Um Quase Adeus
Hola, que tal?
É cruel. E o que me incomoda não é só o número — é a sensação de estar sendo domado por uma máquina. Eu não quero gravar para agradar ao código oculto de uma plataforma. Quero gravar quando houver tesão nas palavras, quando a ideia pedir para nascer em roteiro, câmera e edição.
E quanto ao dinheiro… sete reais a cada mil visualizações. Dois reais por um vídeo de 300 views. Um trampo imenso que mal paga o café e o lanche no pedal que foi registrado nas dispendiosas câmeras de ação. Não é pelo retorno, nunca foi — mas seria justo se ao menos sustentasse o lanche da jornada.
A isso se soma a enxurrada de conteúdos vazios, que arrastam multidões pelo brilho raso, enquanto criadores que admiro constroem obras de altíssimo nível. Vejo neles uma régua inalcançável — respeito, mas sei que essa corrida custa mais energia do que tenho.
Talvez seja hora de silenciar um pouco a câmera e deixar a escrita falar. Aqui, ao menos, as ideias encontram terreno fértil.
Nos vemos no próximo texto. Que ele não tarde.
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