Pular para o conteúdo principal

Atualizando - Reconstrução em Curso

 


Hola, que tal?

A palavra do mês foi exatamente esta: reconstrução.

Nunca foi tão real, verdadeira e na carne.

Após um desfile entre consultórios, clínicas, hospitais e no ambiente estéril do Zoom, as considerações:

- Três pequenas protusões discais que demandam atenção mas não são impeditivas para a prática de esporte. Foram reveladas através de exame de ressonância magnética solicitado pelo Dr. Thiago Fuchs (especialista em joelho e quadril) e depois também analisadas pelo Dr. Antônio Krieger (especialista em coluna, também corredor). Como se trata de uma situação irreversível e que pode levar futuramente a uma hérnia de disco, mais do que nunca fortalecimento de core é necessário para que eu tenha maior longevidade nas corridas e pedais. Já comecei!

- Ruptura muscular do músculo posterior da coxa esquerda no dia 12 de dezembro do ano passado. O grande problema, na realidade, foi ter voltado às corridas em trilha e aos treinos de intensidade no Velódromo antes da hora certa e de liberação médica. Em mais uma ressonância magnética realizada agora em março ainda se revelou um sangramento tardio, que não estaria acontecendo caso eu realmente tivesse tratado como deveria (repouso e distância das corridas por pelo menos dois meses). Não apenas voltei a correr antes, mas com alta carga. Corri um grande risco de ruptura maior e que precisaria de uma cirurgia. 

- Diante disso decidi por me afastar dos treinos junto à Equipiazza. Primeiro para buscar me recuperar fisicamente e depois para voltar a aplicar uma filosofia de treino onde eu busco ouvir mais o meu corpo, como fiz por mais de duas décadas nas corridas e montanhas. Treinando sozinho eu acredito que me mantenho mais focado. Dou mais atenção aos meus sinais. Estar treinando em grupo é muito bom e motivador mas ainda não tenho (e acho que jamais terei) a percepção do que é o meu treino e o que é o treino dos companheiros. Assim, tenho a tendência em exagerar, mesmo com orientação para eu pegar leve.

- Consulta remota com a fisioterapeuta Raquel Castanharo, uma referência em corrida e atuação junto à comunidade de corrida. Baita profissional cheia de conhecimento para compartilhar. Recomendou alguns exercícios de fortalecimento de quadril, atividade necessária para corrigir a fraqueza muscular nesta região e que ela identificou durante a consulta via Zoom (ela é de São Paulo).

Assim, durante este mês de março eu fiz algumas atividades de corrida e bike, bem leve e voltando a ter prazer em corridas continuas e mais longas (estou liberado para correr por 60 minutos cada sessão, sem forçar). De fato, estas corridas foram as mais longas na rua desde sei-lá-quando. Tão focado estava eu nos treinos de intensidade no Velódromo às terças e quintas e na montanha aos finais de semana (no ano passado).

Abril promete um pouco mais de consistência, afinal estou em condição de dor zero na musculatura e de dormência zero na coluna lombar, que eram as minhas queixas desde o final do ano passado.

Reconstrução!

Nos vemos nas trilhas em breve, vem muito mais por aí.

Comentários

  1. Salve Volpão!
    É, a palavra reconstrução ou recomeço está ficando presente por estas bandas das Gerais tbm. Adaptar a idade nova do corpo, saudades de quando o "material" era novo e cheio de energia. Rs.
    Mas é isso né, identificar os problemas para podermos combatê-los. O bom que durante a jornada, ficamos reflexivos e tiramos várias lições. Ou ao menos é o que deveria acontecer. E a vida desacelerando nossos passos para que possamos perceber coisas que não dávamos tanta importância. Que retorne em breve, meu caro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Salve meu querido!

      Sim... e me vem a reflexão de como reconstruir é mais difícil do que erguer algo pela primeira vez. Mas, você sabe: quem aprecia desafios não se encolhe nessa jornada. Sigamos reconstruindo, ainda mais fortes.

      Grande abraço e a gente ainda compartilhará um rolê de trilha, anote aí :)

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Specialized Hardrock Sport Anos 90

Oi! Com esta bike consegui, de certa forma, realizar um sonho de adolescência: pedalar uma mountain bike com quadro de cromo-molibdênio e geometria clássica dos anos 90. A bem da verdade, lá por 1996 eu pedalei por alguns meses com uma Scott Yecora e mais recentemente, em 2014 uma Trek Antelope 800. Mas ambas tinham apenas os três tubos principais em cromoly. Esta Specialized Hardrock Sport eu consegui na Jamur Bikes, sendo trazida recentemente dos Estados Unidos pelo próprio Paulo Jamur (proprietário da loja e meu boss), que se encantou pela bike e seu estado de conservação. Quando ele colocou a bike à venda na loja, não me fiz de rogado. Era a chance de ter uma bike em cromoly e praticamente original dos anos 90. Na verdade comprei esta bike como alternativa para transporte urbano, uma vez que a Format 5222 (da qual pretendo fazer uma apresentação em post futuro) que "gravelizei" eu pretendia deixar somente para atividades esportivas. Mas gostei

Só o CUme Interessa - Piada Escrota

Bah, nem é piada. Acho que isso se chama cacofonia, que é quando alguma coisa dita de um jeito dá a entender que é outra coisa. Entendeu? Ah, eu também não, hehe. Enfim, não é o que importa. To escrevendo essa parada, porque li um post no blog que os colegas Bonga e Tonto montaram para divulgar sua expedição no Ama Dablam, uma das mais belas e cobiçadas montanhas do Himalaia. Este cume não é dos mais elevados nem dos mais tecnicamente exigente. Mas o Ama Dablam é lindo! Quem não gostaria de pisar em um cume assim? Lindo, majestoso, imenso... Confira abaixo: Pois é... com seus quase sete mil metros trata-se de uma cobiçada montanha, objeto de desejo de muitos. Porém, o que rola desde princípio dos anos noventa são os turistas de montanha. Nada contra eles, pelo contrário. Servem para impulsionar uma atividade ecologicamente correta, movimentar economia, transferir renda e trazer qualidade de vida para quem pratica e/ou depende dela. Porém, tudo em exagero tem um porém - to meio engraç

Guia de Trilhas - Morro do Anhangava (parte I)

INTRODUÇÃO Saudações. É com prazer que publico aqui um mini-guia para corrida de montanha no morro do Anhangava, originalmente publicado no antigo site  TrailRunning BRASIL . MORRO DO ANHANGAVA Localização O Morro do Anhangava e seus 1.420 metros de altitude, está localizado nas proximidades da localidade de Borda do Campo, distrito do município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, a aproximadamente 35 quilômetros da capital paranaense. O local é considerado um campo-escola de montanhismo, pois conta com trilhas para caminhada e corrida, bem como vias de escalada em rocha de todas as dificuldades. Chegando lá de carro: Deixe Curitiba pela BR-116 sentido São Paulo, seguindo até o trevo de Quatro Barras, cuja sede municipal pode ser visualizada à direita. Saindo desta rodovia, você chega ao centro da cidade. Siga as placas que indicam Borda do Campo e Morro do Anhangava à direita, onde você acaba tomando a PR 506. Em poucos quilômetros, pl