Uma delicada e bipolar relação com o Facebook

Oi, tudo bem?

Como disse em texto anterior, sou Aquário com ascendente em Gêmeos.

Para quem não acredita nessas coisas, meu respeito e minha tolerância.

Para quem crê, isso se traduz numa explicação astrológica para duas características muito presentes em mim: rebeldia aquariana com a bipolaridade geminiana.

Eu já perdi a conta de quantas vezes eu desativei e reativei minha conta de perfil pessoal no Facebook.

Além disso, já fiz exclusão total por duas vezes. Uma em 2011 e outra no ano passado. Acho que por pura preguiça de apagar fotos de relacionamentos amorosos que chegaram ao fim (risos).

Em 2016 chegou ao fim um casamento de 4 anos de muitas montanhas e bicicletas e também de muitas diferenças que levaram à comum escolha pelo término da relação.

Aliado a isso, eu percebo de forma crescente um aumento da chatice, dos discursos de ódio, das palavras vazias que rolavam em minha timeline, principalmente no Facebook. Pessoas que tenho carinho e admiração que compartilhavam notícias destilando um ódio e uma ignorância (no sentido de desconhecimento mesmo) que não me parecia compatível com o seus sorrisos fáceis ou sua vibe "esportiva/montanhística".

O polarização dos discursos políticos, um viés de atenção voltado à simples emissão de opinião que na verdade não me interessava e a total "perda de tempo" que isso me ocasionava fizeram com que eu ficasse nessas idas e vindas.

Eu mesmo caí várias vezes nessa de emitir posições políticas, comportamentais e culturais até o ponto que um clique se deu e que é verdadeiramente fatal:

QUEM SE IMPORTA?

Sim, quem se importa?

Se minha opinião vai de encontro com quem pensa como eu, ganho likes, aplausos e "ameis".

Se minha opinião é diferente, ganho afastamento e principalmente uma energia negativa rondando por aqui.

Para quê isso? A troco de quê?

Porque, na verdade, ninguém se importa, e minha opinião sobre política ou sobre maconha ou sobre casamento gay não importa. E passei a ver que não faz sentido emitir essas coisas.

Emitir opinião não torna suas crenças mais verdadeiras ou corretas. São apenas opiniões.

Então tenho preferido opinar em algo que eu possa contribuir, como é o caso do meu trabalho com bicicletas, minha paixão pelas montanhas e minha experiência com musicas.

Estive umas semanas afastado da timeline do Facebook, apenas alimentando a fan page e foi uma experiência interessante.

Nesta segunda-feira, quando reativei o perfil, logo veio o desgosto. Nego falando mal de certo político, outro dizendo que paleo é vida (mais morte que paleo impossível, friend) e outras tosquices que somente uma rede social pode fazer que é dar voz a qualquer idiota.

Decidi ser menos idiota. Chega de incorrer no mesmo erro que condeno aqui.

Voltar a expor o que penso aqui parece mais interessante. São menos views, mas não é o número de views e likes que eu busco. Mas sim a qualidade de quem dispende um tempo lendo aqui ou vendo meus vídeos no YouTube.

Minha ficha caiu, meu saco encheu.

Sigamos, respirando e fazendo o bem, sempre.

Namastê, boa semana!






Não seja enganado, caro amador

Oi, tudo bem?

Não se engane: O atleta amador realmente dedicado para performance ocupa seu tempo treinando e não se pavoneando nas redes sociais. Portanto, se houve alguma conquista, pódio, troféus, etc, é porque o nível dos atletas em determinada prova estava fraco e não porque a performance foi ótima. Assim foi nas poucas vezes que frequentei pódio como competidor de trail running entre 2007 e 2013. Nunca me iludi. Minha missão no esporte era, e sempre será, promover e difundir qualidade de vida e bons relacionamentos. 

Um recente episódio numa prova nacional de ciclismo me faz refletir sobre os rumos que o esporte amador tem tomado. Seja curioso e clique no link. E aqui uma única fotinho que encontrei, recebendo troféu de um dos meus mestres de vida Daniel Meyer, na APTR Paraíba do Sul 2013, Trail running de 27 km onde fui o sétimo geral e o primeiro na minha faixa etária 30-39 anos. 

Performance? 

Sofrível do ponto de vista de alto rendimento, fui primeiro de 7 atletas. Foi exatamente neste dia que decidi abandonar as competições. Corri praticamente três horas preocupado se estava bem, se tinha alguém atrás ou na frente. Não desfrutei. Praticamente não lembro dos companheiros de trilha ou das paisagens. Ali eu me senti pela primeira vez na vida VAZIO. 

Se de alguma forma o "textão" mexeu com você... reflita! Ninguém está certo ou errado. Podemos apenas não estar usando todo o potencial que Deus nos deu para desfrutar essa existência aqui. Em nome de pedaços de metal, madeira e de likes que amanhã nada significarão. 

Beijos e abraços!




Na cama com a gatinha

Oi, tudo bem?

Queria ter ido à montanha neste final de semana. Tinha até feito uma corridinha no meio do mato numa noite gelada na semana que passou, testando roupas e lanterna.

Mas choveu pra cacete e não tenho problema algum em me assumir preguiçoso, passando o final de semana inteiro lendo livros e vendo filmes.

Não sou guerreiro nem herói de nada pra calçar tênis para correr em trilhas enlameadas, ou capa de chuva para pedalar em estradas escorregadias. Meu compromisso é com meu bem estar e mais nada.

A montanha sempre estará lá, pelo menos enquanto eu estiver neste planeta e antes de estourar a terceira guerra mundial que se avizinha.

Sendo assim, preferi ficar na cama com a gatinha :)

Biotita é companhia perfeita para este tipo de programa.

Boa semana a todos!


Temporada de Montanha 2017

Senhoras e senhores, vamos à montanha?

Ontem estive no Morro do Anhagava, Quatro Barras - PR, para uma caminhada tranquila.

Tranquila até demais. Por ser dia das mães, provavelmente, praticamente não havia ninguém por lá, apenas os desnaturados. Foi legal encontrar a Erli e o Rafael, amigos ainda da década passada e com seus pequenos naquelas cadeirinhas de levar crianças para caminhadas em trilhas.

Houve a abertura "oficial" da temporada, realizada pela FEPAM ali mesmo em Quatro Barras no Refúgio Cincotreze no sábado anterior. Sou bastante arredio a convescotes sociais e preferi ficar em casa e assistir o Live in Pompeii do Pink Floyd porque é algo que me faz mais a cabeça.

A viagem foi tão grande que nem me dei conta da ventania e chuvarada na madrugada. Soube depois que aconteceram perdas de barracas e equipamentos nas montanhas do Ibitiraquire. Felizmente os danos foram apenas materiais.

No domingo pela manhã o céu era bastante azul e o vento bastante forte ainda, o que trouxe realmente a certeza que a temporada começou e os próximos meses prometem bastante aventura nas alturas.

Para o próximo final de semana já tenho algo programado lá pra essas bandas ibitiraquirenses.

O lado musical fica pelas noites insones no apezinho.

Cheers, bons ventos!!!!