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E na falta do que falar, não fale!

Deve ser bem por aí não é?

Vejo um caminho longo e bastante tortuoso uma The Long and Widing Road. Tem quase um mês que não me motivava a escrever no blog. Uma rápida passada nas estatísticas de visitas e leituras deste espaço é fácil ver que quanto mais pop o assunto, maior o número de visitas obviamente. Quando falo das bobagens, obscenidades, projetos malucos e coisas mais pessoais,o interesse despenca. Curioso é que meu texto mais visitado é justamente aquele trato de um produto que desprezo, o Nike Free Run 3.0. Nem tanto pelo calçado, mas pela jogada toda de marketing em cima do lance: sensação de correr de pés descalços. Repito: quem quer sensação de pés descalços, corre descalço, não de tênis, não é mesmo? Será que já fui mais "útil"? Já fui mais político, já dei mais sorrisos e já fiz mais pessoas felizes com o que eu escrevia? Ora, bolas! A vida é eterna mudança e como andar de bike: se parar, você cai.

Deixando o passado para trás, posso dizer que os ventos do segundo semestre que se avizinha prometem ser bem favoráveis. Meu joelho anda reclamando e até fiz fisioterapia, creia. Em três sessões senti mais dores que antes. Não decidi o que fazer. Sempre que segui meus instintos eu me dei bem. Sempre. Mas como ele ainda não disse nada, neste primeiro final de semana de inverno eu estou escrevendo e não correndo 30 km como eu gostaria.

A vida nas montanhas anda um pouco na teoria. Porque para viver nas montanhas, não basta apenas ir lá, fazer fotinhos, ter ideias para novos causos e pronto. É necessário um mínimo de planejamento, algo que nunca foi meu forte.

E assim, vou tentando colocar como limite a data de 1 de julho, começo "oficial" do segundo semestre para, com as ideias já em ordem, eu possa colher tudo aqui que plantei nestes meses anteriores.

Abaixo a imagem mais representativa do mês de junho. Reunião com os amigos Raphael Bonatto e Ricardo Tourinho, ajudando a traçar o futuro do Trail Running no Brasil. Foi um mês de muitas reuniões, propostas, definições e metas. Agora, mãos à obra, cabeça nas montanhas e pés nas trilhas.

Abraços.


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