abril 22, 2019

Road Cycling. George Volpão e a Groove Overdrive 50 2019

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

E acabou que vendi minha bicicleta MTB e agora estou com uma bike de estrada.

Após recente trânsito periclitante no mundo das gravel bikes decidi-me por experimentar pedalar novamente uma bicicleta de estrada. Mas, é certo que eu faria algum tipo de alteração, pois nenhuma bicicleta vendida atualmente por aí está 100% afinada com meus gostos e propósitos.

Aliás, um dos propósitos é justamente poder pedalar em estradas de terra em boas condições a bicicleta escolhida, uma Groove Overdrive 50 ano 2019.

Até o momento, rodei com ela em apenas duas oportunidades: uma sessão de 20 km perto de casa e uma com 60 km no entorno de Curitiba, quando pude confirmar que posso seguir em frente com estas intenções graças às discretas mudanças que implementei na bicicleta:

1) Troca dos pneus originais dela, na medida 700X23 por um modelo Continental UltraSport 700X28. Com pneus desta largura, o conforto é aumentado consideravelmente e o controle da bike também melhora, principalmente em condições de asfalto molhado ou de rodagem em calçamentos diversos.

2) Par de rodas Shimano R501 substituindo as originais que, além de serem de qualidade muito básica, não me passavam confiança. Este par de rodas Shimano eu estava utilizando com sucesso na bike antiga gravel-que-não-é-gravel, a russa Format 5222 modificada.

3) Fita de guidão em dose dupla. Por sobre a fita de guidão original, produto de qualidade, instalei uma nova fita. Esse esquema traz mais conforto e uma pegada mais agradável, pois aumenta a espessura geral da pegada.

Rodei ainda muito pouco fora do asfalto com esta bicicleta mas as expectativas são as melhores. Sei da limitação decorrente do conjunto quadro-garfo-freios, uma vez que não há margem para equipar a bicicleta com pneus mais largos e com cravos, como os 700X35 que eu adoro. Mas, deixemos isso para as gravel bikes puras.

Como tenho basicamente só pedalado dentro de Curitiba durante a semana e raramente fazendo pedais mais longos aos sábados e/ou domingos, entendi que uma road bike mais "bruta" seria a melhor escolha para equilibrar rendimento e usabilidade. E ainda custa menos que uma MTB.

Em posts futuros, passarei mais imagens e especificações técnicas. Aproveito para deixar aberto o espaço para que deixem suas dúvidas, críticas e sugestões de conteúdo!

Abraços!


março 08, 2019

Salomon Speedcross 3 - Review




Bom dia, boa tarde, boa noite, senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Compartilho abaixo algumas impressões sobre um dos modelos de tênis de corrida em trilha que tenho utilizado atualmente, o clássico Salomon Speedcross, desta vez, na versão 3.

Já fiz uma avaliação do Salomon Speedcross 2 aqui. Isso foi em 2011! De lá para cá tive a oportunidade de rodar com mais dois pares do Speedcross 3 e finalmente agora, no mais recente par de calçados que utilizo, seguem as minhas sinceras impressões, bem como uma análise em vídeo aqui onde você confere mais imagens.


Salomon Speedcross 3 em ação, fora de seu habitat natural.

Em 2019 houve o lançamento da versão 5 deste modelo, mas sem previsão de chegada ao Brasil. Por aqui o mais fácil é encontrar o Salomon Speedcross 4, mas não podemos esquecer que o Salomon Speedcross 3 ainda pode ser encontrado em algumas lojas online. O preço médio que encontrei nas pesquisas foi de R$ 749,90. 

Na prática, observei poucas diferenças entre todos os modelos já lançados, me parecendo que as alterações são mais de ordem de acabamento e design do que de funcionalidades. Entre as versões 2 e 3, as sensações nas corridas são exatamente as mesmas.

Na areia também não é a melhor opção. Mas... bem melhor que um calçado de corrida de rua.



Mas... vamos lá:

Tempo e Condições de Teste: 6 meses, algo em torno de 250 km variando entre estradões de terra, um pouco de asfalto, areia solta, areia batida, lama e rochas das trilhas da Serra do Mar. Corrida mais longa teve duração de 4 horas e 1.000 metros de desnível positivo.

Amortecimento: Vou repetir o que postei no review do Salomon Speedcross 2. Excelente para um tênis de corrida de montanha. Lembro que amortecimento não é um quesito tão importante nestes modelos como nos tênis de corrida de rua. Ao sair trotando é possível perceber um excelente amortecimento, mesmo com o passar dos quilômetros. Após uns 100 quilômetros essa sensação diminui um pouco mas ainda podemos sentir que se trata de um calçado macio.

Aderência: Na lama é um espetáculo! Um verdadeiro trator e nesse quesito, só perde para um La Sportiva Anakonda que tive oportunidade de usar. Na pedra úmida não segura tanto, mas aí...já seria pedir demais né? Nestas condições, reduza o passo, tenha cautela e confie mais em você do que no calçado.  No asfalto é possível sentir o solado “grudando” no piso. Impressionante. No geral, ele funciona muito bem em terrenos molhados.

Acabamento: Cuidadoso, inclusive com material refletivo para corridas noturnas. Nota-se um cuidado com a produção. É realmente primoroso mas também não poderíamos esperar algo diferente de um calçado desta faixa de preço. O cadarço é fixo e vai embutido em um pequeno bolso, o que impossibilita a desamarração involuntária. Está disponível em várias opções de cores e o material do cabedal apresenta rápida secagem quando se faz necessário molhar os pés em algum cruzo de rio.

Durabilidade: Preocupava-me este fato, principalmente ao notar o solado tão macio e cheio de cravos. Porém ele me surpreendeu, durando mais do que eu esperava. Obviamente que não se deve treinar nem competir com ele em asfalto, caso contrário o solado irá fritar rapidamente, pois é muito macio. Se possível guarde-o apenas para as competições. Terá um tênis para muitas e muitas corridas.

Peso: Em torno de 550 gramas o par, o que o torna o mais leve do gênero. Excelente para competições.

Conforto Geral: Muito confortável, envolvendo os pés de forma uniforme. Com um amortecimento comparado aos tênis de corrida de rua, faz a diferença nas provas e treinos mais longos. O tecido do cabedal não é dos mais respiráveis, o que pode comprometer o conforto dos pés em corridas com temperaturas acima dos 25 graus. Apesar de não ser tão respirável, seca bastante rápido após ser submetido às condições úmidas que muitas vezes enfrentamos em trilhas. Ele também me parece um pouco estreito, se comparado com outros modelos da marca que já tive oportunidade de testar. Ele é também bastante flexível, para um calçado de corrida em trilha, mas dentro do esperado para a proposta de calçado leve e para curta distância.

Considerações Finais: Em 2011 eu recomendei este tênis como boa opção para quem estava começando nas corridas de montanha. Vivíamos em um outro Brasil, quase não haviam opções de calçados para a modalidade. Em 2019 temos dezenas de opções de diversos fabricantes, o que me leva a mudar a minha análise. Certamente existem muitos outros calçados que eu recomendaria para quem está começando no trail running agora. O Salomon Speedcross 3 é um calçado bem específico e que entrega todo o seu potencial para uso de forma bem específica igualmente. Recomendo ele como um segundo ou terceiro calçado de trail running, aquele que você tem guardado para estas ocasiões especiais de trilhas muito úmidas e provas rápidas.

Para quem recomendo o Salomon Speedcross 3:

- Atletas abaixo dos 70 kg de peso;
- Corridas em trilhas úmidas com até duas horas de duração;
- Competições em distâncias até 21 km;
- Se dinheiro não for problema (acho o valor de R$ 749,90 um pouco acima da realidade do corredor médio nacional), principalmente pelo fato do mercado atual oferecer outras opções com menor preço.

Para quem não recomendo o Salomon Speedcross 3:

- Atletas acima dos 70 kg;
- Treinos e provas de longa distância;
- Quem roda muito em estradões (nem pensar, vai acabar com o solado rapidinho);
- Quem roda muito em clima quente;
- Areia fofa (vai fazer duas vezes mais força).

Espero ter podido ajudar com estas impressões, lembrando que esta avaliação está baseada puramente em impressões e opiniões pessoais.

Tem algo a acrescentar? Manda nos comentários :)

Valeu, abraços. É isso aí. 

fevereiro 08, 2019

O Fim da Território Mountain Shop

Olá, senhoras e senhores. 

Um dia triste para mim. Recebi a notícia que a Território Mountain Shop encerrará suas atividades após 19 anos de mercado. 

Não me aprofundei nas razões e motivos para a decisão, mas não posso deixar de compartilhar minha consternação. 

Representei o time Território como atleta desde minha segunda prova de Trail Running, em julho de 2007. 

Recebia equipamentos, ajuda de custo para viabilizar viagens e, principalmente, as melhores vibes. 

Foram dezenas de provas nacionais e até mesmo uma Ultra Trail no Chile envergando o sagrado manto com orgulho e responsabilidade. 

Subi montanhas de cinco mil metros nos Andes, viajei de bike, acampei incontáveis noites na Serra do Mar sentindo-me parte do que era uma verdadeira família. 

Não posso deixar de lado também o fato de ter trabalhado com eles tanto nas vendas das lojas físicas como na operação da web, inclusive ajudando a criar o Território Mountain Team ainda em 2010, quando as corridas em montanha apenas engatinhavam no Brasil. 

Em 2014 me afastei do cenário da montanha e das corridas em trilhas mas as boas lembranças sempre permaneceram. E permanecerão. Um eterno muito obrigado!


Nessa foto, estou no cume do Cerro Franke (4.829m), Cordilheira dos Andes, Argentina, no dia 26 de janeiro de 2009. Essa viagem que já contei anteriormente aqui no blog, em grande parte só foi possível graças à Território. 



janeiro 30, 2019

O Meu Aconcágua

Olá senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Nesta temporada, uma atleta argentina anunciou que faria uma tentativa de "Récord 360 del Aconcágua", que se trata de entrar subir a rota por Vacas e descer por Horcones (entendedores entenderão). É literalmente um 360 graus na montanha, fazendo seu cume a partir da trilha onde as duas rotas se encontram no Campamento Cólera. Segundo a "atleta", foi lá e fez.

Infelizmente surgiu grande polêmica a respeito do feito, uma vez que não se podia confirmar o cume através de fotos. Mas o que mais entristece são os relatos de quem estava na montanha na ocasião. Montanhistas que lá estavam relataram o profundo desrespeito desta senhorita com a montanha e com os montanhistas locais, menosprezando seu trabalho e classificando-os como "lentos", "cheios de roupas" e "vestidos como astronautas", que não podia acreditar que se levava normalmente de 18 a 20 dias para fazer essa rota que ela almejava completar em 48 horas. Enfim, comportamento patético.

Um texto sobre o assunto pode ser lido (em espanhol) aqui.
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O respeito à montanha pelos ditos atletas é algo que sempre cobrei e irei cobrar. Estou nas montanhas desde 1995 e com o boom das corridas em montanha que começou no início da atual década, observei que boa parte dos ditos atletas pouco ou nada contribuem para a conservação dos lugares onde mais importa a foto para as redes sociais do que o respeito aos demais visitantes, ao ambiente e à tradição.

Atualmente, estou afastado das agremiações de montanha que são responsáveis pelos mutirões de conservação e manutenção de trilha. Já participei de alguns em tempos passados e sempre que vou à montanha tento fazer o que é possível: não deixar rastros e ainda recolher algum tipo de resíduo que encontre, ou carregar por um trecho alguma pedra deixada nos depósitos criados por estes montanhistas, visando a manutenção das trilhas. Não fosse por essa turma unida e dedicada, não haveria trilhas para vocês corredores tirarem suas fotos e se desafiarem. Respeito!

E para concluir, o "meu Aconcágua" que sonho desde os meus 11 anos de idade é esse: com pessoas justas, éticas e com profundo respeito à montanha e sua história. Justamente por isso, que ainda não me sinto digno de pisar em seu cume. Ainda tenho muito o que evoluir como ser humano para o tão sagrado momento de estar nas encostas da Sentinela de Pedra. Fiz essa imagem do Aconcágua em fevereiro de 2009. Foi o mais perto que consegui chegar dele até então :)

Forte abraço, boas montanhas e perdoem-me o desabafo =)
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"Las competencias no son por las marcas, el tiempo, es superación personal y saber reconocer para que estamos preparados, y si nos caemos, levantarnos y trabajaras más duro para lograrlo."

“En la cumbre del Aconcagua no hay nada, sólo una cruz, la satisfacción de llegar, es revivir lo que pasamos para poder llegar”

Carlos Matías Sergo Pezoa





janeiro 28, 2019

Gravel Bikes São Mais Divertidas Que Mountain Bikes?

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Não tenho o hábito de usar títulos de textos chamativos. Talvez algum dia eu já tenha sido um escritor mediano. Hoje, com a falta de prática, certamente ainda não atingi o nível de escrita que almejo. Deixa estar, pois se o que faz o monge é o hábito, o que faz o escritor é o hábito de escrever, não?

Desta feita, coloquei um título pensado na indexação do Google, admito. Se alguém no Brasil pesquisar o termo Gravel Bike (negrito intencional também) no buscador, há uma chance grande deste texto ser encontrado. Daí a ele ser lido, é outra história... Vivemos dias cinzentos, meu chapa...

Dias onde apenas se leem as manchetes e já se forma opinião sobre tudo. Dias onde quem mal sabe escrever vira cientista político, ou economista, ou especialista em corrida, bicicleta e nutrição.

Como escrito acima: deixa estar. 

Não sigo neste espaço aqui por cagar regras, apesar de já ter feito isso aqui de forma sutil. Eram outros tempos. Tempos irados e de uma imaturidade perdoável. Você me perdoa? Eu me perdoei e por isso que tento retomar a escrita em novas cores e tons. Algo mais ameno.

Por isso que a resposta para a pergunta do título é algo meio zen: está em você. Afinal quem se diverte é você e não a bike. Bicicletas são imutáveis. Um apinhado de compostos metálicos e plásticos, unidos de forma mais ou menos harmoniosa com a finalidade de levar de um ponto a outro aqueles apaixonados por por emoção. 

Tive a ideia de escrever a respeito porque domingo passado pude pedalar minha gravel bike por estradões de terra nas vizinhanças de Curitiba. Desde outubro do ano passado eu rodava apenas com a mountain bike. Tem vídeo aqui. 

Esse tempo todo foi legal para poder me fazer essa pergunta do título e consequentemente obter a resposta de dois parágrafos acima.

E com uma conclusão mais que acertada: divertido é estar vivo!

Um forte abraço, ótima semana!






janeiro 23, 2019

Vídeo do Skyrunning no Anhangava

Salve, senhoras e senhores!

Deixo aqui o link para o vídeo do rolezinho pelo Morro do Anhangava. 

Se você não conhece meu trabalho no Youtube, então chega a mais e manda aquela inscrição no canal. Ajuda bastante a tornar os vídeos mais relevantes e a levar informação a mais pessoas.

Hoje, quarta-feira, 23 de janeiro ainda guardo umas poucas dores da atividade.
Reconheço que estou com uma abordagem equivocada nesta minha retomada das atividades esportivas. Tô dando muitas pauladas, pouca recuperação e sei que isso pode me prejudicar.

Portanto, vou tirar o pé. Mas cheio de vontade de encarar novamente o Anhangava ou de fazer um pedal longo no final de semana. De toda forma, as aventuras e os treinos continuarão.

Sigamos, bons treinos!




janeiro 21, 2019

Anhangava Skyrunning 2019

Buenas!

Ótimas sensações em meu retorno ao Morro do Anhangava no sábado passado para um skyrunning bem ao meu gosto: subidas íngremes, descidas técnicas e paisagens estonteantes.


Desde que voltei a morar em Curitiba, ainda não havia retornado a esta montanha que tanto me encanta. Antes eu morava a apenas 5 quilômetros de sua base. Agora são pouco mais de 25. Madruguei no sábado, encarei uma corrida de Uber até o ponto onde iniciei a pegada.


O resumo final é de pouco mais de 18 quilômetros em quatro horas de atividade com 1.011 metros de desnível positivo.

Uma carga de atividade que havia muitos meses que eu não conseguia aplicar.

Se irei retornar com força às provas de corrida em montanha neste 2019? Ainda não posso afirmar. A experiência do post anterior lá nos 12 km de Piraquara foi bastante promissora. No entanto este rolê livre e desimpedido de percursos marcados e de rotas traçadas parece ter me encantado o suficiente para que correr em montanhas seja algo muito mais lúdico do que competitivo.

Única certeza é que realmente não estarei presente na primeira etapa do Circuito Skyrace de 2019, em Tijucas do Sul na prova conhecida como Araçatuba Half Marathon. Eis os motivos (desculpas):

1. Já corri esta mesma prova em 2013;
2. Pouco dinheiro sobrando para inscrição;
3. Qualidade de treinamento insuficiente para encarar os 21 km.

Ir lá sem condições de fazer uma prova redonda não serve a nada. 

Da mesma forma, não tenho nenhuma outra competição de trail running que realmente me instigue e que me justifique investir uma soma de dinheiro que me proporcione a satisfação que as corridas em trilha me trazem.

Por enquanto, seguirei só, correndo pelas ruas de Curitiba e pelas trilhas, bem como subindo montanhas e pedalando pelos arredores da minha terra natal.

Abaixo algumas imagens e aqui o Relive da parada.

Forte abraço, bons treinos!





Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...