Araçatuba Half Marathon - Uma Verdadeira Corrida de Montanha

abril 09, 2013

Pqp. De uma vez por todas: Não que as outras corridas que já fiz ou virei a fazer não sejam corridas de montanha. Não que a Super Meia de Extrema, a K21 Curitiba, a K42 Bombinhas, as provas do paranaense e outras mais não sejam corridas de montanha. O que fica é que esta prova que fiz no Araçatuba realmente está numa montanha. Ao sair de 800 metros de altitude, ir até os 1.400, despencar tudo e subir de novo até o cume a mais de 1.600 metros para, enfim, descer de volta à sua base, posso classificar como o mais pesado percurso de corridas de montanha que já fiz. Eu já nem sei mais quantas já corri na vida e me orgulho disso, já que esse lance de contar coisas nunca foi meu forte. Sei que corro em trilhas desde 1995, quando ainda morava em Paranaguá e percorria umas trilhazinhas perto da estrada das praias. Comecei a competir em 2007 e nunca tinha enfrentado algo assim. Porque demorou tanto pra ter um desafio assim ao nosso alcance, sem gastar fortunas para viajar a outros países?

A prova foi super bem organizada pelos rapazes da TRC Brasil, Ricardo Beraldi e Raphael Bonatto. Foi excelente poder chegar no sábado a tarde com a Ana Barbara, junto com o nobre José Virgínio de Morais, que veio conosco no carro e acampou ao nosso lado, uma referência para mim nas corridas de montanha. Encontrar os amigos, acampar, curtir um belíssimo por-do-sol... que final de semana perfeito.

O domingo amanheceu com céu claro e largamos às oito e meia para a quebradeira de quase 22 quilômetros e 1.500 metros de desnível positivo, ou seja, 3.000 de desnível acumulado. Seguimos pela trilha de acesso ao Araçatuba até um ponto onde bandeamos para a esquerda em direção a um abandonado reflorestamento de pinus. Estradas largadas há décadas que foram detonadas pela erosão e ofereceram um belo trajeto técnico morro abaixo e morro acima. Tesão, piá!

Toca então pro cume do pico do monte do morro Araçatuba, lá chegando com mais de 3 horas de prova em 16 km.

Então era só descer pelo trecho mais belo do percurso, em minha opinião. O "outro lado" da montanha tem descida agradável, alternando entre técnica e velocidade, para enfim finalizar a prova com 3h55min.

Dureza é estar na categoria 35-39M e chegar em 11°. Com esse tempo, na categoria 30-34M eu teria sido sexto e na 40-44M seria o quarto. Bah, diversão foi o mais importante. Confira a cobertura do www.trailrunningbrasil.com

E mais, ainda, saber que tanto eu como as corridas de montanha em geral estão num bom caminho: eu, que tirei a zica da K21 quando sofri pela falta de treino, e as corridas em sim, que crescem em qualidade e diversidade. Que venha a Maratona dos Perdidos, 42 km de pura montanha. E que venha a temporada de montanha, com muito acamps em cumes gelados da Serra do Mar paranaense.

Beijos e abraços.










Vale uma leitura!

4 comentários

  1. Grande Volpão. Amigo e parceiro da TRC Brasil! Você é do nosso time. Seus pitacos são sempre bons e verdadeiros. Estamos juntos!!!

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  2. Deve ter sido muito legal esse percurso e prova. Pena que não pude comparecer.

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  3. Valeu Volpão, belo relato e com certeza foi uma prova duríssima! Parabéns!

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  4. Pepe se vc que esta nesse lance desde 1995 e disse que esta foi braba o que dira nos os simples mortais, sou seu fa quando crescer vou querer correr que nem vc...rsss..Parabens rei das montanhas.

    Um abraco,

    Jorge Cerqueira
    www.jmaratona.com

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