K42 Bombinhas Adventure Marathon - Expectativas

Seguem minhas expectativas e metas para a edição de 2011 da mais bela maratona do Brasil .

1-) Divertir-me ao máximo!
2-) Buscar diversão com os demais participantes da prova!
3-) Transformar dores em diversão!
4-) Ajudar o colega de atividade que estiver em apuros para que se divirta comigo também!
5-) Entrar no mar semi-nu com uma Murphy's para comemorar logo após a chegada!

Tá chegando a hora.

Abraços.

K42 Bombinhas Adventure Marathon 2011 - Acabou

Dou por encerrada a temporada de treinos específicos para a mais bela corrida do Brasil. Aliás, quem diz que a Maratona mais bonita do país é aquela realizada no Rio de Janeiro é ignorante ou engraçadinho. As praias e trilhas de Bombinhas são incomparáveis em beleza. A organização da prova, devido ao menor número de atletas e à simpatia de seus integrantes, tratam cada atleta como único e não apenas um tijolo no muro. Espero estar por lá em todas as edições vindouras

Enfim, acabou. Hoje meti 36 quilômetros por estradas de chão com subidas de bom nível e daqui para frente o lance, agora, é tirar o pé. É o famoso tapering (polimento). Depois da K42 sei lá o que vai rolar... Depois eu vejo.

Bons treinos e provas a todos.


Treino 01 para a Copa do Mundo de 2014 - Pico Paraná

Ok...não vou jogar futebol.

No entanto até poderia, já que a seleção brasileira foi eliminada pelo Paraguai hoje na Copa América. O revés foi nos pênaltis por não terem acertado nenhuma das quatro cobranças...quem sabe, mesmo com 37 anos na Copa eu jogue melhor que esses picaretas...

Esse treino foi pensando na Copa do Mundo de 2014, onde espero estar fora do país por uns dias para competir em uma prova verdadeiramente selvagem e dura (dica melhor que essa impossível).

Mas o assunto não é esse. O que importa é que fui pra beira da estrada às sete da manhã, peguei um busão até o vilarejo de Terra Boa e lá percorri 7 km de estrada de chão com desnível positivo acumulado de 250 metros.

Levei uma horinha pra fazer isto e entrei na trilha rumo ao Pico Paraná. No caminho alguns velhos amigos, como o Pereira, o Xandão e a Flavinha (já acampamos muitas vezes juntos). Mais adiante trombei com o Magro. Quase no alto, topei com o Adnam (velho, desculpe não dar toda a atenção que um encontro como esse a quase dois mil de altitude merece, eu tava pra lá de bagdá).

Depois de três horas, atingi o cume do morro do monte do Pico Paraná, com seus 1877 metros de altitude. Mais cansado que de costume, afinal havia 4 anos que não pisava naquele local, fiquei apenas 5 minutos no cume e desci, o que me tomou mais duas horas e meia. O custo do excesso foram algumas cãimbras que controlei com sucesso após reduzir o ritmo por alguns minutos.

Da fazenda até a BR-116, mais precisamente no Posto Tio Doca, foram os mesmos 7 quilômetros da manhã, porém, mesmo em descida, demorei um pouco a mais.

No fim das contas: 28 quilômetros em 7h55min com 1987 metros de desnivel positivo acumulado.

Lições do treino 01 visando a Copa do Mundo 2014:

1-) A corrida emburrece o corpo no sentido mais amplo da palavra. Depois de tanto tempo longe das subidas mais íngremes e dos trechos técnicos me senti um pato. Correr é preciso, como treino aeróbico e de fácil acesso. Mas subir montanhas em trilhas exigentes trabalha cada milímetro do seu organismo.

2-) A segunda lição tem a ver com a primeira: ser especialista é uma bosta. Você se prende numa porra de coisa, só faz isso e se julga diferente. Hoje na montanha fiquei com vontade de fazer aula de surfe. Grande merda eu correr 42 quilômetros num asfalto quente e numa cidade fedorenta se não sei ficar em pé numa prancha? Que vida é essa?

3-) Depois da quarta ou quinta hora de atividade, não tem físico que mande em você. Quem manda é tua cabeça. Assim como a trilha, tive altos e baixos psicológicos que só me permitiram desfrutar tanto porque não lutei contra meus bodes e dores momentâneas. Em algum momento o sol volta a brilhar no cérebro, as dores vão embora e a gente vira super-homem de novo. É hora de aproveitar e socar a bota.

4-) Cuidar mais da alimentação, de preferência comd espertador avisando a hora de ingerir algo. Acho uma porcaria esse tipo de controle mas acho que fez falta hoje. Poderia ter evitado alguns maus-bocados que passei ao faltar energia (santa coca-cola).

5-) A última lição serve de título para um livro: Treine menos, viva mais (o manual do atleta sem planilhas).

Abraços!






Medalha para quem merece medalha

Medalha é pra quem merece medalha.

Eu busco sensações. Encontro-as nos montes que trilho por mim mesmo, sem marcações, sem chip e sem alvoroço. Assim sendo, após a K42 Bombinhas Adventure Marathon recolher-me-ei à minha caverna pessoal, abrindo mão de correr os 50K em Ilhabela e os 84 em Floripa na Praias e Trilhas.

Havia algum tempo que já andava cansado dos excessos. No post anterior comentei brevemente sobre minha mais recente andança na Serra do Mar. Durante esta caminhada tive a forte sensação de que percorrer estes tortuosos caminhos são, na verdade, a atividade esportiva mais prazerosa de todas que já experimentei.

Estar nas trilhas e percorrer longas distâncias. Sem números e sem planilhas. Livre. O post do amigo Leonardo é super inspirador neste sentido, fecha exatamente com meus sentimentos. No rules at all!

Ainda tenho muitas metas a serem cumpridas nas competições. Tenho meus objetivos e deles não abro mão. Mas, por hora, o caminho para atingi-los não passa necessariamente por pendurar uma medalha no pescoço. Posso dizer que estou olhando adiante, bem adiante, mas muito mais interessado no presente. Nas minhas manhãs de inverno correndo na geada, nos finais de semana passados entre bares e restaurantes de Santa Felicidade ou dormindo numa moita a 1.800 metros de altitude cercado de gente legal.

Atitudes desapegadas como essas não combinam com estatísticas, planejamentos, medalhas, funis de chegada e outras "necessidades" do moderno corredor seculo XXI com seus iPhones e demais quinquilharias chinesas. Minha necessidade é estar outdoor e sem número de peito.

Competir? Para encontrar os amigos e tomar cerveja depois. E só.

Segue a vida nas montanhas.

Abraços

A Vida nas Montanhas

Buenas!

Para fazer jus ao novo nome deste blog nada como uma nova foto (acima, topo de página) e um novo post. Em breve, novo layout, claro!

Post rápido apenas para compartilhar algumas fotos (nem tão inéditas assim, pois já estão no Facebook) e descrever rapidinho como foi esse lance de "A Vida nas Montanhas".

Eu estava com uma programação feijão com arroz de treino longo no sábado e um soltinho no domingo. Eis que aparece o convite da Aliny e do Arce (parceiros de várias caminhadas de montanha Brasil afora) para um bivaque no Pico Paraná na madrugada de sábado para domingo. As condições climáticas apresentavam-se perfeitas para tal intento. A companhia era das melhores. Não havia nenhuma boa desculpa para não encarar esta.

Aceitei de pronto e nos largamos pra serra no sábado final de tarde. Juntaram-se a nós a Greyssi e o Leandro, que conheci naquele átimo. Lá estava também a Daiana, que havia vindo de bike desde Curitiba (mais de 70 km de pedal) e aproveitou a carona no "trem" morro acima.

A Fazenda Pico Paraná, início da caminhada estava repleta de automóveis, o que indicava que o Pico Paraná talvez não fosse o destino ideal para quem buscava sossego. No meio do caminho nos decidimos por tocar para o - para mim - querido Itapiroca, um tico mais baixo, mas tão belo quanto e, muito mais perto. A Daiana tocou pro PP, seu plano original. Chegamos nas áreas de acampamento do Itapiroca por volta das 10 da noite. Céu estrelado, lua crescente, frio de 6 graus bem dentro do suportável e nada de vento. Os casais montaram suas barracas e eu decidi-me por dormir ao relento, somente com meu saco de dormir, para me integrar melhor com a montanha e o céu.

Devidamente alimentados, hidratados (cerveja e champagne com moderação), veio o sono e o vento. Estava protegido por alguns arbustos e não senti incômodo, tampouco notei a queda de temperatura da madrugada que atingiu 3 graus.

Despertei a tempo de me encantar pela enésima vez com um nascer do sol no alto da Serra do Mar. Por mais que se repitam montanhas, cada amanhecer vivido num lugar como esse é único. Tudo devidamente registrado hora de mais um cochilo que se prolongou quase até as dez da manhã, quando o sol forte nos obrigou a levantar acampamento e agilizar o procedimento de descida. Pouco mais de uma hora foi o necessário para chegarmos à base, para celebrar com muito pinhão e cervejinha gelada, que desceu muito bem depois da caminhada sob sol forte e calor fora de época. A tarde estava agradabilíssima, com temperatura na casa dos 24 graus, um verdadeiro forno para quem já estava acostumado com temperaturas na casa do zero grau aqui no Paraná.

A idéia é reviver cada vez mais momentos assim, afinal, A Vida nas Montanhas é eterna.

Para o próximo final de semana a expectativa é estar no Pico Paraná, mas numa paulada de um dia apenas, como treino para a K42 Bombinhas cuja largada se avizinha.

Deixo abaixo algumas imagens de minha autoria e do Arce.

Abraços!