sem treinos, para os que preferem em português.

07-09-10
Tarde: 21K - Bike em pouco mais de uma hora.
Friozinho gostoso no feriado da independência. Bom pra pedalar um pouco, em uma belíssima estrada, mais adequada ao MTB do que à minha speedzinha. Espírito das trilhas permanece até no meu ciclismo de estrada!
08-09-10
Tarde: 13K em 1h05'00", quase todo em estrada de chão.
Ótima corrida com um bocado de subidas, descidas e estradas de chão. Uma semana sem correr me fez muito bem!
09-09-10
Noite: 8K em 48'03", todo em asfalto, pelas ruas de Curitiba.
Tava frio e chuviscando. Pernas pesadas...
10-09-10
Day-Off, sem treinos.
Sexta-feira é, naturalmente o dia em que dou um descanso. Então não tem porque ficar aqui justificando, hehe (texto tipo ctrl+c, ctrl+v).
11-09-10
Manhã: 34K em 3h42', quase todo em terra batida.
Tesão de corrida longa em Brasília, sob muita secura e calor. Quase 30 graus. Muita grama e terra batida, poucas subidas. Curti! Brasília é a capital do concreto, mas na maior parte do tempo foi possível correr na grama ou em terra batida. Corri equipado com mochila de hidratação, para "relembrar" como é, já que terei que usá-la na Ultra de Los Andes. bão dimais, sô!


06-09-10
Manhã: 10K em 56'12", quase todo em asfalto.
Pernas cansadas, clima quente e seco: sem problemas, adoro isso! Foi muito bom fazer esse treino e também relembrar como funcionam as pernas cansadas.
Show de bola! 65 Km na semana, enfim, pronto pro que está por vir.

Beijos e abraços.

Eixo Leste (eixinho de baixo), tudo muito seco.

Correr em montanhas (imagens)

Algumas imagens inspiradoradoras sobre as verdadeiras corridas de montanha que rolam na Europa (já corri provas com esse nivel de dificuldade aqui no Paraná, em 2007). São imagens retiradas do Facebook do atleta catalão Kilian Jornet.

Quem sabe, assim fique mais fácil entender quando eu digo que corridas de montanha e corridas de asfalto são esportes diferentes.

Jamais será minha intenção afirmar que um é melhor, mais difícil, mais emocionante que o outro. Tenho apenas minha preferência e o clamor das montanhas sempre me levam a elas, no fim das contas.

Buenas!