Ultra Trail du Mont Blanc - Final Report

Bons dias!

Chegou ao final uma das grandes ultramaratonas do mundo. A sétima edição da The North Face Ultra Trail du Mont Blanc rolou neste fim de semana fazendo parte na verdade de um grande evento: 3 países (França, Itália e Suiça), 1600 voluntários, um total de 5.600 participantes, forte cobertura da mídia e um orçamento estimado de 1,3 milhões de euros.

Depois da incrível vitória no ano anterior do jovem Kilian Jornet(Salomon), 21, em cima do italiano bicampeão Marco Olmo, 61, o espanhol era o grande favorito para completar os 166 Km da prova principal à frente de todos. Ele provou estar em grande forma este ano, após uma série de vitórias nas corridas da World Skyrunning Series, e a quebra do recorde da GR20 na Ilha de Córsega. Porém nesta edição havia muitos pretendentes ao título da UTMB: Marco Olmo havia abandonado a Western States 100 milhas mas havia corrido outras boas provas este ano. Scott Jurek iria encarar os Alpes mais uma vez após não completar também a Western States. Segundo colocado em 2008, Dawa Sherpa era apontado por Kilian como um dos favoritos. Assim como Vincent Delabarre (vencedor de 2004) e Samuel Bonaudo. O japonês Tsuyochi Kaburaki era outro candidato para o pódio bem como muitos outros como Sébastien Chaigneau, Mohamed Ahansal ou Julien Chorier. Pelo lado feminino, as apostas iam para a britânica Elizabeth Hawker (vencedora em 2005 e 2008), Kristin Moehl (que viunha de uma grande temporada) ou Monica Aguillera (recuperada de uma lesão no joelho).

A prova principal teve sua largada às 18:30 da sexta-feira, com 2.300 corredores tendo o tempo limite de 46 horas para completar os 166 Km da prova. Os líderes seguiram juntos em um pequeno grupo de seis atletas até o primeiro checkpoint, mas por volta do Km 15 Jornet e o italiano Silvano Fedel (vencedor da TransAlpineRun 2008) se adiantaram. Quinze minutos atrás deles vinham Jurek, Csaba e Delabarre. Primeiras baixas: Olmo e Sherpa abandonaram e não seguiram além do checkpoint em Contamine (Km 30). "Eu não tinha mais forças, nem nos meus braços, nem nas minhas pernas. Eu me sentia vazio e não fazia sentido correr nestas condições", disse o nepalês, apresentando sintomas de uma fase inicial de anemia.

Jornet aumentou sua vantagem logo após La Croix du Bonhomme, abrindo 17 minutos para Jurek que havia ultrapassado Fedel em um bom passo. Um grupo de atletas vinha na perseguição (Csaba, Heras, Chaigneau, Chorier, Delabarre) menos de 30 minutos atrás.

No feminino Moehl persegui Hawker e diminuía a diferença a cada passagem dos checkpoints. A subida para o Col de la Seigne (Km 60) cobrou seu preço para Jurek, Fedel e alguns outros. Mas Jornet e Kaburaki (que alcançava o quarto lugar até então) ignoraram e seguiram em frente em bom ritmo.

E com a chegada da noite as dificuldades só aumentaram. Orientar-se em um ambiente de montanha não é uma tarefa fácil, nem mesmo em um evento organizado. A chuva e a neblina tornaram tudo mais difícil para os atletas, mesmo aqueles que lideravam. Logo no começo desses trechos, Scott Jurek tomou um caminho errado e acabou caindo para oitavo lugar. Monica Aguilera teve um prejuízo de 40 minutos ao perder-se sob uma neblina densa na região do Bonhomme. O mesmo rolou com Elizabeth Hawker que perdeu-se várias vezes e acabou cendendo o primeiro lugar para Kris Moehl. Kaburaki também perdeu tempo na neblina próximo à cidade italiana de Courmayeur. Na verdade pouco foram os que não erraram o caminho em algum ponto da prova.

Quando chegou a manhã Kilian liderava com folga. Chorier estava a 30 minutos e Chagneau a 45. Jurek era o quarto, Delabarre abandonara, e no feminino Moehl dropara Hawker definitivamente, ocupando a 21ª posição geral.

Com 140 km de prova, Jornet continuava forte e aumentava a sua vantagem, abrindo uma hora para o segundo colocado. A briga então passou a ser por esta posição. Chagneau, Kaburaki e o alemão Uli Calmbach vinham fortes e estre eles havia apenas 15 minutos de diferença. O francês Lionel Trivel e o japonês Minehero Yokohana vinham fortes e Jurek caía para a oitava posição.

Finalmente às 16:03 do sábado, Kilian Jornet cruzou a linha de chegada em Chamonix. 21h33min18seg foi seu tempo, 30 minutos mais lento que no anterior. Assim comprovou que atualmente é o corredor de montanha mais forte da atualidade. Uma hora mais tarde chegaram Chagneau e Kaburaki para completar o pódio.

A vitória de Kilian pode ter parecido fácil, mas foi longe disso. "Eu tive que lutar do começo ao fim, não foi um rolê tranquilo pela natureza" disse o espanhol da Cataluña. "Nós começamos rápidos, puxados pelo Sherpa, Delabarre e um pequeno grupo de 5, inclusive Scott Jurek. estava duro manter esse ritmo. O tempo gelado no Grand Col du Ferret realmente complicou. Tivemos que ficar atentos quanto à hidratação e reposição alimentar sob condições tão severas".

Moehl terminaria sua sexta participação na UTMB obtendo uma boa boa vitória em cima de Liz Hawker. 24h56min01seg e 11º lugar na geral entre todos os atletas."Uma das melhores corridas da mina vida!", disse a corredora do Oregon, EUA, após cruzar a linha de chegada."Persegui a UTMB por seis anos. Foi uma corrida dura, muito diferente da minha primeira vez. Ter Hawker ao meu lado por algum tempo ajudou a me manter focada na trilha e em como meu corpo respondia."

O top-ten foi completado pelos alemães Calmbach(4) e Hohenadler(10), os japoneses Yokohama(6) e Yamamoto(8), os franceses Trivel(5) e Giraud-Sauveur(9) e o húngaro Csaba(7). Jurek fechou em 19º. Monica Agullera goi a terceira entre as mulheres e Zimmerman, Rousset, Ehanno, a brasileira Cristina de Carvalho, Olasagasti, Mase and Gruffaz fecharam o top-ten feminino deste ano.

Este texto foi traduzido e adaptado de matéria publicada em www.trailrunningsoul.com.

Abraços.

Notícias pós-prova da UTMB - Ultra Trail du Mont Blanc 2009

Salve corredores e entusiastas!
Com as primeiras colocações já definidas é hora das considerações a respeito do desempenho dos brasileiros nesta incrível competição.
Na prova principal de 166Km, aquela que dá uma volta completa no maciço do Mont Blanc, Cristina de Carvalho faturou a sétima posição na geral feminino e foi campeã de sua faixa etária Fem. 40-49. Ela fechou com o tempo de 33 horas e 23 minutos, mesmo tendo problemas no final da prova quando errou uma bifurcação que lhe custou duas horas até voltar ao ponto correto e continuar na prova. E o pior de tudo foi que esse erro lhe custou uma descida (e consequente subida para voltar) de 1.000 metros de desnível.
O segundo melhor brasileiro foi Tani Oreggia, que fechou em 37 horas e 11 minutos. Os outros brasileiros que completaram a prova foram Vera Gillaux (39h35min) e Caco Alzugaray (40h23min).
Em outra prova do evento, a igualmente dura Sur les Traces des Ducs du Savoie, que contou com 106 Km de trilhas percorridas entre Courmayeur na Itália e Chamonix na França, tivemos Brasil no alto do pódio. Fernada Maciel faturou na geral feminino com o tempo de 17 horas e 17 minutos. Um resultado fantástico dada a dificuldade da prova e ao alto nível dos atletas participantes. Vale lembrar que metade dos que largaram nesta prova não chegaram ao final, tamanha a dureza do percurso.
Outros brasileiros tabém completaram bem essa prova, são eles: Gustavo Albuquerque, Mateus Gil e João Bellini Jr, ambos com o mesmo tempo de 22h01min; Sabrina Gobbo e André Iervolino também chegaram juntos, com o tempo de 23h29min.
E aí? quem quer encarar essa? Abraços!


A chegada do espanhol Kilian Jornet, bicampeão da prova de 166 Km da The North Face Ultra Trail du Mont Blanc.

Kilian Jornet é Bi-Campeão da Ultra Trail du Mont Blanc 2009

O espanhol Kilian Jornet, de apenas 21 anos, sagrou-se vencedor pela segunda vez consecutiva da The North Face Ultra Trail du Mont Blanc que rolou nesta sexta e sábado.
Kilian percorreu a distância de 166 Km em que consiste a competição em 21h33min18seg. O segundo colocado na prova foi a francês Sebastien Chaigneau, que chegou pouco mais de uma hora depois de Kilian, com 22h36min45seg.
Na sequência vieram o japonês Tsuyoshi Kaburaki e o alemão Uli Calmbach.
Em breve mais informações e fotos da prova.

Ultra Trail du Mont Blanc (de sexta para sábado)

Salve corredores!

Como já havia escrito em post anterior, acompanhei através do twitter as notícias sobre a UTMB - Ultra Trail du Mont Blanc que teve sua largada nesta sexta-feira, 28 de agosto na cidade francesa de Chamonix. O percurso da prova principal de 166 Km é feito todo por trilhas de montanha e pequenas estradas rurais, contornando o ponto mais alto da Europa Ocidental, o Mont Blanc, com seus 4.810 metros.

A largada da prova foi as 18:20 (horário local), o que significa que os primeiros de montanha são percorridos durante a noite, incluindo aí diversas passagens por cotas acima dos 2.000 metros de altitude. No total a prova de 166 Km conta com um desnível positivo acumulado de aproximadamente 9.400 metros, sendo que os líderes completam esse percurso em torno de pouco mais de 20 horas. Os mais lentos podem demorar até 46 horas, que é o tempo limite da prova. Ou seja: larga na sexta feira final de tarde e só termina no meio da tarde do domingo. Bacana né? Normalmente os trekkers percorrem essa trilha em 7 ou 8 dias.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Tenho acompanhado o que rola na prova através da cobertura oficial da prova, bem como no perfil do Facebook da Salomon Running, de onde obtive algumas fotos que ilustro este texto abaixo.

Durante a noite alpina rolou bastante chuva e vento nos pontos mais altos, dificultando ainda mais as coisas. Mesmo no verão europeu que está rolando, os pontos acima dos 2.000 de altitude são bem gelados, e com chuva os cuidados devem ser redobrados.

O espanhol da Catalunha Kilian Jornet (Salomon - Santiveri), que é o atual fenômeno desse tipo de ultramaratona em trilhas, lidera com certa folga. Ele foi vencedor no ano passado, batendo o recorde do percurso em quase uma hora.

Kilian Jornet liderando a UTMB na manhã deste sábado.


A última atualização que obtive (9:30 horário de Brasília, 14:30 horário local) faltando menos de 20 Km para o final, Jornet estava com 19h06min de prova, em torno de 55 minutos à frente do segundo colocado, o francês Sebastien Chagneau. 

Scott Jurek, norte-americano bi campeão da badalada Badwater e heptacampeão da Western States 100 Miles está em oitavo.

No feminino quem começou liderando foi a britânica Elizabeth Hawker, mas por volta da metade da prova a liderança passou para a norte-americana Kristin Moehl, que já abre 25 minutos de vantagem após percorrer 132 Km.

OS BRASILEIROS

Sim, vários brasileiros estão encarando esta prova. O grande destaque fica por conta de Cristina de Carvalho, que está em sétimo na geral feminino e segundo na faixa etária 40-49 Fem.

Abaixo tem a lista dos brasileiros na prova principal dos 166 Km a UTMB, e quem está na prova de 98 Km, a CCC (Courmayeur-Champx-Chamonix).

UMERO   Sobrenome    Nome          Categoria     País           Patrocinador

UTMB
138           GILLAUX       Jacques       V1 H            BRÉSIL
2102         GILLAUX       Vera            V1 F            BRÉSIL
2770         ALVES           Acacio        SE H            BRÉSIL      JRUN - DRUN
3475         OREGGIA      Tani            SE H            BRÉSIL      THUNDERCATS
3947         ESTEVAM      Andrea        SE F            BRÉSIL
4063         CARVALHO    Cristina       V1 F            BRÉSIL      NUCLEO AVENTURA/ PROJETO MULHER
4064         CAPUTO        Jose            V1 H           BRÉSIL      NUCLEO AVENTURA/ PROJETO MULHER
4069         ALZUGARY    Caco            V1 H           BRÉSIL      NUCLEO AVENTURA BRASIL


CCC 
7665         OLIVEIRA      Paulo          V2 H            BRÉSIL    100 LIMITES
8730         DEL CIELO     Lucio          SE H            BRÉSIL
8876         RAMON         Martin         V1 H            BRÉSIL    THE NORTH FACE

Na segunda feira farei um report completo com o que de mais importante rolou na mais fantástica ultramaratona em montanha do planeta.

Um grande abraço!


Perfil Altimétrico da UTMB


Pontos de apoio e registro com seus respectivos tempos previstos de passagem dos líderes e dos últimos, bem como os tempos de corte.

Acompanhe a UTMB 2009

Salve leitores!

Convido todos vocês para acompanhar as atualizações que estarei postando em meu twitter sobre o que está acontecendo na Ultra Trail du Mont Blanc 2009. Esta competição foi tema de matéria recente por aqui, onde ficou uma sutil demonstração de desejo meu de participar dela no próximo ano. Sempre que eu obtiver novas infos estarei colocando em meu espaço nessa ferramenta incrível que é o twitter.

Acompanhe neste final de semana pelo www.twitter.com/georgevolpao.

Abraços.

Turismo – Córdoba

Buenas!
Em mais um relato das cidades que tive o privilégio de conhecer em minha curta existência vou tratar de Córdoba, localizada bem no centro da Argentina. Córdoba possui uma população em torno dos 1.300.000 habitantes, sendo a segunda mais populosa do país platino. Cidade histórica, uma das mais antigas do país, possui uma longa e preservada história. Nela está localizada a mais antiga universidade do país, a Universidad Nacional de Córdoba, fundada em 1613 pelos jesuítas, responsáveis pela grande quantidade de igrejas que encontramos na cidade.





Córdoba é muito conhecida por ser uma cidade que congrega muitos estudantes vindos de outras cidades do interior da Argentina, o que a torna bastante jovem e alegre, com uma vida noturna bastante agitada. Aproximadamente dez por cento de sua população total está matriculada nas diversas faculdades e universidades que a cidade conta.
Estive na cidade pela primeira vez neste ano, nos meses de janeiro e fevereiro. Foi a primeira parada da viagem de 35 dias que empreendi com minha mulher. Desta feita, Córdoba foi apenas um ponto de descanso da longa viagem entre Belo Horizonte e Mendoza. Permanecemos apenas um dia na cidade. Já no retorno estivemos por quatro dias na cidade. Infelizmente eu já sofria das frequentes cólicas renais que me impediram de explorar mais a cidade.

Como Chegar desde o Brasil:

Chegar a Córdoba desde o Brasil depende do meio de transporte escolhido.
De Carro (Eca): Não me interesso muito por quem viaja de carro, não pretendo viajar espremido por uma tonelada de aço e plástico e não portanto não disponho de informações para quem quer ir a Córdoba de carro.
De Avião: A Gol Linhas Aéreas opera um vôo diário desde Porto Alegre rumo a Córdoba. É a opção mais econômica. Escolha sua cidade de origem, faça a conexão em Porto Alegre e em poucas horas e por um preço razoável você desembarca na Argentina. Existem outras opções, como pela Aerolíneas Argentinas, mas aí você tem que ir a Buenos Aires.
De Ônibus: Se você curte sacolejar por quase dois dias dentro de um ônibus ou está duro mesmo, é uma boa opção. Recomendo as empresas argentinas, que oferecem um serviço bem melhor que Penha, que seria a opção a partir do Brasil. Recomendo a Flecha Bus, que parte desde Balneário Camboriú, Santa Catarina.
De Bicicleta: Ótima idéia para quem tem tempo e disposição. Na Argentina em geral os motoristas respeitam mais os ciclistas que no Brasil. No entanto, a recomendação é a mesma: evite as rodovias principais, preferindo as menos movimentadas.

O Que Curtir:

Os arredores da cidade contam com muitas opções para quem curte a vida ao ar livre, com montanhas, canyons, pradarias e pitorescas cidadezinhas.



Córdoba conta com muitos passeios, na Argentina chamados de “Peatonal”, calçadões dedicados a andar a pé mesmo, esquecendo os carros. Muitos desses peatonais possuam coberturas de plantas trepadeiras, onde se encontra uma boa proteção para o forte sol que torra a cidade nos meses de verão. Muitos trechos lembram um shopping (lá chamados de Mall) ao ar livre, com seu comércio atuante e o povo se divertindo, comendo e bebendo nas mesinhas postas ao ar livre.
A comida é um caso a parte. Os argentinos amam carne e será difícil encontrar um prato que não as inclua. Papas (batatas) fritas também são muito presentes. O vinho é muito barato se comprado nos supermercados. Já nos bares recomendo mesmo a boa cerveja Quilmes, apesar de serem encontradas muitas outras opções, inclusive a marca brasileira Brahma, porém por lá fabricada.

Onde Ficar:

Para hospedagem nas nossas duas passagens por lá escolhemos o Le Grand Hostel. Preço acessível, bom atendimento e localização excelente, em Nueva Cordoba, região central. Mapas da cidade podem ser obtidos no próprio hostel. É claro que existem muitas outras opções, porém esta me foi recomendada por um amigo que já esteve outras vezes na cidade e teve experiências desagradáveis em outros estabelecimentos. Para que trocar o certo pelo duvidoso?

Outras Dicas:

Para entrar na Argentina basta o R.G. Não precisa de passaporte. Cuide bem dos seus papéis de entrada!
Compre pesos em casas de câmbio em sua origem. Não compre dólares. Você perde grana nessa troca de reais por dólares e de dólares por pesos. E é sempre bom chegar com algum dinheiro do país no destino não é? Assim evita-se as malvadas taxas de câmbio que são cobradas pelas agências localizadas em aeroportos.
Se você for de avião com a Gol, provavelmente chegará em alta madrugada. A melhor opção é o táxi. Mas pergunte antes “cuanto cuesta”. Quando lá chegamos não perguntamos e dias depois fomos perceber que o taxista nos deu o balão. Cobrou 45 pesos. Para voltarmos ao aeroporto um mes depois custou 25 pesos. Ou seja, o cara deu um monte de volta pela cidade. O valor até o centro da cidade deve ficar em 25 ou 30 pesos, algo como 10 dólares.
Ao retornar para o Brasil, em qualquer aeroporto argentino você tem que pagar obrigatoriamente a taxa de imigração que é em torno de 60 pesos (18 dólares). Garanta esse dinheiro consigo.
Prefira sempre comprar comida nos mercados e cozinhar no hostel. A economia é grande!
Entre em contato para efetuar suas reservas com antecedência. Para casais a melhor opção é o Matrimonial, que sai a 100 pesos por dia. Se vai sozinho pode ficar mesmo nos Colectivos, 35 pesos. Preços de fevereiro de 2009.
Rango recomendado: Medallon com papas, Panchos (cachorro-quente), sandwichs de jamon y queso (não sabe o que significa? melhor estudar um pouquinho de espanhol) e muitos outros. Tem que arriscar. Tem gente que viaja para outros países e só come coisas que existem por aqui, como Junk Food. Experimente!
Sorvete excelente: Um cucurucho doble nos peatonais de Córdoba. Vários sabores por 4 pesos.
Livros são muito baratos na Argentina. No centro de Córdoba existem muitas (muitas mesmo) livrarias.
Faça amizades! Em Córdoba você encontra gente do mundo inteiro. Coexista!

Sites Interessantes:

- Básico sobre a cidade.
- Cidadezinha da região bem interessante.
- Conheça a mais alta montanha da região.
- Motivos óbvios.

Ultra Trail du Mont Blanc 2010

Esse post é para quem acha que correr 42K no asfalto é duro demais. Pode ser duro, mas apenas o piso. Dureza mesmo é completar os 166 Km da Ultra Trail du Mont Blanc no tempo limite de 30 horas. Esta é provavelmente a mais emblemática de todas as corridas de montanha do planeta.

Todos os anos são oferecidas 5.000 vagas que se esgotam rapidamente, mesmo havendo necessidade de ter per participado de provas pré-classificatórias. Sim, não pense que você poderá encarar essa sem antes se qualificar. Para nós brasileiros, o melhor caminho é participar da única "seletiva" nacional o Desafio Praias e Trilhas que rola todo mês de outubro em Florianópolis. Na prova nacional são duas maratonas em dois dias, perfazendo 84 Km de praias, trilhas, dunas e carreiros de terra.




Mas completar esse desafio ainda não lhe dá direito de correr os 166 km da prova principal. A prova brasileira qualifica para a CCC (Courmayeur-Champex-Chamonix) que percorre "apenas" os últimos 98 quilômetros do trajeto total da UTMB, sigla pela qual a prova é mais conhecida. A CCC rola no mesmo período da prova de 166 Km e os corredores correm misturados por vezes. Completando a CCC em menos de 25 horas aí sim você terá o direito de no ano seguinte participar da UTMB e suas mais de 100 milhas e 9.400 metros de desnível acumulado (maior que a altitude do Monte Everest). Nesta prova de 166 km são mais de 2.000 atletas.



A largada da prova principal é na charmosa cidade francesa de Chamonix.




Os corredores contam com postos de apoio a cada 10 ou 15 Km. Em dois pontos também é possível deixar materiais de apoio, como roupas, calçados e comida. É obrigatório correr com alguns equipamentos como lanternas (inclusive uma extra e pilhas), jaquetas corta-vento, jaqueta em fleece, manta aluminizada, apito de segurança entre outros.




Um dos pontos de apoio no alto das montanhas.


Em 2008 o vencedor foi o espanhol Kilian Jornet, em incríveis 20 horas e 58 minutos, perfazendo o recorde da competição que até então pertencia ao italiano bicampeão Marco Olmo. Detalhe: Olmo venceu a prova pela segunda vez em 2007 quando contava com 59 anos!!! Isso demonstra que nas ultramaratonas o passar dos anos só faz melhorar a performance.

As fotos que ilustram este site foram recolhidas de diversas fontes principalmente do Wikipedia, onde mais informações podem ser obtidas, bem como no site oficial do evento, cuja edição 2009 se iniciará nesta sexta-feira.


Quem quiser curtir um uma visão 3D do percurso pode conferir o vídeo abaixo ou para quem recebe as novidades via email pode assitir clicando aqui. Abraços e bons treinos!



Considerações sobre a K42 Bombinhas


Ok, este será o último post sobre o que rolou na K42 Bombinhas, pelo menos este ano.

Tratou-se de uma experiência nova para mim, onde pude reunir duas características esportivas que gosto muito: correr 42 quilômetros e percorrer terrenos acidentados e fora das ruas e estradas.

Eu já havia corrido duas provas de 21K em montanha no ano de 2007, válidas pelo Circuito Paranaense de Corridas em Montanha. Foram provas duras e que me encantaram muito. Quando passei a viver em Belo Horizonte, a ausência de provas come ssas características na região me forçou a buscar desafios longos no asfalto mesmo, como a Meia Maratona da Linha Verde e a Maratona do Rio, minha estréia na distância clássica do atletismo.

Quando começou a divulgação da Vila do Farol K42 Bombinhas Adventure Marathon a empolgação foi total. Encarei a Maratona do Rio como treino longo para a K42, foquei em seguida nos treinos de subidas em Belo Horizonte e encarei umas trilhas de leve nas redondezas.

Tudo saiu mais que perfeito, faltando apenas a areia das praias, coisa impossível em Minas Gerais.

Aliado ao meu histórico de 10 anos como montanhista ativo nas cumeadas da Serra do Mar paranaense e algumas incursões montanhísticas em outros estados e países, tudo somou para que eu chegasse com uma boa bagagem e grande confiança para realizar a K42.

Nos trechos planos de estradas de terra e areia da praia mantive meu trotinho, nas subidas empinadas eu caminhava e nas descidas técnicas de trilhas eu soltava pra valer, utilizando o background adquirido nos anos de montanhismo. Aí realmente ganhei bastante tempo se comparado com os corredores de rua típicos que encontrei por lá.

A ORGANIZAÇÃO

Ouvi relatos e comentários de alguns corredores que a prova teria sido mal organizada. Minha impressão é bem diversa desta. Obviamente que houve algumas falhas, como em toda corrida que se propõem a ser diferente. Não há organização perfeita, bem como também é impossível agradar a todos. Na verdade acho que tem gente que tenta achar defeito em tudo. Tinha gente reclamando que a banana estava verde, que não tinha sinalização (achei fitas e staffs em TODOS os lugares, que faltou água (terminei no pelotão intermediário e não faltou água em nenhum deles), do chip diferente. Um ponto interessante era a presença intensa de pessoal de apoio, corpo de bombeiros, ambulâncias, staffs simpáticos e gentis.

Meu único senão ficou por conta do design e simplicidade das camisetas, tanto aquela que veio no kit como a de finisher que era de exclusividade para os que cruzavam a linha de chegada. Tenho certeza que os organizadores entenderam isso e providenciarão algo mais "animado" para as camisetas, que podem inclusive ser inspiradas naquelas da K42 Patagonia.

No primeiro ano de sua realização houve muito mais acertos do que erros. Imaginemos então o que podemos esperar para edições seguintes. Aliás este foi o comentário geral pós-prova: Já rola fazer a inscrição para a K42 Bombinhas 2010?

O QUE USEI NA PROVA

Detalhes importantes que podem ajudar quem curte provas longas e em trilhas também.

Tênis: Salomon Speedcross II - Fantástico. nas descidas técnicas ele agarrou perfeitamente. Na areia da praia proporcionou tração e nos curtos trechos de asfalto o amortecimento foi fantástico. Nota 10.

Meias: Optei por utilizar dois pares de meias. Meias de Compressão Kendall Média Compressão, tecido sintético, que como sempre fizeram minhas panturrilhas parecerem novas após os 42K. Por cima dela coloquei uma meia Mizuno Pro, com tecido sintético também, pois estava sentindo meu pé muito solto dentro do tênis apenas com a meia Kendall. Por volta do quilômetro 30 comecei a sentir meu pé direito "assar" um pouco. Sensação de a sola do pé parecer querer descolar. Parei uns instantes, tentei correr apenas com a Kendall mas resolvi retornar a usar os dois pares. Ao final da prova fui ver o estrago e achei estranho: estava tudo normal. nenhuma bolha, nenhuma assadura, nada estranho. Dois dias depois apareceu uma pequena bolha de sangue sob um calo duro junto ao polegar direito, mas nada que atrapalhasse (apenas o visual, hehe). No fim das contas o estrago foi muito menor do que eu esperava, afinal cruzamos riozinhos, pisamos em areia fofa, lama e corremos sob sol forte. Ah, vaselina nos pés sempre!

Shorts: Bermuda Térmica Tensor Sports e Short Adidas Supernova sobreposto. Na próxima prova acredito que eliminarei o shorts sobreposto. Foi sem função, serviu apenas para esquentar mais a região. As bermudas de compressão eu não dispenso pelo mesno motivo das meias: preserva os músculos.

Camiseta: Solo Vapor. Excelente. Super leve e fresquinha, esteve sempre seca. Nota 10!

Óculos: Julbo Junior. Muito bom, manteve os olhos protegidos do reflexo do sol no mar e na areia, não embaçou.

Mochila de Hidratação: Deuter Hydro Lite 3.0. Nota 10 da mesma forma. Leve e confortável, com sistema que ajuda a manter as costas fresquinhas. Além disso possui revestimento interno que mantém o líquido gelado por bastante tempo. Bolso externo de tamanho suficiente para carregar gel, barrinhas, etc.

ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO

Levei comigo dois litros de água de côco. Muito melhor que isotônicos, tem basicamente a mesma composição de sais minerais e carboidratos e não destrói o estômago por não conter ácido cítrico (conservante). Tomei sempre dois copos de água nos postos de hidratação que estavam dispostos a cada 5K aproximadamente. Os dois litros de água de côco foram na medida correta para uma prova desta. Quando voltei para o hotel percebi que estava bem hidratado, com a urina bem clarinha.

Para comer levei apenas barras de cereal e batatas fritas para repor o sal. Aboli os géis de carboidrato também por sua acidez. Não fizeram falta alguma. As barras de cereais apresentam mais variedade de sabores e não detonam o estômago. O sabor de aliemento de verdade (castanhas, passas, etc) ajuda muito também, ao contrário das industrializadas porcarias gosmentas. Mantive a média de uma barra de cereal a cada 50 minutos. Comi também durante a prova duas bananas no quilômetro 21 e um pedaço de melancia no 35. Foi mais que suficiente.

CONCLUSÃO

Para uma primeira experiência nessa distância em trilhas saí muito satisfeito. Meu tempo final de pouco menos de seis horas foi satisfatório e a meta para o próximo ano é baixar bastante isso, uma hora pelo menos. Espero com esses textos todos poder motivar mais e mais as pessoas a experimentarem o verdadeiro Trail Run.

Grande abraço a todos.

Relato da K42 Bombinhas Adventure Marathon

Eu não lembro muito bem se foi uma sirene, um apito ou apenas um “vai!”. Sei apenas que não era um tiro de canhão. Mas quando dei por mim estava correndo em uma areia gostosa, não muito batida e também não muito solta. Cruzar o pórtico de largada fincado na areia não havia levado mais que alguns segundos. E mais de cento e quarenta cabras determinados se bandearam em uma meta ousada: percorrer os 42 quilômetros da primeira Maratona Trail Run do Brasil, a Vila do Farol K42 Adventure Marathon.

Sua largada teve lugar na praia central do internacionalmente conhecido Município de Bombinhas, situado no litoral norte de Santa Catarina. Suas águas claríssimas, de transparência absurda e sua natureza preservada realmente chamam a atenção. A ausência de edifícios elevados e as suas ruas estreitas o deixam com um jeitão mais família, pelo menos nesta época “off-season”.

Após percorrermos alguns metros à beira-mar, tomamos um leve desvio por uma rua de asfalto (menos de um quilômetro) com uma subidinha que faria torcer o nariz qualquer corredor acostumado apenas com as provas de rua. Desembocamos em seguida na praia de Bombas para mais um ou dois quilômetros arenosos até quebrarmos à esquerda para nos dirigirmos ao primeiro grande desafio do dia: a subida do Morro da Antena. Um primeiro posto de hidratação por volta do quilômetro seis já anunciava que logo na sequência não haveria refresco. Antes de encarar a pirambeira eu já podia ver os atletas caminhando morro acima, dezena de metros acima de mim.

No fim das contas subir o tal do Morro da Antena nem foi tão árduo. Tratou-se de uma subida em caminhada acelerada, me lembrando dos tempos de montanhista camelando na estrada que levava ao início da trilha rumo ao Pico Paraná. Após avistar as ditas antenas que emprestam o nome ao morro começava uma sucessão de sobes e desces por trilhas lamacentas onde era possível notar que fazia parte do roteiro de motociclistas em busca de aventura, dado o grau de erosão pelo caminho. Esse trecho foi bastante técnico, exigindo atenção para se evitar quedas, bem como paciência para não descer rápido demais e judiar muito da musculatura das coxas.

Por estas bandas ultrapassamos o quilômetro 10, no meu caso em pouco mais de uma hora e dez de prova, o que achei um tanto mais rápido do que eu pretendia. Logo iniciou-se dura e decisiva descida rumo à isolada Praia da Lagoa, acessível apenas por esta trilha que percorríamos ou por mar.

De volta à linha do litoral tocamos intercalando areia da praia e trilhas paralelas até sermos lançados na praia de Zimbros onde nos aguardava longo trecho junto às calmas águas que ali encontram a areia. Pouco mais de 5 longos quilômetros, já sentindo os efeitos deletérios de um sol que se anunciava desde bem cedo. A marca da meia-maratona se aproximava.
Tão logo atingi esta marca com um surpreendente tempo de 2h35min (pouco mais de vinte minutos a mais que havia levado para completar a mesma distância na plana Maratona do Rio) a motivação só aumentou. Uma rápida paradinha para comer umas bananas e tomar uns bons goles de água (na mochilinha eu levava apenas água de côco) e continuamos pela beira mar, já em Canto Grande. O final desta praia nos reservou uma íngreme subida em direção a uma belíssima trilha costeira que nos levou à Praia da Tainha.
Neste ponto começaria outra subida matadora por uma estradinha de chão. Subi tranquilamente conversando com um uruguaio (Daniel, um abraço!) até o próximo posto de hidratação já no quilômetro 25. O topo chegou mais rápido do que eu imaginava e despencamos em direção ao próximo trecho de praia, Conceição e Mariscal. Sol intenso na moleira, mas a areia já não era tão fofa, o que permitiu imprimir um ritmo confortável na imensidão da praia. Foram pouco mais de quatro longos quilômetros. E para variar um pouco saímos da praia e fomos encarar outro subidão, desta vez em um dos poucos trechos de asfalto da prova. Neste ponto eu já comecei a ultrapassar bastante gente, que talvez tivesse forçado demais no início. Eu subia literalmente ignorando as subidas, realizando nelas uma caminhada firme e consistente rumo ao topo.
Chegamos enfim à Praia de Quatro Ilhas, com certeza uma das mais conhecidas e procuradas do município. Após fazer um bate e volta em um trecho de costão e mato, seguimos pela praia até notarmos uma certa muvuca na praia: dezenas de pessoas observando uma baleia franca e seu filhote tirando um cochilo nas calmas águas da enseada. Com certeza um momento para não se esquecer jamais!
Após esse trecho de praia  meu cérebro (e não as pernas) começou a dar sinais de desgaste. Adentramos em um tramo que envolvia costões à beira mar e uma dura subida em trilha que terminariam por me fazer sucumbir a um ritmo ditado pelo "piloto-automático" interno. Ainda assim consegui capturar um último cálculo que me fazia crer que eu completaria a prova em menos de seis horas.
Chegar ao quilômetro 40 e à Praia da Sepultura (nome bastante apropriado para a situação) foi algo que não me lembro muito bem. Lembro apenas de colocar um pé à frente do outro e de balbuciar algumas palavras com o pessoal do staff da prova, que o tempo todo aplaudia quem passava.
O último quilômetro se fez conduzir por passarelas de madeira e pela areia fofa da praia central, tendo como objetivo mágico o portal de chegada que já se fazia avistar, incrivelmente próximo.
Não houve tempo para lágrimas, lamentações, sorrisos, agradecimentos. A vontade era apenas continuar correndo e correndo e correndo.
Porque nesta prova o que eu mais buscava não era a linha de chegada e sim o que eu encontraria entre ela e o início das minhas passadas. E eu encontrei. Que venha a próxima busca!
Um grande abraço a todos e meus sinceros agradecimentos pelas palvavras que os amigos postaram por aqui ou no twitter. Obrigado de coração! Em breve vou postando mais informações sobre como foi a prova. Este é apenas um relato pessoal.
Abaixo algumas fotos. Mais imagens serão publicados no site do organizador. Ótimas imagens também podem ser encontradas no álbum do Rodolfo Lucena, bem como um texto no seu blog onde ele narra de forma maravilhosa a sua participação na prova. Os resultados também já estão disponíveis por lá! Ah, meu tempo? 5h48'43" 13º na categoria 30-34 anos.










K42 Bombinhas Adventure Marathon

Hola!

O relato definitivo virá durante a semana, com calma, quando retornar a Belo Horizonte, coisa que só deve rolar na quarta-feira.

Mas tenho certeza que muitos amigos de verdade querem saber pelo menos um "tiquim" como foi.

Foi demais, fantástico, perfeito. Bombinhas é disparado o melhor lugar que já corri e tenho certeza que está entre os mais belos do planeta. Trilhas (muitas), estradas de chão (algumas), areia fofa da praia (longos 10km) e até mesmo costão de pedras. Uma prova para curtir cada centímetro percorrido e que dá um baita orgulho dizer: Eu Corri!

Foram pouco menos de 5h50 minutos, correndo com gente amiga, de bem com a vida, sempre (quase) sorrindo. Mesmo nos momentos mais duros, como o areia sem fim da praia de Zimbros e de Mariscal ou na curta mas íngreme subida depois de um costão lá pelo quilômetro 38.

Ver uma baleia amamentando seu filhote , muito próximo da areia, já perto do final da prova no km 37 foi realmente de verter lágrimas pela beleza da vida.

E para encerrar deixo dito: Quero ver alguém vir me dizer que a Maratona do Rio (corri há apenas 47 dias) é uma das mais belas do planeta. pode ser, mas Bombinhas é no mínimo 50 vezes mas bela. E quero também se terei motivação para correr mais alguma maratona em asfalto. Depois disso que eu fiz neste sábado? Huumm...

Que tal treinar e me acompanhar em 2010?

Durante a semana mais impressões e fotos, é claro.

Beijos para quem é de beijo e abraço forte a quem é de abraço.

Em Bombinhas

Salve!

Estou bem instalado no Bombinhas Hotel, na cidade-balneário de mesmo nome.

Na tarde desta sexta feira rolou a entrega do kit e o congresso técnico com as últimas informações sobre a prova. Tudo muito organizado e rápido.

Chegou a 142 o número de inscritos na prova dos 42 Km (vai rolar também um revezamento de 2 pessoas correndo 21 Km cada um e uma prova de 8 Km).

Cheguei na cidade por volta das 13 horas ainda com sol, porém logo em seguida o tempo virou, o vento apertou e trouxe consigo uma névoa, típica de cidades litorâneas. Umidade e vento gelado. Vamos ver o que enfrentaremos amanhã ao longo dos 42 quilômetros da K42 Adventure. A previsão é de tempo aberto e temperaturas amenas.

Abaixo algumas imagens. Um grande abraço catarinense a todos.



Uma pacata Bombinhas em uma tarde de um dia útil em pleno inverno. Muito diferente da primeira vez em que estive aqui, no carnaval de 2007.



Entrega do Kit, tudo bem organizado e ágil. O colega que aparece à direita é o Luiz, que veio comigo no ônibus desde Curitiba. Mais de 70 maratonas no curriculum!


Tempo bem cagado. Ventania forte!



Aproveitei então pra relaxar e brincar com os cães à beira mar. Um bom teste para saber se as pernas estavam mesmo soltas e descansadas.

K42 Bombinhas - De partida para a Bela e Santa Catarina


Salve,

Como já deve ser bem sabido pelos leitores deste espaço estarei participando da K42 Bombinhas, a primeira Maratona Trail Run do Brasil. Serão 42 quilômetros de trilhas, estradas de chão, areia da praia e pouco asfalto. O desnível altimétrico acumulado estará em torno dos 1.500 metros, o que promete um bom desafio para as pernas. Com certeza a beleza do lugar contará para amenizar o sofrimento, ainda mais porque a previsão do tempo é das melhores para o sábado, dia da prova: Céu com poucas nuvens e temperatura entre 16 e 22 graus.
Nesta quarta-feira embarco por via rodoviária (sem promoções de passagens aéreas para o período, infelizmente) em direção à Curitiba, onde permanecerei até a manhã de sexta-feira. Além de me recompor do desgaste das 14 horas que separam a capital mineira da paranaense, terei a oportunidade de rever pessoas queridas, tanto familiares como amigos.
Espero chegar em Bombinhas (que está a pouco mais de 200 km de Curitiba) por volta do meio dia da sexta-feira, tendo assim a tarde livre para descansar, retirar o kit e assistir o congresso técnico pré-prova. Pela noite a organização promete um jantar de massas com preço amigo, o que servirá para um último abastecimento de carboidratos e também fazer um social, encontrando "malucos" de vários estados e de países como Argentina, Paraguai e Uruguai.
A prova vai rolar no sábado. Mais informações no site do organizador o www.bombinhasrunners.com.br.
Acredito que no domingo pela manhã eu já tenha a oportunidade de atualizar este espaço, até mesmo porque não faz mal a ninguém se afastar um pouco dessas tecnologias, hehe.
Àqueles que nos comentários do post anterior já manifestaram seus desejos de boa prova, viagem e tudo o mais, fica aqui meu agradecimento.
Para a galera aqui de BH (e são muitos), meu muito obrigado por sempre terem me recebido super bem aqui, um forasteiro do sul do Brasil. É uma honra ter a oportunidade de representar Minas Gerais nessa prova. Magrão e Aline, um grande abraço!
Para o povo do Paraná que sempre tá ligado aqui no blog, fica também meu agradecimento pela força nas provas mais duras e pelo retorno positivo às matérias que escrevo. Agradecimentos especiais principalmente para o Rodrigo e para a Isabel. Valeu mesmo.
Aos amigos de outras partes (Jorge, Xampa, Joel, Regina, entre outros), fica aquele grande abraço também!
E antes que eu pareça o Maguila (com tantos agradecimentos) fica meu "valeu a força" pra Território Mountain Shop, Deuter, Meias Kendall e Tensor Sports. Obrigado por acreditarem. 
Vamo que vamo!

Novo livro do Dean Karnazes no Brasil

No mês de setembro o ultramaratonista Dean Karnazes virá ao Brasil para a divulgação do seu novo livro. A obra, intitulada “50 maratonas em 50 dias”, conta como Karnazes venceu o desafio de correr 50 provas de 42 km em cada um dos 50 estados norte-americanos, em 50 dias.

Ao todo Karnazes percorreu mais de dois mil quilômetros, e terminou a aventura na Maratona de Nova York ao completá-la em exatas três horas. Além das histórias de superação do atleta, o livro conta também com dicas de treinamento e conselhos de como se adaptar a condições extremas.

Já assisti o documentário produzido sobre este evento e o cara realmente manda bem. O livro anterior, O Ultramaratonista, trata sobre o início de Dean nas corridas e descreve as sensações que ele absorveu em algumas provas duras como a Western States e a Badwater.

Entre os dias 12 e 15 do próximo mês, Karnazes estará em São Paulo para a promover o livro, cujo lançamento ocorrerá no dia 16 , às 19h, na Livraria da Travessa, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Durante a Bienal do Livro, no Riocentro, o corredor distribuirá autógrafos no stand do Consulado dos Estados Unidos.


Fonte: Editora Leblon


Corrida da Carteiro - BH

Rolou ontem neste final de semana em Belo Horizonte a tradicional Corrida do Carteiro. O bacana dessa prova é o fato dela sair do lugar-comum da imensa maioria das corridas aqui de BH, a orla da Lagoa da Pampulha. Essa corrida teve sua largada em local emblemático da capital mineira, a Avenida Afonso Pena bem no coração da cidade, às 16 horas do sábado 08 de agosto.

No fim das contas foi uma ótima prova! Simples e sem frescura. Mas a gente acaba mesmo sentindo o calor e a secura, afinal acaba se acostumando com o planinho da Pampulha e o fresquinho das manhãs. Aí quando chega numa prova como essas acaba sofrendo mais que o normal. Eu gostei demais, afinal quanto piores as condições maior é a satisfação quando a gente chega no final né?

Como gosto de correr no calor não senti nenhuma dificuldade, na verdade me diverti bastante e mesmo com um percurso com subidas duras fiz um bom tempo para os 10K: 48min53seg, quase 3 minutos abaixo de minhas últimas provas de 10K em Contagem e no Belvedere, com solicitações altimétricas parecidas.

Considerando que meus treinos são voltados para longas distâncias em trilhas, e não realizo nenhum trabalho epsecífico de itensidade, apenas longões e regenerativos, o resultado foi excelente.

Os resultados podem ser vistos aqui e as fotos neste álbum.

Abraços.

Trail Running por la noche

Acha novidade, diferente, radical demais, uhuuuu correr na Pampulha à noite em provas como a Fila Night Run?

Eis a versão "offroad" desse tipo de prova: um trail running noturno que rola paralelamente a algumas etapas do circuito nacional de provas de triathlon cross-country, mais conhecidas como X-Terra. Apesar do clima meio de "baladinha" deve ser interessante correr uma prova assim. Apenas nove quilômetros com poucos trechos verdadeiramente de trilhas. Mas é válido, imagino que seja divertido. No fim das contas esta é a proposta do evento: diversão.

Quem sabe no próximo ano... Segue vídeo abaixo ou aqui mesmo, para quem recebe atualizações via mail.




O Corredor de Montanha

Segue abaixo mais uma tradução e adaptação de texto encontrado na net. Adam Chase não poderia tratar melhor sobre o assunto "ser corredor de montanhas". Por isso em vez de escrever algo particular tomei a licença de traduzir este texto e colocar uma linguagem mais facilmente compreensível. Boa leitura!

Tentar caracterizar um típico advogado das corridas de montanha e´como tentar cortar o cabelo de um bebê ou procurar vaga-lumes durante o dia: Você pode não conseguir muita cooperação e incomodá-los pode ser complicado.

Eles geralmente não são muito sociáveis e preferem correr em trilhas justamente para fugir das multidões. Com 6,2 milhões de indivíduos nos Estados Unidos (menos de 10.000 no Brasil) se identificando como trail runners (ou corredores de montanha) e com uma taxa de crescimento anual estimada em 38% (lá no Tio Sam), você pode estar se perguntando se a indústria e o mercado em geral não gostaria de saber exatamente como são esses figuras e o que eles buscam.

Um perfil simplificado poderia ser traçado basicamente como pessoas que gostam de correr em terrenos diversos das ruas e estradas. Mas mesmo essa definição pode ser imperfeita se considerarmos as diferentes interpretações que podemos dar a ela. temos no mundo também os corredores de aventura e os adeptos das corridas cross-country, que também são praticadas fora de estrada.

trail runners também podem ser classificados conforme o tipo de calçado que eles usam. Ao contrário dos tênis para corrida de rua, os específicos para trilhas contam com uma base mais larga, travas que realçam suas qualidades para lama, pedras, neve, gelo, grama entre outras superfícies. O cabedal mais reforçado evita uma entrada maior de detritos e as entressolas apresentam placas que protegem os pés de objetos pontiagudos.

Porém entender quem são os corredores de montanha vai além de analisar equipamentos. Assim como a distinção que existe entre "mountain bikers" e os "speedeiros" no que se refere ao uso esportivo de uma bicicleta, podemos perceber também o mesmo nas corridas. Uma distinção de atitudes que também é comum em v´parios outros esportes, como na canoagem (entre os de águas brancas e os de águas calmas) e escalada (esportiva ou tradicional).

A diferença entre os corredores de rua e os de montanhas também tem um componente psicológico. Uma diferença de atitude facilmente perceptível é a busca dos corredores de rua por mais distância e mais velocidade, enquanto os trail runners buscam algo mais intrínseco, ainda imensurável, algo como a experiência de cada corrida. A maioria dos corredores de rua tendem a estar sempre ligados em frequência cardíaca, distância, pace, zona-alvo, calorias queimadas... Já os trail runners podem até saber o dia da semana em que estão mas não se preocupam tanto com distância ou pace, até mesmo porque a maioria de suas corridas em trilhas são medidas por tempo e não por distância.

Os corredores de montanha se jogam nas trilhas como uma válvula de escape que os auxilia a recarregar suas baterias, tarbalhando seu lado espiritual e emocional enquanto comungam com a natureza realizando uma atividade física. os corredores de rua, como já diz o nome, necessitam de ruas (ou estradas) o que automaticamente sugere "civilização". Corredores de rua geralmente precisam "negociar" com o trânsito de carros, pessoas e bicicletas, negociação essas que nem sempre são muito agradáveis ou pacíficas. Essas interações estressantes definitivamente não são a maneira mais inteligente de lidar com descontração e relax.

Corredores de montanha são pessoas que gostam de aventura, variedade, desafio e emoção. A essência das corridas de montanha é a abilidade de negociar com as constantes mudanças. O passo seguinte jamais será igual o anterior em uma trilha. Mesmo que você corra em uma mesma trilha dia após dia, logo você irá entender que aquele lugar tem uma vida própria. Em um dia ela pode estar com o piso seco e duro, e no próximo estar úmida e escorregadia. existem também os efeitos das mudanças sazonais, bem como alterações causadas por mudanças de temperatura, erosão, tráfego e crescimento do mato. e claro, existem também as flores, os pássaros, as árvores, insetos, esquilos e até mesmo mamíferos maiores. Rola uma constante mudança que traduz verdadeiramente o espírito das corridas de montanha.

alguns dos melhores corredores de montanha no exterior tem um backgraouns adquiro no ski, em outros esportes alpinos e mesmo no mountain bike. Como mestres do xadrez, esses caras conseguem ter seus pensamentos focados em onde irão colocar seus pés tres ou quatro passos adiante de onde estão, pré-visualizando o melhor caminho a ser seguido. Esse pensamento rápido traz vantagens como uma espécie de "treinamento cerebral" proporcionando maior tempo de reação. Isso também os acaba diferenciando dos corredores de rua, onde muitas vezes parece se estar correndo em uma esteira, pois se pode fechar os olhos por alguns segundos e nada de diferente irá ocorrer. Não recomendo experimentar fazer isso correndo em uma trilha...


Circuito Caixa - Etapa BH

Salve!

Voltei a correr provas na orla da Pampulha, mas desta vez algo bem menos "pop" que o Circuito das Estações Adidas. Participei da etapa BH do Circuito Caixa de Corridas de Rua. Inscrição a um preço amigo, kit honesto, sem frescuras e firulas de mandalas, latinhas e camisetinhas tecnológicas. Prova para quem se preocupa mais em correr do que em aparecer ou ganhar camiseta bonita.

Aproveitei também para estrear na dolorida distância dos 5 Km. Sim, é mais duro correr 5 Km do que uma maratona, pelo menos foi a sensação que tive. Nos 22'54" que levei para concluir estive o tempo todo no limite máximo, 110% mesmo. Uma pena eu não ter corrido com meu monitor cardíaco, só para conferir qual percentagem acima do máximo eu atingi em minha freqüencia cardíaca.

Tratou-se de um treino de ritmo, pois na semana anterior eu acumulei uma bagagem de 93 Km de treinos longos e lentos. Durante a prova, as pernas sentiram o sarrafo que eu havia aplicado em treinos de quase três horas de duração durante a semana.

Muito bom também rever a galera dos corredores de rua do Orkut.

K42 Bombinhas
chegando! No sábado dia 08 de agosto vou correr também a Corrida do Carteiro, mas apenas como um trote leve, já diminuindo a carga para a importante prova do dia 15.

Durante a semana colocarei no ar duas matérias interessantes para quem curte corridas de montanha. Um review de tênis e alguns bons motivos para adquirir um calçado específico para as trilhas, se for o caso de correr esse tipo de provas.

Resultados em http://circuitocaixa.com.br/etapaAnterior.aspx?etapaId=71

Abraços.