INDOMIT Costa Esmeralda Ultra Trail

Ok, meu lance não será exatamente um Ultra Trail, não na distância. Mas o fato é que após a grave (ou nem tanto assim) lesão do Ligamento Cruzado Anterior e uma recuperação aceleradíssima - segundo especialistas, sinto-me apto a voltar a competir em provas de Trail Running.  O evento escolhido foi a INDOMIT Costa Esmeralda Ultra Trail na modalidade 21 quilômetros.

A prova se dará nos municípios de Bombinhas, Porto Belo e Itapema, no litoral catarinense. Um local recheado de belas paisagens e que conta com ótima infraestrutura de acesso, hospedagem, alimentação e, principalmente, locais agradabilíssimos para correr.

Organizada pelo pessoal do Bombinhas Runners, que foram os responsáveis pela realização de cinco edições da K42 Bombinhas entre 2009 e 2013, a INDOMIT Costa Esmeralda Ultra Trail conta com opções de 100, 84, 65, 50, 21 e 12 km.


Foto: Divulgação INDOMIT Costa Esmeralda Ultra Trail

Escolhi a opção de 21 quilômetros para meu retorno ao esporte corrida de montanha. Uma distância que sempre apreciei, pois equilibra desafio físico com curtição. Provas muito longas exigem outro tipo de preparação, para a qual não tenho condições por ora. Para aqueles que tem pouco tempo na prática do esporte,os 21K também se mostram como um desafio possível e de muita superação. 

É também uma oportunidade de deixar bem claro que não é somente através das ultra distâncias que podemos satisfazer nossa natural necessidade de aprovação social. Infelizmente, correr para os outros é um dos males que acabam vindo junto com a massificação das corridas de longa distância. Hoje, mostrar que se corre, principalmente as ultra distâncias, parece mais importante que apenas ir lá e correr. Eu lido o tempo todo com esta tênue linha que separa a correta e motivadora difusão do esporte da vazia e fútil exposição digital do "me amem, sou guerreiro".

Quem acompanha o blog sabe que em 29 de novembro sofri uma queda durante um salto treinando no Parque São Lourenço em Curitiba. Neste acontecimento, houve uma ruptura do LCA - Ligamento Cruzado Anterior, diagnóstico confirmado através de exame físico pelos dois médicos que visitei no período de 10 dias pós-trauma. Não realizei exames de imagem, exceto o tradicional raio-x que, neste caso, serviu apenas para confirmar a inexistência de fraturas. Certamente uma Ressonância Magnética confirmaria a extensão e gravidade do caso. Mas, como a grana anda curta... 

No final de janeiro, em uma conversa e avaliação com o amigo Lionson Reckziegel, fisioterapeuta e corredor de montanha, após nova avaliação, sugeriu um plano de fortalecimento muscular por três meses antes de avaliar a minha capacidade de voltar a correr. Assim, logo iniciei um forte programa de treinamento funcional na Academia Vibe Center, três vezes por semana, junto com treinos de bicicleta nos sábados e/ou domingos para ajudar no cardiorrespiratório. Com duas semanas de atividades já tenho sentido maior confiança no joelho lesionado, a ponto de realmente acreditar que posso voltar a correr em trilhas sem maiores riscos de nova lesão, pelo menos até o momento de ver a extensão da lesão através do exame de imagem. E aí, então, avaliar a necessidade de cirurgia para reconstrução do LCA. 

No meio disso tudo, eu estava tranquilo com relação à minha decisão de não mais competir, de não mais participar de eventos do gênero como atleta. Estava satisfeito com minha condição de estar apto para poder pedalar e subir as montanhas de maneira pacífica e sem correria. Não estava impedido de fazer coisas que realmente amo. Porém com os constantes avanços na recuperação e com meu envolvimento cada vez maior com o cenário trail runner fica realmente impossível não ser "contaminado" com essa energia toda que pulsa no universo das corridas de montanha.

Hoje minha principal fonte de renda é a prestação de serviços para um organizador de eventos do esporte, a TRC Brasil que realiza corridas de montanha do jeito que eu gosto, com paixão e profissionalismo em percursos verdadeiramente de montanha. Diariamente sou consultado por diversas pessoas interessadas no esporte, estabeleço contatos, fortaleço parceria, trabalho ideias, enfim, estou inserido até o pescoço nessa atividade chamada trail running. E, posso garantir que não é nada legal ser um corredor de montanha de internet. Bom mesmo é ir lá e ver com os próprios olhos e sentir as trilhas com as próprias pernas.

Assim, fica o convite para que você também participe desta festa chamada INDOMIT Costa Esmeralda Ultra Trail. Agradeço a confiança de toda a equipe de Bombinhas Runners. Inscreva-se no link abaixo e venha comigo!


Beijos, abraços e ótima semana a todos.

Propaganda de Refrigerante



Envelhecer não significa necessariamente embrutecer. Não vejo a vida como o leite e o vinho, que com o passar dos anos azedam. Eu vejo como a oportunidade de viver cada vez mais intensamente pois a dura realidade é que cada dia que passamos aqui é um dia a menos por viver.

E isso não é negativo. Isso é positivo pra caralho! Isso é viver cada segundo. Isso é permitir perder o fôlego em um pôr do sol, em um primeiro beijo ou na assinatura de um contrato de compra do seu primeiro imóvel. Viver positivamente deveria ser muito mais que um slogan de uma propaganda de refrigerante. Viver assim é o que me mantém firme na lida. Na lida e não na luta. Não vejo a vida como uma luta. Não gosto de lutas. Eu gosto de ousar e conquistar. Um desbravador é como me vejo. Não me torna melhor que ninguém, jamais houve pretensão assim.

Agora, com 37 anos completados no dia de ontem, todo aquele cinza que as vezes aparece no meu campo de visão, começa a se diluir. Como um filme dos anos 30 que foi colocado som e cores posteriormente. Uma história já escrita e que toma novos tons. Uma certa maquiagem. Colorir a vida nunca me pareceu fácil. Mas torna-se necessário.

Necessário é, segue o baile. Com fé!

Quando o sol nasce, a escuridão se vai. Da alma, inclusive. Vista do Solar dos Volpão, residência oficial deste que vos escreve estas linhas tortas.

Prepara!

Prepara!

Prepara a metralhadora verborrágica e inútil. Prepara a cabeça se é que ainda existe. Existe? Existir ou não é algo que não se pode dizer. Afinal, o homem é o animal mais inteligente do planeta. Mas essa é a visão do homem, não? Se eu fosse um macaco, me acharia muito mais sábio. Para que descer das árvores, criar cidades, ficar rico, comer mais mulheres?

Prepara a ideia ridícula de querer, lutar e poder. Prepara o bolso para ter dinheiro para comprar sem se vender. Assim somos, assim vivemos e assim deve continuar. É a lei, doutor, por favor respeito. Ser proativo, neoliberal ou velha-virgem pouco interessa. As cortinas abertas mas a janela fechada que impede o ímpeto. A fúria que vem do mal mas traz o bem. Porque nada é tão bom que não possa melhorar ou nada é tão ruim que não possa ficar pior? Tirando o ruim, o resto está bom? Qual é, cara?

Prepara a cara porque não pode ter nem sebo nem espinha. E se tiver, por favor, favor rebocar com aquele make da China. Não pode ser feia, nem pobre a ponto de ter somente dinheiro. Compartilha e me dá um like? Tenso né, guria?

Prepara o bucho porque existe um 38 e é ótimo falar isso. Não olha para a mina, não ouse querer dobrar na conversa. Quer bala, quer perna quebrada, quer sangue. Quer o que, cara pálida? Quer assumir a imbecilidade? Conseguiu. És mais autêntico que eu, que me escondo pelas noites escuras.

Mas não, não termina assim comigo. Vamos tomar um café?

A Vida nas Montanhas com Anton Krupicka

Olá!

Nunca escondi de ninguém minha admiração por este cabeludo esquisito. Acompanho sua vida nas montanhas desde o antigo blog Riding the Wind e agora continuo aprendendo muito no site pessoal, o www.antonkrupicka.com.

Conheci o cara, seu blog e seu primeiro filme em 2008, bem antes do atual boom do trail running no Brasil e seus adeptos que se inspiram nos atletas mais visualmente do que nos valores.

Anton vive verdadeiramente a montanha, equilibrando uma paixão verdadeira pelas montanhas à uma vida atribulada como atleta profissional de uma grande marca de calçados esportivos.

No segundo filme, In A High Country, lançado no ano passado, há uma mostra ainda maior de sua relação com as montanhas, que me inspira cada vez mais de que o que mais vale são os momentos passados lá em cima.

Alguém com o vínculo muito maior com o ambiente do que com o esporte. Valorizo!

Abaixo e aqui um trecho do filme acima citado, que muito me agrada.

Boa semana!