Maratona de Foz do Iguaçu 2010

Feito!

Inscrição paga e confirmada, hotel reservado e pago, passagem aérea e rodoviária confirmadas também.

Rumo a mais uma maratona em asfalto. Porque o peixe morre pela boca e eu, que disse que não pretendia mais correr em asfalto, decidi que não voltar atrás em certas decisões é coisa de gente medíocre. Isso eu não sou e lá vou eu amassar o asfalto no dia 26 de setembro para mais uma maratona em piso duro. Recentemente tenho voltado a sentir prazer no asfalto.

Esta prova é uma das mais duras e exigentes maratonas no Brasil, sempre com subidas e descidas. Ainda não tem muitos inscritos e portanto se encaixa na minha idéia de evitar multidões nas corridas. Ainda não será a prova principal do segundo semestre mas, com certeza, será uma das mais divertidas, afinal adoro viajar para correr.

Os relatos das participações de atletas nos anos anteriores são muito positivos e me animei muito a correr outra maratona no Estado do Paraná, aliás, o único que oferece duas provas oficiais nesta distância. E com um visual desses, como pensar em correr uma Maratona de São paulo, por exemplo (eu estava inscrito neste ano e abortei a missão).


Conforme os treinos forem progredindo, vou postando mais infos aqui.

Beijos e abraços.

Crédito da foto: www.correrpelomundo.com.br

Brasília Run Day - Meia Maratona

Excelente. Assim posso defiinir minha participação na Meia Maratona de Brasília, evento que rolou junto com uma maratona (ainda não homologada pela CBAt, mas com distância verificada e correta) e uma prova menor, de 8,7 km.

As duas semanas que passei na capital federal foram muito proveitosas em termos esportivos. Treinei direitinho e isso fez a diferença na hora de avaliar como eu estava. Atribuo um certo desânimo que me tomou conta no final do primeiro semestre o fato de não estar competindo, escolhendo poucas provas e, desta forma, não avaliando a quantas andava minha preparação para as provas que eu julgava como principais. Já mudei isso para o segundo semestre, mas essa é outra história. Voltemos à meia-maratona de Brasília.

A largada foi bem cedo, às 7:30, meia hora depois da largada da maratona. A prova maior contava com duas voltas em um mesmo percurso de 21.092,5 metros. Sendo assim, na meia maratona tive a oportunidade de ultrapassar alguns retardatários da prova maior.

O percurso basicamente consistia de algumas descidas na primeira parte e subidas na segunda, sendo a maior parte do trajeto percorrida na L4, uma das avenidas de nome esquisito de Brasília, em um percurso quase em ida-e-volta. Achei muito agradável, com trânsito bem controlado e motoristas educados nos (poucos) cruzamentos. Alguns corredores mais acostumados às provas planas podem achar esse percurso um pouco duro mas, ainda assim, penso que o trajeto da Maratona de Curitiba é mais pesado. O que mais me preocupava era o clima seco e o sol que, apesar de ter dado as caras (como é de costume nessa época no planalto central), não elevou muito a temperatura.

A prova não estava muito cheia, sendo essa uma característica que aprecio muito. Assumidamente não gosto de provas muito pop, com milhares e milhares de corredores. Prefiro as mais underground, como foi o caso desta em Brasília.

A temperatura estava agradável fazendo um friozinho que não era intenso para um curitibano como eu, mas que incomodava um pouco devido ao vento forte.

A idéia era correr numa média de cinco minutos o quilômetro. Sendo assim garantiria minha melhor marca em todos os tempos, que até então, era no Meia do Rio, aquela porcaria cheia de gente que a Yescom (des)organiza em setembro (esse ano em agosto). É também conhecida como Meia da Globo, já que é transmitida ao vivo pela Vênus Platinada. Em 2009 fiz 1h54'58" por lá, três semanas depois de competir na K42 Bombinhas.

Em Brasília, esperava fechar em torno de 1h45'. Ledo engano... Motivação excessiva e, mesmo com medo de quebrar, eu soltei o freio de mão, correndo com o coração, para usar uma expressão piegas chupada de um livro do Dean Karnazes. Meti o cacete e enfiei 1h40'12". Nem eu acreditei nisso... um ritmo impressionante (para mim, é claro) de 4'45" por quilômetro, coisa que nunca tinha feito sequer em corridas de 10K, que faz mais de um ano que não corro.

No fim das contas, cheguei sobrando, com gás para mais, se fosse preciso. Nada... melhor curtir o momento, saborear a ótima organização da prova (água sempre gelada nos postos bem distribuídos, entrega de kit organizada, largada no horário, tudo muito simples e funcional, sem frescuras) e relembrar como tudo passou muito rápido.

No resultado final, abocanhei um 8º lugar entre os 40 atletas da minha categoria que completaram a prova. Pela primeira vez na vida obtive um bom resultado em uma prova de asfalto, o que me deixou muito confiante para os próximos passos.

E esses, eu conto ainda essa semana.

Bora treinar que, de volta a Curitiba, nada de moleza.




Review - Brooks Green Silence

O nome já parece bastante imponente para um mero tênis: Brooks Green Silence. O nome vem da alusão à duas características desse calçado.

A primeira delas é a preocupação ecológica em sua construção, como o uso de borrachas recicladas em sua construção, tintas à base de soja e até mesmo o cadarço feito de materias reutilizados. Na verdade, 75% do calçado é feito de materiais reciclados. As tintas utilizadas são não-tóxicas ao meio ambiente e inclusive a caixa em que ele é apresentado é feita de papel reciclado. Trata-se de uma preocupação que acho bastante pertinente e coerente com minhas ações durante minha passagem neste planeta. Mais informações você pode encontrar (em inglês) na página do fabricante norte-americano: http://www.brooksrunning.com/Green+Room/

A segunda característica marcante neste calçado está na segunda palavra de sua nomenclatura: Silence. É um calçado silencioso, onde quase não se ouve seus passos ao se correr e isso tem a ver com sua construção. Sendo mais direto: é um calçado minimalista!

Pesando apenas 190 gramas e com um design típico dos "Flats", aqueles calçados voltados para a elite comeptitiva. Tenho cada vez mais investido em tenis com design minimalista, aproveitando-me da ótima experiência que tenho obtido ao correr descalço ou quase.



Correr com um tênis "flat" é quase como correr descalço. Estou longe de ser um atleta competitivo ou de elite, sendo até mesmo bastante lento nas provas mais longas. Usar um tênis como o Brooks Green Silence talvez não me proporcione melhores tempos nas provas, e nem é isso que busco. O que quero da corrida é sensação de prazer e menor risco de lesões, tão comuns hoje em dia, muitas vezes causadas por calçados inadequados.

Calçar um Brooks Green Silence faz com que, automaticamente, mudemos a nossa passada, saindo daquele esquema convencional de aterrisar com o pé na parte do calcanhar e ir rolando até a "decolagem" com a parte frontal. O Green Silence é bem baixinho e faz com que a gente acabe correndo como se estivesse descalço, pisando com o pé chapado, exatamente como deve ser, fazendo que as panturrilhas atuem como amortecedores naturais.

Os tênis cheios de amortecimento e controles de pronação do mercado atual, além de causarem lesões - conforme a própria Nike admitiu recentemente - torna nosso organismo dependente de algo que não precisamos de fato: amortecimento dos tênis. Temos nossa musculatura, nossa estrutura corporal desenvolvida ao longo de milhões de anos de evolução. Isso não pode ser negligenciado diante dessa tecnologia de calçados que nos enfiaram goela abaixo nos últimos 40 anos, com o surgimento dos calçados com "air", "gel" ou qualquer outra idéia ridícula de que calçado deve ter amortecimento.



Bem, voltando ao calçado Brooks Green Silence (às vezes me empolgo no discurso anti-tênis). Vamos por partes:

Visual:

Cores berrantes, bem ao meu gosto. Acho um porre essa coisa do tênis ser branco com amarelo, branco com azul, aquela coisa muito banal. Mas o que mais me chama atenção é sua assimetria. A passagem dos cadarços, a inversão de cores em cada pé... Isso tudo achei fantástico! Uma sola é amarela e outra é vermelha! A língua do tênis também é diferente, inteiriça. Enfim, um calçado com visual moderno e arrojado, que com certeza provocará muitas perguntas de seus amigos corredores.

Nessa imagem é possível ver os detalhes assimétricos.

Calçando-o:

Ao retirá-lo de sua embalagem e ao calçá-lo vem a sensação óbvia: Cacete, que tesão de tênis! No meu pé caiu excepcionalmente bem, sendo que adquiri o número 42, igual todos os outros modelos de outras marcas que eu uso. Caiu certinho. Os primeiros passos me deram uma gostosa e confortável sensação de leveza. Pudera, apenas 190 gramas cada calçado... Diria que é quase como se não estive usando nada, quase descalço mesmo.

Performance:

Até a publicação deste post eu fiz apenas um treino (o suficiente para me encantar com ele) de 15 km. Já nos primeiros passos você naturalmente começa a correr aterrisando o pé de forma chapada, bem no meio do pé, ao contrário das corridas com tênis convencionais, onde aterrissamos com o calcanhar. Praticamente não se sente as imperfeições do solo mas ao mesmo tempo se tem uma ótima resposta aos seus movimentos. O tênis parece mesmo fazer com que você imprima uma postura mais correta, com o corpo ereto e um pouco adiantado, buscando uma passada mais curta, porém mais eficiente. mesmo com tênis recém-saído da sua caixa, nada a declarar com relação a bolhas, costuras incômodas ou qualquer outra situação desagradável. Recomendo assistir esse video que rola na internet, com o Brooks Green Silence em ação.



Vale também lembrar que Scott Jurek (na foto ao lado, durante o mundial de 24 horas), considerado o melhor ultramaratonista desta década, usou o Green Silence para bater o recorde norte-americano das 24 horas durante Campeonato Mundial realizado na França agora em 2010. Scott correu 266,677 km, o que demonstra que esse tênis não é adequado apenas para curtas distâncias ou treinos de tiros, como muita gente poderia pensar. Quer mais? Além do Ultra Scott Jurek, a Brooks patrocina ninguém menos que Chrissie Wellington, simplesmente a melhor triatleta de Ironman da atualidade. Mais performance? Brooks é também um dos patrocinadores do Valmir Nunes, atual recordista da Badwater 135, prova já vencida também por Scott Jurek, mas que teve seu tempo batido pelo santista patrocinado pela mesma marca em 2007.
Também, não podemos esquecer que este calçado, mais que um "racing flat" é considerado um calçado minimalista, sendo muito elogiado pelos corredores do movimento dos pés descalços no exterior, por ser o calçado que mais se aproxima da sensação de se correr descalço, o que comprovadamente reduz a quase zero o risco das lesões comuns aos corredores com tênis convencionais.
Impressões finais e pessoais:

Um tenis muito massa! Depois de correr com um tênis com essas características de leveza, beleza (isso é relativo e pessoal, rs) e "barefoot feeling" fica muito difícil consegui correr com tênis convencionais como os que eu usava, tipo Mizuno Prorunner ou Salomon XT-Wings. Falando nisso, vale lembrar que o Green Silence é tênis para asfalto, nada de trilhas com ele, pois o solado é bem liso e não vai te segurar nos barrancos.

Sou corredor de trilhas, mas também curto umas corridinhas no asfalto. E nestes casos, eu vou, com certeza, de Brooks Green Silence!

Espero de verdade que a Brooks tenha vindo para ficar em nosso país.

Abraços!

Training Camp (nem tão camp assim...)

Bom demais estar em férias. Desde que deixei a função de gerente da Território Online dia 21 de junho (coincidentemente, no começo do inverno), passei a treinar com maior afinco.

Por outro lado, é sabido por todos que o clima do leste paranaense nesta época não é dos melhores. Sendo assim, nada melhor que sair um pouco do ambiente úmido e propício a proliferação de limo e bolor nos pulmões (?!) e unir o útil ao agradável.

O clima seco das paragens brasilienses foi o destino óbvio e certo, onde consigo desenvolver assuntos profissionais e, principalmente, de ordem emocional.

Metas do segundo semestres traçadas (em breve já rola divulgar, pois dependo apenas de uma confirmação de um organizador de eventos), os treinos podem rolar naturalmente e com muita vontade. Ótimos lugares para treinar, com boas subidas, piso de grama e de terra, alguns quilômetros correndo descalço... Enfim, com ceretza voltarei à Curitiba com um novo ritmo e nível.

E com a cabeça nas provas de 2011...

Abraços.

Clima seco destruindo a pele de George Volpão!

Stand By

Como diza meu bom amigo Geison... Estou de stand by. Uns dias fora de Curitiba colocarao um fim no ciclo de coisas ruins que rolaram em tempos recentes e quando eu voltar, no final deste mês, estarei renovado.

Bem, hora de ir correr, afinal o training camp da segunda quinzena de julho promete :)

E é assim: volto lá pelo dia 20 ou 25. Beijos e abraços.

Review - Meia Lorpen Trilayer Multisport XCTM


Buenas!

De nada adianta investir seu rico dinheirinho em um tênis top de linha para corridas e correr com aquela meia de supermercado... Boas meias são tão ou mais importantes que a qualidade de seu calçado. E sim, esta é a minha escolha para as corridas.

A Lorpen é uma marca espanhola e tem parte de seus produtos confeccionados no México. Dentre toda a linha que a Lorpen oferece no Brasil, importados pela Nautika e distribuídos através da Proativa, escolhi para correr o modelo Multisport Trilayer XCTM.

Trilayer porque ela é confeccionada em três camadas. A primeira camada, aquela que vai junto à pele do pé é em Coolmax. esta fibra mantém o suor longe da superfície do pé. A segunda camada é de Tencel, uma fibra natural que ajuda nesse trabalho de levar o suor para a camada seguinte, realizada em Nylon. Esta última camada apresenta "reforços" em pontos chaves, aqueles mais propícios ao surgimento das temíveis e dolorosas bolhas.

Esse sistema de construção resulta em pés mais secos por mais tempo, com o atleta ganhando assim em conforto e bem-estar, o que, definitivamente, faz toda a diferença principalmente em treinos e provas mais longas.

Além disso, por ser uma fibra natural, o Tencel tem propriedades anti-bacterianas, ajudando assim a prevenir coisas desagradáveis como o mau-cheiro.

Estou usando esta meia em meus treinos há pouco mais de um mês e já posso tirar essa conclusão sem medo: trata-se do melhor produto que meus pés já vestiram.

Este produto pode ser encontrado nas melhores lojas do ramo pelo preço médio de cinquenta reais (julho-2010). Concordo que tem coisa mais barata disponível no mercado, mas duvido que tenha algo mais confortável. E após o quilômetro 30 ou 40, qualquer "agrado" é bem vindo.

Para saber mais sobre tecnologias aplicadas às meias, visite o site do fabricante: www.lorpen.com.br

Curitiba ganha bosque em homenagem ao montanhismo


Ah Curitiba que tanto amo! Enquanto algumas capitais só se preocupam em ampliar avenidas para carros, a capital de todos os paranaenses (que também acho que dá muito valor à mobilidade através dos carros) ainda investe em ações como essas.

Acompanhe abaixo a notícia retirada do site da Prefeitura de Curitiba:


O prefeito Luciano Ducci entregou neste sábado (3) mais um bosque de preservação ambiental, que homenageia um dos precursores do montanhismo no Brasil, o professor Erwin Grogër. Durante a entrega, Luciano Ducci anunciou a construção da Casa do Montanhista, dentro do bosque Erwin Grogër.
"Grogër foi um pioneiro, não apenas do montanhismo. Junto com seus seguidores montanhistas, ajudou a preservar a Serra do Mar paranaense, que hoje é um dos trechos contínuos mais bem conservados de Floresta Atlântica. Merece ser homenageado. Ao mesmo tempo, a população tem um novo espaço para o lazer", destacou o prefeito Luciano Ducci.
Com aproximadamente três mil metros quadrados, o novo bosque fica de frente para a rua Benedito Correia de Freitas, perto da Ópera de Arame. O terreno é bastante inclinado, com uma diferença de altura de 12 metros entre a rua e o ponto mais alto do terreno. Por isso, os arquitetos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente elaboraram o projeto de forma a aproveitar o máximo da paisagem do terreno sem alterar o bosque, que apesar de relativamente pequeno, preserva importantes espécies vegetais nativas como canelas, guabirobas e canjeranas.
No meio do bosque, bancos e caminhos feitos com deques de madeira elevados evitam a formação de trilhas na terra, preservando o terreno de possíveis erosões, e de danos na vegetação. Os deques têm aproximadamente 1,50 a 2,00 metros de altura em relação ao ponto mais baixo do terreno. Na entrada, uma praça é marcada com o desenho da Rosa dos Ventos, uma referência ao esporte praticado pelo professor Grogër, o montanhismo.
"É um grande presente para a cidade e para a memória do professor Erwin. O projeto está espetacular. Parabéns à Prefeitura pelo trabalho", declarou o montanhista Nelson Luiz Penteado Alves.
O austríaco chegou a Curitiba aos 26 anos, e foi um dos precursores do montanhismo no Brasil. O engenheiro agrônomo introduziu técnicas de escalada no Pico do Marumbi, na Serra do Mar paranaense, onde o esporte surgiu no país. Grogër morava na Barreirinha e morreu em 2008, aos 96 anos.
A proposta de lei de homenagem ao professor Erwin Grogër foi apresentada pela vereadora Julieta Reis, e aprovada por unanimidade pelos demais vereadores da Câmara Municipal de Curitiba. A vereadora Julieta Reis e o vereador Tico Kuzma estiveram no evento, além do secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, do cônsul da Áustria, Walter Norbert Jiraschek, da filha de Gogër, Maria Francisca Kollarz, do montanhista Henrique Schmidlin (Vitamina) e de outros montanhistas paranaenses.

Na implantação do bosque foram usadas algumas referências as origens do homenageado, como as cores da bandeira austríaca - vermelho e branco. Ao redor da Rosa dos Ventos, placas de pedras indicam as montanhas mais altas do Paraná - Pico Paraná -, do Brasil - Pico da Neblina -, e da Áustria - Monte Gross Glockner -, além do Pico do Marumbi.

Sede - Com a determinação do prefeito Luciano Ducci, a casa do montanhista será construída nos fundos do bosque para reuniões de clubes e montanhistas e de outras instituições ligadas ao esporte. "Vocês que já ajudam a preservar a Serra do Mar, serão os colaboradores desse bosque urbano, ajudando a cuidar, evitando depredações", falou Andreguetto.

Os primeiros cinco quilômetros minimalisticamente falando


Buenas!

Muitos sabem como sempre fui cético com relação a certas "novidades". Quando começou a pipocar aqui no Brasil esse lance de correr descalço ou com calçados chamados minimalistas eu sempre me posicionei com os dois pés atrás. Nunca fui de crer em verdades absolutas e sempre valorizei a experiência de cada um nas determinadas situações. Participando da lista de discussão dos corredores de BH, alguns amigos como o Leonardo Liporati e o Roger Alcântara sempre se mostraram defensores entusiastas da corrida descalço e sempre manifestei meu ceticismo quanto a essa prática.

Isto, até ler o Nascido para Correr, do popstar da corrida descalça Chris McDougall. Este livro, de fato, mudou minha visão e decidi experimentar. E me encantei pelo ato em si de correr descalço e toda a simplicidade que isso representa, que inclusive pode e deve ser levada a outros aspectos de nossas vidas.

Finalmente botei na estrada, nesta ensolarada manhã de domingo, o meu calçado minimalista para corridas, o Okean Maré. Consegui meu exemplar como um presente de uma pessoa muito querida, que acredita nas "insanidades" deste que aqui escreve. Obrigado, Ju!

O Okean Maré é um calçado que inicialmente foi concebido para ser utilizado em atividades náuticas, como, por exemplo, o windsurf. Com a maior divulgação do minimalismo aplicado às corridas, algumas pessoas correndo totalmente descalço e a relativa popularidade do Vibram Five Fingers nos EUA e Europa, o Okean surgiu como opção econômica para, pelo menos, se iniciar na prática de correr respeitando nossas particularidades anatômicas. Porque, se bem analisarmos, os calçados, como são confeccionados hoje, cheios das placas e amortecimentos, estes são um estupro às nossas estruturas articulares e musculares, que através dos milênios sempre nos conduziram, inclusive correndo, sem essa tecnologia toda.

Mas não vim aqui para mostrar o que é certo ou o que é errado. Vim apenas relatar a minha primeira experiência. Se você quer saber mais, recomendo este ótimo artigo do amigo Rodrigo Stulzer, um dos incentivadores à experimentar o tal calçado, inclusive me emprestando o seu par que acabei utilizando para apenas algumas caminhadas.

Bem, o Okean Maré azul que tenho é feio pra burro! E dane-se também o visual, o que vale é a funcionalidade.

E funciona mesmo! De uns dois meses para cá tenho finalizado meus treinos calçados sempre com um ou dois quilômetros correndo totalmente descalço, segurando os tênis com as mãos... Isso proporciona a adaptação da musculatura à nova pisada exigida pela corrida descalço.

Então, após o treino de 20K ontem, hoje a idéia era apenas soltar um pouco com cinco quilômetros planos e testando o tal Okean.

Só posso dizer que a sensação de correr sem aquele peso todo dos tênis é incrível. Ainda acho que correr descalço no asfalto é mais agradável que correr com o Okean, mas este proporciona uma sensação de segurança contra os elementos, principalmente pedrinhas e possíveis cacos de vidro. Com o calçadinho pude, finalmente, correr olhando mais para a frente do que para onde eu pisava.

Enfim, continuarei no processo de aumentar a quilometragem, seja descalço, seja com o Okean. O único porém fica por conta realmente desse período necessário de adaptação, já que se faz necessário que a sola do pé se acostume e "engrosse" um pouco e, quando usando o Okean, o pé se acostume às novas áreas de atrito. Umas pequenas bolhas surgiram no final do treino, coisa que, tenho certeza, será solucionada com a prática corriqueira da corrida com o calçadinho. Notei também que o pé transpira bastante dentro dele e isso acho que somente um bom par de Vibram Five Fingers KSO com couro de canguru resolverá :)

Falando nisso, se alguém estiver de passagem pelos Estados Unidos e aceitar fazer um carreto desse modelo para mim, favor entrar em contato :)

Beijos e abraços!

Um bom treino de duas horas

Há muitos dias que a região leste do Estado do Paraná não vê uma gota sequer de chuva. Até mesmo as nuvens andam bastante raras por aqui, tendo os dias sempre um céu muito azul e a umidade do ar bastante baixa no período da tarde.

Dias perfeitos para uma corridinha. Neste sábado, dia 03 de julho, resolvi deixar o casulo em que me meti voluntariamente nesta última semana (mesmo tendo corrido 1h20min na quarta). Parti para uma corrida muito prazerosa pelas estradas rurais de Campina Grande do Sul, atingindo minha meta proposta de correr duas horas ininterruptas. Fortes subidas e descidas, sol a pino (corri entre duas e quatro da tarde) mas sem calor, muita poeira e uma pochete com água, paçoca e chocolate vegano. Com o celular realizei umas poucas imagens que reproduzo abaixo. A distância percorrida deve ter sido algo entre 20 e 21 quilômetros, não importa. Corri pra tirar a ziquizira e me sentir vivo novamente. E, também, para reafirmar que o que melhor sei fazer nesta minha vida é, simplesmente, isso: correr. Posso (ainda) não ser veloz e nem ter a resistência de um ultramaratonista. Mas, dentro em breve, se tudo sair como planejado, estarei mais rápido e com mais endurance para, enfim, realizar o sonho antigo de viver exclusivamente do esporte. Um bom passo eu já dei, com os apoios que recebo da Território Mountain Shop com inscrições, viagens e hospedagem para as competições e com a Proativa fornecendo equipamentos Deuter, Lorpen, Suum e Lafuma.

Porque, como já dizia Amyr Klink: "Chega uma hora em que é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir."

Parti.

Um riozinho para um breve refresco.


Muito ar puro para correr.

Contra a mudança do Código Florestal

Buenas!

Não gosto muito de ficar enchendo a paciência dos meus leitores com as causas que eu acredito, tais como vegetarianismo, meio-ambiente, desapego, mobilidade urbana sem a merda dos carros... Prefiro muito mais agir, tendo minha vida baseada nas coisas que creio: não tenho carro, nem conta bancária, não como carne, participo de ações ambientais na região onde vivo, sacolas retornáveis nos mercados, redução de consumo, entre outras atitudes.

Mas deixo aqui o alerta para que o maior número possível de leitores assine a petição a ser encaminhada aos picaretas da bancada ruralista do querido congresso nacional que querem alterar o código florestal e dar fim no que ainda resta de verde em nosso país. Sabemos, mais que ninguém, da importância da manutenção do que ainda resta, haja visto que todo o impacto causado pela eliminação de florestas e outras paisagens naturais. As alterações climáticas e os desastres recentes estão aí, nos jornais.

A ONG Avaaz, através do seu site disponibiliza um formulário onde você pode assinar a petição. Clique aqui para assinar.

Segue abaixo a mensagem:

Olá,

Um grupo de ruralistas está tentando destruir a nossa legislação ambiental, reduzindo dramaticamente o tamanho das reservas naturais e anistiando crimes ambientais.

Nós precisamos mostrar nossa indignação e dizer a eles que o Brasil precisa de mais preservação, e não de desmatamento! Assine a petição para proteger o Código Florestal brasileiro - precisamos de 200.000 assinaturas:


Obrigado!

Para mais informações leia o alerta completo abaixo.

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Caros amigos,

Em breve a comissão parlamentar especial irá dar o seu voto – a favor das florestas ou ao agronegócio.

Com a crescente demanda popular pela proteção de nossas florestas, a bancada ruralista está pressionando os líderes partidários e aumentando os seus esforços para acabar com o nosso Código Florestal.

A petição pela defesa do código e proteção ambiental já tem mais de 130.000 assinaturas mas precisamos de ainda mais para conseguir pressionar nossos deputados. Está na hora de falarmos mais alto do que os interesses dos grandes agronegócios e mostrar ao congresso que, em ano de eleição, eles devem ouvir o povo brasileiro. Assine abaixo e encaminhe para todos que você conhece. Vamos conseguir 200.000 assinaturas para proteger as florestas!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?CLICK_TF_TRACK

Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia.

As propostas absurdas incluem:

* Reduzir ou até mesmo elimintar a Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro, para certas propriedades
* Anistia total aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal

Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia. A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine agora no link abaixo!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?CLICK_TF_TRACK

Juntos nós podemos mostrar ao mundo que o Brasil não está preso em modelos desenvolvimentistas do século passado, em que a destruição ambiental era necessária para o crescimento. Nós podemos provar que estamos a frente de nosso tempo, e podemos crescer de forma sustentável.

Vamos atingir 200.000 assinaturas para mostrarmos ao congresso que depois da Ficha Limpa, a sociedade brasileira está mais uma vez unida para defender o nosso Código Florestal!

Com esperança,

Graziela, Alice, Luis, Ricken, Iain, Paul, Pascal e toda a equipe Avaaz


Não faça a cagada de se omitir!