Passado, presente e futuro nas montanhas - Com George Volpão

Pensar em linha do tempo sempre foi algo que ocupou bastante a cabeça dos homens. Apegar-se ao passado, viver o presente com intensidade e sonhar com o futuro é parte integrante da vida cotidiana de praticamente qualquer ser humano.

Em tempos de retrospectivas - acho até que já fiz uma bem mixuruca, com o recente acontecimento de ter rompido o LCA (Ligamento Cruzado Anterior) do joelho direito, mudanças se fizeram necessárias para o ano que chega.

Isso tudo coincide com a entrega das chaves do apartamento em Quatro Barras (20 km de Curitiba, 5 Km do Morro do Anhangava) que comprei com a Ana Barbara e a consequente necessidade de investimentos de grana e tempo para deixar o local habitável. Quem aí já comprou imóvel na planta sabe como é: a chave está na mão mas ainda há coisa por fazer: limpeza pesada, colocação de piso, instalações diversas, mudança, decoração e muito mais.

Estes dias, portanto, tem sido bem intensos e com a cabeça bastante distante daquele recorrente tema montanhoso. Não consigo planejar nada para daqui algumas semanas ou meses nas montanhas enquanto não estiver tudo ok no local que escolhi para viver.

Isso tudo traz uma sensação muito boa e uma amplitude mental ainda maior naquilo que sempre defendi e preguei: abrir a cabeça, diversificar atividades e disposição para encarar o que aparecer.

Hoje meu desafio é, junto com a esposa, montar um "lar". Um lugar onde possamos viver com paz, segurança e prazer. Para chamar de "nosso lar".

Com isso, sinceramente, meu joelho bichado para correr é a última coisa que me importa. A satisfação maior atual é estar vivo para superar este novo projeto que é tornar real a loucura criativa do casal na montagem e decoração do apartamento. Só temos a dizer: vai ficar realmente  "muito louco!"

No meio disso tudo, ainda surgiu conjuntamente uma ideia de empreendedorismo na nova cidade que nos acolherá. Ou seja, o corpo pode até dar sinal de desgastes, mas a mente continua inquieta. Vamos amadurecer isso antes de dar outro passo.

Um ótimo Natal e excelente 2014 a todos. Que seus desafios e conquistas sejam merecidos e atinjidos.

Beijos e abraços.




Corra (ou ande) para as montanhas

Bem, é isso.

Após a consulta de sexta-feira passada, veio o diagnóstico definitivo: Rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Aconteceu assim (leia aqui). Totalmente rompido, joelho frouxo. Foi impressionante ver o médico fazer a "Manobra da Gaveta" e sentir a perna solta... Desde então, cinco dias se passaram e cinco milhões de ideias igualmente. A recomendação imediata do especialista é operar, para que possa voltar a fazer as coisas que faço, ter vida ativa, enfim. Quem já sofreu do mesmo problema recomenda igualmente. Li muitos bytes na rede, quase todos unânimes em apontar a cirurgia como solução definitiva.

Não, eu não tenho problema com bisturis e parafusos. Mas a ideia verdadeiramente não me agrada e neste intervalo de tempo tenho consolidado cada vez mais a ideia de apostar em um tratamento conservador e "autônomo" baseado em fortalecimento muscular (algo que jamais fiz), muita paciência e, principalmente, respeito. 

Respeito a esse corpo já cansado. Eu, que cansei de ver atletas amadores cheios de lesões das mais diversas, praticamente todas elas provocadas por sobrecarga nos treinos e pouca recuperação, hoje me vejo passando por uma lesão aguda séria e impeditiva para minha atividade atual (corrida de montanha). Sim, não é possível praticar este esporte com o LCA rompido. De tudo que tenho lido, nada garante que eu possa voltar a praticar o esporte sequer no mesmo nível (amador e entusiasta) que eu estava ao realizar a cirurgia. Li também sobre os casos de infecção, de dores para o resto da vida na parte frontal do joelho e, pasmem, de infecção hospitalar. Isso tudo não me assusta. O que incomoda, na verdade, é dispender um bocado de dinheiro e de TEMPO parado em busca de algo que não é garantido.

Gostei muito do que li aqui: 


Com o tratamento conservador eu posso pedalar, ir à montanha (sem exageros como antes), fazer natação, remar e até mesmo correr de leve, uns trotinhos de 5 a 10 Km no asfalto.

Realmente, tenho que concordar que correr em alto nível ou além do "normal" não se trata de saúde, mas de massagem de ego. Entendo hoje que eu provei desse doce veneno da dita performance, do correr forte (não muito, mas pra mim era), do correr "muito" (longas distâncias no caso). Não me arrependo de nada disso que fiz, de nenhuma competição nem de nenhuma meta traçada e cumprida.

Mas hoje, tenho articulações de um senhor de 65 anos e não de um ser humano saudável e equilibrado de 36 como aponta meu R.G. Um ligamento não romperia assim, em um simples salto, não tivesse eu sobrecarregado tanto meu corpo durante esses quase 20 anos correndo. Minha primeira corrida de rua foi em 21 de abril de 1994, a Corrida de Tiradentes em Maringá - PR, onde com 17 anos fiz 12 km em apenas 48 minutos (algo que eu não sei se conseguiria fazer antes da lesão que tenho agora).

Um ligamento não romperia assim, em um simples salto, não tivesse eu sobrecarregado tanto meu corpo durante esses quase 20 anos subindo montanha. A primeira delas foi o Morro do Anhangava, em 28 de janeiro de 1995. Desde então não parei mais, tendo subido mais de 30 vezes o Pico Paraná, tendo passado mais de 100 noites acampado na Serra do Mar paranaense, carregando mochilas pesando entre 12 e 25 quilos (conforme a trip) por dias inteiros seguidos. 

Sim, isso exige. Pode ser que muita gente não sofra de lesões por conta disso. Elas tem os limites delas. Eu descobri o meu. E aí que entra o respeito.

Que 2014 traga novamente montanhas, e que eu volte a enxergá-las mais como catedrais e não como estádios (*).

Beijos e abraços.

(*) Parafraseando Anatoli Boukreev"Mountains are cathedrals: grand and pure, the houses of my religion. I go to them as humans go to worship...From their lofty summits, I view my past, dream of the future, and with unusual acuity I am allowed to experience the present moment. My strength renewed, my vision cleared, in the mountains I celebrate creation. On each journey I am reborn." 

Algo como: Montanhas são as catedrais onde eu pratico a minha religião ... Eu vou a elas como os seres humanos vão aos templos. De seus altivos píncaros eu vejo o meu passado, sonho do futuro e, com uma acuidade incomum, eu vivo a experiência do presente momento ... a minha visão clareia, minha força renova. Nas montanhas celebro a criação. Em cada viagem rejuvenesço.

O autor deste blog com o joelho imobilizado em breve descanso durante uma leve caminhada na Serra do Mar 8 dias após o rompimento do LCA.

Férias forçadas

Olá, salve!

É com uma bela bolsa de gelo e uma boa dose de dor no joelho direito que escrevo este post.

Na última sexta, dia 29 de novembro, estava com meus grandes amigos Raphael Bonatto e Ricardo Beraldi nas trilhas do Parque São Lourenço quando em um salto sobre algumas raízes acabei aterrissando de mau jeito com a perna direita e o joelho acabou sentindo. Por ora, parecia pouca coisa, estava apenas falseando e "sem forças". Faltava menos de 10 minutos pra gente terminar o que tínhamos como proposta para aquela tarde. Continuamos, baixei o ritmo e redobrei a atenção nos trechos mais técnicos. 

Não foi o suficiente. Na última descida mais forte, pouco menos de 400 metros para finalizar a sessão, uma simples passada me fez vacilar novamente o joelho direito e ir ao solo. Uma bela torção, um estalo horroroso, dores como jamais havia sentido em qualquer tipo de atividade física e lama por todo lado - esta foi a parte divertida. Os companheiros entendendo a gravidade da situação, queriam fotos e toda aquela coisa descontraída. Com muita dor mas muito bom humor, foi possível voltar a caminhar com dificuldade e até mesmo conduzir a bicicleta que estava estacionada no bicicletário local. Porém, melhor evitar novos danos e acabei acionando a Ana Barbara para um "resgate". Algumas cervejas geladas com os amigos e a esposa ajudaram muito no alívio das dores e na manutenção do bom humor necessários em casos assim. 

Na manhã seguinte, no caso este sábado que escrevo post, as dores e o inchaço mostraram um incremento, o que me levou a procurar ajuda médica, algo que reluto bastante, teimoso e orgulhoso que sou. Breve consulta e raio-x na Clínica de Fraturas Norte, aqui em Curitiba revelaram uma suspeita de lesão no Ligamento Cruzado Anterior e provável dano em um menisco. Não houve lesão articular nem de cartilagem, o que é um bom indicativo.


Na próxima sexta-feira, uma reconsulta para melhor avaliação e, quem sabe, uma dispendiosa ressonância magnética para orientar a sequência do tratamento e possível cirurgia de recuperação do ligamento afetado.

Será uma semana de dúvidas e de muita esperança. Desejo de verdade não precisar da cirurgia mesmo que isso me custe a redução de carga de treinos e provas, mesmo que me custe deixar de praticar regularmente o esporte que amo. 

Tenho comigo que tudo na vida tem um motivo e que nada é por acaso. Acredito também nos "sinais" que o universo nos manda e que eu não dava muita atenção recentemente. Algo como: 

1) "Sossegue a periquita com esse lance de correr forte"; 
2) "Volte para as montanhas de maneira não competitiva"; 
3) "Ao atingir um cume de montanha não existem troféus nem medalhas mas apenas momentos que valem ser vividos".

Espero apenas ser poupado dos "eu avisei que isso iria dar merda" e dos "montanha não é para correr e sim curtir". Porque aqui dentro de mim não há espaço para aquela velha opinião formada sobre tudo.

Agora é repousar, dar uns bons 3 meses sem correr e repensar completamente 2014, assunto do post passado.

Na próxima semana, trago boas novas, com certeza. 

Grande abraço e obrigado pelo carinho de todos.


Em um salto parecido com este do Bonatto que tudo começou... Brincar de correr é legal, mas esteja ciente dos riscos ;)

Desenhando 2014

Oi!

Não, eu ainda não tenho um calendário para 2014. Algumas pessoas já me perguntaram sobre as provas de corrida de montanha que pretendia fazer no próximo ano. Ainda não tenho nada definido. Lembro que para 2013 eu queria competir muito menos.

A retrospectiva básica:

Havia até parado por dois meses de treinar corrida, depois da Maratona de Curitiba 2012. Estava absolutamente de saco cheio de correr. Em fevereiro surgiu um convite do organizador para estar na K21 Curitiba e lá competi, pesado, sem treino e desmotivado. Motivação esta que retornou ao percorrer trilhas correndo. Em seguida engrenei outras provas, entre elas a belíssima Araçatuba Half Marathon. Veio também o patrocínio da Território Mountain, o desenho de uma equipe de corredores de montanha sob minha coordenação, entre outros desafios. Parti para uma prestação de serviços de comunicação para a TRC Brasil (organizadora de corridas de montanha). Entre em férias na Jamur Bikes e neste período corri minha 5ª K42 Bombinhas, onde fiz muitos bons contatos. Voltei decidido a dar um novo rumo e viver 100% do trail run. Consegui isso e nesse momento é assim que pago minhas contas, com o trabalho que desenvolvo na TRC Brasil. Tenho a flexibilidade de horários que preciso, diminuí as contas a pagar (consumir tanto assim para quê?), corri uma sucessão muito forte de provas entre setembro e outubro e realizei o sonho de fazer uma 50 milhas em montanha, na La Mision Serra Fina. Dei o tempo necessário para o corpo e isto trouxe também um frescor mental que eu precisava. E assim começaram os esboços para o "ano esportivo" de 2014.

O que vem por aí:

1) Poucas competições de corrida de montanha hoje me instigam a uma preparação específica. Aquelas que acho mais legais eu não posso correr, por motivo de trabalho: aquelas da TRC Brasil. Corupá Extreme Marathon, Trail dos Ambrósios, Maratona dos Perdidos e outras mais são realmente provas de montanha, do jeito que gosto. É um PRAZER imenso estar no backstage, dando meu trabalho e contribuição para a coisa funcionar, para ver os amigos que tenho no esporte curtirem uma corrida de montanha feita com paixão pela equipe TRC. Assim sendo, não tenho NENHUMA corrida de montanha programada ainda para 2014, certo? Não estou a fim de gastar uma grana indo correr fora do Brasil. Se rolar K42 Bombinhas e Half Mision Serra Fina novamente (até o momento não há confirmação sobre realização e data dos eventos para 2014), seriam as minhas escolhas.

2) Estar ainda mais nas montanhas, realizando os projetos de travessias de longa duração em apenas um dia, algo que gostaria muito de ter feito em 2013 mas que dependia de alguns ajustes na minha rotina. Os ajustes foram feitos, agora estou apto. Estes objetivos são aqueles que têm-me feito acordar cedinho e ir correr nas trilhas do Parque São Lourenço, ok? Marumbi, Marins-Itaguaré, Petê-Terê são apenas alguns dos objetivos.

3) Liberdade é tudo: o que vestir, o que dizer, o que se vive. Nada paga isso. Então, vamos fazer isso acontecer, né? Novidades em breve.

4) Novas atividades. Nem tão novas assim: bike, caiaque, trekking entre outras coisas gostosas e descompromissadas com performance. Na imagem abaixo, um instantâneo da curtição que foi remar algumas horas pela Baía de Guaratuba (PR) no último 24 de novembro. 

Porque a vida é muito curta para perseguir recordes pessoais, melhores marcas ou medalhas de finisher.

Valeu, beijo e um abraço!

Foto: Rogério Martins.



Just my two cents sobre o espírito trail run

É coisa rápida. É só para pensar e, quem sabe, identificar-se ou não.

Minhas duas últimas participações em provas de trail run - atleta na APTR Paraíba do Sul e staff no Trail dos Ambrósios - e as observações que faço do comportamento do atleta médio deste tipo de prova.

O que observo é que, felizmente, a grande maioria vai lá para curtir. Isso me deixa bastante contente e satisfeito. O que me encanta é gente que vai correr na montanha porque gosta de está na montanha. O que me enoja um pouco é gente que vai correr pelo pódio ou pelas glórias. Há uma linha bastante tênue entre esses dois extremos. Afinal, quem não gosta de chegar na frente e superar a si mesmo ou aos colegas de atividade? É nosso instinto competitivo que aflora, é questão de evolução das espécies... Eu mesmo já tive oportunidade de pisar no alto de pódio de corridas de montanha e achei divertido.

Mas não é, sinceramente, por isso que alinho na largada de uma prova. É apenas por poder ter a oportunidade de estar lá. De conviver e compartilhar as trilhas com novos e velhos amigos.

Com o atual boom das corridas de montanha e o aparecimento de todo tipo de gente nestas provas, situações desagradáveis para mim também começam a surgir, coisa que poucos anos atrás não ocorria. 6 anos atrás, simplesmente alinhávamos atrás de uma marca de cal e largávamos para nos DIVERTIR em montanha. Chegar na frente ou atrás de um colega era motivo apenas para gracinhas, não para esnobismo e egocentrismos. Uma falha de certo organizador ao não conseguir autorização de um proprietário para a passagem da prova em suas terras e consequentemente porteira fechada com cães ferozes soltos era apenas mais uma adversidade que superávamos com bom humor e uma conversa educada e direta. Não era com bravatas internéticas, nem com protestos vazios, nem resolvidas com a ingestão de substâncias proibidas para aumento de performance.

Portanto faço um convite: se você vai a uma corrida de montanha porque quer chegar na frente a qualquer custo, procure outro esporte. Nós, centenas de nós que vivemos o real espírito trail running, não iremos bater palmas para você.

Fica a sugestão de vídeo abaixo:

"It's not all about winning races or doing well in races, it's about what running means to me."

Algo como,

"Não se trata de vencer corridas ou ir bem nelas, é sobre o que correr significa para mim."

Pensemos!

Abraços.


La Mision Brasil Serra Fina - O que usei por lá

Oi turma.

Há algum tempo que amigos montanheiros sempre comentam comigo para eu informar o que tenho utilizado nas provas, como base para que cada um também possa analisar e fazer suas escolhas. Pois bem, a partir desta Half Mision Brasil, começarei a postar por aqui o equipamento, acessórios e alimentação que tenho utilizado em cada uma das competições e eventos que participo, ok? Também acho importante esse compartilhamento de informações e estou sempre ligado no que aqueles atletas que admiro, profissionais e/ou amadores estão fazendo tanto para melhorar sua performance como para desfrutar melhor a montanha.

Vamos lá, espero não esquecer nada, rs. Na foto abaixo, TUDO que levei comigo para esta competição, com expectativa de finalizá-la em até 24 horas. Analisemos:


Bem, quase tudo... Faltou o capacete. Sim, capacete. Equipamento obrigatório da La Mision. No caso, usei um capacete de ciclismo Louis Garneu X-Lite que, como sugere o nome, é super leve e bastante ventilado. Ótimo!

Vamos lá, equipo por equipo com notas, rá!

Tênis: Salomon XR Crossmax II - Desempenho satisfatório para as condições de prova. Não é meu tipo de calçado preferido, apesar de já ter avaliado muito bem anos atrás o modelo XR Crossmax Neutral para o site TrailRunning BRASIL onde sou editor. Os tempos mudaram e o tênis também. A Salomon não conseguiu repetir neste modelo a qualidade que o anterior tinha. A meu ver, foi um caso de "regressão" ou "involução". Preferia o modelo anterior. Vale lembrar também que atualmente prefiro calçados com muito menos estrutura do que esses mais tradicionais oferecem. Por já estar correndo há algum tempo com tênis tipo "natural running", calçar o Crossmax II me fez parecer que usava tamancos. No entanto, para uma prova com 22 horas de duração, esta característica foi muito apreciada: pés protegidos e intactos no final do período, algo que certamente não aconteceria se usasse meus leves calçados para menores distâncias. Nota 8.

Meia: Louis Garneau Compression Sock. Excelente custo-benefício. Paguei em torno de R$ 130,00 uns dois anos atrás e até hoje ela continua prestando bons serviços. Acredito que infelizmente não esteja mais disponível no mercado nacional. Quase não uso mais esse tipo de produto, mas como se tratava de prova de longa duração, preferi utilizar. Segurou bem a onda e além de manter panturrilhas em ordem, cuidou muito bem dos pés. Nota 10.

Calça: Kalenji 3/4. Gosto de meias assim, 3/4. Protegem os joelhos e não esquentam demais quando utilizadas conjuntamente com meias de compressão. Preço módico, em torno de 70 reais a torna ótima escolha. Sinto falta apenas de uns bolsos laterais... Nota 7.

Cueca: Lupo. A famosa cueca da sorte, aquela que já esteve comigo em todas as minhas maratonas e ultramaratonas desde 2009, bem como nas subidas aos cumes andinos Além de outras conquistas, é claro. Vale lembrar que este item só utilizo para os grandiosos eventos ;) Nota 10.

Pochete: Deuter Neo Belt. Em neoprene e dois zíperes, acondicona muito bem o telefone celular, que também funcionou como câmera digital. Perfeita. Nota 10.

Camiseta: La Mision Brasil by Km10sports. Camiseta em poliamida bem simples, mas que atendeu bem à necessidade de ser respirável e leve. Era item obrigatório, ou seja, todos os atletas correram com ela. Não leva 10 porque a durabilidade parece ser ponto fraco. Nota 7.

Camiseta Manga Longa: Segunda Pele Curtlo. Também item obrigatório, cumpriu bem a função de aquecer e permanecer transpirável nos pontos mais gelados da prova. Leve e fácil de vestir, ótimo caimento no corpo. Nota 10.

Jaqueta Impermeável: Salomon Paclite. Jaqueta que possuo desde 2007, certamente já deve existir coisa superior no mercado. Não choveu, então pouco posso dizer se sua impermeabilidade ainda funciona. Quando precisei para me proteger do vento, funcionou super bem, apesar de não ser tão anatômica. Nota 8.

Mochila: Deuter Pace 20. Mochila de capacidade suficiente para transportar todo o equipamento obrigatório, água (em um reservatório Curtlo de 2 litros) e comida. Super anatômica, leve e com um zíper de acesso integral. Melhor escolha, impossível. Nota 10.

Lanterna de cabeça: Princeton Tec Apex Pro. Um verdadeiro "canhão de luz". Inúmeras regulagens que me permitiram poupar pilhas quando não era necessário tanta iluminação e utilizar potência máxima na técnica descida da Pedra da Mina para o Paiolinho. Utiliza duas pilhas CR123, um pouco difíceis de encontrar e caras aqui no Brasil. Comprei da China e foi ok ;) Nota 8.

Óculos: Shimano S20X. Bom óculos, não tão caro assim. Óculos é questão de gosto pessoal, então fica complicado meter o bedelho... Nota 8.

Telefone Celular: Sony Xperia P.  Bastante rústico, para um smartphone. Mantive desligado, obviamente, para salvar bateria. Não me comuniquei com ninguém através dele enquanto estive na prova, mas fiz boas imagens, inclusive vídeos. Aprovadíssimo: Nota 10.

Bandana (Buff): K42 Bombinhas e Ecohead. Levei duas unidades. Ambas similares, em tecido sintético e que cumpriram muito bem suas funções de manter a cabeleira longe do rosto no vento e de proteger um pouco do frio do amanhecer. Nota 10.

Trekking Poles: Azteq (não lembro o modelo). Em alumínio suuuuper leve. Menos de 70 reais, sem necessidade de gastar centenas de dilmas em modelos tecnológicos. Levei apenas um, pois sabia que carregar dois deles em trechos de trilha fechada seria inconveniente. Pareceu um pouco frágil mas sobreviveu. A ver cenas dos próximos capítulos. Nota 7.

Kit Primeiros Socorros: Deuter S. Pequeno e acondicionou o material necessário. Foi pro trono! Nota 10.

Alimentação: Preparei o esquema de alimentação de forma bem conservadora, baseada em pacotes separados com 300 kcal por hora. Ou seja, 24 pacotes separados, feitos com sacos plásticos tipo Zip-Loc. Foi bem conservador porque este cálculo foi feito com base nas minhas necessidades em atividades intensas. Isso se traduziu em muita sobra de comida e mesmo inapetência no final de prova. Como a intensidade de esforço era baixa, poderia ter consumido pouco menos de 200 kcal por ora que estaria bem alimentado. Os kits foram montados utilizando alimentos diferentes entre si, aleatoriamente. Consistiram de itens tão díspares como biscoitos Club Social, tâmaras secas, uvas passas, biscoito recheado Bono chocolate, castanhas-do-pará, amêndoas secas e salgadas, paçoca, suco Tang (para indignação dos detratores chatos), damascos secos e bananas secas. Durante o percurso me foi oferecido também um gole de cerveja em um festerê que rolava no Paiolinho. Aceitei, mesmo sem saber a origem. Pelas risadas que se seguiram, devia estar "batizada". Fora isso, teve a sopa lá no km37 ou 38. Foi ótimo. Alimentação 100% vegana e livre de suplementos mágicos, géis energéticos, cápsulas de sal, remédios - presenciei um atleta tomando ibuprofeno - e, principalmente, de drogas para aumento da performance, coisa de perdedores de nascença, aqueles que já se assumem inferiores e por isso se drogam. Ficou o aprendizado sobre como lidar com essa sobra de alimentos para futuras atividades longas. Nota 8.

Hidratação: Água. Pura e simpelsmente. E tomei dois pacotinhos de Tang, o supra-sumo do sabor agradável em atividades de longa duração, perdendo apenas para uma coca-cola bem gelada ;) Nota 9.

Demais itens: pilhas, apito, fé, coragem e esperança!

Até La Mision 2015!

A Fina Serra Fina - Half Mision Brasil 80K

Olá, buenas!

Ah sim, foi uma ultramaratona. Acho que já escrevi anteriormente que não aprecio esses adjetivos de maratonista, ultramaratonista, montanhista entre outros. Acho apenas que colocamos algo como meta e vamos em busca de alcançá-las.

Desde que tomei conhecimento das corridas em trilha de longas distâncias, adquiri real interesse em também praticar esta modalidade: competições com distância maior que os 42 quilômetros da maratona. Corri uma prova assim em 2010, na Ultramaratón de Los Andes, onde, feliz da vida, concluí meus primeiros 50 quilômetros de atividade contínua. Foram quase oito horas e meia de montanha, se não me engano.



Desta vez me propus realizar algo maior, mais intenso e mais intrigante: Half Mision Serra Fina, uma competição que não era somente uma corrida mas que fazia jus principalmente ao slogan do organizador: Una Autentica Aventura. Seriam 80 quilômetros com mais de 4.500 de desnível positivo acumulado percorrendo estradas e cumes de uma das mais belas regiões montanhosas do Brasil, a Serra da Mantiqueira em uma fração dela conhecida como Serra Fina. Nestas montanhas, muitos cumes acima de 2.000 metros de altitude e, monstro maior, a Pedra da Mina e seus 2.798 metros acima do nível do mar, nada menos que a quarta montanha mais alta do país.

O responsável pela chegada de um evento deste porte em nosso país foi o veterano de UTMB Sidney Togumi. Este paulista oriundo das corridas de aventura e com vasta experiência em corridas em trilha de longa distância participou de edições da prova-mãe La Mision Race na Argentina e trouxe o formato para as montanhas brasileiras.



No dia 12 de outubro, um sábado de feriado nacional, 133 corajosos atletas largaram para uma "missão" de percorrer 80 km por montanhas recheadas de trilhas. Havia também a opção "Short Mision" com 40 quilômetros de extensão e muita montanha igualmente. Iniciamos a missão no centro da Passa Quatro, cidade do sul de Minas Gerais bem coladinha àquelas belas montanhas. De lá seguimos por estrada de terra, turma dos 40 e dos 80 misturados até o primeiro ponto de apoio, o Refúgio Serra Fina. Apoio modo de dizer. Tinha umas torneiras por lá e só. Esse é o espírito "misionero". A prova exige auto-suficiência e muito conhecimento de suas necessidades. Para quem é pangaré como eu e esperava fechar a prova entre 20 e 24 horas, dá para imaginar o peso que carregava na mochila? Comidas, água, agasalho, segunda-pele, kit de primeiros socorros... Enfim, muito mais do que o normalmente levado conosco mesmo nas andanças mais duras da serra do mar paranaense.

Muito mais que trail running foi o que tivemos quando a estrada acabou mais adiante e entramos nas trilhas da Serra Fina. Ali entramos na montanha de fato, subindo por trilhas técnicas e íngremes. Em um trecho de crista um pouco mais plano, uma suave corridinha naqueles campos de altitude. A primeira meta era chegar ao alto do Capim Amarelo, montanha com mais de 2.400 metros de altitude. Objetivo alcançado com sobras de energia e dentro da meta proposta de tempo de percurso, hora de encarar o sobe e desce que levaria à Pedra da Mina, coisa de umas 3 ou 4 horas. Belíssimo trecho! Ali continuei aplicando a estratégia alimentar para não me faltarem forças: paradas de 5 minutos para comer a cada 55 de trekking/corrida. Havia preparado e levado comigo 23 kits de alimentação, com 300 calorias em média cada um. Tentei variar o máximo possível seus conteúdos, incluindo alimentos díspares entre si como biscoitos recheados, tâmaras secas, amêndoas salgadas, pão sírio, biscoitos salgados, melado de cana e entre outras cositas naturebas também.



A questão da reposição de água não chegou a ser um problema como eu imaginava. Sempre mantive comigo um bom estoque entre os pontos disponíveis para reabastecimento. Em um deles cheguei pouco antes do anoitecer, já na base da Pedra da Mina. Ali me alimentei e me protegi contra o vento que se anunciava, bem como o frio das altitudes sobre a cota 2.500 onde entrava agora. Caiu a noite, lanterna acesa e fortes ventos me levaram ao cume da Pedra da Mina. Uma pena ter passar ali tão rapidamente. Não era possível permanecer com segurança no cume sem abrigo. Hora de encarar a descida rumo à Fazenda Paiolinho, mais de 1.000 metros abaixo, já nas amenas temperaturas noturnas dos vales mineiros nesta época do ano. Descida forte e técnica, ali pela metade encontrei os amigos de Curitiba, Daniel Júnior e Giovanni Zem, o Gigio. Descemos um tempo juntos, parei para comer e eles seguiram. Alcancei-os novamente e desembestei rumo ao PC (Posto de Controle) seguinte. Na verdade, tratou-se de mais que um simples PC. Tinha staffs atenciosos, cadeiras, chá quente e sopa!



Ali, por volta dos 1.800 de altitude, continuaríamos a descer, já com alta escuridão, por estrada de terra até aproximadamente 900 metros sobre o nível do mar, ou seja, praticamente a altura da largada. Foi uma longa jornada, coisa de uns 14 quilômetros com a companhia do Daniel. No fim das contas esta companhia foi fundamental. Apoio moral na hora que o espírito fraquejava. Assim seguimos, um motivando o outro, com longas conversas quando o ritmo de prova diminuía. Chegamos, então ao PC que se mostraria decisivo para a maioria dos atletas. Lá estava Naval Freitas, grande campeão de corridas de montanha aqui no Brasil, dando todo o suporte e motivação necessária para prosseguirmos na prova.



Nesta altura do campeonato estávamos acompanhados do Sílvio, da cidade de Londrina, e de outro atleta que não recordo o nome, de Niterói-RJ. Seguimos juntos e aos poucos nos dispersamos, exceção do sempre presente Daniel. Alguns quilômetros por trilhas e em seguida começamos a subir por uma estrada de terra rumo à base do Tijuco Preto, último cume da prova.



Já estávamos no meio da madrugada quando adentramos à trilha que levaria ao ponto alto do trecho, por volta dos 2.400 metros. Quanta subida! E subida dura, travada, trilha bem fechada na mata. No entanto, com o dia clareando, atingimos o cume do Tijuco Preto. O dia clareava cedo, pouco depois das cinco da manhã, passamos pelo PC e literalmente despencamos morro abaixo, para o Refúgio Serra Fina por uma trilha ainda mais acidentada, inclusive equipada com cordas. O cansaço não nos permitia mais correr nas descidas, poderia ser perigoso. Passamos uma noite inteira sob intenso esforço e com restrição de sono, ou seja, a coisa toda funcionava meio que no piloto automático.

E assim, pouco antes das sete da manhã chegamos neste último PC, descansando e nos alimentando por uns poucos minutos antes de partir pela mesma estrada que havíamos passado no dia anterior, agora rumo à linha de chegada, em Passa Quatro.



Curiosamente ainda conseguíamos correr uns trechos, apesar de todo o cansaço e do calor que já se fazia presente mesmo naquele horário tão cedo. Entramos na cidade pouco antes das nove da manhã, em um trote mixuruca mas determinado. Havíamos completado a ultramaratona em trilha mais difícil do país, certamente uma 80K das mais duras em qualquer parte do planeta.

Com 21h57min eu e Daniel Júnior cruzamos a chegada apenas para descobrir que o que vale mesmo é desfrutar o caminho até ela. A medalha e o orgulho de ter finalizado um desafio como esse são muito pouco importantes comparado com os momentos vividos naquelas montanhas.




Estar nas montanhas pelas montanhas e não pelas glórias. Estas são passageiras, elas são eternas. E preciso delas para manter-me saudável.

Tudo que vivi naqueles dias com a companhia dos amigos,  das pessoas que conheci e com aquelas montanhas todas ao meu redor e também pulsando nas minhas veias, certamente qualquer eventual dúvida que eu pudesse ter sobre dedicar minha vida às montanhas, foi por água abaixo.

Teria muito mais para escrever mas não quero tornar-me ainda mais enfadonho. Escrevo este texto semanas depois do evento, por pura falta de tempo. Tempo este que, no fim das contas, não nos falta, mas sim nos exige fazer escolhas. E assim, prometo escrever em breve sobre minha participação na APTR Paraíba do Sul que rolou no final de semana passado.

Grande abraço!

George Volpão e o Trail Running no Brasil. Literalmente.

Salve!

Essa é a real. Agora estou "dependente" do Trail Running, da Corrida de Montanha. Dia 23 de setembro acertei minha saída do cargo de Coordenador de e-Commerce da Jamur Bikes, onde trabalhei por três anos e dois meses. O trabalho paralelo na promoção do meu esporte favorito demandava mais atenção e havia chegado a hora de fazer escolhas.

Fiz a minha. Agora, além de curtir a vida nas trilhas, preciso pagar as contas com o que faço nelas, por elas e com elas. As fontes de rendas são diversas, desde publicidade pura e simples vindas do site onde sou editor, o www.trailrunningbrasil.com; a realização de training camps como o que rolou em julho; a criação de sites para empresas do ramo esportivo; a prestação de serviços à TRC Brasil (organizador de eventos de corridas de montanha) e minha atuação como manager e atleta da Território Mountain Team. Multitasking, como diria uma amiga.

Isso me traz uma felicidade sem fim! Uma primeira atuação foi minha participação na Maratona Ecocross em Brasília, a convite dos organizadores. Pude viajar tranquilo, sem paranóias de horários fixos e contando com a ajuda e colaboração de amigos, principalmente da amiga Michelle Mendonça que me recebeu super bem na Capital Federal, desde minha chegada no aeroporto até o apoio fundamental na prova.

Hospedei-me no Hostel 7, um empreendimento interessantíssimo e estrategicamente localizado, de fácil acesso, na Asa Norte. É, definitivamente, uma das maneiras favoritas de me hospedar nas cidades, pois permite travar um contato maior com pessoas que também amam viajar e também economizar uns trocados.

As incríveis cores do Planalto Central.

Nesta prova, pude realizar sonho antigo de correr no Cerrado Brasileiro, um dos biomas mais ameaçados do país. Trilhas deliciosas, forte calor e um cenário trail runner em ascensão proporcionaram uma ótima experiência. A lamentar, apenas a falta de atenção da organização da prova no respeito à hidratação e a falha na marcação de meu tempo de prova. Sobre ela, aliás, deixo aqui a publicação do já citado TrailRunning BRASILhttp://www.trailrunningbrasil.com/2013/10/maratona-ecocross-brasilia-como-foi.html
Obrigadíssimo Michelle!

Em outubro, tenho bons desafios: Além de ter concluído com sucesso a Corrida da Graciosa no domingo passado, tenho a Half Mision Serra Fina (ainda não sei se correrei os 40 ou os 80 km) e a AP Trail Run Paraíba do Sul, onde farei os 25 Km em prova organizada pelo amigo Adevan Pereira.

Correndo no Cerrado. A dream come true!
Aliás a Corrida da Graciosa foi ótima para ganhar confiança. 20 km em 1h46'03", com 950 metros de desnível positivo. Isso garantiu um 59º lugar entre mais de 700 atletas na geral. Em uma corrida de asfalto, desempenho assim é absoluta novidade. É uma prova que precisava fazer, já que ano passado a coisa foi feia por lá.

Da mesma forma, sigo atuando como prestador de serviços de comunicação da TRC Brasil.

Segue a correria. Na quinta-feira sigo com alguns amigos para o sul de Minas. Vale acompanhar via facebook, a rede social que proporciona notícias interessantes (nem sempre) em tempo real.


Corrida da Graciosa 2013.


Valeu, beijos e abraços!

Circuito Paranaense de Corridas em Montanha (!) 3ª etapa 2013

Olá!

Quem aí leu meu post sobre a segunda etapa deste mesmo circuito?

Tinha um ponto de interrogação após a palavra montanha do título, lembram?


Naquele post não fiz exatamente uma crítica, mas sim uma constatação de que a prova teve pouca dificuldade técnica. Poucas trilhas, desnível acumulado apenas razoável e muita estrada de terra. Falei o que senti. Comentei inclusive que a prova esteve bem organizada e que tudo funcionou nos conformes. Ficou apenas um vaziozinho no meu espírito perrengueiro.

Para a 3ª etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha que rolou neste domingo 08 de setembro em Campina Grande do Sul tive todos os meus anseios atendidos. Eu e mais quase duas centenas de malucos por montanha. Muitos deles certamente não imaginavam que iriam penar para apenas completar uma corrida em montanha com 12 quilômetros (anunciados). Tanto que o título do post veio com ponto de exclamação!

A largada foi as 9 da manhã no Posto Alpino I, às margens da BR 116 sentido São Paulo e logo encaramos 3,3km de estradão cimentado com inclinação absurda, beirando os 15 ou 16%. A seguir, veio uma trilha absolutamente deliciosa de correr. E pra deixar a "roubada" completa: sol forte na cabeça e trechos de campo de altitude (infelizmente ainda se recuperando de uma recente queimada) sem nenhuma trilha. Era seguir as fitas do percurso e boa. Incontáveis e exigentes trechos técnicos com lama, pedras soltas, cruzos de água e barrancos de fazer tremer os mais inexperientes. Tudo isso bateu numa prova com 11,4km (no meu relógio) e 800 metros de desnível positivo. Ou seja, pura montanha.

Muitos talvez não apreciem provas com esse nível de dificuldade. Porém, só ouvi elogios por lá. Parece que o boom do trail running tem colocado na cabeça das pessoas aquilo que sempre acreditei: quanto pior, melhor! Quanto mais desnível, quanto mais trilha - ou mesmo a ausência dela, quanto mais perrengue, mais conectados com a montanha estamos.

Importante comentar também a questão da hidratação. Sim, ainda haviam copos de água, mas em um posto de hidratação único, onde passávamos no quilômetro 3 e no 8, aproximadamente. Era proibido entrar na trilha com copos de água. Aos poucos, organizadores e atletas vão trabalhando nesta questão, visando o fim dos copos descartáveis nas provas e fortalecendo o aspecto autossuficiência do atleta.

E no fim das contas, ainda belisquei um pódio na faixa etária Masculino 35-39 anos, com um segundo lugar. Mais que ir pro pódio, meu desempenho me deixou contente por ter fechado isso tudo em 1h22min e em 14° lugar na geral. Quem for atento, irá notar que já fiz este tempo na primeira etapa, que rolou em São Luiz do Purunã mas é muito mais fácil tecnicamente falando, contando com "apenas" 450 metros de desnível positivo. Ou seja, evolução!

Meu muito obrigado à Território Mountain pela oportunidade de representá-los por lá, à minha esposa Ana Barbara que lá esteve fotografando, dando apoio e fazendo sua caminhada de montanha naquele lindo domingo de sol e a todos aqueles que apreciam a vida nas montanhas. Aos muitos amigos que encontrei lá, um forte abraço. Àqueles que não estavam, favor aparecer na próxima (risos), não irão se arrepender!

Parabéns ao organizador Naventura Eventos que montou uma prova de montanha de muita qualidade, aos atletas que encarar a parada toda com muita vontade e a todos aqueles que de alguma forma apoiaram essa realização.

Abaixo, algumas imagens.

Abraços!

Km 3. Foto: Barbara Volpão.
Subindo nos campos. Foto: Tatiane Caroline Burda.
Despencando nos campos: Foto: Tatiane Caroline Burda.
Despencando no concreto. Foto: Melissa Bueno.



Pós prova com a Ana Barbara e a Ana Bunick. Foto: Ana Bunick.

Os hospitaleiros e queridos amigos da MTS Performance. Foto: Daniella Cerdeiro.

Um raro podio para o Volpão. Foto: Barbara Volpão.



É Hora do Mergulho (parte I)

Olá, bom dia.

Hoje é sexta-feira, dia que a maioria das pessoas já começa a sonhar ainda na segunda-feira. Como dizia minha amiga Carol Emboava, se a coisa chegou a esse ponto, melhor parar de atualizar o status no facebook e começar a cuidar do seu currículo.

Navegando hoje na internet, curiosamente em um dos dias mais decisivos da minha vida até hoje (vocês saberão porque no próximo post), me deparei com o texto abaixo escrito pelo cartunista Bill Watterson. Na verdade é a transcrição de um discurso dele em uma palestra ou coisa do gênero. Aqui a fonte onde obtive: http://papodehomem.com.br/bill-waterson-conselho-de-um-cartunista/ .

Apreciem o texto e a tirinha abaixo e bom final de semana, mates!

"Se quiser descobrir o quanto você realmente é desinteressante, arranje um emprego no qual a qualidade e frequência dos seus pensamentos determinam o seu sustento.

Eu descobri que o único jeito de me manter escrevendo todos os dias, ano após ano, é deixar minha mente passear por novos territórios. Para isso, eu tive de cultivar um tipo de ludicidade mental.”

Por anos eu não tive nada além de cartas de rejeição e fui obrigado a aceitar um emprego de verdade.

Um emprego DE VERDADE é um emprego que você odeia.

Eu desenhava anúncios de carros e de supermercados no porão sem janelas de uma loja de conveniência. Eu odiei cada um dos 4,5 milhões de minutos que trabalhei lá.

Meus companheiros de prisão no trabalho se preocupavam basicamente em bater o ponto no exato segundo no qual eles poderiam ganhar mais 20 centavos sem fazer nada por isso… foi um grande choque ver quão vazia e robótica a vida pode ser quando você não se importa com o que está fazendo e a única razão pela qual está lá é para pagar as contas.”

“Vocês vão descobrir seus próprios problemas éticos em todas as partes das suas vidas, tanto pessoais quanto profissionais. Todos temos diferentes desejos e necessidades, mas se não descobrirmos o que queremos de nós mesmos e pelo que nós levantamos, vamos viver passivamente e não realizados.

Mais cedo ou mais tarde, seremos chamados a nos comprometermos com as coisas que nos importamos.

Nós nos definimos por nossas ações.

Com cada decisão, dizemos a nós mesmos e ao mundo quem nós somos. Pensem sobre o que vocês querem desse vida e reconheçam que há muitos tipos de sucesso.”


Férias - Não era bem assim

Oi oi!

Não era mesmo. Afinal, férias são férias. Ou deveriam ser. Ou sei lá.

No fim das contas, entrei em férias do meu trabalho como coordenador de e-commerce na Jamur Bikes no dia 10 de agosto e até o momento vivi dias incríveis. Não com viagens mirabolantes ou atividades de tirar o fôlego. Mas sim com muita ação, com mão na massa, com contatos importantes em busca da minha realização como ser humano.


Estive em Bombinhas por três dias, para correr pela quinta vez a K42 Bombinhas Adventure Marathon. É o ponto onde parei de contar quantas maratonas eu fiz por aí. Mas é, principalmente o ponto onde minha vida começou mesmo a mudar. Em 2009, na primeira edição da prova, fui convidado a participar pelos organizadores em uma base de confiança no projeto de cada um. Em 2013, cinco edições depois, cada um está colhendo os frutos que lhe cabem. A prova foi um absoluto sucesso entre os corredores que lá estavam e para a cidade como um todo que abraçou o evento. Para mim, além de concluir com melhores condições físicas se comparado ao ano passado, esta oportunidade serviu principalmente para definitivamente me encaminhar de fato, de corpo e de alma para A Vida nas Montanhas. Título deste blog. Meu relato sobre a prova eu publiquei aqui: http://goo.gl/jkFcg2

Atuando como Atleta, Coordenador Técnico e Manager da Território Mountain Shop, no Departamento de Comunicação da TRC Brasil (organizadora de eventos), como Editor do TrailRunning BRASIL e ministrando os Training Camps com o Trail Labs eu sou verdadeiramente feliz.

Compartilhar dos meus pensamentos com pessoas incríveis que convivi nestes dias em Curitiba e em Bombinhas como Juan Carlos Asef, Gabriela Espírito Santo, Manuel Lago, Rosália Camargo, André Guarischi, Adevan Pereira, Daniel Meyer, José Virgínio de Morais, Daniel Júnior, Luciano Borghetti, Titai Moraes, Santi Asef, Harry Thomas Jr, Patrícia Fontana, Raphael Bonatto, Ricardo Tourinho, minha esposa Ana Barbara Volpão e outros amigos mais, foi muito libertador e, principalmente, encorajador.

Peito aberto, sol na cara e partiu trail running soul!


Pré-Férias

Caraleo, velho...

Já tem quase um mês que não escrevo aqui. É esse tal de facebook que toma nosso tempo. As ideias vem e quando menos penso, já coloco por lá.. Peço desculpas àqueles que não acessam esta rede social. Agora tem um tal de Instagram também, onde rolam umas fotos bacanas e tenho curtido postar os meus olhares com filtros eletrônicos do dito aplicativo.

No fim das contas é uma pena. Conteúdo digital de verdade é aquele que a gente deixa por aqui, onde os Pandas e Penguins do Google conseguem dar uma lida rápida e compartilhar para o mundo todo pelo seu site de biscas. Nas redes sociais a informação fica presa lá.

Hei de dar mais atenção por aqui. Uma mostra disso é deixar, pelo menos, pequeno relato e imagens do que aprontei nessa ausência de quase um mês:

- Cobertura em tempo real da Maratona dos Perdidos para a TRC Brasil, meus parceiros. Aliás, escrevo de novo sobre isso aqui, dois pontos (:). Não sou da TRC, não sou sócio, não sou nada mais que um parceiro. Não até a data de hoje. Se algo do gênero vier a acontecer, informarei por aqui, com certeza. Muita gente acaba confundindo, pois uso a camiseta, estou sempre nas provas, nas fotos e bla-bla-bla. Sou muito amigo dos meninos Bonatto e Tourinho mas a ligação com a empresa TRC Brasil é puramente de parceria, o que já me agrada e envaidece bastante. Afinal, são os melhores do Paraná no ramo!

- Rodagem sob temperaturas negativas ou sob sol escaldante. Assim é o clima no mês de julho no Paraná.

- Treino noturno no Morro dos Perdidos em plena segunda-feira, dez da noite. Eu e novos e velhos amigos partimos para a montanha em busca das neves paranaenses. Não teve a tal neve, mas teve um ótimo treino e muito calor humano, parceria e confraternização, coisa linda que o esporte faz conosco.

- Treino matador de quase cinco horas em uma das mais belas regiões da Serra do Mar, como primeira parte do planejamento de circuito da próxima competição a ser organizada pela TRC Brasil. Mais além, libero infos e betas do local.

- Pedal com a esposa sob chuva na mais bela capital do país, a amada Curitiba. Fazia tempo que buscava algo assim, regenerativo de corpo e de alma.

Beijos e abraços e toca pra K42 Bombinhas!






Site Pessoal George Volpão

Olá amigos leitores do blog.

Este espaço permanecerá e através dele que farei as atualizações pertinentes a tudo que tenho produzido e desenvolvido. Seja nos treinos, nas provas, nos Camps, nas viagens, enfim, tudo.

Mas precisava de um espaço um pouco mais profissional para divulgar aquilo que faço, aquilo que sou. Por isso, está no ar o site pessoal: www.georgevolpao.com.br

Aqui tenho um blog e lá no site, você também terá acesso ao "A Vida nas Montanhas". O trabalho é longo e a meta é ousada. Não falo de competições a concluir nem de cumes de montanhas a serem galgadas. Falo de não ansiar pelo final de semana e de não se desesperar porque amanhã é segunda.  Falo de realização pessoal. De viver mais com menos. Falo de um dia é preciso parar de sonhar sonhar e, de algum modo, partir, como dizia Amyr Klink, meu inspirador maior desde os 7 anos de idade.

É isso, turma, parti, definitivamente. Caminho sem volta e sem linha de chegada. Porque o melhor de tudo isso é a viagem.

Um grande abraço e obrigado pelo carinho de todos.

Arte visual produzida por um dos parceiros meus para o lançamento do site. Obrigado Deuter, Território Mountain e TRC Brasil.

Avaliação Hi-Tech V-Lite Infinity HPI

Buenas! 

Mais uma avaliação saindo nas bancas de revistas. Desta vez, o produto avaliado para a Revista Sport Life edição 140 de julho de 2013 é o tênis para corrida em trilha Hi-Tech V-Lite Infinity HPI.

Como primeira impressão, gostei bastante do produto. Calçou legal, funcionou ok nas trilhas, desde que estejam secas... Enfim, para maiores informações a edição já está nas bancas a partir de 01 de julho, ok?

Grande abraço!


E na falta do que falar, não fale!

Deve ser bem por aí não é?

Vejo um caminho longo e bastante tortuoso uma The Long and Widing Road. Tem quase um mês que não me motivava a escrever no blog. Uma rápida passada nas estatísticas de visitas e leituras deste espaço é fácil ver que quanto mais pop o assunto, maior o número de visitas obviamente. Quando falo das bobagens, obscenidades, projetos malucos e coisas mais pessoais,o interesse despenca. Curioso é que meu texto mais visitado é justamente aquele trato de um produto que desprezo, o Nike Free Run 3.0. Nem tanto pelo calçado, mas pela jogada toda de marketing em cima do lance: sensação de correr de pés descalços. Repito: quem quer sensação de pés descalços, corre descalço, não de tênis, não é mesmo? Será que já fui mais "útil"? Já fui mais político, já dei mais sorrisos e já fiz mais pessoas felizes com o que eu escrevia? Ora, bolas! A vida é eterna mudança e como andar de bike: se parar, você cai.

Deixando o passado para trás, posso dizer que os ventos do segundo semestre que se avizinha prometem ser bem favoráveis. Meu joelho anda reclamando e até fiz fisioterapia, creia. Em três sessões senti mais dores que antes. Não decidi o que fazer. Sempre que segui meus instintos eu me dei bem. Sempre. Mas como ele ainda não disse nada, neste primeiro final de semana de inverno eu estou escrevendo e não correndo 30 km como eu gostaria.

A vida nas montanhas anda um pouco na teoria. Porque para viver nas montanhas, não basta apenas ir lá, fazer fotinhos, ter ideias para novos causos e pronto. É necessário um mínimo de planejamento, algo que nunca foi meu forte.

E assim, vou tentando colocar como limite a data de 1 de julho, começo "oficial" do segundo semestre para, com as ideias já em ordem, eu possa colher tudo aqui que plantei nestes meses anteriores.

Abaixo a imagem mais representativa do mês de junho. Reunião com os amigos Raphael Bonatto e Ricardo Tourinho, ajudando a traçar o futuro do Trail Running no Brasil. Foi um mês de muitas reuniões, propostas, definições e metas. Agora, mãos à obra, cabeça nas montanhas e pés nas trilhas.

Abraços.


Maio no Final

Buenas!

Foram em torno de 150 km e uns 3.000 metros de desnível positivo acumulado neste maio. Uma porcaria diante daquilo que eu gostaria e deveria fazer, mas uma beleza diante das condições locais e das possibilidades. Teve lugares lugares belíssimos, boas companhias, treinos solitários em madrugadas gélidas, domingos de sol e céu azul, montanhas de 1.800 metros, visibilidade de 2 metros com neblina e escuridão das seis da manhã de uma quinta-feira, competição, parcerias e objetivos traçados.

Que mês.

Por vir:

Maratona dos Perdidos, K42 Bombinhas, Travessia Lapinha-Tabuleiro em um tiro e Half Mision Brasil.

Valeu!












Próxima Parada: Maratona dos Perdidos

Bah, eu já corri um bocado neste 2013. Curiosamente, este ano eu tinha decidido comigo mesmo não competir mais, estando a fim somente de fazer minha 5ª Bombinhas Adventure Marathon. Tratei disso em três posts entre o final de 2012 e início de 2013, a saber: Travessias, Descendo Lá do Alto e Homem de Fases.

Para mim foi uma puta cuspida para cima. Acabei sendo novamente envolvido pela paixão e tara irresistível de percorrer trilhas de maneira rápida, leve e suave. Bem, eu gosmo MESMO de fazer isso. Estamos ainda em maio e já pude correr duas provas de montanha de 21 Km e outras duas com 12 Km. A Território Mountain me chamou para a equipe de corredores de montanha, a desanimação com o Trail Running Brasil virou mega empolgação com o Trail Labs e já tive oportunidade de fazer uma bela correria na Serra do Ibitiraquire, subindo o Morro Caratuva aceleradamente.

Tudo isso conspirando a favor de manter-me ainda mais motivado. E ainda tem por acontecer aquela que promete ser a mais desafiadora maratona de montanha do Brasil, no dia 20 de Julho aqui na Serra do Mar paranaense: Maratona Internacional dos Perdidos. Bah, não tem como perder. Por ser realizada um mês antes da K42 Bombinhas, será uma ótima oportunidade de estar na montanha fazendo o que mais gosto: morro acima, morro abaixo, para chegar 4 semanas depois voando nas praias catarinenses.

Então, vamos rodando pelas estradas rurais e trilhas de Colombo e Campina Grande do Sul, com o olho nesta prova, que certamente será uma ótima experiência em provas do gênero e reforçará ainda mais a armadura para as outras "paradas" do ano, ainda por serem definidas. 

Partiu Perdidos!

Abraços.



Circuito Paranaense de Corridas em Montanha (?) 2ª etapa 2013

É. O ponto de interrogação é proposital. Afinal o que é montanha? O que é corrida? O que é Corrida em Montanha? Eu já não sei mais nada, tampouco quero dizer o que é ou o que não é. Isso tudo é muito polêmico, desperta paixões, ironias, críticas, egos e outros sentimentos pouco construtivos.

O Morro da Palha, local da competição deste final de semana passado, tem este nome não por acaso. Não é um Pico da Palha. Seria, então, uma Corrida em Morro e não uma Corrida em Montanha? Mas que saco essas tentativas de definição, não é mesmo?

Aqui na região de Curitiba, a segunda etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha foi realizada no município de Campo Magro no já consagrado Morro da Palha, local onde eu já havia estado para uma duríssima competição com 21 km em 2007. Uma pena que aquela dificuldade e beleza que observamos seis anos atrás passou longe da corrida deste sábado passado. Ok, havia a subida do Morro da Palha, mas por estrada de terra íngreme onde, mesmo com minha condição pangaré, pude trotar "montanha" acima.

Havia pouca dificuldade técnica, alguma dificuldade física (desnível considerável) e ótima organização, como já é padrão da Naventura. Entendo o trabalho deles como o de promoção da modalidade, planejando e executando percursos não tão difíceis como aqueles já realizados, a fim de trazer mais gente para o esporte. Ok, acho válido. Mas não é meu tipo de prova favorita. Por isso mesmo, não consegui me soltar muito, andando sempre com o pé no freio, pensando no longão muito mais divertido do dia seguinte nos matos de Colombo e Campina Grande do Sul.

A melhor parte do evento todo foi poder encontrar os amigos e estar com os colegas da equipe Território Mountain/TRC Brasil da qual faço parte e marcaram presença no pódio (exceto eu, é claro). A companhia da esposa Ana Barbara igualmente me fez o dia especial e pudemos correr um trecho da prova juntos também.

Saldo Final - Um pouco amargo

A sensação que fica é que ocorre uma busca dos fins certos pelos meios errados. Promove-se saúde, contato com a natureza, camaradagem, desafio e respeito pelo próximo. O fim certo. Nem sempre é isso que tenho observado. Algumas embalagens de gel descartadas na trilha por alguém que não consegue sobreviver sem consumir artificialidades em apenas uma hora e pouco de atividade. Gel é para depois de duas horas de atividade, pelo menos eu achava que era, além da embalagem não degradar sozinha, por mágica... Uma larga estrada de terra morro acima e atleta pedindo licença para o atleta da frente, porque talvez fosse muito difícil o próprio dar um passinho pro lado e continuar com seu ritmo mais veloz. Pessoas absolutamente desconhecedoras do que significam 700 ou 800 metros de desnível total em uma corrida e reclamando que tinha muita subida - estava nas informações pré-prova. Ou que estava muito quente - a largada era às 15:00 e era sabido, obviamente, por todos.

O crescimento das corridas em montanha do nosso país tem vindo acompanhado da cultura imediatista das glórias passageiras em redes sociais e da competitividade do mundo moderno que é muito, mas muito diferente da paz e respeito que as montanhas oferecem. Faço questão de trabalhar isso, buscando o caminho do meio, interpretando de maneira coerente a citação de um dos maiores mestres do montanhismo mundial, o russo Anatoli Boukreev:

"Montanhas não são estádios onde eu satisfaço a minha ambição, são as catedrais onde eu pratico a minha religião"

Abraços.




Com carinho é mais gostoso! Pre-prova.

Pós-treino longo da semana. Solitário, tranquilo e na medida.