Um Excelente 2013 a Todos

Olá senhoras e senhores.

Meus votos de muita paz, luz e bons ventos no ano que se avizinha. Abaixo uma imagem interessante na fan page do Facebook do site especializado em montanhas e seus frequentadores, o espanhol Desnível.

Grande abraço, amigos!


Homem de Fases


De alguns anos para cá, me identifiquei muito com as corridas de montanha. Comecei a correr em 1993 e a subir montanhas em 1995. Passei a treinar e competir no esporte em 2007, participando ativamente do cenário e do boom que as corridas de montanha vem passando desde o começo de 2012, com o crescimento exponencial no número de provas e praticantes.

Vejo a vida como sucessão de ciclos. Percebo que os meus duram, em média, cinco anos. Entre 1993 e 1997 me iniciei na vida esportiva, correndo bastante (e muito mais rápido do que hoje) e fazendo algumas provas de duathlon. Entre 1998 e 2002 eu gostava mesmo era de pedalar. Cheguei até mesmo a competir em algumas provas do Campeonato Metropolitano de Mountain Bike, apesar do meu foco mais o lazer e a diversão. Entre 2003 e 2007 foi a fase montanhística. Mais de 40 cumes na Serra do Mar, montanhas em outros estados, travessias duras e roubadas mil. De 2008 para cá, como disse, as corridas de montanha ocuparam boa parte dos meus pensamentos.

É claro que sempre estive envolvido com outras atividades nestes ciclos. Eu corri montanhas recentemente, mas também pedalei, viajei de bike, subi montanhas por curtição nos Andes, por exemplo. Sempre foi algo que busquei para mim, essa diversidade.

Tudo me leva a crer que neste ciclo que parece estar se iniciando, a diversidade e a mistura de tudo isso será a tônica

Agora sim, em definitivo, com a cabeça mais tranquila e em ordem. Quando escrevi um primeiro post em novembro sobre o assunto havia apenas duas certezas: correr a K42 Bombinhas e estar mais nas montanhas. O tempo passou um pouco e em seguida eu já estava pensando em correr algumas provas a mais. Com essas ideias na cabeça, me atrapalhei um pouco. Juntou a jornada de trabalho estendida com a pura "preguiça mental" de programar e definir metas esportivas. E no começo do post também filosofei um pouco sobre como identifico facilmente os meus ciclos de cinco anos. Tive o privilégio de poder adquirir e assistir o filme A Fine Line (trailer neste link: http://vimeo.com/55782654), mostrando um pouco mais da vida do mestre-inspirador Jornet, e, agora, depois que o mundo acabou neste 21 de dezembro de 2012, vamos renovar tudo. Como o mestre, também senti falta de novos sonhos a serem buscados. Kilian Jornet correu e venceu as provas que ele desejava, sonhava desde jovem. Precisava de novo gás.

Em 2012 eu também consegui finalizar diversas metas que estavam penduradas, sendo a principal dela, por incrível que pareça, tem mais a ver com performance do que com montanha: marcar meu melhor tempo em uma maratona de asfalto sem neuras, apenas indo lá e correndo. Foi tudo sem planilhas, sem alimentação especial, sem suplementos (tão "necessários" hoje em dia para alguns), sem mesmo meu nome estampado, já que corri com a inscrição do amigo André Cruz que não pode vir à cidade. Demais objetivos esportivos imediatos eu já tinha conseguido acumular nestes anos do recente ciclo, tudo isso pode ser conferido aqui no blog:

a-) Correr uma ultramaratona em trilhas. Duas na verdade: Desafio Praias e Trilhas em 2009 e Ultramaraton de Los Andes em 2010.
b-) Estar por duas vezes nas montanhas andinas, uma delas subindo montanhas de até 6.000 metros e outra competindo na ultramaratona que citei acima.
c-) Correr algumas maratonas em asfalto (3 Curitiba, 1 RJ e 1 Foz do Iguaçu).
d-) Fazer o caminho do itupava subindo em pouco mais de 3 horas.
e-) Correr a Super Meia Maratona Noturna de Extrema por duas vezes, em 2011 e 2012.
f-) Estar em todas as edições da K42 Bombinhas, sempre me divertindo muito.
g-) Correr provas verdadeiramente de montanha, bem ao estilo europeu, como a Araçatuba Trail Run e a Perdidos Trail Run.

E assim, como o mestre Kilian, eu também percebi que "tiquei" a minha lista.

Hora de um novo ciclo, anunciado no post anterior.

Assim, estarei competindo em apenas duas provas: Araçatuba Trail Run em maio e na K42 Bombinhas em agosto.

Outras programações:

a-) viagem de bike em agosto, pelo interior do paraná.
b-) algumas travessias e caminhadas nas montanhas paranaenses por lugares que há anos não frequento, como os cumes e trilhas do Ferraria, Ciririca, Agudo da Cotia, sempre acampanado e curtindo com calma.
c-) explorações pelas bandas dos Campos do Quiriri, entre o PR e SC, durante as férias, expedição autônoma de pelo menos sete dias sem destino, até acabar a comida.
d-) a bike continuando como único meio de transporte.

Pronto para o novo mundo. E viva os maias!

Abraços e vamos festejar!




Para Dezembro de 2012 Valer a Pena

Todo mundo postando calendário de provas para 2013...

Mas minha cabeça anda bem longe das corridas para o ano que virá após o fim do calendário maia.

Falando de corridas e competições. Minha única certeza são as provas da TRC Brasil, com quatro etapas na distância de 13 km em março, junho, agosto e novembro, a Super Meia Maratona de Extrema em julho, a Subida da Graciosa em outubro e os clássicos 42 quilômetros da K42 Bombinhas dia 17 de agosto. O resto será apenas isso. Um pouco por falta de vontade de correr provas. Outro pouco ao perceber quanto dinheiro gasto nisso, investimento que posso aplicar em experiências montanhísticas na região ou visitando lugares novos nas montanhas de estados vizinhos. Na verdade, até me assusto com as contas. Afinal, são sete provas, nem é assim tão pouco. 

Havia adiantado aqui que eu queria correr os 50K em São Paulo no final de março. Cancela. Também havia comentado aqui meu interesse maior em estar nas montanhas "de verdade". Conseguem entender a cabeça a mil?

As reflexões típicas de final de ano me levaram a entender, de uma vez por todas, o que quero da vida em 2013, além das obviedades de "paz, saúde e amor".

No fim das contas, prevalece a vontade de deixar tudo fluir, sem planos.

Assim sendo, em 2013, aposento o Garmin Forerunner (já a venda, aceito propostas), as anotações em sites como Dailymile e LinhadeChegada e as inscrições em provas por impulso.

Simplicidade e montanhas.

Abraços.

Acamps na Serra do Espinhaço, Interior de Minas Gerais - Agosto de 2012.

Dezembro de 2012 - Parte II

Continuando o post anterior...

Já um pouco antes do final da primeira metade do mês de dezembro, posso sentir o peso e o cansaço se instalando. Sempre tive dentro de mim que datas comemorativas e a marcação da passagem dos tempos são bobagens, coisas criadas pelo homem (principalmente o moderno). Afinal, quem aí nota diferença na prática mesmo entre o 31 de dezembro e o 01 de janeiro? Nem mesmo as quatro estações estão assim tão fáceis de identificar em suas nuances. Como definir então o significado de mês e ano? Somente com as modernas invenções mesmo.

Meu corpo, por exemplo, se ressente das horas a mais acumuladas no trabalho, que se refletem em horas a mais de sono e, obviamente, horas a menos nos treinos. Parece que começo a entender o significado de end-of-training-season. Confesso que queria, de verdade, estar treinando mais forte. Até fiz isso, semana passada, com treinos fortes e duros, onde pude observar real progressão. Talvez eu tenha pago o preço e agora bateu esse cansaço. Não sei, e verdadeiramente não me importa.

É correr e pedalar quando der. Afinal, o tal "ano-novo" nem chegou, porque a pressa? O importante é aproveitar o que se tem na mão. O que tenho é uma cama macia e a possibilidade deusar a bike como meio de transporte, mantendo-me mais ativo que 80% da população.

Valeu!

Uma bem gelada, agora! Cheers! (Local da foto: Bombinhas/SC - Agosto de 2011)

Trilhas do Parque Tingui

Ok... não são as trilhas mais selvagens, técnicas ou deliciosas do mundo. São bem curtas, na verdade. Algumas mal chegam aos 100 metros de extensão. Mas eu não fico medindo. Quando vou ao Parque Tingui treinar aos sábados, vou para curtir...passar alguns minutos me divertindo, saltando raízes, me desviando das galhadas.

Este sábado fiz meu segundo treino lá e, mais uma vez, foi diversão pura. Juntamente com um bom treino, já que ali encontro um terreno mais técnico, onde exijo bem mais do corpo do que se corresse apenas em terrenos regulares. E já que a meta é correr longe e no mato, eis uma boa opção, muito próxima de casa.
 Abaixo algumas imagens. 

Abraços e boa semana.





Dezembro de 2012 - Parte I

O mais bacana de dezembro é o fato de ter uma grana extra, não? Pelo menos para nós assalariados. Um reforço é sempre bom. Não para comprar presentes, algo que sinceramente não gosto, acho bobagem, pois prefiro gastar dinheiro oferecendo experiências do que objetos. E então viver essas experiências é o que mais importa no momento.

Sabe aquela história que fala: "ganha tão bem que não tem tempo pra gastar o que se ganha"? Em dezembro é um pouco assim, já que minha jornada de trabalho acaba se estendendo até as 20:00 nos dias de semana. Sem falar nos finais de semana, onde acabo ocupando meu sábado com as questões profissionais. Longe de ser reclamação, esta situação me proporciona um extra que é muito bem aplicado nas experiências a serem colhidas em 2013.

Uma primeira olhada no calendário, me sugere uma participação em uma corrida de montanha no mês de março, mais precisamente dia 31, anunciada no site Corridas de Montanha aqui. 50 km em trilhas na região de Paranapiacaba? Topo! Já tive oportunidade de correr lá em 2010, numa etapa da Copa Paulista, distância de 12 km. Lama e mais lama, do jeito que gosto. Acho que foi a única competição em trilha que participei onde o tempo estava cagado, na foto que ilustra o artigo podemos ver que eu estava encharcado na chegada. Com as trilhas mais enlameadas e as descidas mais técnicas parece que minha corrida flui melhor. É minha vibe.

Então é com base nisso que estarei nas ruas de Curitiba e nas trilhas da região, tentando me preparar para esta distância, a qual só encarei uma vez, em 2010 lá no Chile. Como corri a Maratona de Curitiba recentemente em estilo passeio, quem sabe seja uma boa oportunidade de voltar a me testar em um desafio de longa distância. Para tanto, conto pela primeira vez na vida com orientação nos treinamentos, que estão sendo passados pela amiga e parceira Daiane Souza que, além de treinadora, é atleta das mais consistentes no circuito, sendo vencedora da K21 Ilha do Mel de 2012, entre outros excelentes resultados. Como ela vem do ramo da aventura há muitos anos e não caiu de para-quedas nas corridas de montanha, confio em seu trabalho.

Depois desta prova, irei ver o que faço da vida. Definido apenas que quero muito voltar a alguns lugares mágicos aqui da Serra do Mar, que não visito há anos. Mochila, barraca, saco de dormir, fogareiro e perrengues. Eis a ideia para a temporada de inverno 2013. Mas isso conto depois.

Abraços e bons teinos.

E para nós dois, sair de casa já é se aventurar!

Sair de casa e estar fora é, certamente um dos meus maiores prazeres. Seja montanha, seja praia, ou mesmo dentro da cidade. Nesses momentos éque a mente se aquieta. O verão não é a melhor fase, certamente, para se estar na montanha, pelo menos não aqui no Brasil. Chove muito, os insetos abundam e o clima se torna ainda mais instável.

Mesmo assim, a ideia de passar a virada de ano no alto de uma montanha não me desagrada nem um pouco. Seria a vibe "quanto-pió-mió"? Pode ser. Na verdade acho que é algo como : "quanto-mais-loko-mió"!

Vamos amadurendo a "louca" ideia.

Abraços.


Sobre o Rumo das Coisas

Tudo muda, o tempo todo... E 2012 foi disparado o ano que mudou tudo, de todas as maneiras. Mudanças buscadas e desejadas, visando equilibrar meu modo de vida. Ou então visando me "adequar" ao corrente, ainda não sei bem ao certo. Não que eu me sentisse estranho no mundo. Não que estivesse infeliz. Mas também não acho que essas mudanças significaram evolução. Do ponto-de-vista que sempre defendi, acho que acabei andando para trás. De repente um passo atrás ajuda a fornecer espaço para um impulso mais à frente. É com esse pensamento que encaro a situação.

Em 2012 eu cortei o cabelo, voltei a correr provas de 10K e maratona em asfalto, abri conta bancária (sim, me vendi), chegaram cartões de crédito, casei de verdade (de papel passado), aluguei apartamento em bairro nobre, entrei em um financiamento de casa própria, comi carne como a grande maioria das pessoas fazem, consolidei minha posição profissional, fui em eventos sociais de familiares, enfim, realizei uma infinidade de coisas que jamais passariam pela minha cabeça em toda a minha vida anterior. Com os eventos citados, passei a ser, até certo ponto, um bunda-mole como aqueles que sempre desdenhei. Para completar o estereótipo só faltou comprar um carro, ir trabalhar de terno, ser aprovado em vestibular de direito e tirar férias com pacote CVC. Eis um George Volpão absolutamente diferente daquele dos 34 anos anteriores de existência. Seria uma mudança inerente à passagem dos anos? Seria a "meia-idade" chegando?

De todas as mudanças, a única convicta e irreversível é meu casamento, pois ter conhecido a Ana Barbara e reconhecer imediatamente o desejo que ela fosse minha mulher, parceira, esposa, amante e amiga para o resto dos meus dias; certamente é a mais inesperada das surpresas. Uma bem vinda surpresa!

Nos 34 anos anteriores (completei 35 anos em fevereiro de 2012) eu vivi uma vida egoísta, voltada para mim, para o eu. Pouco precisava me preocupar com a sequência dos fatos, dos anos. Estava seguro, casa da família, situação profissional estável, metas pouco ousadas e um profundo sentimento de "um dia de cada vez". Não posso dizer que o casamento seja o responsável por me tornar o "bunda-mole-another-brick-in-the-wall" que passei a ser. A Ana Barbara tem o mesmo espírito de liberdade e desapego que eu. A mudança veio mesmo de dentro, de querer provar o outro lado.

Ter provado este lado, confesso, não me fez mais feliz. Acho que eu tinha mesmo razão em encarar o mundo de maneira menos séria, de não ter compromissos bancários, contratos assinados, eventos sociais em lugares da moda, etc. E ter provado esse lado me mostrou que algo que já havia lido à exaustão em livros, de fato é o melhor caminho: o caminho do meio.

Eis o desafio para o ano que se avizinha: encontrar esse caminho. O apartamento próprio do casal será entregue e voltaremos a morar perto do mato - mesmo sendo um apartamento, deixando o bairro chique onde moramos para quem é, de fato e direito, chique. Nós somos capiaus na essência. A meta principal é cuidar da nossa casinha, que estará a meros cinco quilômetros da nossa apaixonante Serra do Mar. Ter o mato assim tão perto de casa será fundamental nessa nossa busca por qualidade de vida. Manter a vida financeira dentro do saudável também é sonho bom de nutrir. Poder viajar para os lugares que queremos, correr uma poucas provas de montanha e preparar uma polenta após o pôr-do-sol no alto de algum cume serão nosso oxigênio.

Para equilibrar, para equilibrar.

Vai, bunda-mole, acabou a festa do caminho mais fácil. Segue por ali, pelo meio, ta vendo?

Abraços!


Ana Barbara e George Volpão no Morro Itapiroca (1805 m) em julho de 2012. Chuva e 5 graus, do jeito que a gente gosta!

Calendário 2013

Hola, que tal?!

Para 2013 a idéia é estar ainda mais nas montanhas. Tenho ainda muito tesão em correr alguma coisa realmente longa em montanhas. Certamente minha quinta participação consecutiva na K42 Bombinhas é algo que desejo muito e espero que tudo corra bem no decorrer do novo ano para que eu esteja uma vez mais alinhado na largada. Quem sabe até mesmo alguma outra maratona em trilhas apareça na minha ideia. Afinal, um calendário prévio para 2013 já mostra que teremos certamente mais de 10 competições de montanha com distância igual ou superior aos clássicos 42 quilômetros.

Mas o montanhista que há em mim está sedento por experiências mais duradouras do que algumas horas nas trilhas. Quero isso também, mas quero mesmo é o vento que racha o beiço e a sopa quente que conforta o estômago. Sendo assim, as corridas em trilha continuarão a existir, pois são uma grande paixão. Porém pretendo, finalmente, voltar a passar boa parte dos meus finais de semana nas cumeadas paranaenses, como eu fazia entre 2001 e 2007. A ideia é ir preparando o espírito e o corpinho para ambições maiores: estar no ar rarefeito e gelado do Cordón del Plata no inverno de 2014, ou escalar duas montanhas de 6.000 metros na Bolívia, também em 2014. Na foto acima, eu apareço no cume do Cerro Franke (5.000m), nos Andes argentinos em janeiro de 2009.

Após minha participação na Maratona de Curitiba, dia 18 de novembro de 2012, tirei uma semana de merecido descanso. Os treinos recomeçaram no final do mesmo mês tendo como foco principal estar mais forte, feliz e decidido nas montanhas.
Uma vez mais, contarei com o apoio da marca alemã Deuter, fornecendo equipamentos da mais alta qualidade. Esta parceria que iniciou em  2008, continua mais forte do que nunca, também dando suporte e apoio a atletas que, como eu, acreditam que a vida nas montanhas é mais "vida".


Abraços e beijos!

Maratona de Curitiba 2012

No domingo dia 18 de novembro rolou a Maratona de Curitiba. Havia corrido pela última vez em 2010, inclusive anunciando que não mais faria provas como essas. Naquela oportunidade, havia sofrido um bocado para concluir. Não tanto fisicamente, mas sim no espírito. O famoso saco cheio com o asfalto, já que naquele ano eu havia corrido também a Maratona de Foz do Iguaçu.

Para 2012 eu não havia me programado para correr maratonas em asfalto. Aliás, em meu calendário aqui no site até constava como provável a minha presença na maratona da minha terra. Mas o tempo passou e decidi não corrê-la.

Acontece que, poucos dias antes, meu amigo Xampa, do Rio de Janeiro, teve contratempos e não pôde comparecer aqui na terrinha, cedendo-me a inscrição e o kit. Aí pensei, por que não ir buscar a linha de chegada também? Aproveitando também o fato que minha esposa estava inscrita e motivada para a prova, decidi largar, com a mentalidade simples de concluir a prova, se desse.

Deu, e com sobra. Pouco mais de 4h17min, minha melhor marca na distância mas longe de ser merecedora dos parabéns tão comuns hoje em dia para os "guerreiros" maratonistas.

Em 2010, escrevi que correr maratonas sem treino adequado dói. Não sei, então, o que é treino adequado, pois não treinei para este evento, nada doeu e ainda baixei meu tempo. Talvez eu esteja ficando não somente mais rabugento, mas também mais "cascudo".

A rabugice fica por conta de terminar a prova com a clara sensação de que, para mim, correr uma maratona no asfalto é uma merda. Que só tem a função de massagear meu ego, que estava frágil com repetidos "fracassos" nas minhas metas esportivas de 2012. Veja como é a vida: de onde eu menos esperava (do asfalto) e de onde eu mais ridicularizava (o mundo "maratonista" cheio de rótulos), veio uma boa novidade: posso correr o quanto eu quiser, com o mínimo de treino que eu quiser, comendo o que eu quiser, vestindo o que eu quiser e falando o que eu quiser. É uma verdadeira redenção para o ego não? Ótimo para acabar o ano, mais feliz, mais coerente, mais humilde (coisa que ainda me falta muito).

Sempre me inspirei nos exemplos negativos, muito mais do que nos positivos. Quando nego vinha e falava: "a dor é passageira, desistir é para sempre", eu ria, porque achava de uma babaquice sem tamanho, uma coisa de gente frustrada que não admite perder. Hoje, todos sabemos que o autor da célebre frase é um dos maiores mentirosos da história do esporte. Tem aquela também do "no pain, no gain". Mais hilária ainda, já que é preciso ter discernimento da dor saudável e da dor que é lesão, como aquelas que a gente vê aos montes no mundo dos corredores amadores. Muitas vezes o ego faz o cara exagerar, treinar demais, não se recuperar, correr uma prova atrás da outra porque confunde amor ao esporte com aplausos dos pseudo-amigos e aí a casa cai.  Claro, não dá pra generalizar.

Mas são estes os exemplos que mais admiro. Para que não me comporte e nem me contamine com esta vibe negativamente competitiva. Gosto da competição saudável e de me desafiar. Preciso disso e me sinto incapaz de me manter motivado para levantar cedo em uma manhã chuvosa e calçar os tênis para um treino se não tiver na mente um objetivo claro e definido, de preferência de médio prazo.

Esta é a busca do momento. Que rumo tomar em 2013?

Farei as considerações no post seguinte.

Abaixo algumas imagens da minha participação na Maratona de Curitiba 2012, aquela que só corri bem e leve porque não tinha compromisso algum =D

Abraços.










Manifesto pela Vida nas Montanhas

Boa noite, bom dia, boa tarde.

Lanço esse manifesto, inspirado por um debate levantado no facebook, a respeito de possíveis impactos ambientais causados por corredores de montanha em ambientes naturais.

Quem participa de uma prova na montanha, não corre contra ela ou contra o oponente. Corremos por nós, por nossa liberdade. Fazemos o que amamos. É o nosso direito de ir e vir. A montanha não tem dono. Ela está lá, simplesmente, como disse meu homônimo Mallory. Desculpem-nos se lhes ofendemos com nosso esporte. Da mesma forma, somos acusados injustamente de causar impacto. O que queremos é paz e convivência;  não segregação, nem olhos tortos. Saibam todos que na Espanha, por exemplo, a mesma federação que cuida dos assuntos de escalada e montanhismo cuida também das corridas de montanha? Vivem em paz, sem ninguém acusar ninguém, e sem ninguém achar que a montanha é apenas um templo e deve estar lá somente para contemplar ou somente para campistas, ou somente para escaladores, ou somente para trekkeiros. Lá corredores escalam e escaladores correm na montanha. Que maldita mania é essa de acharmos que o NOSSO ponto-de-vista é o certo e o do colega é errado? Desfrutemos com consciência. E esse é meu trabalho na promoção deste esporte no país! 

Abraços.


Corrida da Graciosa 2012 - Como Foi

Hola, hola, hola!

Pela terceira vez encarei a Corrida da Graciosa, um percurso que larga quase ao nível do mar e chega ao primeiro planalto paranaense, em um desnível total positivo de pouco mais de mil metros em apenas 20 quilômetros. O piso varia entre paralelepípedo e asfalto. Neste 2012 estava muito, mais muito quente já na largada. Sem sol, mas com mormaço que fazia o sovaco escorrer suor. Correr sem camisa foi a descoberta do ano, observando que diversos corredores e ultramaratonistas nos EUA assim se vestem(!?). Lamento decepcionar mas não, não é só o Anton Krupicka que corre assim por lá e não, não é modinha. É prático! É muito, mas muito mais confortável do que correr com qualquer camisa que eu já tenha usado. Temperaturas acima dos 20 graus realmente favorecem à pratica da corrida vestindo apenas shorts, pelo menos para mim. É preciso apenas ter atenção à proteção da pele por um bom produto bloqueador solar. Já é a minha terceira competição em que rola o "menos é mais".

Aboli também as bermudas e meias de compressão. Foi tudo no esquema "menos é mais". Para comer, amêndoas e damascos, já testados em um treino de 32 quilômetros também sob forte calor, 10 dias antes da prova.

Mas no fim das contas algo deu errado. O corpinho sentiu o calor e a carga mais pesada de treinos que me impus no último mês e literalmente apaguei na prova. Desidratação severa, por pouco não foi caso de hospital. Perdi pelo menos 4 quilos, o que é muito para mim, mais de 5% de meu peso. Sobrevivi heroicamente, correndo uma prova 17 minutos mais devagar e 100% mais sofrida que em 2011. Por um bom trecho corri trocando boas ideias com o camarada montanheiro Hebert, que curtiu muito sua estreia. Parabéns, guri! A Barbara lá estava também e fez uma prova dentro de suas expectativas, curtindo o desafio e o visual. Legal também foi ver minha amiga Aliny Borba concluindo a prova com muita garra. Primeira corrida dela e logo uma Graciosa! Vai longe!

Abaixo algumas imagens que mostram que bom humor e diversão serão sempre a tônica da minha vida, principalmente quando alguém se esfalfa pra chegar na minha frente e abocanhar o 260º lugar em vez do 261º. Na última imagem, uma sambadinha para o herói.

Abraços e bons treinos!







Sobre o Caminhar das Coisas

Olá, tudo bem?

As coisas estão caminhando muito bem, 2012 tem sido um ano incrível. Certamente é o ano em que mais me diverti nas corridas e na vida. Viajei de bike, competi, treinei com amigos em montanha... 

Aliás, as corridas em trilha parecem estar a ponto de explodir em nosso país. Acho muito legal ver a galera conhecendo e descobrindo o esporte. É saúde, é disposição, é vida ao ar livre. No entanto, penso que quando a maré passar, ficarão apenas aqueles que estão lá pela montanha e pela corrida, e não pelo hype gerado. Hj é cool, descolado e até mesmo "radival" ser corredor de montanha. Muita gente, com menos sangue nos olhos para treinar para treinos mais longos, se joga em provas de montanha de até 12 km e se sente montanheiro. Calma lá! Já existem provas em trilha desde o começo do século aqui no Brasil. Em SP e SC, pelo menos desde 2005. Que venham todos para a montanha. mas que a respeitem, que respeitem o esporte e os colegas. Que não façam o que hoje é feito em "Estações" e "Night Runs"... A montanha, pela montanha. Como na foto abaixo.

Abraços e bom feriado!


The Freedom of The Hills

A liberdade das montanhas, traduzido literalmente... Além de título de uma das "bíblias do montanhismo", escrito originalmente em 1960, a frase título do post remete certamente a sentimentos experimentados nas montanhas.

Quando corremos pelas trilhas nas montanhas, a sensação de liberdade é ainda maior. Afinal, estamos livres de mochilas pesadas, de sacos de dormir, fogareiros, barracas, cordas, materiais de escalada entre outros equipamentos sofisticados. Somos apenas nós, a montanha e pouco mais. Run free! Corra livre.

Tem uma turma na Europa que já curte fazer umas fotos sentindo o vento! Veja abaixo Kilian Jornet, Terry Conway e Philipp Reiter nessas imagens:






São certamente três dos grandes corredores de montanha do mundo. Todos com patrocinadores e tudo mais. "Imagem" a zelar. Na zooropa a mentalidade é outra e postar foto assim no facebook não é motivo pra mimimi e para que falsos moralistas saiam de suas cavernas. Lá cada um cuida da sua vida. Aqui nos trópicos, em país de educação extremamente machista, é bem diferente. Certa vez compartilhei uma das fotos acima, originariamente postadas no perfil do Kilian Jornet e algum babaca me denunciou por lá. Acabei ficando pouco mais de um dia sem acesso à rede social. Então, minha liberdade nas montanhas segue aqui mesmo =D. 

Porque não repetir o feito no Anhangava?

Aqui ó:



Abraços!


TrailRunning BRASIL

Olá, caros leitores.

É com satisfação e muito orgulho que divulgo aqui a criação de um espaço voltado exclusivamente para tratar de corridas em trilhas, em geral. No Paraná, no Brasil e no mundo, você pode conhecer o TrailRunning BRASIL. 

Desde 2010 essa ideia me passava pela cabeça, e agora chegou a hora de meter a cara. Está no ar, para quem quiser conferir.


Você que participa aqui, confira por lá também! Não abandonarei este espaço, mas lá, haverá farto material sobre corridas em montanha



Abraços e até logo.


Ah sim, está tudo bem! Imagens Travessia Lapinha-Tabuleiro via Pico do Breu

Olá senhoras  e senhores.

Sumiço leve, apenas um dias. O retorno ao trabalho se deu na semana anterior, mas teve aí um feriadinho para relaxar. A dedicação a um novo projeto que anuncio em breve por aqui também me tomou o tempo disponível em frente ao PC. 

A semana seguinte à K42 Bombinhas foi bem agitada. Estive com a Ana Barbara em Minas Gerais e lá realizamos a Travessia Lapinha da Serra - Tabuleiro em três dias, com direito a um pernoite no cume do morro do monte do Pico do Breu, uma belíssima montanha beirando os 1.700 metros de altitude.

Essa travessia está inserida na Serra do Espinhaço e é chamada de "farofa" por alguns, por ser bastante conhecida, recebendo muitos visitantes inclusive alguns não montanhistas. Sem saco pra esse papinho de merda sobre selecionar quem é montanhista, quem é farofa e quem é corredor, nós queríamos mesmo é nos enfiar nos matos cerrados das gerais.

E foi sensacional. Três dias perfeitos de caminhada, mais uma divertida manhã com direito a carona até a cidade mais próxima para o retorno à Belo Horizonte.

Sem muito o que dizer, prefiro deixar abaixo as fotos.

Grande abraço a todos.