Ciririca, Baby

Olá!

Com um nome destes, a trilha de acesso ao cume desta montanha não poderia ser diferente disso: foda! Sim, é praticamente um dia inteiro com a mochila nas costas.

Animado por uma previsão meteorológica favorável, eu e a Ana Barbara tomamos o rumo desta montanha maldita em uma sexta-feira santa. Ineditismo para a esposa, nona vez para mim. No entanto havia pisado por lá pela última vez no distante agosto de 2008. Longos 6 anos e meio...

Nesse período muita coisa mudou em mim. Física e mentalmente.  Nos primeiros anos daquela década, estar na montanha o máximo possível era a meta. Não importava a lonjura do lugar ou a dificuldade da trilha.

O tempo passou, e beirando os quarenta anos de idade, este cara aqui prefere curtir a montanha com calma, sem pressa. Mas como a Ana Barbara queria muito conhecer este cume e eu entendi o feriado como ótima oportunidade de desafio. Lá fomos.

Quase dez horas de caminhada árdua, em uma trilha muito pouco frequentada, com trechos de cordas, espinhos assassinos e quedas d'água isoladíssimas. Temperatura agradável e a alma se deliciando com a sensação de isolamento do local. Chegamos ao fim da linha, junto às desativadas placas de transmissão de microondas, pouco antes do por do sol. Foi o tempo de montar acampamento e cozinhar. Durante a noite chegaram mais alguns amigos e conhecidos de trilha. Montanha praticamente deserta. Dormimos profundamente.

Pela manhã, decidimos retornar pela mesma trilha até o cruzo do Tucum, para então subir ao Camapuan para uma segunda noite na Serra do Mar. Chegamos lá após mais um dia inteiro de caminhada, desta vez mais cansados e menos dispostos fisicamente (isso é visível na última imagem deste post). Porém, estávamos muito a fim de curtir mais uma noite na montanha, sendo o Camapuan um lugar muito especial para nós. Estaríamos assim, mais próximos de casa, restando menos a caminhar no domingo de Páscoa. Sábia decisão. 

O domingo amanheceu nebuloso e até mesmo com alguns chuviscos. Restava então descer umas duas horas e meia até o retorno para casa. Na última meia hora de trilha, a surpresa: pernas exaustas e uma passada vacilante me causaram mais uma grave entorse no joelho direito bichado. Nada que não pudesse ser resolvido com uns bons gritos na mata e uma mochila a mais para a Ana Barbara carregar até o carro. E um remedinho forte para dor, é claro. Mea culpa: deixei de fazer os exercícios de fortalecimento recomendados para casos de ligamento cruzado anterior rompido  como o meu. Bem, vamos tratar de reforçá-lo para escapar da cirurgia e escolher montanhas menos exigentes.

Na programação: Caratuva, dia 18 de abril. 

Abaixo, algumas poucas imagens que fizemos por lá. Uma pena haver corredores de montanha porcalhões até mesmo por lá. Afinal, caixa de cume não é lugar de grudar adesivo.

Abraços!












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