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Relatório 01 - Janeiro 2014

Isso, aê, feliz 2014 a todos, piazada.

Tem sido um pouco rara a minha presença no blogue. E vamos àquele papo de sempre: escrever mais, compartilhar mais, e tudo mais, mais e mais.

Assim é a tal sociedade pós-moderna: mais, mais e mais. Mais dinheiro, mais saúde, mais relatórios, mais metas, mais objetivos, mais foco e mais felicidade.

Tem a New Balance que trabalha com o conceito de "menos é mais" para justamente o que? Vender mais, é claro.

Quando, enfim, realizei com a Ana Barbara a mudança para Quatro Barras, a mudança também visava "mais" qualidade de vida, "mais" tranquilidade, "mais" proximidade com a Serra do Mar e "mais" economia.

Bah, o apartamento é sensacional. Não tem "mais" que 60 metros quadrados. Mas por que um casal poderia almejar "mais" que isso? "Mais" que dois quartos? Mais que aquilo que o bolso pode pagar em qualquer situação? Mudamos logo após a virada de ano e as coisas ainda estão se ajeitando. Em breve poderemos receber os amigos, algo que queremos fazer com frequência. Os gatos chegarão neste final de semana, que deve ser o primeiro onde, enfim, tomaremos o rumo da Serra do Mar. Apenas 5 quilômetros de bike nos separam da base do Morro do Anhangava, onde a paixão pela montanha foi despertada na prática em 28 de janeiro de 1995, quando pisei em seu cume pela primeira vez. Desde então, nestes 14 anos, mais de uma centena de vezes estive percorrendo as trilhas das montanhas paranaenses. Agora, estou cada vez mais perto da Serra.

E assim, aos poucos, vou deixando meu caminho cada vez mais traçado e direto: sem muitos desvios, espero, aproveitarei muito a viagem que me aguarda. Mergulhar dentro de nós mesmos é absolutamente fascinante, trazendo histórias e paisagens que jamais encontraremos em outros lugares.

Estou viajando em mim. Uma viagem sem fim. Um relatório da produção semanal, mensal e universal. O ponto de equilíbrio entre o bem e o mal. Para, no final, saber aquilo que seria óbvio: tudo muda, o tempo todo, no mundo.

Estou em mudança. A casa é nova mas o espírito ainda é pobre. Que venha o enriquecimento e fortalecimento. Seja do joelho podre, seja da alma que parece mais inquieta que naquele 28 de janeiro de 1995. Que venha a hora do almoço para matar a fome que mata. Que a chuva traga alívio imediato. E que os muros e as grades da minha alma, caiam.

Para ilustrar uma foto nada a ver.


Comentários

  1. Adorei vc falando dessa sua nova fase, e que eu tenho a felicidade de estar participando contigo!

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