fevereiro 25, 2021

Fechando Ciclo

Hola, que tal?

Olha só...não sou de reclamar da vida não. E também acho  que esse post não é bem uma reclamação, mesmo sabendo que se fazer de coitadinho dá Ibope.


Mas, carai, véio. Os últimos 12 meses foram uma sucessão inédita de lesões, doenças e imprevistos.


Começou no 01 de março de 2020, com uma torção do joelho direito, que já não tem o Ligamento Cruzado Anterior desde 2013. Foi no Morro Araçatuba e tive que vir praticamente a reboque por quase 2 km de trilhas. O que faria em 20 minutos de corrida levou 120 de caminhada arrastada e ainda cheio de dores.


Ok, consultas, exames, liberado pra correr em uns poucos dias e aí entra a pandemia de Covid-19. Mesmo sujeito aos julgamentos e dedos apontados, permaneci treinando corrida e ciclismo, ouvindo asneiras de todos os lados. Muitos achando que era puro egoísmo sair para pedalar, correr o risco de sofrer um acidente e ocupar o leito de alguém que estivesse precisando por causa do Covid-19. Estávamos ainda em março e abril, e ninguém poderia imaginar que quase um ano depois a situação dos hospitais é muito mais grave que naquela época e estes mesmos que criticavam na época, hoje vivem como se não houvesse amanhã em suas viagens, festas e "aglomerações do bem". 


Enfim, escapei ileso (até esta data) do vírus. Tendo o cuidado de não exagerar nas aglomerações, tentando manter alimentação natural (é bem difícil, confesso), com o máximo de atenção nas medidas preventivas.


E esse foi só o começo. Em maio veio infecção dentária (me afastou dos treinos por 3 semanas), em agosto uma lombalgia (mais duas semanas), em setembro uma queda de bike num treino (duas semanas sem correr e quatro sem pedalar devido às dores nas mãos), em dezembro um estiramento muscular e agora em janeiro e fevereiro de 2021 umas dormências estranhas na perna esquerda quando faço corridas mais rápidas.


Junta isso tudo a uma completa falta de vergonha na cara da minha parte em não fazer nem fortalecimento, nem alongamento e nem exercícios de mobilidade.


Chegou a hora de pagar o preço.


Mas quem me conhece, sabe. Não sou de reclamar. Tiro muito aprendizado disso tudo e parece que uma ficha caiu aqui nessa cabeça quase oca.


Crises geram oportunidades, dizem. E teve também muitos momentos bons, como as férias em Santa Catarina, os treinos de corrida no Velódromo de Curitiba com a Equipiazza (assessoria de corrida com pegada forte de montanha e que deixo de integrar temporariamente a partir de hoje), algumas montanhas e trilhas com ótimos amigos e com minha parceira de vida, ano novo no Guartelá e muito mais. É o famoso "confesso que vivi" de Neruda aqui explanado. Sim, 12 meses bem intensos.


Mas quero, DE VERDADE, virar essa chave a partir deste 01 de março e fazer a coisa certa, fazer o que tem que ser feito. Foco no prazer diário de manter o corpo ativo e a mente sã. Sempre em busca da verdade. E, assim, construir um futuro com um pouco menos de dor, cercado dos melhores.


Pra cima, cuidem-se e até breve!





Por um novo ciclo com muita pizza vegana nas montanhas com essa mulher!




E também muito café com paçoca em botecos rurais durante os pedais.






Sempre será mais sobre montanhas. E cercado dos melhores!




Sobre montanhas, trilhas, amizades verdadeiras e cervejas!

De preferência com mais montanhas nevadas como este Araçatuba em agosto passado.

Trail Running Culture

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