MTB Ultra Marathon Light 2018

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Rolou neste domingo nos Campos Gerais paranaenses o MTB Ultra Marathon 2018, que consistia em um percurso de mountain bike modalidade marathon (basicamente estradões de terra) com distâncias de 107, 66 e 33 km. Eu que ando bem vadio nos treinos, inscrevi-me na modalidade de percurso mais curto.

Mais do que a competição, eu gosto da vivência integral que o esporte proporciona. E e Thamires Matos fomos ainda no sábado para o local da prova, uma vez que haveria possibilidade de acampar por lá. Foi a melhor decisão possível. 

Um lugar muito bonito, com estrutura suficiente pra atender todo o pessoal que por lá estava (estimo que havia pelo menos umas 30 barracas), e de acesso fácil, meio caminho entre São Luiz do Purunã e Ponta Grossa.

Chegamos lá no meio da tarde e logo montamos acampamento. Em seguida, fomos dar um giro pelo local , que já contava com boa parte da estrutura de prova já levantada. Aliás, necessário dizer, antes de mais nada, que a prova teve ótima organização e não vi nenhum tipo de pecado sendo cometido. 

Valor de inscrição muito justo pelo que a prova ofereceu, principalmente para quem encarou os duros 107 km da prova principal. 

O clima estava perfeito, sol com algumas nuvens e temperatura agradabilíssima. Durante a noite, os vizinhos de acampamento fizeram uma fogueira, o que deixou o ambiente ainda mais aconchegante.

Na manhã da prova um friozinho daqueles bem típicos, céu carrancudo e o característico vento dos Campos Gerais. Larguei às 8:10 da manhã, GoPro Hero 5 Session no peito para captar algumas imagens e muita disposição em curtir o trajeto. 

Eu tenho um sincero encantamento pelas paisagens naturais desta região do amado Estado do Paraná. Há uma espécie de conforto e identificação com as formações rochosas, com os campos naturais e até mesmo com as áreas cultivadas pelo homem naquelas paragens. É como se eu me sentisse verdadeiramente em casa. Um dia, quem sabe, um pedacinho de chão naqueles campos para chamar de "meu"...

Mas a região não contempla apenas campos naturais, pastagens e áreas cultivadas. Tem também (muitos) reflorestamento de pinus e eucalipto e alguns pedaços de mata nativa, principalmente nos fundos de vale. E foi num desses "fundo de vale" que estava o maior desafio do percurso na minha categoria: uma forte descida técnica, em um estradão bem erodido, seguido de uma dura subida onde "zerar" (subir todo o trecho pedalando, sem sequer tirar os pés dos pedais ou mesmo sem empurrar a bike) foi uma (tola) vitória pessoal.

Excetuando este acidente geográfico, o restante da prova era praticamente plano, com subidas e descidas de baixo gradiente e de quase nenhuma dificuldade técnica. 

Isso não tira o mérito do desafio e do percurso, pois certamente foi uma das empreitadas mais divertidas que já fiz em cima de uma bike.

Finalizei meu desafio em pouco mais de 1h45min, quebrando "bonito" nos últimos dois quilômetros, com uma sensação de queimação nas pernas e de fraqueza muscular poucas vezes sentida na vida.

Isso tem a ver com minha atual condição de saúde. Mas... assunto para um post específico que farei em breve.

No fim das contas, saldo extremamente positivo: pude entender qual a minha situação atual no que toca à minha saúde corporal e mental, que me dá um norte para buscar estratégias visando retomar a condição física que eu tinha meses atrás. Foi bom também para entender o quanto gosto de conhecer novos lugares através da prática esportiva, seja ela qual for. Gosto demais de pedalar minha bike tanto quanto curto subir montanhas e também de correr em trilhas ou até mesmo as maratonas e meias maratonas em asfalto. Essa diversidade de atividades sempre fez parte da minha essência.

Abaixo deixo algumas imagens, sem antes deixar meus agradecimentos a quem torna tudo isso possível: Thamires Matos pela parceria de vida que cada vez se consolida mais, Jamur Bikes que confia na minha capacidade profissional e que colabora justamente para estas realizações e à toda a galera que manda e-mail, que comenta positivamente lá no YouTube.

2019 vai ter mais MTB!

Forte abraço a todos, bons treinos!!!




















De volta às competições

Olá!

Bastante empolgado em voltar às competições.

No próximo domingo, dia 11 de novembro, realizar-se-á (gostou, Presidente?) a MTB Ultra Marathon 2018, na região dos Campos Gerais.

Para mim, serão pouco mais de 30 quilômetros de mountain bike, modalidade que voltei a praticar com maior frequência neste 2018.

Neste ano, participei na categoria Gravel Bike da prova Milk Race (pouco mais de 40 km) e da Joyciclo Series, que é um formato diferente, sem contagem de tempo, sem medalhas e/ou troféus.

Será um bom teste para ver se me animo a participar de mais provas de MTB e de corrida, uma vez que ultimamente eu não estava muito receptivo a estas ocasiões.

Volto na próxima semana com as minhas impressões!

Forte abraço!






Novo EP - Mais três

Olá!

Post rápido para avisar que dia 01 de agosto sai um novo EP com três faixas inéditas.

Chamar-se-á Mais Três (por que será?) e estará disponível em Spotify (ouça aqui), Deezer, Youtube e outras.

Deixo abaixo a capa e no próximo post um pouco sobre o processo de composição e gravação das três músicas que serão lançadas.

Beijos e abraços!





Minha Bike Esportiva

Olá, bom dia, tudo bem?

Neste post rápido, apresento minha bike esportiva de forma resumida e um pouco mais técnica do que no post sobre a Specialized Hardrock Sport.

Prefiro definir desta forma - Bike Esportiva - o modelo de bike que estou usando agora para me divertir nas estradas e nos matos.

Minha já conhecida e característica impaciência com termos, definições e filosofias para classificar bicicletas com nome e sobrenome.

Justamente eu, que trabalhei por um tempo na divulgação do termo "gravel bike", acho que não cabe a mim esta finalidade. Prefiro definir apenas como bicicleta. E como no momento estou com duas bikes, esta do post é a Bike Esportiva, uma vez que está configurada pensando em aproveitar as possibilidades de fazer esporte em cima de uma bike.

Minha esperança é que este se torne um post definitivo sobre a bike que estou usando para treinamentos e curtições na estrada e fora dela.

Evito, da mesma forma, a publicação de fotos em detalhes por questões de cunho pessoal e de privacidade.

Aliás, privacidade é um tema que tem se tornado bastante importante para mim, à medida que cada vez mais eu observo que as pessoas, em geral, estão perdendo o respeito à privacidade.

Como gerador de conteúdo, sei do interesse que pode existir em obter indicações e opiniões personalizadas sobre os assuntos que eu abordo. Mas, definitivamente este não é o meu papel.

Chegamos ao cúmulo de até mesmo a Thamires, minha companheira de vida, ter recebido nas redes sociais perguntas que seriam direcionadas a mim, mas que me abstenho de responder porque preservo minha privacidade e meu sossego, principalmente em finais de semana longe da internet. Uma absoluta falta de noção.

Felizmente não se trata da maioria, são casos isolados (embora não poucos) que não conseguem ainda me tirar o prazer que tenho em compartilhar um pouco de conhecimento. Importante lembrar: não existem gurus. Não tenho as respostas para coisa alguma. Única certeza que posso dar é:

Vai lá e experimente você mesmo!

Afinal, eu apenas relato as minhas experiências.

Abaixo ficha técnica o mais completa possível da minha bike esportiva.

Forte abraço!


Bike Esportiva

- Quadro: Format 5222 em cromo molibdênio tamanho 56cm no top tube (tenho 1,83m) com pintura personalizada do Giovani Madeira.
- Garfo: Format 5222 em cromo molibdênio com pintura personalizada.
- Caixa de direção: Oversized Aheadset Semi Integrada sem marca.
- Suporte de guidão: Cannondale Alumínio C3 10 graus.
- Guidão: Cannondale Alumínio C3 Compact 420mm.
- Fita de Guidão: duas fitas. Uma Pro Bike Smart Silicon e uma Velo Grip sobrepostas para maior conforto.
- Freios: V-Brake Alumínio original da Format.
- Trocadores/Manete de freio: STI Shimano Claris ST-R2000 2X8 com passagem interna dos cabos.
- Câmbio dianteiro: Shimano Claris FD-R2000.
- Câmbio traseiro: Shimano Claris RD-R2000.
- Cassete: Shimano HG-200 11-34 8V.
- Corrente: Shimano CH-HG40 7V.
- Pedivela: Shimano Claris FC-2450 Octalink 50/34D 172,5mm.
- Movimento central: Shimano Ocatlink ES-25.
- Pedais: Look Quartz II.
- Rodas Shimano R-501  24mm. 20 raios na dianteira, 24 na traseira.
- Pneus: Kenda Kwick Bitumen com arame 700X35.
- Selim: Fizik Tundra M7.
- Canote de selim: Alumínio 25.4.
- Peso aproximado: 12,3 kg.






Do Que Você Tem Medo?

Oi.

É sério, hoje cheguei a um ponto de fadiga mental que ainda não tinha experimentado.

Medo.

Medo de quase tudo.

Medo de ter medo.

Medo de falhar miseravelmente, medo do que vão falar se você não seguir aquele padrão.

Medo de comer muita batata frita e tomar muita coca-cola e entupir novamente meus rins.

Medo dos motoristas no trânsito acabarem com minha vida nem tão inocente enquanto eu pedalo minha bicicleta.

Medo da violência que se esgueira em cada esquina escura nessa capital cinza e de poucos sorrisos.

Medo do meu joelho bichado estalar novamente em uma noite fria de Curitiba enquanto eu corro.




Mas hoje...eu cansei.




Mandei o medo tomar no cu e fui viver minha vida como eu acho que tem que ser.

Estou livre!




Specialized Hardrock Sport Anos 90

Oi!

Com esta bike consegui, de certa forma, realizar um sonho de adolescência: pedalar uma mountain bike com quadro de cromo-molibdênio e geometria clássica dos anos 90.

A bem da verdade, lá por 1996 eu pedalei por alguns meses com uma Scott Yecora e mais recentemente, em 2014 uma Trek Antelope 800. Mas ambas tinham apenas os três tubos principais em cromoly.

Esta Specialized Hardrock Sport eu consegui na Jamur Bikes, sendo trazida recentemente dos Estados Unidos pelo próprio Paulo Jamur (proprietário da loja e meu boss), que se encantou pela bike e seu estado de conservação.

Quando ele colocou a bike à venda na loja, não me fiz de rogado. Era a chance de ter uma bike em cromoly e praticamente original dos anos 90.



Na verdade comprei esta bike como alternativa para transporte urbano, uma vez que a Format 5222 (da qual pretendo fazer uma apresentação em post futuro) que "gravelizei" eu pretendia deixar somente para atividades esportivas. Mas gostei tanto que estou louco para testá-las em trilhas e até mesmo competições de MTB.




Eu gosto muito do conceito geral das bikes de quadro em cromoly, garfo rígido do mesmo material, 21 velocidades e, principalmente do aro 26.

No meu ponto de vista, a chegada das mountain bikes com aro 29 tirou um pouco da beleza destas máquinas de trilhas.





Detalhes do quadro, ainda em excelente estado.




Cromo-molibdênio, infelizmente abandonado pela maioria dos grandes fabricantes que preferem trabalhar com o alumínio, hoje mais barato para a confecção de bikes de nível intermediário.




O cockpit (guidão, suporte de guidão trocadores e manopla) foi reaproveitado e retirado de uma bike usada. O guidão com bar end integrado teve vida efêmera no mountain bike dos anos 90 mas traz um estilo e funcionalidade únicas).




As manoplas também são originais. Desafortunadamente, a abraçadeira da alavanca de câmbio rapid fire alívio está quebrada. Não afeta o funcionamento e não prejudica a estética.




Precisei utilizar um adaptador de suporte de guidão, uma vez que a bike não veio com a mesa original. Assim, optei pelo adaptador e uma mesa Profile também old school.




Garfo em cromo-molibdênio, igualmente.




Freios cantilever ainda com as sapatas de freios originais!




Selim DDK que não orna muito com o estilo old school da bike mas... um dia aparece algum do meu agrado. Apesar disso, é bastante confortável.




Aqui com acessórios importantes como Bolsa de Selim Deuter Bag S, Pisca traseiro Absolute e Paralamas Mudguard.




Detalhe do paralamas Mudguard, flexível e de instalação facílima.





Os cubos são Shimano Parallax originais, da mesma forma. Não sei bem de qual linha, me parecem ser Altus, com blocagem em aço.




Os aros são da japonesa Araya, mais do clássicos e míticos. Praticamente presença obrigatória em qualquer bike decente da primeira metade da década de 90.




Dos pneus não encontrei muitas informações. O dianteiro é um Geax Saguaro 2.0 e o traseiro um Hutchinson Camaleon 1.95. Ah, claro, diâmetro 26 polegadas antes que me esqueça na empolgação :)





A pedivela também é original da marca japonesa Sakae com 42-32-22 dentes. Em alumínio mas com coroas rebitadas.




O conjunto cassete e corrente são novos e destoam um pouco da originalidade. Um Shimano HG200 7V 11-34 dentes como cassete e a corrente a clássica Shimano HG40.




Do câmbio dianteiro eu não consegui boa foto mas trata-se de um Shmano Altus. O traseiro original era um Acera-X que substituí (por pura frescura) por um Deore DX ano 1991. Deu uma gourmetizada na bike, uma vez que essa peça é dificílima de entrar neste estado. Encontra-se em perfeito funcionamento, sem folgas.

Não falei dos pedais mas ali temos um modelo genérico da Wellgo, com corpo em alumínio e borda em aço. Será substituído por um pedal de encaixe em breve.

Abaixo uma breve ficha técnica da bike, que está pesando em torno de 12,9 kg configurada desta forma.

Um forte abraço!


Specialized Hardrock Sport Volpônica

- Quadro: Specialized Hardrock Sport em Cromo-molibdênio 4130 de dupla espessura.
- Garfo: Specialized Hardrock Sport em Cromo-molibdênio 4130 de dupla espessura.
- Caixa de direção: N/D.
- Suporte de guidão: Profile Boa.
- Guidão: Scott com bar end integrado.
- Manopla: N/D.
- Freios: Shimano Altus Cantilever.
- Trocadores/Manete de freio: Shimano Alivio 3X7 21 marchas.
- Câmbio dianteiro: Shimano Altus.
- Câmbio traseiro: Shimano Deore DX 7V.
- Cassete: Shimano HG-200 11-34 7V.
- Corrente: Shimano CH-HG40 7V.
- Pedivela: Sakae com coroas 42/32/22.
- Movimento central: N/D.
- Pedais: Wellgo.
- Aros: Araya alumínio.
- Raios: Aço inox.
- Cubos: Shimano Parallax (provavelmente da linha Altus).
- Pneus: na frente Geax Saguaro 26X2.00 e atrás Hutchinson 26X1.95.
- Selim: DDK vazado.
- Canote de selim: N/D.

Eu chego a desacreditar

Chego a desacreditar em mim mesmo.

Hoje com o fenômeno dos (e principalmente das, já que é um fenômeno bem feminino) instagrammers e suas "parcerias no direct" eu consigo olhar para trás e ver que, de certa forma, agi de forma bem parecida alguns anos atrás.


Quando eu fui corredor de montanha entre 2007 e 2014 havia um pouco disso: empresas oferecendo produtos para serem usados em troca de divulgação nas mídias sociais. Na época era uma coisa mais de facebook e blog. Instagram começou mesmo no final daquele período.


Mas hoje a putaria é desenfreada mesmo. Pré requisitos para ser instagrammer vendido:

- Postar uma foto de bunda, em pose que conforme a percepção pode ser sensual ou vulgar (particularmente acho MUITO vulgar);
- Roupinha de ciclismo colada com o zíper dos peitos bem aberto;
- Mais de 1.000 seguidores (é um número ridiculamente baixo para que se propõe a "influenciar algo ou alguém, mas...);
- Nenhuma vergonha na cara.

Lembro que quando eu recebia produtos para teste e divulgação, o que importava era o aspecto técnico da coisa toda: se o produto valia a pena o preço pago, se tinha boa assistência técnica de fabricante/importador, se deveria ser usado nesta ou naquela condição climática.

Hoje, tanto uma parte do mercado como, principalmente os "influencers" se prostituíram em troca de uma "brusinha" para fazer fotos "iradas", ganhar likes e elogios de gente que não tem a capacidade de entender que ser mulher é muito mais que exibir bunda e peito em cima de uma bicicleta no Instagram.

Como já escrevi em 2014: hoje sou livre e não devo agrados a nenhuma marca esportiva. Minha última experiência com isso foi péssima devido à falta de profissionalismo da empresa envolvida.

Em tempos recentes recebi produtos de algumas empresas para testar: uns pneus legais para gravel bike, um par de sapatilhas MTB e pedais clip de altíssimo padrão. 

Em breve falarei sobre cada um deles aqui, pois o conteúdo que geramos por aqui pode, de alguma forma, ser mais útil que uma foto plena de filtros e atributos físicos. Até mesmo porque, não disponho deles, mas sim de algo muito mais importante.

Um forte abraço!





                           
 



Erguei as mãos e dai glória a Deus!

Desencontros

Reencontrei e desencontrei

Levantar e acordar, muitas vezes, dói

Como dói para quem se apega, para quem se ilude

Porque tudo é ilusão, menos a realidade das coisas

E por estas dores, eu tenho comigo que não basta ser forte

É preciso também parecer forte, disposto, estar sempre bem, estar nos trinques

E entre trancos e barrancos

Entre mortos e feridos e entre muros e grades

Vivo, sobrevivo e convivo, tudo ao mesmo tempo

E desse desencontro é que renasço tão forte quanto madeira de lei

Aquela mesmo que é notícia de jornal, tão nobre quanto o horário

Se alguém ainda liga para isso, para quê mudar de canal?

Para quê sintonizar a frequência infame que permeia nossas vidas?

Já não basta a correria, a desesperança, o ônibus lotado e o motorista enraivecido?

A mim, me basta tanto o sol que aquece como a chuva que alivia

Porque me basto com pouco? Não é assim que vejo, senhores

Apenas me basto. Porque me basta o que de fato há

E se há, então que haja

Seguindo em frente.

Reencontros

Mas quem nunca gostou de encontrar alguém quem não vê há tempos?

Tenho essa exata sensação. Mas com um grande diferencial: esse alguém sou eu mesmo.

Seria a crise dos quarenta - atrasada em um ano - que está me deixando assim com essa sensibilidade aflorada?

Seria um embrutecimento ou seria um amolecimento?

Vejo que é bastante comum, por exemplo, bandas de rock fazerem discos e turnês comemorativas de 10, 20, 25 ou 30 anos de um álbum.

Eu acho que absorvi um pouco disso e sinto-me disposto a iniciar uma fase não exatamente comemorativa dos meus 10 anos de corridas de longa distância em trilhas, ou dos meus dez anos de ida à Cordilheira dos Andes (leia aqui). Mas algo mais profundo, de reencontro dos motivos que me levaram a querer correr longas distâncias em trilhas e que também me levaram aos quase seis mil metros de altitude na Argentina em 2009.

Eu acredito que estou trilhando agora este caminho. De reencontro comigo mesmo. Com um George Volpão mais inocente da década passada, com mais energia. Mas também com aquela impetuosidade da virada dos trinta anos.

Dez anos depois penso que conquistei um equilíbrio mais saudável. E apesar de tantos percalços neste período que nos separa de 2008, vejo um saldo positivo.

E espero que eu possa viver ainda mais intensamente neste próximo ciclo de dez anos que vejo se iniciar.

Obrigado, namastê!


Puente del Inca - Argentina / fevereiro 2009.

Reescrevendo

Olá, tudo bem?

Pouco mais de 4 meses sem escrever no blog.

Falando a real, muitas vezes sinto falta de escrever e de compartilhar a vida por aqui. Como sabem, tenho andado (e pedalado) mais pelo YouTube. Lá é um mundo diferente. Maior parte da galera que está lá é devido ao meu envolvimento com o Gravel Bike, com o ciclismo como um todo.

É interessante observar que quando há vídeos de corrida ou de alimentação vegana rola uma reação negativa de uma parte do pessoal. Fico com a sensação de quem quem tá lá por causa do pedal acha que eu só faço isso da vida (risos).

Somos seres integrais, muito mais do que meros rótulos. Quem me acompanha aqui há tempos sabe o quanto detesto rótulos.

Mas enquanto escrevo este breve post, me vem uma sensação prazerosa de desabafo e de cumplicidade. Talvez pela longa história que eu carrego aqui, com centenas de posts já publicados desde 2006. Quando as pessoas paravam um tempo para ler o que se tinha a dizer.

No fim das contas, vejo que escrever textos tem mais a ver com qualidade de informação. Atinge menos pessoas mas com mais profundidade. Números de visualizações, likes e dislikes são apenas isso, números. O importante, para mim, é a diferença que posso fazer na vida das pessoas, sempre de uma forma natural.

Espero continuar com a chama acesa aqui, buscando escrever mais e sendo, como sempre fui, eu mesmo.

Abaixo, algumas imagens destas últimas semanas.


 Abraços, namastê!









Desescrevendo

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Primeiramente, Feliz Ano Novo :)

O primeiro post no blog é para desescrever um pouco o último.

Esqueçam o Skyrunning. Não vai mais rolar, não tenho mais interesse. Prefiro, sinceramente, trabalhar e ganhar meu dinheiro em vez de gastar com isso no final de semana do que seria minha primeira prova, a Araçatuba Half Marathon.

Inscrição já estava paga, agora é aguardar o reembolso (de 50% conforme o regulamento).

Segue o baile.

Para a Milk Race estou animadíssimo e para demais eventos de ciclismo que quero participar e para os meus personal challenges rumo aos Andes em 2019 também estou.

Para escrever a empolgação já não é a mesma, uma vez que está todo mundo mais preocupado com as malditas redes sociais como Instagram e Facebook do que com leituras.

Mas tenho me divertido horrores gravando, produzindo e editado vídeos para o meu canal no YouTube. Lá a vibe é legal.

Um ótimo 2018 a todos!