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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Fim de festa

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Ilustração: Google Imagens. Não sei (eu sei que tem, mas uso essa figura de linguagem comum) se tem a ver com a desaceleração da economia nacional, mas tem muito mais a ver com a sede no pote e a putaria generalizada que se transformou a modalidade trail running no Brasil. Já estamos nitidamente do outro lado da onda acima, e para isso apresento uns poucos dados que confirmam: a) Aumento exagerado na oferta de competições de trail running, principalmente aquelas de longa distância . Hoje no Brasil temos mais maratonas em trilha do que de asfalto. E isso em um mercado consumidor muito menor que o da corrida de rua. Ou seja, corridas de mais para atletas de menos, o que leva algumas provas a contar com menos de 100 atletas. Eu acho super bonitinho o esquema roots, com pouca gente e nada mais que uma linha de largada e chegada. Mas a massa não é assim. A massa gosta de pódio bonito, medalha bonita, troféu bonito, fotógrafo de qualidade, de camiseta bonita e kit bonito. Isso g

Sobre Homens e Montanhas

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Literatura de montanha me encanta. Eis um trecho que aprecio muito! Cada passo mais para cima é uma escolha pessoal e uma responsabilidade pessoal. Precisamos ter muita clareza sobre isso antes de começar a nos aventurar. À medida que o montanhismo vai se tornando um esporte cada vez mais para os espectadores, devido aos sites e telefones por satélite, cada vez mais precisamos responder a questões sobre escolhas e responsabilidades para um público curioso, mas predominantemente desinformado. De quem é a escolha que representa risco no final? Não é da pessoa que resolve ir até lá? Vivemos em uma sociedade voltada para a culpa, que exige explicações e prestação de contas, indo atrás de bodes expiatórios, se necessário. Se caminho pelas vias estreitas da vida, faço isso porque eu quero. Se essa beirada se rompe sob mim, aceito isso como consequência da minha escolha. Não posso culpar os outros pelo que aconteceu. Tampouco espero que aqueles que me acompanham por aquela passagem

Questão de Princípios - Por Chuckie V

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Salve senhores! Segue tradução livre de post publicado originalmente  em 2011 no blog do triatleta Chuckie V, autor do texto. Quem me mandou essa bagaça foi o Xampa , que, sabe porque cargas d'água, lembrou de mim ao ler o post do atleta ianque. Parece que hoje o blog está com acesso restrito. Aliás, Chuckie V é um cara sensacional, recomendo fortemente visitas frequentes ao seu blog (em inglês). O cara é um inspiração, pelo seu bom humor, simplismo e caráter. Quem se interessar, for até o fim e me conhecer um pouco sabe como eu gostaria que essas palavras tivessem brotado originalmente de mim. Mas... o figura me poupou o trabalho de criar, deixando-me apenas com o desejo de traduzir e compartilhar quem, como eu, tem certa preguiça de ler em inglês, ou mesmo quem não domina a língua. Vambora: ======================================================= Questão de Princípos A seguir alguns princípios que os cientistas esportivos nem sempre mencionam (ou não conhe

Mas quais são as palavras que nunca são ditas?

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Eu sei que, às vezes, uso palavras repetidas, cantou Renato Russo em 1986. Ontem, 11 de outubro, completaram-se 18 anos desde sua morte. Cresci ouvindo sua voz marcante, sempre muito bem acompanhada do instrumental de Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha (este, até 1989 com a banda). Repetir-se sem cansar-se não é tarefa fácil. Não canso-me com facilidade. Este último trimestre, no entanto, parece destinado ao "cansaço social". Será que antes eu andava com um véu que me encobria a visão plena? Penso que sim. Mas também não posso dizer que dispensei o véu. Em tempos em que parecer é mais importante que ser, (me included), estas última semanas do ano já servem para tomar o rumo definitivo de 2015, este número aleatório previsto séculos atrás por um Gregório qualquer. Prefiro marcar a passagem do tempo pela passagem das estações e pela mudança da vegetação, da temperatura e das cores. Por quatro estações eu viajei muito pelo Brasil. Promovi, d

George Volpão e Jamur Bikes

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Equilibrado e em movimento. Lembro bem quando, perdido profissionalmente, trabalhando por 8 anos em uma mesma empresa e responsável pelo controle de qualidade de uma pequena indústria de alarmes automotivos, eu fui levar minha bike para uma revisão em uma loja num bairro nobre de Curitiba, a Jamur Bikes . Abril de 2005. Havia um cartaz singelo anunciando que contratavam vendedores e mecânicos. Minha única experiência com vendas tinha sido uma temporada no litoral paranaense em 1993 vendendo picolé Kibon naqueles carrinhos, com direito a apito e chapéu de palha. Conversei com o proprietário, Paulo Jamur, ciclista de duas olimpíadas e uma das figuras mais humanas que eu conheço e ele topou um teste com aquele cabeludo tímido que entendia um pouquinho de bicicleta e quase nada de vendas. Acho que tive um pouco de sorte, porque poucos meses depois o então gerente da loja saiu de lá, e eu fui ficando e conquistando meu espaço, meus clientes e minha paixão por trabalhar com o pú

Ultramaratonas, Rob Krar e Depressão

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Assisti hoje um curtametragem muito bom, produzido integralmente por Joel Wolpert (o mesmo de "In The High Country", com Anton Krupicka), onde o "corredor da vez" é o canadense Rob Krar.  depressions - a few moments from 30 miles Infelizmente, está disponível somente em inglês. O barbudo surgiu forte na cena ultra trail runner em 2013, quando meteu um vice-campeonato em sua primeira prova de 100 milhas, a concorridíssima Western States 100. Desde então tem faturado títulos e mais títulos, como a UROC 2013, e para 2014 uma inédita e incrível "Triple Crown": campeão da Western States 100, Leadville 100 e Run Rabbit Run 100 em uma mesma temporada. No filme, ele discorre sobre sua relação com a ultramaratona, sobre os episódios de depressão, sobre o total apoio de sua esposa Christina e tudo isso no belíssimo cenário de uma de suas conquistas, o FKT (Fastest Known Time - Melhor marca conhecida) no trecho chamado R2R2R, ou melhor, Rim to Rim

El Outsider - Por George Volpão

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Sempre gostei de fotografar. Lembro de ter "roubado" da mochila de meu pai uma câmera fotográfica Kodak quando fomos em uma chácara de um amigo quando eu tinha uns 4 ou 5 anos e sair disparando fotos dos matos todos, torrando um filme de 36 poses. Quem lembra do que era isso? O mundo digital de hoje trouxe essa facilidade de sairmos apontando para qualquer coisa que nos chame a atenção e registrar o momento. Claro que muita porcaria e ruído digital é gerado junto. De cada 10 disparos que faço, se eu aproveitar e gostar de apenas um, já será um bom número. E, para organizar e expor meus registros, criei o El Outsider , um blog de fotos com postagens diárias com a temática da vida nas montanhas. Os aspectos geográficos, meteorológicos, personagens, competições, passeios... enfim, o que se refere ao universo que aprecio registrar. Segue lá ;) www.el-outsider.com . Beijos, abraço e ótimo outubro a todos nós, com mais esperança.