Me chama, me chama, me chamaaaaa!!!

Em 1923, o montanhista britânico George Leigh Mallory foi entrevistado pelo New York Times e lhe perguntaram por que ele desejava alcançar o topo do Everest. Sua resposta: Porque está lá.

Amanhã volto às montanhas paranaenses. Porque elas estão lá. De onde só deveria ter saído para os Andes, como fiz em 2009. Nos últimos dois anos, realizei meus sonhos no asfalto também, correndo duas maratonas, sendo uma na minha cidade natal.

Mas agora sinto o chamado das montanhas. E conto mais na semana que virá.

Back to the clouds!

George Nas Nuvens no Itapiroca em outubro de 2003. Apenas um menino cabeludo e um feliz montanhista.

Impressões sobre a Volta a Ilha 2010

Foi bom enquanto durou... Mas não, não creio que o "casamento" esteja desfeito. Um casamento de sete pessoas que parece terem nascido para competirem, se divertirem e sorrirem juntas.

Tá bom, a equipe era para ser formada por oito pessoas. Mas foda-se, o que vale é que os sete heróis fizeram o máximo e foram a melhor equipe da competição. Esta é a Território Mountain Team, equipe na qual corri a 15ª edição da Volta a Ilha.

Porque ser o melhor não é chegar na frente. Ser melhor é sentir mais, se entregar mais, sorrir mais e viver mais. Yara, Jessiê, George, Cliverson, Geison, Eliandro (Toi) e Eriston fizeram nada menos do que o máximo. Esses cabras foram durões!!!

Demos a Volta na Ilha em quase 14 horas de corrida por asfalto, terra, calçamento, areia fofa e lama. Foi uma experiência única. Pela primeira vez pude correr em uma equipe e tenho a mais absoluta certeza que é a melhor equipe do mundo para estar junto por um dia inteiro.

O inusitado também se fez presente, como o radiador de um dos carros fervendo, chave trancada dentro de outro carro e a necessidade desesperada por um chaveiro, bolhas diversas, a Jessiê (fortíssima) correndo mais de 38 quilômetros por estar dobrando trechos.

Teve também a Yara e sua "briga" com a areia fofa, corredora acostumada ao asfalto que é. Teve o Eliandro elegendo o trecho mais curto que lhe cabia como o mais difícil. Teve também o Geison querendo correr todos os trechos possíveis e impossíveis. Teve o Cliverson fazendo paces em momentos cruciais e correndo alucinadamente nos seus trechos . Para não falar do Eriston, que além de correr os seus trechos determinados, soube manter o astral sempre alto, mesmo com a ameaça de desclassificação pela regra "pangarés fora".

Eu? Ah, fiz o que era minha parte: corri quase 5K do trecho 4 em apnéia quase total, correndo o mais rápido possível. Leitores que curtem dados e informações precisas: não me perguntem meu tempo, pace, frequência cardíaca ou whatever, pois sequer usei relógio por pensar que este é outro instrumento maldito.

Ah, falando em maldito, fiz o trecho 19, o tal do Morro Maldito. E sem um pingo de modéstia -algo que nunca foi meu forte,admito- digo que se o tal Morro do Sertão é maldito, então eu já corri várias vezes no inferno mesmo. A vida é mais dura na K42 Bombinhas -que se aproxima- por exemplo.

Porém, mais duro que isso tudo que falei, foi pensar que outra dessa só em 2011. E aproveitei a prova como um divisor de águas e "anunciar" (sei lá para quem) que não vou mais correr provas no asfalto, salvo alguma exceção que eu ache válida, como o Desafrio Urubici ou a Subida da Graciosa. Provas dessas 10K ou mesmo maratonas comuns, no more.

Correr para mim é diversão. E para me divertir tem que ter mato, lama, pedra, areia. Asfalto, lixo, barulho, modinhas e corredor exibido me emputece.

Então que venha a 2ª Etapa do Circuito Paranaense de Corridas em Montanha!

Beijos e abraços!









Review - Deuter Hydro Lite 3.0

Todo corredor de montanha que busca correr algo maior que uma 10K tradicional deve se preocupar com sua hidratação. Mesmo sabendo que muitas provas oferecem postos de hidratação em espaços regulares, o corredor prevenido e preocupado com seu melhor desempenho e conforto pode e deve carrgar consigo um sistema de hidratação adequado.

Em provas mais longas, como maratonas em trilha, considero esse item fundamental. No caso da K42 Adventure Marathon de 2009, mesmo com a garantia dos organizadores de que haveria postos de hidratação a cada cinco quilômetros, preferi correr com minha mochilinha que continha 2 litros de água de côco (meu líquido preferido para longas distâncias, já que a cerveja não mantém uma boa temperatura). Dessa forma, pude ingerir a dose necessária de sais mineirais e carboidratos - complementados, é claro, com alimentação sólida.

Naquela ocasião - e em várias outras, como no Desafio Praias e Trilhas -, utilizei a mochila de hidratação Deuter Hydro Lite 3.0. Para 2010 ela veio redesenhada mantendo suas funções e características dos anos anteriores, mudando apenas poucos detalhes visuais.

Vamos então a uma breve análise da criança:

Quase nada mudou de 2009 para 2010 na Deuter Hydro Lite 3.0. A característica que mais me atrai nessa mochila é o revestimento interno aluminizado, que ajuda a manter baixa a temperatura do líquido que você carrega lá dentro. Isso faz toda a diferença em uma prova ou treino realizado sob forte sol. Por algumas horas você tem a garantia de que o líquido estará numa temperatura agradável para o consumo.

Outro destaque é o sistema Streamer que a Deuter aplica em seus reservatórios de hidratação. A fácil e ampla abertura para completar com líquido também facilita a manutenção. O material utilizado também evita a proliferação de fungos que podem aparecer, caso você esqueça de limpar o reservatório logo após o uso. Vale lembrar que esta mochila vem com um reservatório com capacidade para 3 litros. Dificilmente eu levo tudo isso de água, o que deixa espaço para jogar dentro da mochila um corta-vento, por exemplo.

Outras características que aprecio muito nessa mochila são o bolso externo (cabe um celular, dinheiro e alguma comida sólida), o clip para colocar um pisca-traseiro (necessário em treinos noturnos ou até mesmo em competições), as alças leves e ventiladas e o protetor para o bico da mangueira de hidratação evitando que ele colete sujeiras diversas.

Mas o que mais me agrada mesmo é o baixo peso (590 gramas) e o conforto nas costas. O ajuste é perfeito e o sitema AirStripes mantém as costas sempre secas, pois permite ótima circulação de ar nessa área.

Avalio positivamente a Deuter Hydro Lite 3.0 e recomendo de verdade para corredores interessados em adquirir uma mochila para toda vida. Vale lembrar também que a Deuter oferece uma versão reduzida deste produto, com as mesmas características mas com reservatório de dois litros.

Abraços e buenas!


Volta a Ilha 2010 - Território Mountain Team

Mudança de última hora. Nossa equipe, antes composta por oito atletas, sofreu um desfalque. A atleta número 2, Vivian Dombrowski, abandonou a equipe às vésperas da competição por motivos particulares. Como o desligamento só foi informado ao capitão da equipe após o prazo permitido para substituição dos integrantes, não nos restava outra alternativa a não ser correr com apenas sete atletas. A atleta Jessiê K. J. Schypula assumiu a bronca e vai correr os trechos referentes às atletas 2 e 3.

Faltam poucos dias, a equipe está bem treinada e espera fazer uma ótima prova.

Nos próximos dias eu solto mais informações. Abraços.

K42 Bombinhas Adventure Marathon 2010

Tá chegando a hora!

A minha corrida de montanha favorita vai rolar no próximo mês, dia 22 de maio. Em 2009 estive presente na primeira edição e fiquei encantado com a possibilidade de percorrer praticamente todas as praias e morros de um dos mais belos municípios da costa brasileira. Foi, então, minha primeira prova fora do asfalto na distância de 42 quilômetros.

Desde então, as provas longas que eu corri foram o Desafio Praias e Trilhas e a Maratona de Curitiba, realizadas no final de 2009. Nos meses iniciais de 2010 mantive um treinamento mais conservador, com poucos treinos realmente longos.

No entanto, é hora de encarar as distâncias maiores. Dia 24 de abril estarei correndo quase 20 quilômetros na 15ª edição da Volta a Ilha, participando da prova na equipe Território Mountain Team.

Dia 02 de maio a primeira maratona do ano, em São Paulo. A minha idéia nessa prova é aproveitá-la como um longão de luxo, com expectativa de concluí-la em pouco mais de cinco horas. Isso porque meu foco é mesmo na K42 Bombinhas, que irá rolar apenas 3 semanas depois.

Ou seja, hora de aumentar as distâncias! Meus treinos já estão um pouco mais longos nos finais de semana e mantendo a intensidade nos noturnos pelo Parque Barigüi (meu bobódromo favorito) no meio de semana.

Parq quem quiser encarar as praias, trilhas e belezas de Bombinhas ainda dá tempo de se inscrever. O site da organização é o www.bombinhasrunners.com.br .

Há também a opção de participar do revezamento 2X21Km, onde uma equipe de dois atletas corre 21 quilômetros cada um e uma prova para iniciantes (não menos bela) de 12 quilômetros.

E é isso aí. Beijos e abraços.