Mostrando postagens com marcador Montanhismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Montanhismo. Mostrar todas as postagens

janeiro 18, 2021

Estou Pronto!

Estou pronto. Esta imagem é de janeiro de 2009, no Cordón del Plata, a 3.200 metros de altitude, preparando um café.

Foi basicamente minha última experiência real de montanhismo. De lá para cá foquei primeiramente nas corridas de rua e de montanha, depois me dediquei à música e por fim à uma viagem breve pelo mundo das Gravel Bikes.

Claro que frequentei montanhas e até mesmo acampei em algumas nesses 12 anos longe da pura montanha. Mas meu corpo e principalmente minha alma agora chamam pelo retorno.

Após tantos adiamentos nesse retorno, hoje entendo porque isso não aconteceu antes. Tudo tem a sua hora. Um pouco mais experiente, mais cauteloso, com muito mais tecnologia de equipamentos do que antes e com muito mais vontade de viver estes dias intensos junto à natureza única de montanha. Estou pronto, foi dado o start.⠀

É mais sobre montanhas que sobre corridas. Aos poucos vou contando por aqui o que estará rolando.

E a imagem abaixo é de janeiro de 2021 no Morro Araçatuba neste último domingo, também preparando um café. Um recomeço? Com certeza. 

Nos vemos pelas trilhas!




janeiro 01, 2020

Promessas de Ano Novo para 2020

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Eu, George Volpão, venho aqui colocar minhas principais promessas para quem ainda me acompanha neste canal:

1) Postar semanalmente no blog,
2) Postar semanalmente no blog,
3) Postar semanalmente no blog,
4) Postar semanalmente no blog,
5) Postar semanalmente no blog,
6) Postar semanalmente no blog,
7) Postar semanalmente no blog,
8) Postar semanalmente no blog,
9) Postar semanalmente no blog,
10) Postar semanalmente no blog!

Repetindo dez vezes isso!!!

Bah, tenho este canal aqui que produzo conteúdo interessante (pelo menos é o que acho, considerando as estatísticas) desde 2006.

Bora tomar como meta para 2020? Ok, sei que já falei isso antes, que iria produzir mais textos para meus leitores. Mas, dá um desconto, não era promessa de ano novo né?

Ano novo, vida nova.

Isto posto, meu nobre (dizia um locutor esportivo paranaense cujo nome me foge agora), este é meu primeiro post de 2020. Todas as quartas feiras (me cobrem), algo para dizer aqui. Algo que não digo no Instagram, no YouTube, etc. Aliás, ando fazendo muito textão no instagram. Ok, você pode me seguir por lá também. Mas vou guardar a verborragia toda para o blog, onde a leveza dos dedos sobre o teclado do computador é mais adequada do que a urgência instagrâmica.

Feliz 2020, meus amigos!

Primeiro brinde rumo a 2020, na Fazenda da Bolinha, lugar onde vivi tanta coisa boa nos últimos 20 anos. 31/12/2019.





julho 08, 2019

Temperaturas Negativas no Morro do Anhangava

Opa, firmeza?

Pow, última vez que eu tinha ido ao Anhangava foi nesse dia aqui.

Como pude demorar tanto?

Ok, é certo que morar em Curitiba e não mais em Quatro Barras complicou um pouco minhas idas para lá. Afinal, são 26 quilômetros de distância. Mas... dava pra levar mais a sério isso, né Volpão?

De toda forma, não resisti à entrada de uma forte massa de ar polar prevista para os dias 6 e 7 de julho de 2019 e me programei para pegar o nascer do sol lá nos cumes. Deu certo!

Saí de casa às 5:10 de uma congelante madrugada, com termômetro na casa do zero grau. De Uber até a região das fábricas antes da Borda do Campo, é rápido, seguro e custa menos de cinquenta reais. Gosto de começar minhas corridas ali, pois tenho ainda uns 5 quilômetros de estrada de chão em leve subida para esticar as passadas e correr um pouco na escuridão. Em pouco mais de 30 minutos, passo pelo campo da Asa Delta e começo a subir de verdade, pela antiga estrada da Asa Delta (sim, até meados dos anos 90 era possível subir de carro com tração nas quatro rodas até o cume do Morro Samambaia (vizinho ao Anhangava). 

Hoje é uma trilha bem batida e bem cuidada pelo pessoal das associações de montanhismo que realizam frequentes mutirões. Vinte e poucos minutos, chego bem a tempo de ver o sol aparecer por trás das montanhas da Serra do Ibitiraquire. Já na subida era possível observar a geada pegando forte e lá em cima tinha bastante gelo também sobre as pedras. Com as chuvas dos dias anteriores, ainda havia bastante umidade na montanha e tudo congelou.

Não foi nem de longe minha subida mais acelerada ou a mais "sangue nos olhos" das mais de 50 que já fiz por lá. Mas foi certamente uma das mais divertidas, onde pude curtir com intensidade cada segundo por lá.

Não tinha muita gente na montanha, havia paz e nenhum tipo de farofagem que é cada vez mais comum por lá. 

Fiz a descida pela trilha frontal, até que em boa pegada e com segurança, dadas as circunstâncias. Como sabem, tenho um ligamento cruzado anterior do joelho direito rompido há 6 anos e tô nem aí pra fazer cirurgia, já que consigo ter qualidade de vida nas atividades que realizo. Basta ter cuidado e atenção que tudo se dá muito bem.

Ao final, foram pouco mais de 10 quilômetros, com 600 metros de desnível positivo acumulado segundo o GPS. Aliás, ainda quero fazer um review do modelo que estou usando o Amazfit Verge.

Deixo abaixo algumas imagens do belíssimo dia no alto das montanhas.

Um forte abraço e até o próximo texto!



07:02 a.m.

07:05 a.m.


07:21 a.m.


07:35 a.m.


07:39 a.m.



fevereiro 08, 2019

O Fim da Território Mountain Shop

Olá, senhoras e senhores. 

Um dia triste para mim. Recebi a notícia que a Território Mountain Shop encerrará suas atividades após 19 anos de mercado. 

Não me aprofundei nas razões e motivos para a decisão, mas não posso deixar de compartilhar minha consternação. 

Representei o time Território como atleta desde minha segunda prova de Trail Running, em julho de 2007. 

Recebia equipamentos, ajuda de custo para viabilizar viagens e, principalmente, as melhores vibes. 

Foram dezenas de provas nacionais e até mesmo uma Ultra Trail no Chile envergando o sagrado manto com orgulho e responsabilidade. 

Subi montanhas de cinco mil metros nos Andes, viajei de bike, acampei incontáveis noites na Serra do Mar sentindo-me parte do que era uma verdadeira família. 

Não posso deixar de lado também o fato de ter trabalhado com eles tanto nas vendas das lojas físicas como na operação da web, inclusive ajudando a criar o Território Mountain Team ainda em 2010, quando as corridas em montanha apenas engatinhavam no Brasil. 

Em 2014 me afastei do cenário da montanha e das corridas em trilhas mas as boas lembranças sempre permaneceram. E permanecerão. Um eterno muito obrigado!


Nessa foto, estou no cume do Cerro Franke (4.829m), Cordilheira dos Andes, Argentina, no dia 26 de janeiro de 2009. Essa viagem que já contei anteriormente aqui no blog, em grande parte só foi possível graças à Território. 



janeiro 30, 2019

O Meu Aconcágua

Olá senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Nesta temporada, uma atleta argentina anunciou que faria uma tentativa de "Récord 360 del Aconcágua", que se trata de entrar subir a rota por Vacas e descer por Horcones (entendedores entenderão). É literalmente um 360 graus na montanha, fazendo seu cume a partir da trilha onde as duas rotas se encontram no Campamento Cólera. Segundo a "atleta", foi lá e fez.

Infelizmente surgiu grande polêmica a respeito do feito, uma vez que não se podia confirmar o cume através de fotos. Mas o que mais entristece são os relatos de quem estava na montanha na ocasião. Montanhistas que lá estavam relataram o profundo desrespeito desta senhorita com a montanha e com os montanhistas locais, menosprezando seu trabalho e classificando-os como "lentos", "cheios de roupas" e "vestidos como astronautas", que não podia acreditar que se levava normalmente de 18 a 20 dias para fazer essa rota que ela almejava completar em 48 horas. Enfim, comportamento patético.

Um texto sobre o assunto pode ser lido (em espanhol) aqui.
.
.
.
O respeito à montanha pelos ditos atletas é algo que sempre cobrei e irei cobrar. Estou nas montanhas desde 1995 e com o boom das corridas em montanha que começou no início da atual década, observei que boa parte dos ditos atletas pouco ou nada contribuem para a conservação dos lugares onde mais importa a foto para as redes sociais do que o respeito aos demais visitantes, ao ambiente e à tradição.

Atualmente, estou afastado das agremiações de montanha que são responsáveis pelos mutirões de conservação e manutenção de trilha. Já participei de alguns em tempos passados e sempre que vou à montanha tento fazer o que é possível: não deixar rastros e ainda recolher algum tipo de resíduo que encontre, ou carregar por um trecho alguma pedra deixada nos depósitos criados por estes montanhistas, visando a manutenção das trilhas. Não fosse por essa turma unida e dedicada, não haveria trilhas para vocês corredores tirarem suas fotos e se desafiarem. Respeito!

E para concluir, o "meu Aconcágua" que sonho desde os meus 11 anos de idade é esse: com pessoas justas, éticas e com profundo respeito à montanha e sua história. Justamente por isso, que ainda não me sinto digno de pisar em seu cume. Ainda tenho muito o que evoluir como ser humano para o tão sagrado momento de estar nas encostas da Sentinela de Pedra. Fiz essa imagem do Aconcágua em fevereiro de 2009. Foi o mais perto que consegui chegar dele até então :)

Forte abraço, boas montanhas e perdoem-me o desabafo =)
.
.
.
"Las competencias no son por las marcas, el tiempo, es superación personal y saber reconocer para que estamos preparados, y si nos caemos, levantarnos y trabajaras más duro para lograrlo."

“En la cumbre del Aconcagua no hay nada, sólo una cruz, la satisfacción de llegar, es revivir lo que pasamos para poder llegar”

Carlos Matías Sergo Pezoa





dezembro 19, 2017

Planejando 2018 | Skyrunning, Gravel Bike e Montanhismo

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Bem, esta é a época certa para refletir, repensar e traçar estratégias para o próximo ano não?

Algumas metas já estão bem definidas.

1) Retorno às competições de corridas de montanha. Vou participar das três provas da série Skyrunning Brazil, na modalidade SkyRace® que são as de distância mais curta, a saber:

SkyRace®
17 de Fevereiro - Araçatuba Half Marathon - 21K, 1420D+
5 de Maio - KTR Campos - 20K, 1420D+
14 de Julho - Ultramaratona dos Perdidos - 23K, 1460D+

Estou motivado para me testar novamente nas trilhas, visando um melhor condicionamento físico e, principalmente muita diversão. Esse tempo que dei das competições entre 2014 e 2018 foi muito necessário para baixar a poeira e para desmontar o circo que se tornou o Trail Running naquela época. Havia um excesso de provas, um excesso de gente interessada apenas em ganhar dinheiro (organizadores malvados) e de posers que nada tinham a ver com a vibe que aprecio em uma montanha.

A poeira baixou e volto a me sentir confortável em alinhar novamente nestas provas. Enfim, a filtragem foi feita. Bora retornar.

2) Participar das primeiras competições na categoria Gravel Bike. Vai ter duas destas provas aqui no Paraná e vou nessa. Ainda não defini a distância, mas sei que a primeira será dia 15 de abril, a Milk Race na Colônia Witmarsun. Vai ser legal, cheio de amigos do ciclismo juntos.

3) Continuo sem ingerir produtos de origem animal, mas não me rotulem como vegano, pelo amor de Deus. tenho meus motivos :)

4) Vamos pedalar mais e correr mais. To feliz nessas escolhas.

5) Quero lançar mais um álbum com uns 40 minutos de músicas inéditas, lá para o final de 2018.

E vocês? Muitos planos?

Grande abraço a todos.

Namaste.







dezembro 11, 2017

Resuminho da terceira semana de treinos rumo aos Andes

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Ainda não consegui cumprir o prometido, de postar textos nas terças e quintas...

Estou com uma carga de trabalho bem puxada na Jamur Bikes, com equipe reduzida, mas a partir da próxima semana tudo se resolverá, fazendo com que eu consiga chegar em casa e ter vontade de olhar pro computador :)



De toda forma, deixo aqui o vídeo da semana, onde mostro e falo um pouco do que rolou na terceira semana de treinos voltados às altas montanhas dos Andes.

Grande abraço!




novembro 30, 2017

Voltemos aos "escritos"

Olá, senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

A partir de agora, vou postar um resumo dos treinos, rotina e alimentação que irei usar para minha ida aos Andes em 2019. Por enquanto, basicamente os treinos consistem em ir e voltar de bike em dias alternados entre trabalho e casa.

Como disse no post anterior, a tomada de decisão e o início da jornada começaram 407 dias antes da data prevista de partida daqui do Brasil, que é dia 01 de  fevereiro de 2019, uma sexta feira.

São 63 semanas. Já se foram duas, faltam 61 (para quem é bom de contas mas nem tanto em concordância verbal).

To contente que o meu canal no YouTube tem apresentado um crescimento consistente de inscritos, visualizações e minutos assistidos. Conto com você por lá!

Irei priorizar estas duas plataformas para a divulgação, abandonando mais ainda as palhaçadas do Sr. Zuckerberg e seu Facebook e Instagram (este inclusive está até desativado). No Facebook, fica apenas a fan page.

Voltemos aos "escritos" aqui e aos "inscritos" no YouTube.

Todas as segundas-feiras haverá a postagem com o resumo. Nas quintas feiras, assuntos de tema geral. Se quiserem sugerir algo, estou totalmente à disposição!

Cordial abraço e namastê!


Um dia desses, voltando para casa em um fim de tarde pela BR-116


novembro 27, 2017

Comecei a treinar para o Aconcágua

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Bem, é isso.

Comecei a treinar para voltar aos Andes, onde estive em 2009 e você pode relembrar aqui:


A ideia é ir até o Aconcágua, pensando em cume. Se vai rolar, só lá saberemos. Muito respeito à montanha!

Fora isso, segue o baile fazendo músicas, correndo em trilhas, fazendo caminhadas e tudo mais.

Maiores informações vocês encontram nos dois vídeos abaixo.

Obrigado pela força de sempre!

Grande abraço!








setembro 18, 2017

Microaventuras de Primavera | Bike e Montanha

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Poxa, fazia tempo que eu não dava uma dessas hein?

Foram 36 km de bicicleta até a Fazenda Pico Paraná, seguidos de uma ascensão ao cume do pico do monte do Morro Itapiroca (1.805m), uma selfie nu, e do retorno de bike até Quatro Barras, onde moro. Foi a minha 42ª subida ao Itapiroca desde a primeira vez por lá, do dia 09 de setembro de 2001.


Tucum e Camapuan vistos do cume do Itapiroca, Serra do mar paranaense.


Total de oito horas de movimentação, como pode ser visto no meu Strava. O nu frontal pode ser visto no Instagram mesmo, para os curiosos.

Lembro que fiz dessas coisas de ir de bike e subir montanhas da Serra do Ibitiraquire lá por 2004 ou 2005. Tenho estado bastante animado com a volta aos treinos de bike, corrida e montanha.

Gravel Bike de verdade. Com tênis amarrado no canote de selim. 



Deixei dois vídeos com a trip completa, a quem interessar possa, abaixo:


Parte 1


Parte 2



E o mais legal disso tudo é que não se tratam de atividades pensando em competições que possam vir, ou para eventos grandiosos. Não. É pura curtição de um dia. Por isso o nome "Microaventura". Saiba mais sobre o conceito assistindo esse vídeo aqui: https://youtu.be/vwHwXId0pxE


Forte abraço!

Namastê! 

Siga-me nos canais: 
Participe do Grupo Graveleiros do Brasil no Facebook: 

maio 15, 2017

Temporada de Montanha 2017

Senhoras e senhores, vamos à montanha?

Ontem estive no Morro do Anhagava, Quatro Barras - PR, para uma caminhada tranquila.

Tranquila até demais. Por ser dia das mães, provavelmente, praticamente não havia ninguém por lá, apenas os desnaturados. Foi legal encontrar a Erli e o Rafael, amigos ainda da década passada e com seus pequenos naquelas cadeirinhas de levar crianças para caminhadas em trilhas.

Houve a abertura "oficial" da temporada, realizada pela FEPAM ali mesmo em Quatro Barras no Refúgio Cincotreze no sábado anterior. Sou bastante arredio a convescotes sociais e preferi ficar em casa e assistir o Live in Pompeii do Pink Floyd porque é algo que me faz mais a cabeça.

A viagem foi tão grande que nem me dei conta da ventania e chuvarada na madrugada. Soube depois que aconteceram perdas de barracas e equipamentos nas montanhas do Ibitiraquire. Felizmente os danos foram apenas materiais.

No domingo pela manhã o céu era bastante azul e o vento bastante forte ainda, o que trouxe realmente a certeza que a temporada começou e os próximos meses prometem bastante aventura nas alturas.

Para o próximo final de semana já tenho algo programado lá pra essas bandas ibitiraquirenses.

O lado musical fica pelas noites insones no apezinho.

Cheers, bons ventos!!!!







março 09, 2017

41 Vezes no Itapiroca

Oi.

Feliz de ter retornado ao Ibitiraquire depois de tanto tempo.  Meio perdido nas contas mas acertei em 41 o número de vezes que estive no Itapiroca, disparado a minha montanha favorita da região.

A ideia era subir o Pico Paraná com as amigas Samantha e Isadora que vieram do RJ e SP, respectivamente visando culminar o ponto mais alto do sul do Brasil. Uma série de percalços nos impediu o feito cujo desenlance foi muito bem narrado pelas meninas em texto recomendado abaixo:

http://televopratrilha.com/itapiroca/

De minha parte, restou a certeza: a montanha é onde melhor me sinto - além da minha casa, conforme narrei em uma canção própria ainda por lançar.

Deixo um breve vídeo do sucedido também.





Obrigado, abraços, bons ventos!



março 02, 2017

Anhangavando

Oi!



Mas que delícia foi calçar o tênis, vestir a mochilinha de hidratação e correr até o Morro do Anhangava neste sábado de Carnaval!

Lembro bem que uma das razões para ir morar em Quatro Barras - PR em 2014 era justamente ter esta possibilidade. Estar com o Morro do Anhangava praticamente às portas.

Eu já fui inúmeras vezes de bike até o pé do morro. Mas desta vez estava a fim mesmo era de correr. E assim fiz. 6 km depois começa a subir forte por estradão e, em seguida, por trilha.

Fiquei um pouco destruído na volta, finalizando um total de 18 quilômetros, coisa que não fazia havia um bom tempo.

Segue Strava:




Isso não impediu de pedalar um tanto no domingo e na terça-feira também.

Assim, valeu o Carnaval! Segue abaixo o vídeo do Anhangava:






E FDS vem mais montanha!

Abraços, bons ventos!

fevereiro 09, 2016

Já ia me esquecendo...




Que hoje é terça... e que me comprometi a postar algo, nem que seja uma bobagem qualquer.

Filosofando um pouco, a vida muita vezes é um somatório de bobagens.. Uma consequência de escolhas bem ou mal feitas. Somos responsáveis por elas, totalmente. Não acredito na babaquice de "deixa a vida a me levar". Soa por demais preguiçoso, fatalista e "carioca" (venham as pedras, a canção cujo refrão está entre aspas é interpretada por Zeca Pagodinho).

Eu creio em fazer escolhas e ser responsável por elas. Nem sempre fiz boas escolhas mas hoje estou muito satisfeito com o caminho que escolhi.

É final de carnaval, nesta terça-feira seis da tarde. Desfrutei os dias de folga do trabalho da maneira que mais gosto. Amor, amigos, música, bicicletas, montanhas e até uma corridinha no parque.

E, se todo carnaval tem seu fim, o que tiro pra mim é que todo fim é sempre um novo começo.

Beijos e abraços!


Bosque Merhy em Quatro Barras na corridinha de sábado.

 
Brothers pré Pão de Loth na terça-feira.


Unidos do Pão de Loth na terça de Carnaval. Minha vibe!
 
Super trânsito no Everest Quatro Barrense na nublada segunda de Carnaval.

janeiro 26, 2016

Agora Vai!

"Agora vai" é uma expressão que eu e a Ana Barbara usamos com frequência em nossas viagens de carro. Pobre carro popular, com motor mais adequado ás cidades que às estradas, as ultrapassagens são sempre sofridas e por vezes de segurança duvidosa em vias de pista simples.

Agora vai. Porque finalmente mexemos os traseiros para subir uma montanha depois de meses de inatividade nos cumes paranaenses. Em outubro fraturei o cotovelo e então houve uma boa desculpa.

Agora vai. Subimos o Tucum, Serra do Mar paranaense, de forma acelerada em um belíssimo sábado de sol. Eu e Ana Barbara. A conhecida rampa do Camapuan cobrou seu preço de sempre, mas - quem conhece, sabe - , a vista sempre compensa.

Minha 23ª vez no cume do Tucum merecia uma foto à vontade, como esta do link.

O plano era voltar logo devido a alguns afazeres familiares. Assim fizemos: descemos rapidamente já antevendo que os dias seguintes seriam de dores nos quadríceps. Enquanto escrevo estas linhas, a dor é companheira de um sorriso sincero.

Para o domingo, pensamos em ir ao Anhangava, mas mudamos os planos para um pedal quebradeira em Campina Grande do Sul. Sol forte mais uma vez e subidas de morder guidão. Do jeito que gostamos.

Nem tudo na vida vem de montanhas e pedais. Podemos descobrir a beleza dos dias em cada pequeno gesto, se prestarmos bem a atenção. Até mesmo em uma salada de frutas em praça pública :)

E agora? Vai? Vamos também?

Beijos e abraços, boa semana!







Fruta é vida. Carne é morte. Foto: google.

maio 22, 2015

Os Campos do Quiriri - Primeira faixa de Ensaio Sobre A Liberdade

"Os Campos do Quiriri" já foi "Os Olhos d'´Água".

Já teve um verso assim:

"Tudo aconteceu e não tem jeito
Estou cansado de procurar defeitos
Saí caminhando triste, com o vento
E não há tarde de sol que faça o milagre
De fazer voltar o tempo"

Escrevi esse e outros trechos em 1997. A melodia é basicamente a mesma quando a canção é tocada ao violão. Coisa muito básica, apenas GCG / CGDC / GC. Sério, apenas três das mais básicas notas musicais.

Quando comecei a querer gravar esses registros com o auxílio da tecnologia de hoje, peguei estes três acordes e trabalhei em cima de diferentes linhas e frases de guitarra. E, com isso, em momento algum da música eu executo os acordes cheios. Mas sim estas frases que consegui criar pela primeira vez em uma canção. Um pouquinho de distorção, uma levada de bateria e um baixo marcante transformaram totalmente a obra. O que era um simples violão tocando três acordes, agora é uma música composta com o pouco de conhecimento que tenho.

E claro, merecia uma nova letra. Escrevi estas palavras em abril de 2015, dentro do ônibus que me leva de casa ao trabalho, de segunda a sexta. Sim, fácil assim. Em duas viagens estava tudo pronto. Falo da experiência de andar nos Campos do Quiriri. Meu primeiro contato com a região foi em 2004, mirando seus campos infinitos e suas trilhas vacilantes. Mas o que mais me marcou foi uma caminhada que fiz por lá em abril de 2014. Impossível registrar somente com imagens. Precisava descrevê-la ao meu modo. E aí está:


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro
Sob o céu estrelado preparei meu leito
Não é o fim da linha nem o fim do mundo
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo

Nem sempre o melhor caminho é linha reta
Todos querem a certeza de estar na trilha certa
Eu carrego comigo tudo que é preciso
Vontade, coragem e canivete suíço
Nenhum desperdício
Tudo tem motivo

Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

No desafio proposto, doze quilos e dois dias
Sem espaço na mochila pra lembranças vazias
Eu carrego comigo tudo que é preciso
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo


Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

A noite chegando
As horas passando, parar pra ver o entardecer
Preparo o jantar, se achegue pra cá
Me abraça forte agora antes da gente dormir


Os Campos do Quiriri pela cãmera de Diocir Lopes, camarada montanhista que conheci naquelas bandas. Na foto, eu e a Ana Barbara à frente da turma que cruzava os campos do Quiriri. Abril 2014.


abril 06, 2015

Ciririca, Baby

Olá!

Com um nome destes, a trilha de acesso ao cume desta montanha não poderia ser diferente disso: foda! Sim, é praticamente um dia inteiro com a mochila nas costas.

Animado por uma previsão meteorológica favorável, eu e a Ana Barbara tomamos o rumo desta montanha maldita em uma sexta-feira santa. Ineditismo para a esposa, nona vez para mim. No entanto havia pisado por lá pela última vez no distante agosto de 2008. Longos 6 anos e meio...

Nesse período muita coisa mudou em mim. Física e mentalmente.  Nos primeiros anos daquela década, estar na montanha o máximo possível era a meta. Não importava a lonjura do lugar ou a dificuldade da trilha.

O tempo passou, e beirando os quarenta anos de idade, este cara aqui prefere curtir a montanha com calma, sem pressa. Mas como a Ana Barbara queria muito conhecer este cume e eu entendi o feriado como ótima oportunidade de desafio. Lá fomos.

Quase dez horas de caminhada árdua, em uma trilha muito pouco frequentada, com trechos de cordas, espinhos assassinos e quedas d'água isoladíssimas. Temperatura agradável e a alma se deliciando com a sensação de isolamento do local. Chegamos ao fim da linha, junto às desativadas placas de transmissão de microondas, pouco antes do por do sol. Foi o tempo de montar acampamento e cozinhar. Durante a noite chegaram mais alguns amigos e conhecidos de trilha. Montanha praticamente deserta. Dormimos profundamente.

Pela manhã, decidimos retornar pela mesma trilha até o cruzo do Tucum, para então subir ao Camapuan para uma segunda noite na Serra do Mar. Chegamos lá após mais um dia inteiro de caminhada, desta vez mais cansados e menos dispostos fisicamente (isso é visível na última imagem deste post). Porém, estávamos muito a fim de curtir mais uma noite na montanha, sendo o Camapuan um lugar muito especial para nós. Estaríamos assim, mais próximos de casa, restando menos a caminhar no domingo de Páscoa. Sábia decisão. 

O domingo amanheceu nebuloso e até mesmo com alguns chuviscos. Restava então descer umas duas horas e meia até o retorno para casa. Na última meia hora de trilha, a surpresa: pernas exaustas e uma passada vacilante me causaram mais uma grave entorse no joelho direito bichado. Nada que não pudesse ser resolvido com uns bons gritos na mata e uma mochila a mais para a Ana Barbara carregar até o carro. E um remedinho forte para dor, é claro. Mea culpa: deixei de fazer os exercícios de fortalecimento recomendados para casos de ligamento cruzado anterior rompido  como o meu. Bem, vamos tratar de reforçá-lo para escapar da cirurgia e escolher montanhas menos exigentes.

Na programação: Caratuva, dia 18 de abril. 

Abaixo, algumas poucas imagens que fizemos por lá. Uma pena haver corredores de montanha porcalhões até mesmo por lá. Afinal, caixa de cume não é lugar de grudar adesivo.

Abraços!












janeiro 25, 2015

Para que tanta pressa?

Oi!

Neste domingo caminhei tranquilamente no Morro do Anhangava. Sem pressa. Adoro estas oportunidades de apresentar a montanha a quem nunca esteve por lá. A Ana Barbara convidou uma amiga dela para conhecer nosso "santuário". Subida tranquila e pacífica. Como ainda era muito cedo, o calor não incomodou. Uma suave brisa e a companhia das andorinhas no cume. Por volta das nove da manhã iniciamos a descida e, aí sim, cruzamos com muita gente. Caminhando reparei certas nuances e detalhes que não me apercebia quando corria por lá. É bom fazer as duas coisas. Adoro o Anhangava, seja para correr, seja para caminhar. Foi realmente muito bom apenas contemplar. E ver desconhecidos felizes, unidos em um mesmo sentimento que o nosso por lá: desfrutar uma manhã de domingo na natureza. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Eu não tenho ciúmes da montanha. Gostei de ver jovens, crianças e idosos frequentando a região. Seja com o equipamento mais top, seja de baton, jeans e bolsa de shopping. A montanha é para todos, como sempre disse. 

No retorno, um acertado desvio para visitar as duas cachoeiras resultantes da gravidade imposta na queda das águas coletadas na calha que separa o Anhangava do Morro do Corvo. O retorno foi pelo Caminho do Itupava. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Boa semana, pessoal!

Opa¹: Na tarde quente (agora sim) um pedal de 32 quilômetros para confirmar que uma teoria de alimentação da "modinha" tem funcionado muito bem na prática comigo do "meu jeito". Um dia escreverei sobre isso. 

Opa²: Vou subir o curta-metragem (nunca sei se esta palavra é com hífen ou não. Ainda não pesquisei no Google, quem puder me ajude) ainda nesta semana. E espero que alguém assista, porque eu não aguento mais vê-lo. Parto doloroso porque trata de assuntos desagradáveis e escolhi uma trilha sonora "maldita" neste trecho específico do filme.

Opa³: O que usei: Tênis The North Face Hypertrack verde no fim (prematuro) da vida, shorts The North Face GTD (meu favorito), camisa de brexó em viscose (muito mais fresco que qualquer dry-fit ching-ling ou camiseta de 120 reais de marca), chapéu de lona adquirido em loja de produtos agropecuários, óculos Quechua, mochila dobrável Quechua de 20 reais contendo garrafa de água, corta-vento (não usado nesta trip, obviamente), carteira, chaves e celular para as fotos que aqui ilustram.

Opa4: Quer conhecer um pouco do Anhangava? Talvez eu possa lhe ajudar com este texto: http://goo.gl/0f8UgV




janeiro 12, 2015

Anhangava, sempre ele

Puxa, vida, que legal!

Neste post sem palavrões, uma exclamação educada pode ser a ponte para tentar aprimorar mais as escritas. Realmente, acho que prefiro Thoreau à Bukowski. Assim é a vida, cada um na sua, livre para escolher.

No decorrer deste artificial  período de 7 dias chamado semana, consegui encaixar minhas corridinhas na madrugada quatrobarrense. Correr com a passarinhada me faz toda a diferença. O verão 2015 está bem vivo, com temperaturas agradabilíssimas na alvorada. Quem encara as estradas e trilhas da região no inverno certamente se delicia com os 20 graus destas manhãs.

Mas o melhor mesmo foi ter retornado ao Anhangava no último sábado. Terceira montanha do ano e primeira vez por lá nos últimos três meses. Porque demorei tanto assim para o reencontro?

Bem, a motivação está em alta e ver o sol surgir por trás da montanha enquanto coloco um pé à frente do outro me faz feliz novamente. Às seis saí de casa. Antes das sete já estava nas encostas do vizinho Morro Samambaia e ainda antes de sete e meia pisava pela enésima vez o cume desta montanha que me acolhe desde 1995. 

Dia 28 de janeiro completaremos 20 anos de encontros e desencontros. As pessoas mudam, as montanhas não. Elas estão lá impassíveis. Ok, pode ter uma ou outra diferença. O que percebo é que hoje ela parece mais bem cuidada, mais amada, mais protegida. Será por isso que mais e mais nossa relação melhora? 20 anos de casamento com uma montanha não é pouco. Pisei lá pela primeira vez pouco antes da minha maioridade e é nela que pretendo descansar após a cremação. Sem pressa de deixar este mundo, enquanto nele me é permitido estar, o Anhangava me receberá sempre com sua impassividade.

Porque as emoções são contas minhas. Ele, repito, está lá, impassível. Mas acolhedor.

Que bons ventos tragam mais boas pessoas a estes montes, campo escola do montanhismo paranaense e nacional.

E que bons ventos os levem.

Boa semana!








P.S.: O que usei para subir a montanha?
- Shorts The North Face GTD;
- Tênis Skechers GoBionic Trail;
- Meia Jamur Bikes;
- Handheld Curtlo X-Spray;
- Garrafa Térmica Camelback Podium Chill 610ml;
- Óculos Rudy Project Sensor;



janeiro 06, 2015

Ano novo, vida nova e mimimi

Banho de rio por três dias seguidos. Banho de verdade: peladões.
Oi!

Primeiro post do ano, já com promessa: Escrever e publicar todas as terças-feiras. Conseguirei? É uma promessa, apenas. Otimista que sou, vai dar certo.

Aqui apenas para dizer que as mini-férias foram excelentes. Acampamento na Fazendo Pico Paraná, que prefiro chamar mesmo de Fazenda do Dílson, nome de seu proprietário. Relações pessoais são mais interessantes. Não gostaria que chamasse minha casa de Solar dos Volpão, como as vezes brinco. Casa do George e da Barbara é mais legal.

Fomos para lá no último dia do ano. Levamos a barraca grandalhona, aquela que nos serviu de lar nos meses de abril e maio de 2013. Foi muito bom voltar ao "velho lar", mesmo com o colchão de ar apresentando vazamentos na madrugada...

Resumão:

31-12: Corrida em trilha até a Pedra do Grito (+- 1.200m). Retorno, banho de rio pelados, jantinha sem frescuras com vinho. A ideia era subir o Caratuva para acompanhar a "virada", mas o tempo chuvoso, instável e com alguns trovões me desestimulou. Celebramos na própria fazenda, com novos amigos. Sidra Cereser para todos!

01-01: Sem ressacas, partimos rumo ao Morro Taipabuçu (1.734m). 3 horas de caminhada depois, com direito a uma trilha muito fechada neste auge de verão, uma vista única e incrível das montanhas do setor norte da Serra do Ibitiraquire. Éramos os primeiros a frequentar a trilha e o cume desde o início do novembro anterior, o que dá um gostinho especial. Uma montanha mais "selvagem". Descida tranquila, já com a trilha mais aberta. Alguma chuva de verão no retorno, mais banho de rio pelado e uma leseira gostosa após as quase seis horas de atividade com direito a vinho gelado com água de rio. Equipamento usado:
- Tênis The North Face Hypertrack;
- Meias Jamur Bikes;
- Shorts The North face GTD (me arranhei todo no mato...);
- Camiseta Força Vegana;
- Chapéu de Lona;
- Óculos Rudy Project Sensor;
- Mochila Deuter Pace 20 contendo:
- Garrafa térmica Camelbak Podium;
- Kit de primeiros socorros (não usado, ufa);
- Corta vento The North Face Verto (não usado);
- Poncho Quechua (nem cheguei a usar, a chuva foi leve);
- GPS Etrex 20;
- Câmera fotográfica de bolso Nikon S5000 ;
- Potinho com castanhas de caju e cranberries;
- Biscoito recheado tipo wafer;


02-01: Morro Caratuva (1.850m) no mesmo esquema - sem pressa. Dia mais quente e sem chuvas, pelo menos até nosso retorno. Repeti o equipamento, o banho pelado e o vinho no final. Aqui a atividade: http://www.strava.com/activities/236737147

03-01: Choveu durante a madruga e nosso suprimento de gás para o fogareiro no final. Hora de voltar à cidade.

04-01: Corrida de 12 km (acho) por Quatro Barras, Borda do Campo e região. Ovos estragados fizeram seu efeito. Diarreia amarelo gema no meio da corrida (sem fotos, infelizmente).

E vamos que é ano novo, vida nova e mimimi. Sem fotos felizes no instagram ou facebook. Aqui é o meu lugar.

Feliz 2015 brous!

Algumas imagens abaixo. Tem mais no Flickr:

https://www.flickr.com/photos/george-volpao/sets/72157650132324912/



Pico Paraná (1.877m) visto do cume do Taipabuçu (1.734m). Sexta vez neste cume, sendo a primeira no dia 10 de março de 2002.

Cume do Caratuva (1.850m) pela 25ª vez. Primeira ascensão minha também no dia 10 de março de 2002.


Cereser rules!

Cabeludo, pançudo e feliz! Feliz 2015!


Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...