Mais Sobre Montanhas (Re) Buscar a Trilha - Está no ar!

Olá, amigos.

Está no ar.

Espero que desfrutem um pouco deste que é o meu primeiro trabalho com vídeos. O primeiro e não o último sobre trail running. Novas ideias surgem a todo momento.

Em março, mais um novo lançamento, com nova identidade visual, novo canal no youtube, site, etc.

Mas com a mesma simplicidade. Tudo feito por nós mesmos, eu e a Ana Barbara. Assista abaixo ou aqui.

Abraços, boas montanhas!


Para que tanta pressa?

Oi!

Neste domingo caminhei tranquilamente no Morro do Anhangava. Sem pressa. Adoro estas oportunidades de apresentar a montanha a quem nunca esteve por lá. A Ana Barbara convidou uma amiga dela para conhecer nosso "santuário". Subida tranquila e pacífica. Como ainda era muito cedo, o calor não incomodou. Uma suave brisa e a companhia das andorinhas no cume. Por volta das nove da manhã iniciamos a descida e, aí sim, cruzamos com muita gente. Caminhando reparei certas nuances e detalhes que não me apercebia quando corria por lá. É bom fazer as duas coisas. Adoro o Anhangava, seja para correr, seja para caminhar. Foi realmente muito bom apenas contemplar. E ver desconhecidos felizes, unidos em um mesmo sentimento que o nosso por lá: desfrutar uma manhã de domingo na natureza. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Eu não tenho ciúmes da montanha. Gostei de ver jovens, crianças e idosos frequentando a região. Seja com o equipamento mais top, seja de baton, jeans e bolsa de shopping. A montanha é para todos, como sempre disse. 

No retorno, um acertado desvio para visitar as duas cachoeiras resultantes da gravidade imposta na queda das águas coletadas na calha que separa o Anhangava do Morro do Corvo. O retorno foi pelo Caminho do Itupava. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Boa semana, pessoal!

Opa¹: Na tarde quente (agora sim) um pedal de 32 quilômetros para confirmar que uma teoria de alimentação da "modinha" tem funcionado muito bem na prática comigo do "meu jeito". Um dia escreverei sobre isso. 

Opa²: Vou subir o curta-metragem (nunca sei se esta palavra é com hífen ou não. Ainda não pesquisei no Google, quem puder me ajude) ainda nesta semana. E espero que alguém assista, porque eu não aguento mais vê-lo. Parto doloroso porque trata de assuntos desagradáveis e escolhi uma trilha sonora "maldita" neste trecho específico do filme.

Opa³: O que usei: Tênis The North Face Hypertrack verde no fim (prematuro) da vida, shorts The North Face GTD (meu favorito), camisa de brexó em viscose (muito mais fresco que qualquer dry-fit ching-ling ou camiseta de 120 reais de marca), chapéu de lona adquirido em loja de produtos agropecuários, óculos Quechua, mochila dobrável Quechua de 20 reais contendo garrafa de água, corta-vento (não usado nesta trip, obviamente), carteira, chaves e celular para as fotos que aqui ilustram.

Opa4: Quer conhecer um pouco do Anhangava? Talvez eu possa lhe ajudar com este texto: http://goo.gl/0f8UgV




Um trato no Solar dos Volpão - Vida Simples


Post bacana para meninas e para homens com algumas características femininas tipo eu. Além do cabelo comprido - motivo de piada desde meus 12 anos de idade - gosto muito de decoração, de cuidar da casa.

Bem, na verdade, aprecio mais planejar e ter ideias. Executar as ideias, como bem sabe minha esposa, é um aspecto que dá alimento à minha procrastinação. De toda forma, botamos a mão na massa, fabricamos a nossa cola lambe-lambe (vide receita, gostei do link), separamos algumas revistas velhas e lambuzamos dois ambientes.

Primeiro, o "escritório", onde guardamos entre outras as coisas, as nossas bicicletas. Elas ficam estacionadas em suportes verticais como estes aqui:


As revistas, além da função decorativa que representa um pouco do caos colorido que habita as mentes do casal, evitam as marcas de pneus nas paredes brancas anteriores à aplicação. Mais cuticuti.

E aproveitamos para preparar no "rack" de tevê que fica no quarto. Aliás, não é bem um televisor. Não temos antena, nem queremos ter, já que a programação dos canais é cada vez pior. Usamos o aparelho eletrônico para dvds, filmes baixados da internet e para o youtube.

Assim, o rack é nada mais nada menos que a caixa onde o próprio televisor veio de fábrica. Sim, uma caixa de papelão, apoiada sobre um dos pallets que forma o nosso leito matrimonial. Recobrimos a caixa com mais recortes de revistas e...voilá!

Só gasta grana com coisas fúteis e substituíveis quem quer. Aliás, todo o nosso apartamento apresenta este tipo de "solução" econômica que foge do padrão da sociedade moderna de consumo e busca reaproveitar materiais ou então usar aqueles de menor custo possível.

Fugir do padrão "coxinha" e pasteurizado que o mercado da construção e decoração tenta nos impor nos faz trabalhar o cérebro! Exercer a criatividade. Usar nosso poder criativo e não financeiro. Porque ter ideias é MUITO mais legal que ter dinheiro.

Um brinde ao minimalismo e à vida simples.

Beijos e abraços! 
 
 
 

 







Capitalismo malvado né?

Ilustração retirada de um incrível post de Kilian Jornet aqui: http://goo.gl/MyImwh

Palavra em moda, em voga hoje. Influencer... Uma visão de marketing que valoriza a aplicação de força, energia e grana em pessoas ditas formadoras de opinião em detrimento do marketing tradicional, onde o foco é o mercado alvo como um todo. Os influencers podem ser consumidores especificamente ou os formadores de opinião, muitas vezes jornalistas, analistas do setor, consultores. No "meu" caso, atletas e barulhentos de redes sociais.

Assim atuei por alguns anos, mesmo sem saber da existência da palavra/conceito desde quando ainda era montanhista no começo dos anos 2000. Sempre rolava um agrado ou outro da indústria, de distribuidores ou de varejo do segmento onde eu me posicionava. A partir de 2007 a coisa foi ficando mais "séria". Surgiram os projetos (a maioria jamais realizada, como escrevi aqui), vieram várias realizações (no mesmo texto do link anterior) e, principalmente o compromisso com o mercado, com o capital.

Não, não é um discurso marxista, comunista, petralha, vermelho. Mas era basicamente isso: compromisso com o mercado também. Assim como você vende as suas horas de trabalho e seu conhecimento (pelo qual pagou também de alguma forma), eu vendia a minha imagem para me associar a alguma marca/entidade em troca de produtos e experiências. Capitalistas somos todos nós.

Foram bons tempos. Porém, não cabia mais. O fio virou. A conclusão lógica foi fácil: já "vendia" demais este corpinho aqui. São 44 horas semanais que vendo meu conhecimento justamente na mesma área (marketing). Já está bom né? Considerando uma semana tem 168 horas, que durmo 49 horas por semana, que em deslocamento ao trabalho dispenso 15 horas e demais atividades da casa me tomam outras 10, resta o que? 50 horas. Parece muito não é? Realmente é bastante e acabei entendendo que não valia a pena vender estas 50 horas por menos do que vendo as 44 regulamentares de C.L.T.

Apenas uma questão de valorizar o conhecimento obtido nestes anos todos.

E também questão de como isso era vendido. De valores que, no fundo, não me faziam verdadeiramente bem. Vender mais, mais e mais. Consumir mais, mais e mais. Pura ansiedade gerada na expectativa dos likes e comentários, fossem eles positivos ou negativos. Afinal, o que vale é causar, certo? Polêmicas vendem... Imagens do por do sol, do último modelo de calçado que chegava via correio "gratuitamente", da viagem que não saía literalmente do meu bolso (mas da alma vendida).

Constatar tudo isso caiu como uma bomba em mim no final de 2014. Aliado a isso, uma falta de profissionalismo nas relações comerciais que tive que conviver nos últimos meses do ano. Aí deu.

O resultado lógico, como disse: vendendo barato a alma. Agora ela está armada e apontada para a cara do sossego :)

A quem vive disso, quem ganha a vida com isso, dou meus parabéns. Belo trabalho.

Agora, sinceramente. Se para "inspirar" alguém basta fazer umas fotos no instagram, escrever coisas fofis ou polêmicas no facebook e tirar foto para o like de alguns, eu não sei mais o que é inspirar.

Sou da velha geração, onde inspiração vem de quem FAZ as coisas e não de quem MOSTRA que faz, ou PARECE que faz. Inspiração tem mais a ver com atitudes perante a vida como um todo do que com filtros ou com o novo calçado na trilha ultra-hiper-mega-irada.

Eu não acredito que seja inspiração para ninguém, nunca pretendi ser. Meu jeito de ver a vida, de viver, é apenas meu. É uma soma do que vivi, da minha história. Anton Krupicka vive a vida dele cabeludo e correndo sem camisa porque é bom para ele. Se meu cabelo cresceu e corro sem camisa é porque assim me sinto bem. Se uso o tênis igual do Zé da Esquina, é porque me faz bem também. Inspiração vai mais além do que cortes de cabelo e óculos coloridos.

A atual geração parece estar tão perdida e com a mente anuviada com essas informações todas que recebem em uma timeline sem fim. Aliás, quem já parou para pensar nisso? Sites como o facebook, twitter e instagram que NUNCA acabam. Basta descer a barra de rolagem ao infinito e você é inundado de informações, geralmente filtrada de acordo com os seus interesses. E com isso gerando mais divisão do que união. Tudo se divide, todos se separam. Você só tem amigos do círculo da corrida ou da montanha? Desculpe, mas você é mais pobre do que quem ganha meio salário mínimo por mês...

A ficha caiu quando descobri que podia ir às montanhas me divertindo e pagando do meu bolso por tudo que precisava para estar nela (o deslocamento e os equipamentos, estes reduzidos ao mínimo necessário por sinal). Liberdade.

Nas minhas alvoradas pelas estradas e trilhas eu busco principalmente o encontro comigo mesmo, com minhas dúvidas, medos, anseios e questionamentos.

Minhas expectativas agora apontam para um (sub)mundo trail-runner-mountain-whatever com menos influencers e mais "people-doing"!

E menos expressões em inglês também, claro.

Abraços!

Anhangava, sempre ele

Puxa, vida, que legal!

Neste post sem palavrões, uma exclamação educada pode ser a ponte para tentar aprimorar mais as escritas. Realmente, acho que prefiro Thoreau à Bukowski. Assim é a vida, cada um na sua, livre para escolher.

No decorrer deste artificial  período de 7 dias chamado semana, consegui encaixar minhas corridinhas na madrugada quatrobarrense. Correr com a passarinhada me faz toda a diferença. O verão 2015 está bem vivo, com temperaturas agradabilíssimas na alvorada. Quem encara as estradas e trilhas da região no inverno certamente se delicia com os 20 graus destas manhãs.

Mas o melhor mesmo foi ter retornado ao Anhangava no último sábado. Terceira montanha do ano e primeira vez por lá nos últimos três meses. Porque demorei tanto assim para o reencontro?

Bem, a motivação está em alta e ver o sol surgir por trás da montanha enquanto coloco um pé à frente do outro me faz feliz novamente. Às seis saí de casa. Antes das sete já estava nas encostas do vizinho Morro Samambaia e ainda antes de sete e meia pisava pela enésima vez o cume desta montanha que me acolhe desde 1995. 

Dia 28 de janeiro completaremos 20 anos de encontros e desencontros. As pessoas mudam, as montanhas não. Elas estão lá impassíveis. Ok, pode ter uma ou outra diferença. O que percebo é que hoje ela parece mais bem cuidada, mais amada, mais protegida. Será por isso que mais e mais nossa relação melhora? 20 anos de casamento com uma montanha não é pouco. Pisei lá pela primeira vez pouco antes da minha maioridade e é nela que pretendo descansar após a cremação. Sem pressa de deixar este mundo, enquanto nele me é permitido estar, o Anhangava me receberá sempre com sua impassividade.

Porque as emoções são contas minhas. Ele, repito, está lá, impassível. Mas acolhedor.

Que bons ventos tragam mais boas pessoas a estes montes, campo escola do montanhismo paranaense e nacional.

E que bons ventos os levem.

Boa semana!








P.S.: O que usei para subir a montanha?
- Shorts The North Face GTD;
- Tênis Skechers GoBionic Trail;
- Meia Jamur Bikes;
- Handheld Curtlo X-Spray;
- Garrafa Térmica Camelback Podium Chill 610ml;
- Óculos Rudy Project Sensor;



Vídeo - Um pouco do Morro Caratuva

Oi!

No post anterior, escrevi sobre comprometer-me a postar uma vez por semana algo por aqui. Vamos além. Quero também colocar os vídeos que faço. Acredito muito nesta forma de comunicação, com vídeos curtos e diretos ao assunto. 

Tenho tido grande prazer em fazer os vídeos na empresa onde trabalho, Jamur Bikes. Crio o roteiro, improviso e apresento. Lucas Kania, meu colega de trabalho de 17 anos tem um talento único na edição destas imagens, adicionando efeitos, sacadas bacanas e humor na medida certa para uma empresa que depende de vender produtos. Confira o canal: www.youtube.com/jamurbikes . Mas isso é assunto para outro post.

Abaixo e aqui, Um Pouco do Caratuva, o primeiro de uma série de vídeos que quero fazer nos cumes do Paraná. Ah, e inscreva-se no meu canal pessoal ;).

http://www.youtube.com/georgevolpao

A vida no youtube é mais útil, divertida e interessante que no facebook, não tenha dúvidas!



Bom final de semana, caras!

Ano novo, vida nova e mimimi

Banho de rio por três dias seguidos. Banho de verdade: peladões.
Oi!

Primeiro post do ano, já com promessa: Escrever e publicar todas as terças-feiras. Conseguirei? É uma promessa, apenas. Otimista que sou, vai dar certo.

Aqui apenas para dizer que as mini-férias foram excelentes. Acampamento na Fazendo Pico Paraná, que prefiro chamar mesmo de Fazenda do Dílson, nome de seu proprietário. Relações pessoais são mais interessantes. Não gostaria que chamasse minha casa de Solar dos Volpão, como as vezes brinco. Casa do George e da Barbara é mais legal.

Fomos para lá no último dia do ano. Levamos a barraca grandalhona, aquela que nos serviu de lar nos meses de abril e maio de 2013. Foi muito bom voltar ao "velho lar", mesmo com o colchão de ar apresentando vazamentos na madrugada...

Resumão:

31-12: Corrida em trilha até a Pedra do Grito (+- 1.200m). Retorno, banho de rio pelados, jantinha sem frescuras com vinho. A ideia era subir o Caratuva para acompanhar a "virada", mas o tempo chuvoso, instável e com alguns trovões me desestimulou. Celebramos na própria fazenda, com novos amigos. Sidra Cereser para todos!

01-01: Sem ressacas, partimos rumo ao Morro Taipabuçu (1.734m). 3 horas de caminhada depois, com direito a uma trilha muito fechada neste auge de verão, uma vista única e incrível das montanhas do setor norte da Serra do Ibitiraquire. Éramos os primeiros a frequentar a trilha e o cume desde o início do novembro anterior, o que dá um gostinho especial. Uma montanha mais "selvagem". Descida tranquila, já com a trilha mais aberta. Alguma chuva de verão no retorno, mais banho de rio pelado e uma leseira gostosa após as quase seis horas de atividade com direito a vinho gelado com água de rio. Equipamento usado:
- Tênis The North Face Hypertrack;
- Meias Jamur Bikes;
- Shorts The North face GTD (me arranhei todo no mato...);
- Camiseta Força Vegana;
- Chapéu de Lona;
- Óculos Rudy Project Sensor;
- Mochila Deuter Pace 20 contendo:
- Garrafa térmica Camelbak Podium;
- Kit de primeiros socorros (não usado, ufa);
- Corta vento The North Face Verto (não usado);
- Poncho Quechua (nem cheguei a usar, a chuva foi leve);
- GPS Etrex 20;
- Câmera fotográfica de bolso Nikon S5000 ;
- Potinho com castanhas de caju e cranberries;
- Biscoito recheado tipo wafer;


02-01: Morro Caratuva (1.850m) no mesmo esquema - sem pressa. Dia mais quente e sem chuvas, pelo menos até nosso retorno. Repeti o equipamento, o banho pelado e o vinho no final. Aqui a atividade: http://www.strava.com/activities/236737147

03-01: Choveu durante a madruga e nosso suprimento de gás para o fogareiro no final. Hora de voltar à cidade.

04-01: Corrida de 12 km (acho) por Quatro Barras, Borda do Campo e região. Ovos estragados fizeram seu efeito. Diarreia amarelo gema no meio da corrida (sem fotos, infelizmente).

E vamos que é ano novo, vida nova e mimimi. Sem fotos felizes no instagram ou facebook. Aqui é o meu lugar.

Feliz 2015 brous!

Algumas imagens abaixo. Tem mais no Flickr:

https://www.flickr.com/photos/george-volpao/sets/72157650132324912/



Pico Paraná (1.877m) visto do cume do Taipabuçu (1.734m). Sexta vez neste cume, sendo a primeira no dia 10 de março de 2002.

Cume do Caratuva (1.850m) pela 25ª vez. Primeira ascensão minha também no dia 10 de março de 2002.


Cereser rules!

Cabeludo, pançudo e feliz! Feliz 2015!