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Mostrando postagens de Março, 2016

Holiday, Celebrate!

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Hello! Houve realmente um tempo onde eu ansiava por um feriado para ir à montanha. Contava os dias e vasculhava o calendário em busca de finais de semana prolongados. Quase escravo dos boletins meteorológicos, entendedor de massas de ar polar e de zonas de convergência tropical. Na primeira década deste século — bacana escrever assim, hein?- com frequência eu mirava meus olhos às montanhas próximas de casa planejando algo realmente épico para três ou quatro dias de ausência de contato com a “civilização”. No feriado foi (bem) desfrutado no equilíbrio perfeito entre vida moderna e natureza selvagem. Tem coisa mais "selvagem" e primitiva que prestar juras de amor à vida na hora do pôr do sol? O destino escolhido foi a histórica cidade da Lapa , a menos de 100 quilômetros da tempestuosa Curitiba. Com o passar do tempo e de tantas trilhas, tenho estado cada vez mais ausente destas ditas jornadas épicas. Acho que a última em um feriado foi justamente na Páscoa pa

Um Elefante na Sala

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O elefante na sala é algo que muitos de nós estão acostumados. É uma expressão alusiva à existência de um problema bem grande a ser resolvido, que todos observam, mas sem coragem de tomar uma iniciativa e discutir, resolver, colocar mãos à obra. Todos vêem o elefante ali na sala, mas ninguém se dispõe a fazer algo. Temos todos nós nossos elefantes particulares em nossas salas de estar. Seja esta sala a nossa mente, o nosso coração, o nosso trabalho, os nossos relacionamentos. Um elefante começou a tomar forma alguns meses atrás  na minha sala de estar. Ele estava lá e eu solenemente ignorava. Mais fácil, né? Mas não dá para fazer isso para sempre. Porque ele cresce e pode começar a ruir as estruturas, por mais sólidas que sejam. Antes que isso aconteça, precisamos de um espaço para discutir e tomar decisões. No meio disso tudo surgiu Elephant, uma canção que escrevi em outubro e gravei aos pedaços, desde então, finalizando na semana passada. Elefante pronto,

Terceiro Mundo, Se For!

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Bem ainda não vi vantagem alguma em manifestar opiniões políticas em redes sociais. Continuarei (tristemente) observando. Nunca fui um cara em cima do muro e quem me conhece sabe minha linha de pensamento política. Aos 12 anos de idade, eu e meus companheiros de colégio tínhamos plena consciência política. Já estávamos envolvidos com a primeira eleição direta para presidente em 29 anos. Vocês, jovens, não sabem o que foi aquilo...  Agradeço muito meus pais pela sólida formação política que recebi. Sobre os recentes acontecimentos e o falecimento de uma instituição dita República Federativa, o que posso fazer é continuar meu trabalho diário e incansável por dias melhores para mim e para quem eu puder ajudar.  Realmente é tudo muito assombroso.  Realmente, "Terceiro mundo, se for. Piada no exterior".  O mais patético e trapalhão governo federal que um país poderia ter.  Se me orgulho de nunca ter votado neste partido? Não. Porque um país que elege tip

Seguir Viagem

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Oi. Desculpe amigos, não estou muito no clima para tratar de montanhas ou música ou corridas ou bikes. Fica apenas este trecho da bela canção: "Seguir viagem Tirar os pés do chão Viver à margem Correr na contra mão A tua imagem... e perfeição Segue comigo e me dá a direção Se dizem que é impossível, Eu digo: é necessário! Se dizem que estou louco Fazendo tudo ao contrário Eu digo que é preciso, Eu preciso, é necessário Seguir viagem Tirar os pés da terra firme E seguir viagem... Seguir viagem Tirar os pés do chão Outros ares, sete mares Voar, mergulhar O que nos dá coragem Não é o mar nem o abismo É a margem no limite de sua negação"

Sobre Estar Só

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Eu nunca andei por trilhas retas, nas trilhas certas.  Sempre fui um apreciador da minha companhia. Eu verdadeiramente não me lembro de ter pensado algum dia: me sinto só. Episódios de depressão aconteceram em algum momento entre meus 17 e 22 anos de idade. Hoje credito talvez a alguma variação hormonal pós-adolescência, mas mesmo com o tratamento químico e psicológico que me submeti à época, eu não lembro de verdadeiramente me sentir só. Não da forma como ouço as pessoas dizerem e temerem. Eu sou a minha melhor companhia. Nunca fui de muitos amigos nem de muitos amores, mas quando estou com eles a entrega é total. Já namorei bastante, já conheci gente muito legal e gente que não merecia o ar que respirava. Já tive relacionamentos sérios, divertidos, fugazes, proibidos e serenos. Já são quase 40 anos de vida e minha maior conquista é mesmo saber lidar com a tradicional inconstância e indecisão de um "Áquário em Gêmeos". A aceitação de quem sou. Sem lamen