Um Excelente 2013 a Todos

Olá senhoras e senhores.

Meus votos de muita paz, luz e bons ventos no ano que se avizinha. Abaixo uma imagem interessante na fan page do Facebook do site especializado em montanhas e seus frequentadores, o espanhol Desnível.

Grande abraço, amigos!


Homem de Fases


De alguns anos para cá, me identifiquei muito com as corridas de montanha. Comecei a correr em 1993 e a subir montanhas em 1995. Passei a treinar e competir no esporte em 2007, participando ativamente do cenário e do boom que as corridas de montanha vem passando desde o começo de 2012, com o crescimento exponencial no número de provas e praticantes.

Vejo a vida como sucessão de ciclos. Percebo que os meus duram, em média, cinco anos. Entre 1993 e 1997 me iniciei na vida esportiva, correndo bastante (e muito mais rápido do que hoje) e fazendo algumas provas de duathlon. Entre 1998 e 2002 eu gostava mesmo era de pedalar. Cheguei até mesmo a competir em algumas provas do Campeonato Metropolitano de Mountain Bike, apesar do meu foco mais o lazer e a diversão. Entre 2003 e 2007 foi a fase montanhística. Mais de 40 cumes na Serra do Mar, montanhas em outros estados, travessias duras e roubadas mil. De 2008 para cá, como disse, as corridas de montanha ocuparam boa parte dos meus pensamentos.

É claro que sempre estive envolvido com outras atividades nestes ciclos. Eu corri montanhas recentemente, mas também pedalei, viajei de bike, subi montanhas por curtição nos Andes, por exemplo. Sempre foi algo que busquei para mim, essa diversidade.

Tudo me leva a crer que neste ciclo que parece estar se iniciando, a diversidade e a mistura de tudo isso será a tônica

Agora sim, em definitivo, com a cabeça mais tranquila e em ordem. Quando escrevi um primeiro post em novembro sobre o assunto havia apenas duas certezas: correr a K42 Bombinhas e estar mais nas montanhas. O tempo passou um pouco e em seguida eu já estava pensando em correr algumas provas a mais. Com essas ideias na cabeça, me atrapalhei um pouco. Juntou a jornada de trabalho estendida com a pura "preguiça mental" de programar e definir metas esportivas. E no começo do post também filosofei um pouco sobre como identifico facilmente os meus ciclos de cinco anos. Tive o privilégio de poder adquirir e assistir o filme A Fine Line (trailer neste link: http://vimeo.com/55782654), mostrando um pouco mais da vida do mestre-inspirador Jornet, e, agora, depois que o mundo acabou neste 21 de dezembro de 2012, vamos renovar tudo. Como o mestre, também senti falta de novos sonhos a serem buscados. Kilian Jornet correu e venceu as provas que ele desejava, sonhava desde jovem. Precisava de novo gás.

Em 2012 eu também consegui finalizar diversas metas que estavam penduradas, sendo a principal dela, por incrível que pareça, tem mais a ver com performance do que com montanha: marcar meu melhor tempo em uma maratona de asfalto sem neuras, apenas indo lá e correndo. Foi tudo sem planilhas, sem alimentação especial, sem suplementos (tão "necessários" hoje em dia para alguns), sem mesmo meu nome estampado, já que corri com a inscrição do amigo André Cruz que não pode vir à cidade. Demais objetivos esportivos imediatos eu já tinha conseguido acumular nestes anos do recente ciclo, tudo isso pode ser conferido aqui no blog:

a-) Correr uma ultramaratona em trilhas. Duas na verdade: Desafio Praias e Trilhas em 2009 e Ultramaraton de Los Andes em 2010.
b-) Estar por duas vezes nas montanhas andinas, uma delas subindo montanhas de até 6.000 metros e outra competindo na ultramaratona que citei acima.
c-) Correr algumas maratonas em asfalto (3 Curitiba, 1 RJ e 1 Foz do Iguaçu).
d-) Fazer o caminho do itupava subindo em pouco mais de 3 horas.
e-) Correr a Super Meia Maratona Noturna de Extrema por duas vezes, em 2011 e 2012.
f-) Estar em todas as edições da K42 Bombinhas, sempre me divertindo muito.
g-) Correr provas verdadeiramente de montanha, bem ao estilo europeu, como a Araçatuba Trail Run e a Perdidos Trail Run.

E assim, como o mestre Kilian, eu também percebi que "tiquei" a minha lista.

Hora de um novo ciclo, anunciado no post anterior.

Assim, estarei competindo em apenas duas provas: Araçatuba Trail Run em maio e na K42 Bombinhas em agosto.

Outras programações:

a-) viagem de bike em agosto, pelo interior do paraná.
b-) algumas travessias e caminhadas nas montanhas paranaenses por lugares que há anos não frequento, como os cumes e trilhas do Ferraria, Ciririca, Agudo da Cotia, sempre acampanado e curtindo com calma.
c-) explorações pelas bandas dos Campos do Quiriri, entre o PR e SC, durante as férias, expedição autônoma de pelo menos sete dias sem destino, até acabar a comida.
d-) a bike continuando como único meio de transporte.

Pronto para o novo mundo. E viva os maias!

Abraços e vamos festejar!




Para Dezembro de 2012 Valer a Pena

Todo mundo postando calendário de provas para 2013...

Mas minha cabeça anda bem longe das corridas para o ano que virá após o fim do calendário maia.

Falando de corridas e competições. Minha única certeza são as provas da TRC Brasil, com quatro etapas na distância de 13 km em março, junho, agosto e novembro, a Super Meia Maratona de Extrema em julho, a Subida da Graciosa em outubro e os clássicos 42 quilômetros da K42 Bombinhas dia 17 de agosto. O resto será apenas isso. Um pouco por falta de vontade de correr provas. Outro pouco ao perceber quanto dinheiro gasto nisso, investimento que posso aplicar em experiências montanhísticas na região ou visitando lugares novos nas montanhas de estados vizinhos. Na verdade, até me assusto com as contas. Afinal, são sete provas, nem é assim tão pouco. 

Havia adiantado aqui que eu queria correr os 50K em São Paulo no final de março. Cancela. Também havia comentado aqui meu interesse maior em estar nas montanhas "de verdade". Conseguem entender a cabeça a mil?

As reflexões típicas de final de ano me levaram a entender, de uma vez por todas, o que quero da vida em 2013, além das obviedades de "paz, saúde e amor".

No fim das contas, prevalece a vontade de deixar tudo fluir, sem planos.

Assim sendo, em 2013, aposento o Garmin Forerunner (já a venda, aceito propostas), as anotações em sites como Dailymile e LinhadeChegada e as inscrições em provas por impulso.

Simplicidade e montanhas.

Abraços.

Acamps na Serra do Espinhaço, Interior de Minas Gerais - Agosto de 2012.

Dezembro de 2012 - Parte II

Continuando o post anterior...

Já um pouco antes do final da primeira metade do mês de dezembro, posso sentir o peso e o cansaço se instalando. Sempre tive dentro de mim que datas comemorativas e a marcação da passagem dos tempos são bobagens, coisas criadas pelo homem (principalmente o moderno). Afinal, quem aí nota diferença na prática mesmo entre o 31 de dezembro e o 01 de janeiro? Nem mesmo as quatro estações estão assim tão fáceis de identificar em suas nuances. Como definir então o significado de mês e ano? Somente com as modernas invenções mesmo.

Meu corpo, por exemplo, se ressente das horas a mais acumuladas no trabalho, que se refletem em horas a mais de sono e, obviamente, horas a menos nos treinos. Parece que começo a entender o significado de end-of-training-season. Confesso que queria, de verdade, estar treinando mais forte. Até fiz isso, semana passada, com treinos fortes e duros, onde pude observar real progressão. Talvez eu tenha pago o preço e agora bateu esse cansaço. Não sei, e verdadeiramente não me importa.

É correr e pedalar quando der. Afinal, o tal "ano-novo" nem chegou, porque a pressa? O importante é aproveitar o que se tem na mão. O que tenho é uma cama macia e a possibilidade deusar a bike como meio de transporte, mantendo-me mais ativo que 80% da população.

Valeu!

Uma bem gelada, agora! Cheers! (Local da foto: Bombinhas/SC - Agosto de 2011)

Trilhas do Parque Tingui

Ok... não são as trilhas mais selvagens, técnicas ou deliciosas do mundo. São bem curtas, na verdade. Algumas mal chegam aos 100 metros de extensão. Mas eu não fico medindo. Quando vou ao Parque Tingui treinar aos sábados, vou para curtir...passar alguns minutos me divertindo, saltando raízes, me desviando das galhadas.

Este sábado fiz meu segundo treino lá e, mais uma vez, foi diversão pura. Juntamente com um bom treino, já que ali encontro um terreno mais técnico, onde exijo bem mais do corpo do que se corresse apenas em terrenos regulares. E já que a meta é correr longe e no mato, eis uma boa opção, muito próxima de casa.
 Abaixo algumas imagens. 

Abraços e boa semana.





Dezembro de 2012 - Parte I

O mais bacana de dezembro é o fato de ter uma grana extra, não? Pelo menos para nós assalariados. Um reforço é sempre bom. Não para comprar presentes, algo que sinceramente não gosto, acho bobagem, pois prefiro gastar dinheiro oferecendo experiências do que objetos. E então viver essas experiências é o que mais importa no momento.

Sabe aquela história que fala: "ganha tão bem que não tem tempo pra gastar o que se ganha"? Em dezembro é um pouco assim, já que minha jornada de trabalho acaba se estendendo até as 20:00 nos dias de semana. Sem falar nos finais de semana, onde acabo ocupando meu sábado com as questões profissionais. Longe de ser reclamação, esta situação me proporciona um extra que é muito bem aplicado nas experiências a serem colhidas em 2013.

Uma primeira olhada no calendário, me sugere uma participação em uma corrida de montanha no mês de março, mais precisamente dia 31, anunciada no site Corridas de Montanha aqui. 50 km em trilhas na região de Paranapiacaba? Topo! Já tive oportunidade de correr lá em 2010, numa etapa da Copa Paulista, distância de 12 km. Lama e mais lama, do jeito que gosto. Acho que foi a única competição em trilha que participei onde o tempo estava cagado, na foto que ilustra o artigo podemos ver que eu estava encharcado na chegada. Com as trilhas mais enlameadas e as descidas mais técnicas parece que minha corrida flui melhor. É minha vibe.

Então é com base nisso que estarei nas ruas de Curitiba e nas trilhas da região, tentando me preparar para esta distância, a qual só encarei uma vez, em 2010 lá no Chile. Como corri a Maratona de Curitiba recentemente em estilo passeio, quem sabe seja uma boa oportunidade de voltar a me testar em um desafio de longa distância. Para tanto, conto pela primeira vez na vida com orientação nos treinamentos, que estão sendo passados pela amiga e parceira Daiane Souza que, além de treinadora, é atleta das mais consistentes no circuito, sendo vencedora da K21 Ilha do Mel de 2012, entre outros excelentes resultados. Como ela vem do ramo da aventura há muitos anos e não caiu de para-quedas nas corridas de montanha, confio em seu trabalho.

Depois desta prova, irei ver o que faço da vida. Definido apenas que quero muito voltar a alguns lugares mágicos aqui da Serra do Mar, que não visito há anos. Mochila, barraca, saco de dormir, fogareiro e perrengues. Eis a ideia para a temporada de inverno 2013. Mas isso conto depois.

Abraços e bons teinos.