Maio no Final

Buenas!

Foram em torno de 150 km e uns 3.000 metros de desnível positivo acumulado neste maio. Uma porcaria diante daquilo que eu gostaria e deveria fazer, mas uma beleza diante das condições locais e das possibilidades. Teve lugares lugares belíssimos, boas companhias, treinos solitários em madrugadas gélidas, domingos de sol e céu azul, montanhas de 1.800 metros, visibilidade de 2 metros com neblina e escuridão das seis da manhã de uma quinta-feira, competição, parcerias e objetivos traçados.

Que mês.

Por vir:

Maratona dos Perdidos, K42 Bombinhas, Travessia Lapinha-Tabuleiro em um tiro e Half Mision Brasil.

Valeu!












Próxima Parada: Maratona dos Perdidos

Bah, eu já corri um bocado neste 2013. Curiosamente, este ano eu tinha decidido comigo mesmo não competir mais, estando a fim somente de fazer minha 5ª Bombinhas Adventure Marathon. Tratei disso em três posts entre o final de 2012 e início de 2013, a saber: Travessias, Descendo Lá do Alto e Homem de Fases.

Para mim foi uma puta cuspida para cima. Acabei sendo novamente envolvido pela paixão e tara irresistível de percorrer trilhas de maneira rápida, leve e suave. Bem, eu gosmo MESMO de fazer isso. Estamos ainda em maio e já pude correr duas provas de montanha de 21 Km e outras duas com 12 Km. A Território Mountain me chamou para a equipe de corredores de montanha, a desanimação com o Trail Running Brasil virou mega empolgação com o Trail Labs e já tive oportunidade de fazer uma bela correria na Serra do Ibitiraquire, subindo o Morro Caratuva aceleradamente.

Tudo isso conspirando a favor de manter-me ainda mais motivado. E ainda tem por acontecer aquela que promete ser a mais desafiadora maratona de montanha do Brasil, no dia 20 de Julho aqui na Serra do Mar paranaense: Maratona Internacional dos Perdidos. Bah, não tem como perder. Por ser realizada um mês antes da K42 Bombinhas, será uma ótima oportunidade de estar na montanha fazendo o que mais gosto: morro acima, morro abaixo, para chegar 4 semanas depois voando nas praias catarinenses.

Então, vamos rodando pelas estradas rurais e trilhas de Colombo e Campina Grande do Sul, com o olho nesta prova, que certamente será uma ótima experiência em provas do gênero e reforçará ainda mais a armadura para as outras "paradas" do ano, ainda por serem definidas. 

Partiu Perdidos!

Abraços.



Circuito Paranaense de Corridas em Montanha (?) 2ª etapa 2013

É. O ponto de interrogação é proposital. Afinal o que é montanha? O que é corrida? O que é Corrida em Montanha? Eu já não sei mais nada, tampouco quero dizer o que é ou o que não é. Isso tudo é muito polêmico, desperta paixões, ironias, críticas, egos e outros sentimentos pouco construtivos.

O Morro da Palha, local da competição deste final de semana passado, tem este nome não por acaso. Não é um Pico da Palha. Seria, então, uma Corrida em Morro e não uma Corrida em Montanha? Mas que saco essas tentativas de definição, não é mesmo?

Aqui na região de Curitiba, a segunda etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha foi realizada no município de Campo Magro no já consagrado Morro da Palha, local onde eu já havia estado para uma duríssima competição com 21 km em 2007. Uma pena que aquela dificuldade e beleza que observamos seis anos atrás passou longe da corrida deste sábado passado. Ok, havia a subida do Morro da Palha, mas por estrada de terra íngreme onde, mesmo com minha condição pangaré, pude trotar "montanha" acima.

Havia pouca dificuldade técnica, alguma dificuldade física (desnível considerável) e ótima organização, como já é padrão da Naventura. Entendo o trabalho deles como o de promoção da modalidade, planejando e executando percursos não tão difíceis como aqueles já realizados, a fim de trazer mais gente para o esporte. Ok, acho válido. Mas não é meu tipo de prova favorita. Por isso mesmo, não consegui me soltar muito, andando sempre com o pé no freio, pensando no longão muito mais divertido do dia seguinte nos matos de Colombo e Campina Grande do Sul.

A melhor parte do evento todo foi poder encontrar os amigos e estar com os colegas da equipe Território Mountain/TRC Brasil da qual faço parte e marcaram presença no pódio (exceto eu, é claro). A companhia da esposa Ana Barbara igualmente me fez o dia especial e pudemos correr um trecho da prova juntos também.

Saldo Final - Um pouco amargo

A sensação que fica é que ocorre uma busca dos fins certos pelos meios errados. Promove-se saúde, contato com a natureza, camaradagem, desafio e respeito pelo próximo. O fim certo. Nem sempre é isso que tenho observado. Algumas embalagens de gel descartadas na trilha por alguém que não consegue sobreviver sem consumir artificialidades em apenas uma hora e pouco de atividade. Gel é para depois de duas horas de atividade, pelo menos eu achava que era, além da embalagem não degradar sozinha, por mágica... Uma larga estrada de terra morro acima e atleta pedindo licença para o atleta da frente, porque talvez fosse muito difícil o próprio dar um passinho pro lado e continuar com seu ritmo mais veloz. Pessoas absolutamente desconhecedoras do que significam 700 ou 800 metros de desnível total em uma corrida e reclamando que tinha muita subida - estava nas informações pré-prova. Ou que estava muito quente - a largada era às 15:00 e era sabido, obviamente, por todos.

O crescimento das corridas em montanha do nosso país tem vindo acompanhado da cultura imediatista das glórias passageiras em redes sociais e da competitividade do mundo moderno que é muito, mas muito diferente da paz e respeito que as montanhas oferecem. Faço questão de trabalhar isso, buscando o caminho do meio, interpretando de maneira coerente a citação de um dos maiores mestres do montanhismo mundial, o russo Anatoli Boukreev:

"Montanhas não são estádios onde eu satisfaço a minha ambição, são as catedrais onde eu pratico a minha religião"

Abraços.




Com carinho é mais gostoso! Pre-prova.

Pós-treino longo da semana. Solitário, tranquilo e na medida.

Maio de 2013, Treinos em Trilhas e Montanhismo

E acaba que fiquei quase um mês sem escrever desde que corri a incrível Araçatuba Half Marathon. Com o apoio e confiança da Território Mountain para os eventos seguintes e, principalmente, com o retorno às montanhas, já que a temporada ideal de estar nas cumeadas paranaenses começa agora. Tem também a ideia de estar num 6.000 boliviano ou argentino em 2014.

Com os anos todos correndo e subindo montanhas, um pouco de conhecimento sobre preparação física foi conquistado e, nesta semana, coincidentemente, conheci um vídeo bacana do italiano Simone Moro, um dos grandes montanhistas de altas altitudes da atualidade falando de seu treinamento. Muito, mas muito parecido mesmo com um treinamento para maratonas e ultras em montanha, que é o caminho que sempre pretendi trilhar. Da mesma forma, no vídeo (em inglês macarrônico) ele trata do aspecto psicológico. Estar duas horas por dias, consigo mesmo, durante as corridas é um baita treino psicológico. Ouvir isso vindo de um montanhista extremo é realmente promissor para que, como eu, almeja maiores altitudes e maiores desafios nas corridas longas de montanha.

Eis o vídeo:




No próximo sábado, estarei junto com a Equipe Território Mountain correndo a 2ª etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha, a ser realizada no Morro da Palha, local onde estive na K21. Ou seja, preparar as pernas! Estas estão já bem adaptadas às trilhas e subidas que tenho desfrutado próximo da minha atual morada, na região da Roseira, zona rural do município de Colombo, a cerca de 25 km da capital paranaense. Trilhas técnicas e subidas íngremes em cascalho já se incorporaram ao meu dia-a-dia. O clima do primeiro planalto paranaense em abril e maio também oferece desafios como corridas com 28 graus em um dia de sol e dois dias depois 6 graus pela manhã bem cedo.

Abraços e até breve, com boas novas!

Diversão nos treinos, sempre. Morro Itapiroca (1805m). Abril.

Visual do cume do Morro Caratuva (1.805m). Abril.

Treino na Roseira, Colombo. Maio.

Treino na Roseira, Colombo. Maio.

Treino na Roseira, Colombo. Maio.

Treino na Roseira, Colombo. Maio.