julho 31, 2009

Desafio das Matas - Running for Nature

As Corridas de Montanha estão chegando em Belo Horizonte! Foi apresentada recentemente o Desafio das Matas, uma prova que será percorrida em terrenos irregulares em um dos pontos mais emblemáticos de Belo Horizonte, o Parque das Mangabeiras, nas encostas da Serra do Curral. A corrida será em percurso estilo Cross-Country, sem o mesmo desnível altimétrico que as provas de Corridas de Montanha que já participei mas promete abrir um bom precedente para futuras provas do gênero.

A organização ficará por conta da 4 Cabeça e promete agradar em cheio os praticantes de corrida que não aguentam mais correr as mesmas provas de sempre na orla da Lagoa da Pampulha. Além disse o percurso promete ser desafiador, com trilhas fechadas, estradas de chão batido, calçamento de pedras irregulares e fortes subidas.

Mais informações podem ser obtidas diretamente no site do evento, o www.desafiodasmatas.com.br. Abaixo um esboço do trajeto. Clicando aqui você também encontra informações sobre o Parque das Mangabeiras, em página oficial da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.


julho 28, 2009

Los Hermanos

A Cidade Maravilhosa promete bombar mais uma vez com a realização da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. Tirando o senão do horário tardio da largada, deve ser uma grande festa. Pretendo lá estar não para baixar tempo, mas sim para curtir a viagem, os amigos que tenho feito por lá e o clima de festa que cerca o evento. Será minha primeira prova após a K42 Bombinhas, meu objetivo principal de 2009.

Los hermanos argentinos devem comparecer mais uma vez em bom número para uma das paisagens mais deslumbrantes que se pode ter à disposição para competir. Tanto é assim que recebi uma newsletter de um organizador de eventos daquelas bandas! E o bom da corrida é isso: brasileiros correm a Maratona de Buenos Aires, argentinos vêm para as provas daqui e vamos coexistindo numa boa. Que a rivalidade permaneça apenas dentro das quatro linhas de um campo de futebol, pois na corrida e na vida somos todos iguais e irmãos!

Suerte!!

julho 27, 2009

Meias Kendall e Tensor Sports

Tudo começou com um review que fiz sobre o uso de meias de compressão em atividades de longa duração. No meu caso em treinos longos para a Maratona do Rio e durante a competição.

Pouco tempo após a publicação recebi um mail da coordenadoria de marcas da Hanesbrands Inc, responsável pelas marcas Kendall e Tensor entre outras. Haviam gostado da matéria publicada e estavam oferencendo alguns produtos como cortesia.

Trocamos alguns mails e me foi autorizado utilizar suas marcas e fazer essa citação aqui em agradecimento e, principalmente, reconhecimento à atenção que a marca dedicou a este consumidor. Como já descrevi no post sobre a meia, adquiri um modelo, este atendeu minhas necessidades e passei a recomendar.

E assim desta forma passo a usar as meias de compressão Kendall para correr e para recuperação, seguindo a mesma idéia da facilitação do retorno venoso, levando para longe das células musculares os resíduos produzidos pelas micro-inflamações ali presentes após treinos fortes.

Estarei usando também as bermudas de compressão Tensor, das quais também já li muitas impressões positivas em fóruns de corredores.

Já testei estes produtos em meu longão com subidas deste sábado passado. Foram 23 Km com 600 metros de ascensão positiva. Como já esperava ao final do treinos as pernas estavam "fresquinhas", muito menos cansadas do que se tivesse usado meias comuns. Os músculos da coxa também estavam em melhores condições, graças à bermuda de compressão.

Enfim, uma nova parceria que promete bons frutos para ambos os lados. E mais uma vez repito o que escrevi anteriormente: vale à pena experimentar.

Um abraço y suerte!

julho 22, 2009

Corridas de Montanha pelo Brasil

Buenas!

publiquei aqui algo sobre meu início nas corridas de montanha, esporte relativamente novo no país. da mesma forma apareceu aqui ontem mesmo um texto explicando de forma simplista o que são as corridas de montanha e algumas de suas provas mais importantes do mundo. Porém, deixei de comentar um detalhe: é interessante deixar claro aqui que corridas de montanha são diferentes de corrida cross-country, modalidade há muito praticada em nosso país e no mundo. O Cross Country consiste de circuitos fechados em terrenos naturais ou com obstaculos criados pelo homem, porém em terreno com muito menos desnível que as corridas de montanha propriamente ditas. É preciso considerar outra situação: em nosso país temos provas já tradicionalmente realizadas por estradas de terra ou mesmo com trechos de trilhas. São chamadas de “rústicas”. Em várias cidades do interior do Brasil é possível encontrar provas com essas características, com muita subida e percurso fora do asfalto. Porém é difícil classificá-las como corridas de montanha, bem como também não se tratam de uma corrida de rua típica.

Voltando ao tema. Como vimos, corridas de montanha em sua essência precisam necessariamente incluir fatores como desnível considerável, trilhas, quebras de ritmo devido a alterações na altimetria, desafio, entre outros. Algumas provas realizadas em sua quase totalidade por terrenos pavimentos também ganham a errônea denominação de corrida de montanha. Muitas vezes, só por que o percurso contempla grandes desníveis altimétricos algumas pessoas atribuem esse conceito. O que na verdade é um saco. Basta de conceitos, o que importa é correr. Se for fora de estrada, melhor ainda! Relatarei abaixo algumas das principais corridas do país com essas características.

É difícil escolher uma prova apenas como a mais importante ou significativa do calendário nacional. Em nosso país temos provas de montanha que variam dos 7 aos 217 km. E de maneira alguma quero deixar aqui meus comentários como verdades definitivas, afinal é rpreciso correr essas provas para se tirar conclusões.

Poderíamos “dividir” as corridas de montanha no Brasil em provas de curta e provas de longa duração (quilometragem).

Provas Curtas

Entre as provas curtas poderia citar as que dispõe de um percurso de até 21 km, a distância aproximada da meia maratona. Entre essas provas temos as que compõe o Circuito Brasileiro de Corridas de Montanha, a Copa Paulista de Corridas de Montanha, o Circuito Mineiro (a ser realizado pela primeira vez esse ano, no segundo semestre) e o Circuito Paranaense. Todas estas provas tem a distância de 12 km como a escolhida para os homens e 7 km para as mulheres, por ser essa a determinação da CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo para a regulamentação destas provas. Não há necessidade de ser atleta federado para participar dessas provas. Lembro que o fato de a prova ter 12km ou 7 km e ser integrante de um circuito estadual não significa que ela conte pontos para um ranking nacional. Lembro também que em anos anteriores o Circuito Paranaense contou com provas que variavam desde os 10 km aos 42.195 metros de uma maratona, sendo a primeira do país, realizada em setembro de 2007 na cidade paranaense de Rio Branco do Sul. Em busca da padronização estabelecida pela CBAt o Circuito Paranaense oferecerá este ano apenas a distância imposta pelos dirigentes, buscando sua certificação.

Outro circuito que surgiu este ano e que em anos anteriores contava com apenas uma ou duas provas anuais organizada pela mesma empresa é são os Trail Runs que ocorrem paralelamente aos eventos de triathlon cross-country, mais conhecidos como X-Terra. Para este ano estão previstas várias etapas, sendo uma delas aqui em Belo Horizonte. Nestas provas as distâncias variam entre 7km e 9 km tanto para homens quanto para mulheres. Nestas provas os terrenos percorridos são um pouco mais fáceis que as provas do Circuito Brasileiro e do Paranaense, por exemplo, as quais já tive oportunidade de correr. Como o nome do evento mesmo avisa é mais corrida em trilha do que corrida em montanha.

Surgiu esse ano também, organizada pela equipe do Movimenta Minas um circuito de três etapas de Trail Run, na distância de 7 km. Vale a pena conferir!

Distâncias Longas

O Brasil, apesar da pouca tradição, é pródigo em provas longas, sendo que duas delas são muito procuradas por estrangeiros e exigem uma pré-qualificação para se inscrever. Uma delas é a Brazil 135, que é integrante de um circuito mundial com mais duas provas de 135 milhas (217 km). A do Brasil é conhecida como a ultramaratona das montanhas. as outras provas são a Arrowhead (realizada no inverno norte americano), conhecida como ultramaratona do gelo e a Badwater, também nos E.U.A., conhecida como a ultramaratona do deserto. Desafio é o que não falta!

Outra prova que cresce a cada ano e em 2009 vai para sua oitava edição e o Desafio Praias e Trilhas, realizado sempre no mês de outubro em Florianópolis – SC. São duas maratonas em dois dias, sempre percorrendo terrenos montanhosos e muita praia. 84 km nos dois dias garantem a dificuldade da prova. A mesma empresa organizadora desta prova é reponsável também pela Desafrio Urubici, uma prova em pleno inverno da Serra Catarinense onde os competidores sobem por 25 km até quase 1900 metros de altitude e depois retornam, intercalando trechos de asfalto e trilhas. É uma prova digamos, mista, pois agrega um bom trecho pavimento a ela, apesar de sê-lo em subidas e descidas fortes. 50 km inesquecíveis na Serra Geral catarinense.

Para este ano uma prova que parece que vai chegar com força total é a k42 Bombinhas, 42.195 metros em trilhas e areias de um dos mais belos cenários do país, as praias e morros de Bombinhas – SC. Lá estarei, para minha estréia em maratonas em trilhas. Nesta foto ao lado podemos ver um trecho por onde passaremos correndo.


Existem também outras provas de montanha pelo Brasil, inclusive as de revezamento, muito populares nos dias de hoje nas ruas. Em trilhas temos a Volta a Ilha e o Mountain Do também em Florianópolis.

Esse é um panorama inicial das provas que rolam em nosso país. Espero não ter esquecido de alguma e se tal for percebido pelos leitores, que não hesitem em postar que corrigirei as informações.

Agora é com você. Basta escolher qual encarar e pé na estrada (trilha, rio, areia também…).

Um forte abraço.


julho 21, 2009

Circuito das Estações Adidas - Etapa Inverno

Eu decidi "boicotar" as provas da Esfera Mídia BR - Iguana Sports após acompanhar a etapa inverno do Circuito das Estações Adidas - BH. Esse esquema de sete mil latinhas nos kits que depois vão pro lixão, corrida em clima de balada e multidões correndo apenas porque a camiseta é bonita não é minha praia. Em minha opinião empresas como essas deturpam o verdadeiro espírito da corrida, vendendo a idéia de que parecer um corredor é mais importante que ser um corredor. Prefiro as provas mais clássicas: Circuito Caixa, Correios, Divinópolis, By Japão, Cemig.

Sou um corredor mediano que corre porque ama a corrida. E diversão pra mim não é correr uma prova à noite na Pampulha, nem ganhar camiseta de marca no kit, nem correr 10 km entre 7.000 pessoas que estão mais preocupadas com a medalha, com a camiseta de marca ou em correr empurrando um carrinho de bebês. Se é para encarar multidões que seja na VIC - Volta Internacional da Pampulha ou uma São Silvestre. São provas que oferecem desafios reais, são divertidas, bem organizadas e são feitas para os corredores e não para alguma marca esportiva brilhar, como é o caso de provas como Fila Night Run, Eco Run (de "Eco" pouco tem dado o desperdicio de água fornecida em garrafinhas de 500 ml a cada 2,5 km), Circuito das Estações Adidas, Track and Field entre outras.

Boas provas não faltam. Fica apenas o alerta para os corredores de verdade analisarem se realmente camisetas são mais importantes que respeito ao meio-ambiente.

Um abraço!




julho 20, 2009

Um pouco brega...mas vá lá, hehe

O título do post já diz tudo. Mas... gostei da idéia e resolvi compartilhar. Até porque existem detalhes interessantes no curto espaço de duração das imagens. Alguem chega mancando antes de mim, eu chego cabisbaixo (estava doendo, bah), logo após cruzar a linha eu cumprimento um colega dos últimos metros, e como bom coadjuvante, eu saio de fininho, hehe.

Sou o cara de camiseta vermelha, se arrastando pelo centro do vídeo, junto aos cones e que começa a aparecer depois dos 12 segundos de vídeo.

Segue abaixo. Ou então aqui, para quem recebe atualizações via e-mail.


julho 19, 2009

Corridas de Montanha (Trail Running)

Buenas moçada!

Publico hoje aqui com artigo que conta com uma tradução livre que fiz do tópico Trail Running disponível no Wikipédia, bem como acréscimos pessoais que considerei relevantes para uma melhor informação. Essas notas estão em itálico ok? Existem também links marcados no próprio conteúdo do texto que redirecionarão para páginas interessantes. Essas notas estão em itálico ok? Espero que aproveitem.


Trail Running

Trail Running (a tradução mais comum em português é Corrida de Montanha) é uma variante das corridas que difere acentuadamente da corrida de rua e da corrida em pista. Essas corridas geralmente ocorrem em trilhas, preferencialmente em single tracks, onde há espaço para a passagem de apenas um corredor por vez, embora não seja incomum que as provas se utilizem de trechos de estradas, tanto com asfalto, como pedras e terra batida. Uma característica marcante dessas trilhas é que elas são praticamente inacessíveis por qualquer outro meio que não seja a pé, exceto em seu início e seu término.

As trilhas tendem a percorrer diversos ambientes e terrenos, como colinas suaves, montanhas, desertos, florestas entre outros. Do mesmo modo, terrenos íngremes e terrenos acidentados podem exigir que se caminhe ou mesmo utilize rudimentos de escalada, dada a verticalidade do percurso. Por muitas vezes também é necessário que se desça por esse mesmo tipo de terreno. Não é raro que provas de corridas de montanha apresentem variações altimétricas de centenas, ou mesmo milhares de metros.

As corridas de montanha estão crescendo em popularidade e agradando muita gente. Uma pesquisa revelou em 2006 que estimava-se em 6,7 milhões de praticantes desta modalidade apenas nos E.U.A. e mais de 40 milhões em todo o mundo. Não existem estatísticas nem levantamentos confiáveis de praticantes desta modalidade em nosso país. Os norte-americanos já contam com provas muito tradicionais como a Western States, para citar apenas o exemplo mais evidente.

Equipamentos

A maioria dos corredores de montanha utiliza calçados específicos, já disponíveis no mercado nacional, que proporcionam estrutura, rigidez e solado mais aderente que os calçados para corridas de rua. Isso não significa que sejam desconfortáveis ou que não ofereçam amortecimento. Os tênis de corridas de montanha são baixos, para proporcionar maior estabilidade. Os compostos utilizados nas entressolas também são mais rígidos, sendo que muitos deles contam com placas de fibra de carbono para evitar que sejam perfurados na parte inferior por espinhos, pregos, entre outros. Uma vez que esse tipo de corrida se dá por terrenos irregulares como grama, terra e areia, por exemplo, não há necessidade de tanto amortecimento.


O Salomon XA Pro 3D já é um clássico para os corredores de aventura. Para corridas de montanha é excelente opção também!



Outros equipamentos utilizados são as pochetes ou mesmo mochilas de hidratação, bastões de caminhada (para provas com mais de 80 quilômetros), polainas, sem falar no vestuário que deve ser adequado a realidade climática da prova ou treino. Alguns materiais para corridas de montanha já foram analisados por aqui. Confira!



Apesar de ter sido concebido para as neves e a lama do inverno do hemisfério norte, o Salomon Speedcross se sai muito bem nas úmidas trilhas da Mata Atlântica. Testado e aprovado!





Treinamento e Competições


Você pode escolher competir ou apenas correr em trilhas por diversão. As corridas de montanha normalmente são corridas em solo (apesar de haver provas onde se corre em duplas), embora nos treinamentos seja mais interessante correr acompanhado.


As distâncias mais comuns encontradas nas provas pelo mundo é de 5 km, 10 km, 21 km, 42 km, 50 milhas e 100 milhas. As provas com mais de 42 km são chamadas de ultramaratonas, sendo que muitas delas contam com mais de 100 milhas de trajeto, pouco mais de 160 km. Nos E.U.A. a prova mais importante é a já citada Western States. Na Europa a mais concorrida é a UTMB, Ultra-Trail du Mont Blanc, onde os atletas fazem um giro em torno da mais alta montanha da Europa ocidental em percursos que chegam a 160 km.

Existem tamém muitos campeonatos que contam com várias provas ao longo do ano em diversos países, e é possível encontrar bastante informação a respeito de provas, técnicas e dicas. Porém essa informação está disponível basicamente em inglês e alguns poucos sites em espanhol. Aos poucos irei publicando traduções, adaptações e textos próprios visando agregar conhecimento. Na Grã Bretanha uma das provas mais importantes é a Lakeland Trails, com mais de 3.000 inscritos em 2006.

Na África do Sul também existem provas importantes como a Rodes Trail Run e a Kalahari Augrabies Extreme Marathon, uma prova de 250 km percorridos em 7 dias pelo Deserto do Kalahari, onde o corredor deve ser autosuficiente (sem abastecimento). No site www.ar.co.za é possível encontrar uma lista com links que levarão aos sites dos organizadores das provas por lá.

Uma nova classe de corridas de montanha que exigem autosuficiência do participante surgiu em anos recentes, como a Goretex Transalpine na Europa (8 dias, 250 km) e a Goretex Transrockies, no Colorado – E.U.A. (6 dias, 106 milhas). Apesar de serem denominadas autosuficientes, essas provas oferecem completo suporte entre os estágios, ou seja, nos intervalos entre as etapas que são realizadas a cada dia.

As provas de corrida de montanha diferem muito das corridas de rua no que tange a solidão que muitas vezes quem corre em trilhas desfruta. São provas com poucos participantes (há exceções) onde após a largada já é possível correr tranquilamente no seu ritmo. Da mesma forma, é recomendado que o participante conheça bem o seu corpo e seus limites pois esse tipo de prova não conta com muitos postos de hidratação ou suplementação. Nas provas curtas geralmente a organização coloca água e frutas a disposição, porém nas mais longas é importante que o próprio corredor disponha de sua suplementação.

Da mesma forma é preciso que o corredor esteja o tempo todo bastante atento a navegação, pois diferentemente das corridas de rua, não existem marcações muito visíveis. Normamente essa sinalização é feita com marcas de cal no chão ou com fitas nas árvores indicando as bifurcações.

Espero ter podido contribuir para esclarecer um pouco desse fascinante mundo das corridas de montanha. Estarei sempre que possível tratando esse assunto e complementando as informações. Participe também e deixe seu comentário!

Um grande abraço!

julho 17, 2009

"Novo" Blog

Salve!

Os leitores mais atentos já devem ter percebido que em matéria de layout e atrativos eu não consigo medir esforços para atender bem os leitores deste blog.

Pois bem, agora as mudanças chegaram em grau mais elevado. Destaque para o domínio novo: www.iruntrails.net. Mais fácil para acessar, mais simples para lembrar. Porém, quem ainda tiver o endereço com o Blogspot entre os favoritos será automaticamente redirecionado.

Outras novidades:

O topo (header) também teve sua mudança definitiva, já com uma logotipo definida e (espero) duradoura.

Tradutor de idiomas, já que o pessoal de Trail Running nos EUA e Europa também se interessa pelo que rola aqui abaixo da Linha do Equador.

Usuários Online. Calma, está só no começo. Mas em breve será possível conferir quantos estão online no momento e de onde eles vêm.

Siga-me no Twitter. Uma ótima ferramenta para deixar a galera ligada em novidades, idéias e acontecimentos relevantes no que se refere às corridas, montanhas ou simplesmente ao George.

Outras mudanças já foram incorporadas já há algumas semanas mas merecem ser citadas.

Ferramenta de Busca. No canto superior direito existe um campo onde basta digitar qualquer palavra-chave para encontrar algo que tenha sido publicado neste blog a respeito do assunto. Faça o teste! Funciona pra valer.

Imagem dos patrocinadores. Território Mountain Shop e Deuter. Vale a pena um clique para saber mais. Em breve posts dedicados a eles.

Banner (imagem) de corridas parceiras, no atual caso a K42 Bombinhas.

Newsletter. Basta digitar seu e-mail no campo dedicado e você receberá todas as atualizações via email, não havendo necessidade de entrar no blog para ler as matérias. É como uma assinatura. "Receba as novidades no conforto do seu e-mail!" rsrs.

Enfim: estou trabalhando para a cada dia trazer um espaço mais agradável para a informação. Agradeço bastante àqueles que aqui postam e que também ajudam a deixar este espaço mais completo e informativo.

Um abraço!

julho 15, 2009

O início nas corridas de montanha

Putz, lembro até hoje como tomei contato pela primeira vez com a expressão Corridas de Montanha. Havia acabado de comprar uma revista dessas voltadas à pratica de esportes de aventura quando li uma notinha falando sobre o primeiro Circuito Brasileiro de Corridas de Montanha. Naquele minuto eu senti que eu queria fazer isso, e que isso seria parte importante do seguimento da minha vida esportiva. Isso foi em 2006 ou 2005, não me recordo direito. Eu andava desanimado com as pedaladas na minha MTB, sem muito tesão de correr sempre nas mesmas estradas, de saco cheio mesmo. Eu já andava pelas montanhas do Paraná havia vários anos também, mas estava faltando algo.

Percebi que competir em uma prova dessas seria a chance de me testar em um ambiente conhecido, as trilhas. E de uma forma rápida, sem peso, contra o relógio mesmo.

A idéia permaneceu dormente até 2007 quando decidi encarar a primeira etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha, que foi realizado na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba. A distância era de 10 km mas eu jamais poderia imaginar como eu sairia transformado dessa prova. O clima estava bastante quente e úmido, as pirambeiras eram enormes, impossíveis de correr tão íngremes eram. Havia riachos para serem cruzados (molhando os pés obrigatoriamente), estradas de terra, pastos, trilhas em florestas, um pouco de tudo. Dez quilômetros em 1h10min parece muito em uma prova de rua (que na época corria em 47min), no entanto foi tudo muito rápido. A prova exigiu atenção total no terreno, nos postos de hidratação, nas bifurcações (algumas pessoas acabaram errando caminho), enfim, era mais que apenas correr. Cheguei no pelotão do meio. Havia em torno de 50 inscritos de todas as idades e fiquei em sétimo na minha categoria, a M 30-39.

Neste mesmo ano participei de mais duas provas, já na distância de meia maratona, 21 km. Provas duríssimas, sendo a que ocorreu em Campo Magro uma das mais difíceis da distância no Brasil segundo experientes atletas que correram lá. Tanto que na prova seguinte, em Rio Branco do Sul, meu tempo baixou de 3h30min para 2h25min. Mesma distância, nenhuma mudança nos tempos nas provas de rua.

Voltei a sentir o sabor da competição. Uma competição diferente, pois como tem pouca gente nas provas, sempre menos de 100 pessoas nos casos que relatei, acaba-se fazendo amizade muito facilmente. É um povo meio “marginal”, totalmente desprovido de estrelismos, mesmo os top-5, que mantenho contato de amizade até hoje.

A organização das provas no Paraná ficava por conta da Naventura Eventos, que este ano também organizará este circuito. Em meu caso particular, já que hoje vivo em Belo Horizonte, torço para que apareçam mais provas do gênero por aqui também. Hoje já existe uma boa quantidade de provas com esse conceito, porém restritas principalmente aos Estados de São Paulo e Paraná. Se a idéia é experimentar um treino que tal mandar um mail e a gente marcar?

Um abraço e até a próxima!






julho 14, 2009

6.000 metros de felicidade!

Nove dias no Cordón del Plata, indiscutivelmente a melhor região para se travar um primeiro contato com a alta montanha. Contato na prática mesmo. Dormindo mal, faltando ar a cada passada, a boca rachando com o sol, os 8 dias sem banho…

Foram 4 noites acampados em um local chamado Las Veguitas, a 3.200 metros, aclimatando. Na segunda feira, dia 26 de janeiro eu e a Ligia atingimos o cume do Cerro Franke, com 5.100 metros de altitude, após dura ascensão de 5 horas.

Após um dia de descanso em Las Veguitas, subimos para o acampamento El Salto para mais 3 noites. De lá atacamos na sexta-feira, dia 31 de janeiro, o Cerro El Plata, com 6.200 metros de altitude. Devido a problemas de saúde de um de nossos integrantes do time de cume deste dia, retornamos a apenas 50 metros do cume principal do Cerro El Plata, fazendo a volta para a segurança das menores altitudes, visto que o integrante estava passando muito mal (vômitos, dor de cabeça, amnésia parcial e enjôos).

No dia seguinte baixamos, passamos a noite no refúgio Ski & Montanha do simpaticíssimo Alejandro Geras. Gracias por sua hospitalidade.

Chegamos no domingo dia 01 de fevereiro em Mendoza. A idéia era partir dia 04 de fevereiro para a região do Monte Aconcágua. Chegamos a ir a Puente del Inca porém, além de os prognósticos meteorológicos não serem favoráveis para uma investida à mais alta montanha das Américas,a extrema comercialização de tudo que se refere à montanha nos enojou a ponto de tirar-nos a motivação.

Tudo deve ser pago. Puente del Inca parece um desfile de moda de roupas vistosas que encobrem os corpos de pessoas em sua maioria extremamente mal educadas e que acreditam que atingir o cume de uma montanha como essas significa um troféu. Troféus são para competidores, em competições. O que queríamos era apenas desfrutar de um ambiente de alta montanha. E pela muvuca (em torno de 2.000 pessoas no acampamento-base) tudo que não encontraríamos por lá seria tranquilidade.

Durante a viagem recebmos diversas mensagens de apoio e a essas pessoas deixamos até hoje nosso muito obrigado. E sempre é válido dizer que para esta viagem teve o patrocínio e apoio de Território Mountain Shop, Deuter, Princeton Tec, Botas Nômade e Trilhas e Rumos.










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julho 13, 2009

Roça Run Training Camp

Buenas!

Estive neste último final de semana em um local bastante pitoresco. Trata-se da Pousada e Restaurante Nossa Fazendinha, localizada no município de Brumadinho a apenas 45 km de Belo Horizonte. A idéia era descansar um pouco a cabeça da loucura da cidade grande e aproveitar para dar uma pernada pela roça, correndo na terra, pasto, grama e onde mais fosse possível.

O sábado tirei para descansar e se empanturrar da boa comida mineira. Apesar de eu não comer carne de espécie alguma, fartei-me com queijos deliciosos e ovos caipiras, bem como uma boa comida feita em fogão à lenha.

Para o domingo reservamos uma boa corrida de quase duas horas para mim. Esse percurso rendeu também algumas boas fotos.

Já que o próximo grande objetivo será uma maratona em trilha e faltam apenas 5 semanas, quanto mais específicos forem os treinos, melhor será no dia da prova.

Nesta semana os treinos irão rolar no Parque Municipal e na Serra do Curral.

Um grande abraço e bons treinos!



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julho 10, 2009

Review - Mochila Deuter Aircontact Pro 70+15

Minha história no montanhismo não pode ser olvidada. Por mais que hoje eu me dedique quase que integralemente às corridas, não posso deixar para trás os conhecimentos que adquiri em mais de dez anos de montanhismo, tendo inclusive meu lado profissional ligado à essa atividade até os dias de hoje. Então bateu aquela vontade de falar de equipos de montanhismo também. Já que corro em montanhas, uma coisa leva a outra. Fica a dica para os corredores: que tal experimentar uma atividade extremamente prazerosa como o montanhismo? Ótimo para fugir um pouco dos treinamentos massantes. Além disso proporciona pernas fortes, trabalha o psicológico e permite fazer novas amizades. Pense nisso!

Para começar a falar de equipos, nada melhor que um dos mais importantes equipamentos de um montanhista, a mochila cargueira!

Mochila Deuter Aircontact Pro 70+15



A alemã Deuter é referência mundial em mochilas e sacos de dormir. Além deste itens produz uma ampla gama de acessórios para viagens, destinado a um público exigente, que aprecia um material bem feito, com muita qualidade. Toda a sua linha apresenta simplesmente o que há de melhor disponível no mercado. Em nosso país não tem concorrentes no que se refere a mochilas e sacos de dormir. Foi fundada em 1898 por Hans Deuter e desde então é reconhecida como a marca outdoor que mais investe em pesquisa e estudos sobre ergonomia, novos materiais e sistemas de produção.

Sua mochila cargueira “top de linha” é a Aircontact Pro 70+15. Ela é a irmã maior de uma família que é composta por mais duas mochilas: Aircontact Pro 60+15 e Aircontact pro 55+15 SL, esta uma mochila voltada às mulheres.




Em se tratando do tamanho da mochila ela aparenta ter muito mais que os 85 litros anunciados, característica da Deuter. Uma mochila de qualquer marca nacional com este tamanho seria anunciada como uma 100 litros facilmente. Cabe muita coisa dentro dela, e isso é bem interessante, principalmente em nossa Serra do Mar, onde algumas trilhas são bem fechadas e o que porventura estiver amarrado fora da mochila, pode se enroscar e perder-se.

A linha Aircontact Pro tem como característica ter sido projetada para suportar grandes cargas sem transferir tanta sensação de peso às costas do usuário. Você pode carregar facilmente 20 kg nesta mochila, achando que está na verdade com 13, 14 kg nas costas. O sistema de suspensão e as diversas regulagens a tornam em minha opinião a mochila perfeita.

Ela já vem com diversos “plus” que encarecem uma mochila mas que já estão incluídos no “pacote”: Tampa removível que vira mochila de ataque; espaço para até três sistemas de hidratação, permitindo que o montanhista escolha o melhor ponto para alocá-lo; capa de chuva para a mochila; regulagem segundo a altura do usuário; zíper frontal em U, que permite acesso integral à mochila.



Esta foi a minha escolha para a temporada de verão na Cordilheira dos Andes. Além disso para minhas caminhadas que realizei na Serra do Mar paranaense e pelas Minas Gerais não poderia haver escolha melhor. Nesta mochila cabe tudo o que eu preciso para uma caminhada tranqüila, sem sofrimentos. Foi a escolha da Lígia, que também esteve comigo nos Andes.

Recomendo de verdade! A melhor mochila encontrada no mercado nacional!

Um abraço e até a próxima!


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julho 08, 2009

Flashback

Salve!

Estou recuperando alguns textos que publiquei em blogs e sites que já tive oportunidade de manter e colaborar. Estou postando os mais interessantes, sempre aos poucos e vou informando em apenas um post, com os links. Nos arquivos deste blog, eles aparecerão com as datas de publicação original na internet, ok?

Confira o que ressucitei recentemente:

Marins-Itaguaré - Narrativa de uma travessia pela Serra da Mantiqueira.

Diferentes Ângulos da Serra do Mar - Fotografias.

A Estreita Relação de Um Ser Humano e Seu Lar - Uma conversa sobre barracas.

Botas Nômade - Review sobre um modelo de botas de montanhismo.

Itupava Noturno - Breve narrativa sobre uma caminhada noturna na Serra do Mar paranaense.

Ser Montanhista - Filosofia de boteco, ops, barracas.

Himalayan Quest - Review de livro de montanhismo.


Semana que vem tem mais!

Abraços.





julho 07, 2009

K42 Bombinhas

Rolou nesta segunda feira o lançamento oficial da Vila do Farol K42 Bombinhas Adventure Marathon. A apresentação foi feita nas intalações da Pousada Vila do Farol, um dos patrocinadores do evento, o qual será organizado pela Bombinhas Runners, que adquiriu os direitos de organizar a prova no Brasil. A prova-mãe da idéia rola todos os anos na cidade argentina de Vila La Angostura, próxima a Bariloche, e a inscrição e passagem aérea para esta etapa será a premiação para o primeiro colocado nas categorias mascukino e feminino.

Segundo levantei junto ao Blog do Harry as expectativas são das melhores para esta que será a primeira maratona do estilo Trail Run a ser realizada em nosso país.

Eu estarei lá e trarei todas as informações desta que promete ser um dos grandes eventos do cenário outdoor do nosso país.

Quer encarar? Conheça o site da prova e inscreva-se aqui.

Abaixo segue um vídeo da apresentação. Para quem recebe a atualização via mail é necessário clicar aqui.

Abraços!



TREINANDO from BOMBINHAS ADVENTURE RUNNERS on Vimeo.





julho 04, 2009

Vídeos de Corridas de Montanha III

E tome vídeos de montanha. Esse é muito bom também. Só para constar: encontro esses vídeos em um site norteamericano o www.trailrunningsoul.com. Muita matéria interessante nesse site que me serve de inspiração.

Esse novo vídeo que vai aqui mostro a Ultra Trail Aneto, realizada nos Pirineus. O mais interessante desta prova de 66 km é que você tem que levar tudo consigo, ou seja, não há postos de hidratação, staffs para indicar caminho, nada disso. É cada um por si, sendo necessário apenas marcar sua passagem através de um sistema eletrônico em alguns pontos de checagem no percurso. Interessante também é o alto tempo limite de conclusão da prova, o que permite que ela seja feita em ritmo de caminhada forte em trilhas. Segue abaixo o vídeo (clicar aqui para aqueles que recebem a atualização via e-mail e em seguida uma breve descrição da prova, em espanhol.






El Ultra-TRAIL Aneto by Trangoworld es la gran vuelta al macizo de la Maladeta y a la cumbre del Aneto que sigue los caminos que lo rodean, la travesía natural que recorre los senderos de montaña y parte del GR11 a su paso por el Parque Natural Posets-Maladeta. Es un trail de alta montaña de 64 kilómetros y 3.700 metros de desnivel positivo acumulado en autosuficiencia, en la que cada uno tendrá que llevar su comida y material obligatorio de seguridad. El tiempo máximo para realizar el bucle es de 24 horas, lo que permite completarlo caminando a ritmo de marcha.





Su recorrido es muy variado, con el 50% por encima de los 2.000 metros de altura, tres collados de más de 2.400 metros y su punto culminante en el collado de Salenques de 2.807 metros. Pasa por siete valles del Pirineo Central: Benasque, Ballibierna, Llosas, Llauset, Anglios, Salenques y Barrancs. El trazado discurre por buenos senderos de montaña excepto el tramo del Puente de Salenques al collado Salenques con 8 kilómetros de terreno muy técnico sobre bloques de piedra algunos de ellos inestables. De allí a Benasque se siguen buenas sendas que permite transitarlo sin grandes dificultades incluso de noche.

El Ultra-TRAIL Aneto by Trangoworld no es una prueba más, es una prueba deportiva de extrema dureza, pero sobre todo un reto personal, un ejercicio de planificación y dosificación de esfuerzo y recursos. El Ultra-TRAIL Aneto by Trangoworld es el primer ultra trail de alta montaña en autosuficiencia en el que se puede GR-11 Presa de Llausetparticipar de forma individual o en equipo y sin duda se convertirá en el punto de referencia para muchos trailrunners, marchadores y montañeros que anhelan participar en una prueba de este concepto innovador.

El Ultra-TRAIL Aneto by Trangoworld destaca por este estilo de autenticidad con autonomía total en un itinerario natural sin marcas complementarias a las que ya existen sobre el terreno (PRs y GR-11). La travesía está marcada de la manera habitual en el GR-11 (carteles, marcas y simbología GR) y caminos de alta montaña (hitos de piedra). La gran cantidad de puntos de agua a lo largo del recorrido (más de 60) permiten realizar la prueba cargando muy poco agua, casi obteniéndola sobre la marcha cuando se necesita. Se recomienda consumir el agua añadiendo sales o potabilizándola para los que no estén habituados a beber agua de alta montaña.






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julho 03, 2009

Vídeos de Corridas de Montanha II

Enquanto eu achava que estava "sofrendo" para concluir minha primeira maratona no praticamente plano percurso da Maratona do Rio, uma galera corria a V SkyRace Andorra VALNORD. Uma prova belíssima no pequeno Principado de Andorra, entre Espanha e França que teve um recorrido de 35 quilômetros com 2.558 metros de desnível positivo. Tá bom pra você? Um dia eu chego lá! Havia também a MiniSkyrace com "apenas" 15 km. Reproduzo abaixo o cartaz da prova e um vídeo empolgante da prova deste ano. Fantástico!

Para quem recebe as atualizações via e-mail é necessário clicar aqui e assistir direto no youtube.

Abraços.




julho 02, 2009

Últimas considerações sobre a Maratona do Rio

Tá bom, tá bom, tá bom.

Tudo bem que a primeira maratona é emocionante, já debulhei as sensações, a ficha já caiu e até da cueca da sorte eu falei!

Então para fechar o assunto e seguir em frente (semana que vem já tratarei do próximo objetivo) não poderia deixar de citar o apoio dos amigos. Amigos novos que fiz no Rio de Janeiro. Duas pessoas em especial. E mais uma que já era meu amigo de longa data e que revi no Rio. O Jorge Maratonista é um deles. Tomamos conhecimento um do outro através desse espetacular canal que é a internet. E lá no Rio, mesmo com toda a falta de tempo de quem chegou na cidade sábado de manhã e já teve que partir logo após o almoço, tivemos a oportunidade de nos trombar por duas vezes e trocar algumas palavras. O suficiente para sentir uma ótima energia e ter a certeza que é possível através da corrida e da internet consolidar boas amizades e relacionamentos. Valeu a força e parabéns pela dedicação Jorge!!

A outra pessoa é a Gerusa. Figurinha carimbada do montanhismo carioca e que conheci através de um amigo via internet, quando eu ainda morava no Paraná. Recentemente, graças a esse mundo dos teclados também, ela passou a namorar um grande amigo meu de Curitiba, o Beto Joly. No domingo da prova era aniversário dela, então o Beto lá estava no Rio também. Foi muito bom poder conhecê-la pessoalmente e rever o Beto. Um jantar com eles no sábado a noite foi a maneira que encontramos para conversar pessoalmente nesse mundo corrido.

Como voltarei ao Rio em setembro, espero ter mais tempo por lá para cultivar essas amizades que realmente valem à pena.

E ficamos por aqui mesmo. Acho importante passar adiante a importância que esta ferramente que temos à disposição para nos aproximar de pessoas "do bem".

Semana que vem o olhar segue adiante. Tratarei das meias de compressão, da próxima maratona e da volta aos treinos, bem como do Projeto I Run Trails.

Um grande abraço a todos e obrigado pelas manifestações de carinho aqui no blog e também via orkut, mail e msn.

julho 01, 2009

O Rio de Janeiro Continua Lindo...

Como já é sabido estive este final de semana passado no Rio de Janeiro para correr uma das mais belas maratonas do mundo. Lugar melhor para eu estrear na distância com certeza não poderia existir. Se eu comentar exclusivamente do traçado da prova ainda assim teria que ser comedido na quantidade de adjetivos elogiosos para o percurso. Desde a largada no Recreio dos Bandeirantes, tendo o mar de um lado, a Lagoa de Marapendi do outro e a Pedra da Gávea à frente, sempre mais perto conforme a corrida avança. A seguir a Barra da Tijuca (onde vi a Fernanda Keller incentivando os pangarés como eu), São Conrado, Avenida Niemeyer até desembocar nas badaladas Leblon, Ipanema e Copacabana. Toda aquela beleza natural a nossa volta. Corcovado, Lagoa Rodrigo de Freitas (ali pertinho mas invisível na prova), Pão de Acúçar, Enseada de Botafogo... Lindo demais!!

Posso dizer que "conheci" a orla do Rio de Janeiro correndo. E nessa horas não tem esse papo de bala-perdida, sequestro, narcotráfico e violência. São males da nossa sociedade moderna. E mesmo com esses males todos fazendo parte do cotidiano desta cidade não posso deixar de exaltar suas belezas. Isso tudo é muito pouco para desqualificar o que de bom existe.

Cheguei ao Rio de janeiro com uma imagem. Saí com outra. Meu olhar exigente de curitibano, aquele que se orgulhava tolamente de ter nascido na pretensa cidade de primeiro mundo, buscava detalhes de atuações do poder público para tornar menos sofrida a vida de sua população. Encontrei muito mais ações do que já vi aqui em Belo Horizonte, por exemplo. Espaços públicos muito bem cuidados e limpos, muitas áreas de lazer, preservação da memória e muitas outras coisas. Trânsito, poluição, violência, mendigos, favelas? Qualquer capital brasileira tem disso, oras. Frequentei apenas locais mais "turísticos"? Pode ser. Mas que outra capital brasileira sabe trabalhar tão bem esse ponto forte que dispõe?

Infelizmente dois dias foi muito pouco. Para "entrar" mais a fundo na alma do Rio já marquei data: Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

Que venha!

Um abraço.

Trail Running Culture

 Queridos e Queridas, como estão? Trail Running Culture. Cultura Trail Runner. Não temos no Brasil. Não temos apoio, incentivo e divulgação,...