Calendário 2009

Provas das quais pretendo participar - sempre sujeito a alterações...

Março
21 - Trail Run Movimenta Minas -7 Km - Nova Lima - MG - 38'32"

Abril

19 - VI Corrida da Assufemg - 12 Km - Belo Horizonte - MG 1h06'20"
26 - II Meia Maratona da Linha Verde - 21 km - Belo Horizonte - MG 2h09'40"

Maio

24 - Corrida João César - 10 km - Contagem - MG - 51'31"
31 - Corrida Fundação Torino - 10 km - Nova Lima - MG - 51'22"

Junho
14 - 15ª Corrida de Pentecostes - 10 km - Divinópolis - MG - 48'02"

28– Maratona do Rio - Rio de Janeiro - RJ - 4h46'22"

Agosto
02- Circuito Caixa - 5 Km - Etapa BH - 22'54"
08 - Corrida do Carteiro - 10 Km - BH - 48'53"

15– K42 - Maratona em Trilha - Bombinhas - SC - 5h48'43"

Setembro
06- Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro - RJ
20- Corrida Desafio das Matas - 08 km - Belo Horizonte - MG


Outubro
24 e 25 - Desafio Praias e Trilhas - 84 Km Florianópolis - SC

Quem Sou

Atleta de Trail Running, George José Volpão nasceu em Curitiba - PR há 33 anos, corre em asfalto apenas para manutenção do condicionamento. Reside atualmente em Campina Grande do Sul, a apenas 30 quilômetros da capital paranaenses, junto às encostas da Serra do Mar. Além do Paraná, já correu em trilhas por Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Argentina e Chile. Oriundo do montanhismo, George busca correr em trilhas pelo mundo todo, unindo a paixão pelas montanhas com o prazer proporcionado pelas corridas de longa distância. Consultor Técnico e Atleta da Território Mountain Shop, contando também com o apoio de Deuter, Lafuma, Lorpen e Suum.

Percorreu diversas montanhas brasileiras desde 1995, tendo participado ativamente do cenário paranaense no início da década. Neste tempo contou com centenas de incursões pelas montanhas brasileiras, fazendo do montanhismo não só um estilo de vida mas também uma maneira de encarar o mundo.

Além da vida nas montanhas e nas estradas, George se dedica a escrever bastante também, tendo uma grande coleção de textos já publicados em sites e revistas.

A mudança de ares para Belo Horizonte - MG, onde viveu por um ano, entre 2008 e 2009, trouxe também novos objetivos e interesses. Tendo já participado em anos anteriores de corridas de rua e de montanha, decidiu investir pesado nessas modalidades em 2009, competindo nas principais provas longas da modalidade. Um calendário de competições para 2010 já está montado, valorizando eventos com melhor organização e distâncias mais longas, incluindo também algumas corridas em asfalto no intuito de diversificar e aprimorar seu trabalho aeróbico.

Algumas Ascensões em Montanha

Cerro Franke - 5.100m - Cordilheira dos Andes - Argentina.
Cerro Plata - 6.300m - Cordilheira dos Andes - Argentina (até a cota 6.000 metros).
Cerro La Parva - 4.057m - Cordilheira dos Andes - Chile.
Pedra da Mina - 2.797m - 4º mais alto do Brasil - Serra da Mantiqueira - MG/SP - 02 vezes.
Pico Paraná - 1877m - Mais alto do sul do Brasil - Serra do Mar - PR - 18 vezes (subida mais rápida em 2h19min).
Pico da Bandeira - 2.893m - 3º mais alto do Brasil - Serra do Caparaó - MG/ES.
Pico do Calçado - 2.849m - 5º mais alto do Brasil - Serra do Caparaó - MG/ES.
Pico dos Marins - 2.420m - Serra da Mantiqueira - SP - 02 vezes.
Pico Itaguaré - 2.308m - Serra da Mantiqueira - SP/MG - 02 vezes.
Pico Itapiroca - 1.805m - Serra do Mar - PR - 34 vezes (subida mais rápida em 1h13min).
Pico Caratuva - 1.850m - 2º mais alto do sul do Brasil. Serra do Mar - PR - 21 vezes (subida mais rápida em 1h13min).
Pico Ciririca - 1.700m - Serra do Mar - PR - 08 vezes (subida mais rápida em 4h19min).

E mais de 34 outros cumes na Serra do Mar paranaense.





Patrocínio


Para o ano de 2009 conto com o patrocínio de Território Mountain Shop, a maior loja de esportes de aventura do sul do Brasil. Recentemente a reconhecidíssima marca alemã Deuter, que fabrica mochilas, sacos de dormir e acessórios também veio somar forças, acreditando nos projetos e realizações nas trilhas e montanhas.



Corrida: Modinha ou Estilo de Vida?

Foi publicado nesta semana com direito a capa e tudo na Revista Isto É uma matéria sobre a ascensão da corrida ao posto de segundo esporte mais praticado do país.
Comprei a revista e a li (sem imaginar que poderia encontrar o conteúdo completo da reportagem junto ao site da revista e que disponibilizo aqui: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2052/nascidos-para-correr-milhares-de-atletas-amadores-estao-aproveitando-os-127722-1.htm)
Tratando-se uma revista de assuntos gerais não me surpreendi com a abordagem superficial sobre o tema. Nós, corredores, já sabemos há tempos todos os benefícios que a corrida proporciona, bem como suas desvantagens se comparada a alguns outros esportes, principalmente no que se refere ao impacto nas articulações, lesões musculares, entre outros problemas. As revistas especializadas dedicadas a corrida abordam todas essas questões com muito mais profundidade e é uma leitura que recomendo fortemente.
No entanto, o que me causa uma pausa para a reflexão é o fato deste “fenômeno” estar ocorrendo agora em nosso país. Como cita a revista na página 83, “Em menos de quatro anos, o Brasil dobrou o número de corredores amadores”.
Como tudo na vida, isso tem seus prós e contras. É ótimo ter uma população cada vez mais consciente que praticar esportes com regularidade é fundamental para ter uma melhoria na qualidade de vida. Por outro lado, nós corredores (mesmo os mais recentes como eu) temos um outro lado a ser levado em consideração.
Aqui em Belo Horizonte por exemplo, as inscrições para a primeira etapa de um conhecido circuito de corridas da cidade já se esgotaram, o Circuito das Estações, com aproximadamente um mês de antecedência, o que gerou protestos na comunidade dos corredores de rua do orkut, por exemplo. Muita gente ficou de fora. Inscrição saindo a 55 reais. Em torno de dois a tres mil atletas inscritos. Em contrapartida, neste dia 08 de março rolou uma corrida organizada pela Liga de Atletismo de Minas Gerais, a Corrida Rústica do Sírio-Libanês. Ideal para iniciantes, essa galera que tá começando agora: apenas 5 quilômetros. Inscrição? Menos da metade do valor do Circuito das Estações, apenas 25 reais. E isso tudo com os mesmos benefícios: camiseta, medalha para os concluintes, hidratação durante o percurso, chip de cronometragem. Inscritos? Pouco mais de cem pessoas.
O que acontece? Houve divulgação nas listas de internet, no orkut da mesma forma. Fica a pergunta. Será que não tem gente demais correndo apenas para aparecer? Será que, para muita gente, correr na Pampulha uma prova patrocinada pela Adidas, receber na inscrição uma camiseta com a marca Adidas não é mais importante do que apenas correr???
Vamos correr galera! 95% por cento das pessoas no planeta não correm atrás de prêmios. Participam de competições pelo prazer de se superar, de encontrar amigos. Mas só pode encontrar amigos em provas mais caras? Só pode fazer amigos se for com roupa de marcas famosas?
Outro ponto chave: a existência de poucos lugares adequados à prática do esporte. Milhões de brasileiros correndo. Milhares de belohorizontinos. Onde correr? Nas ruas é praticamente impossível, dado o trânsito caótico da capital mineira e a conhecida falta de educação da imensa maioria dos motoristas, que ao ver algum pedestre atravessando a rua aceleram, em vez de frear (e ainda xingam).
Restam poucos parques, algumas áreas mais “inofensivas” (como a Pista da Av. Andradas, onde treino), orla da Pampulha, praças e afins. Conclusão: locais superlotados de gente. A Praça da Liberdade já está impraticável no final da tarde. Só um adendo: o mais curioso é notar que muitas pessoas enfrentam um puta trânsito para chegar neste local para correr ou caminhar, e lá dão de cara com “muralhas humanas” passeando descontraidamente (ou as vezes correndo). Trânsito no carro, trânsito no esporte.
Falta sossego para quem aprecia uma corridinha tranquila, sem desfiles de moda, sem barraquinhas de assessorias esportivas no caminho, sem muralhas humanas tricotando sobre o último BigBrotherBrasil.
Até onde é bom, até onde dá orgulho ser praticante do segundo esporte mais popular do país? Eis o debate.
Hasta Luego!!