Temperaturas Negativas no Morro do Anhangava

Opa, firmeza?

Pow, última vez que eu tinha ido ao Anhangava foi nesse dia aqui.

Como pude demorar tanto?

Ok, é certo que morar em Curitiba e não mais em Quatro Barras complicou um pouco minhas idas para lá. Afinal, são 26 quilômetros de distância. Mas... dava pra levar mais a sério isso, né Volpão?

De toda forma, não resisti à entrada de uma forte massa de ar polar prevista para os dias 6 e 7 de julho de 2019 e me programei para pegar o nascer do sol lá nos cumes. Deu certo!

Saí de casa às 5:10 de uma congelante madrugada, com termômetro na casa do zero grau. De Uber até a região das fábricas antes da Borda do Campo, é rápido, seguro e custa menos de cinquenta reais. Gosto de começar minhas corridas ali, pois tenho ainda uns 5 quilômetros de estrada de chão em leve subida para esticar as passadas e correr um pouco na escuridão. Em pouco mais de 30 minutos, passo pelo campo da Asa Delta e começo a subir de verdade, pela antiga estrada da Asa Delta (sim, até meados dos anos 90 era possível subir de carro com tração nas quatro rodas até o cume do Morro Samambaia (vizinho ao Anhangava). 

Hoje é uma trilha bem batida e bem cuidada pelo pessoal das associações de montanhismo que realizam frequentes mutirões. Vinte e poucos minutos, chego bem a tempo de ver o sol aparecer por trás das montanhas da Serra do Ibitiraquire. Já na subida era possível observar a geada pegando forte e lá em cima tinha bastante gelo também sobre as pedras. Com as chuvas dos dias anteriores, ainda havia bastante umidade na montanha e tudo congelou.

Não foi nem de longe minha subida mais acelerada ou a mais "sangue nos olhos" das mais de 50 que já fiz por lá. Mas foi certamente uma das mais divertidas, onde pude curtir com intensidade cada segundo por lá.

Não tinha muita gente na montanha, havia paz e nenhum tipo de farofagem que é cada vez mais comum por lá. 

Fiz a descida pela trilha frontal, até que em boa pegada e com segurança, dadas as circunstâncias. Como sabem, tenho um ligamento cruzado anterior do joelho direito rompido há 6 anos e tô nem aí pra fazer cirurgia, já que consigo ter qualidade de vida nas atividades que realizo. Basta ter cuidado e atenção que tudo se dá muito bem.

Ao final, foram pouco mais de 10 quilômetros, com 600 metros de desnível positivo acumulado segundo o GPS. Aliás, ainda quero fazer um review do modelo que estou usando o Amazfit Verge.

Deixo abaixo algumas imagens do belíssimo dia no alto das montanhas.

Um forte abraço e até o próximo texto!



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