Numa das curvas desta highway

Para morrer basta estar vivo.


E numa das curvas de uma highway eu vi a morte. Ou melhor, em duas curvas.

Na primeira, na verdade, eu vi quatro mortes. Um automóvel completamente destruído e pelo menos dois corpos humanos também, absolutamente destruídos. Soubemos depois que quatro dos cinco ocupantes haviam falecido no local. Um pouco mais adiante um caminhão desses com reboque, parcialmente avariado. Mas o automóvel... 

Início pouco auspicioso para uma viagem de 250 quilômetros que fiz com a Ana Barbara neste final de semana passado para assistir um show do Humberto Gessinger na sexta-feira dia 24 de junho. Chovia bastante, pista simples, alguns motoristas demonstrando imprudências absurdas. Trafegávamos nos regulamentares 80 km/h que era indicado como velocidade máxima permitida e fomos ultrapassados duas vezes, pasmem, pelo acostamento. Sim, com chuva e trânsito intenso de caminhões. E ainda não estávamos nem com 60 quilômetros de viagem.

Pouco mais de uma hora depois, quase foi a nossa vez. Estávamos descendo nos mesmos 80 km/h, quando em sentido contrário ao nosso, um caminhão ultrapassava outro em sem a menor cerimônia: faixa contínua, utilizando a nossa pista, obrigando-nos (e os demais veículos atrás de nós) a desviar para o acostamento para evitar mais uma colisão fatal. Passamos a centímetros do dito veículo e a milímetros de perder o controle descendo o barranco ao lado da estrada. Ah, essas curvas destas highways...

E seria também impossível descrever tudo que vivemos nestas quatro horas de chuva, terror e imprudência que observamos na BR 476 que nos levou a União da Vitória, interior do Paraná para celebrar a vida a dois. Muita, mas MUITA gente fazendo verdadeiras cagadas na direção. E não são cagadinhas simples destas que vemos nas cidades. São cagadas que podem matar quem não tem absolutamente nada a ver com a pressa e arrogância motorizada alheia.

Chegamos sãos e salvos já com noite avançada na bela União da Vitória. Já na hospedagem escolhida (Hotel Flórida, muito aconchegante), partimos encarar uma pizza e descansar um pouco. O horário previsto para o início era à meia noite. Lá chegamos por volta de 23:15, para pegar um bom lugar. 

Estamos ali, do meio para a frente :)


O local era uma espécie de balada, coisa que não frequentávamos há anos. Mulheres vestidas (ou não) daquele jeito padrão, homens mais ainda, com suas jaquetas de couro e seus pulloveres de lã. A música antes do show era da pior qualidade, aquele dance music estéril e sem propósito, absolutamente incompatível com um show de rock.

A galera vaiou um pouco o atraso, uma vez que o Sr. Humberto Gessinger só deu as caras pouco depois da uma da manhã. A espera foi recompensada. Foi um PUTA SHOW DE ROCK'N'ROLL.

Algumas canções estavam BEM pesadas e os caras tocaram com muito tesão. O baterista Rafael Bisogno me impressionou muito com sua técnica e vontade ao tocar. O novo guitarrista Nando Peters pareceu um pouco travado e tímido. Era fácil perceber que ele tinha uma boa técnica mas parecia que ele não queria se arriscar muito. Claro, tocar com Dom Humberto era uma roubada, principalmente pela responsabilidade de reprisar atuações de Augusto Licks e, mais recentemente Esteban Tavares. Acho que ele deverá se soltar com a sequência de apresentações.

Não gostei muito foi da duração: pouco mais de uma hora e meia de show. Mas, pelo menos, deu pra ficar pertinho e curtir canções incríveis.

Não muito acostumados a ir dormir às quatro da manhã, acordamos meio lesados no sábado. Mas deu para rodar um pouco pela cidade, conhecendo alguns lugares muito bacanas. Voltaremos para um final de semana visando conhecer as famosas cachoeiras da região.

No retorno, desta vez com sol e friozinho, optamos por um caminho alternativo que se mostrou mais seguro e muito mais bonito, via São João do Triunfo.

E assim foi o final de semana: nada de trilhas, montanhas ou heroísmos de facebook. Foi pura vida, pura música, puro amor verdadeiro :)

Abraços, boa semana!









Na sequência das corridas e treinos

Barbaridade.


Até eu estou surpreso com minha dedicação.



Após a bike nova que comentei no post passado, agora são as corridas na rua que estão me empolgando. 


Semana passada deu pra rodar 40 km em 4 sessões. E com direito a um longo de 22 km que eu não fazia desde 2013. E foi tranquilo. Como tem sido também as sessões de corrida no horário de almoço, mesmo aquelas mais puxadas, de intensidade.

São sessões curtas, entre 30 e 50 minutos, com direito a bons quilômetros de propriocepção sobre os trilhos da região do Bacacheri e Hugo Lange em Curitiba. Tem funcionado muito bem correr com a luz do sol e as vezes até um certo calor.

Julho de 2015 tem sido um mês estranho em Curitiba. Apenas uma massa de ar polar com temperaturas próximas do zero. E muita chuva, com algum calor. Bem atípico.

Assim, fica mais tranquilo correr entre meio dia e uma da tarde.

Vamos correndo, então. Pouca montanha, já que a umidade me espanta. por ora, vamos de asfalto, de Jamur Bikes e de Camelbak :)

Dia 23 de julho abrirão as inscrições da 14ª Corrida da Graciosa. 

Escolhi esta prova para retornar às competições após um ano e meio afastado. Será minha quinta participação nesta prova. É emblemática para mim, vale muito a pena participar. As vagas são limitadas a 800 participantes e se esgotarão rapidamente. Fique ligado no site do organizador:


Vejo vocês por lá.

Grande abraço!

Uma fotinho da minha participação na Corrida da Graciosa 2013. 1h46min03seg.





Nas trilhas, sempre. E com Jamur Bikes e CamelBak



Olá, que tal?
Já são mais de 40 dias sem escrever aqui...
O "Ensaio Sobre a Liberdade" ficou pronto, as quatro músicas já estão disponíveis para quem quiser ouvir (links abaixo) e esse papo foi finalizado. Não foi o resultado que eu esperava, até mesmo porque são músicas antigas e que não refletem muito minha veia musical atual,. como já disse em posts anteriores.

Neste intermezzo eu voltei a correr, a pedalar e também a compor um pouco de música. Tudo isso aliado ao meu trabalho na Jamur Bikes. Coisa que aliás vai cada vez melhor, focando no marketing e produção de vídeos.

Agora de bike nova (mountain bike), uma grande motivação toma conta para os pedais mais divertidos e longos. Vamos continuar pedalando e correndo em trilha quando possível.


Bem, as coisas mudam, sabemos. Quem aí leu esse post triste, irônico e cheio de mágoa:

http://www.georgevolpao.com.br/2015/01/capitalismo-malvado-ne.html

Quem?

Agora não é momento de citar nomes e marcas, mas quem me conhece sabe do que se trata. Mas
passou e já estou pronto novamente a, de alguma forma, ajudar na promoção de uma melhor qualidade de vida. Não somente através do esporte, mas também em um estilo de vida mais simples e direto: vegetariano, consumo consciente e vida ao ar livre.

Fui procurado pelo importador CamelBak para integrar uma parceria voltada ao trail running e ao MTB. Caramba, conheço os caras e sou amigo deles há mais de 7 anos, quando fizemos várias coisas juntos com a Deuter e a Território. Impossível recusar. Porque parceria também é amizade. E nesses caras eu boto fé.

Vamos lá então. Para segundo semestre, vamos de Jamur Bikes e CamelBak como apoiadores desta louca vida vegetariana, simples e ao ar livre, principalmente.
Vamos explorar o potencial adquirido nestes anos todos em comunicação e trazer coisas boas.

Que venha a primeira foto pelado em cume de montanha com mochila :)

Abraços, bons ventos e ouça no volume máximo:

https://www.youtube.com/watch?v=D1IVwOIWW9U&list=PL-d9ZJuc_IyVW79hmR-jVlpjkIq4rj5DZ






Os Campos do Quiriri - Primeira faixa de Ensaio Sobre A Liberdade

"Os Campos do Quiriri" já foi "Os Olhos d'´Água".

Já teve um verso assim:

"Tudo aconteceu e não tem jeito
Estou cansado de procurar defeitos
Saí caminhando triste, com o vento
E não há tarde de sol que faça o milagre
De fazer voltar o tempo"

Escrevi esse e outros trechos em 1997. A melodia é basicamente a mesma quando a canção é tocada ao violão. Coisa muito básica, apenas GCG / CGDC / GC. Sério, apenas três das mais básicas notas musicais.

Quando comecei a querer gravar esses registros com o auxílio da tecnologia de hoje, peguei estes três acordes e trabalhei em cima de diferentes linhas e frases de guitarra. E, com isso, em momento algum da música eu executo os acordes cheios. Mas sim estas frases que consegui criar pela primeira vez em uma canção. Um pouquinho de distorção, uma levada de bateria e um baixo marcante transformaram totalmente a obra. O que era um simples violão tocando três acordes, agora é uma música composta com o pouco de conhecimento que tenho.

E claro, merecia uma nova letra. Escrevi estas palavras em abril de 2015, dentro do ônibus que me leva de casa ao trabalho, de segunda a sexta. Sim, fácil assim. Em duas viagens estava tudo pronto. Falo da experiência de andar nos Campos do Quiriri. Meu primeiro contato com a região foi em 2004, mirando seus campos infinitos e suas trilhas vacilantes. Mas o que mais me marcou foi uma caminhada que fiz por lá em abril de 2014. Impossível registrar somente com imagens. Precisava descrevê-la ao meu modo. E aí está:


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro
Sob o céu estrelado preparei meu leito
Não é o fim da linha nem o fim do mundo
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo

Nem sempre o melhor caminho é linha reta
Todos querem a certeza de estar na trilha certa
Eu carrego comigo tudo que é preciso
Vontade, coragem e canivete suíço
Nenhum desperdício
Tudo tem motivo

Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

No desafio proposto, doze quilos e dois dias
Sem espaço na mochila pra lembranças vazias
Eu carrego comigo tudo que é preciso
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo


Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

A noite chegando
As horas passando, parar pra ver o entardecer
Preparo o jantar, se achegue pra cá
Me abraça forte agora antes da gente dormir


Os Campos do Quiriri pela cãmera de Diocir Lopes, camarada montanhista que conheci naquelas bandas. Na foto, eu e a Ana Barbara à frente da turma que cruzava os campos do Quiriri. Abril 2014.


Ensaio Sobre a Liberdade

Bem, amigos.

O Ensaio Sobre a Liberdade está pronto. Um EP contendo 4 canções. São elas, por ordem de apresentação:

Só Mais um Dia;
Tudo ao Mesmo Tempo;
Opium.

Finalmente me decidi pelo formato EP para o lançamento. Sim, gostaria muito de um álbum. Mas as demais canções que tenho trabalhado fogem demais daquilo que está registrado neste primeiro "lote" das minhas experiências com composição e gravação.

Ouvindo a sequência de músicas com alguns poucos amigos que já tiveram acesso, a conclusão foi fácil: isso é pop rock :)

E é curioso como isso "brotou". Essa sonoridade veio bem natural mas é um reflexo muito grande do que eu ouvia na época da composição destas canções (década de 90). Hoje eu escuto outras e variadas coisas. O que criei musicalmente em tempos recentes é muito diferente do que será mostrado no "Ensaio Sobre a Liberdade". O EP tem coisas que gosto muito e que me fascinam pela alma e dedicação empregadas. A parte musical foi criada e pensada na década de noventa mas todas as gravações e arranjos são muito atuais. Ah, e as letras também, todas elas finalizadas e adaptadas poucas semanas atrás, exceção feita a "Tudo ao Mesmo Tempo", a qual fiz questão de manter a originalidade.

Vou escrever sobre cada uma delas nos próximos posts, junto com um trechinho de cada. O lançamento do "Ensaio Sobre a Liberdade", que seria em setembro de 2015 eu antecipo para junho.

Algumas coisas como "Estação Central" e "Aos Poucos" ficarão de fora. Foram escritas também na década de 90, mas a sonoridade delas não tem absolutamente nada a ver com o que será lançado agora. Nestas duas eu acho que "viajei" mais. Senti que as músicas pediam isso. Deixei me levar e elas soam muito melhor junto com novas composições como "Dumdum", "Liberdade" e "Primeiro de Maio".

Bora lá então, amigos!

Os Campos do Quiriri

Porra, que empenho!

Estar gravando um disco não é a parte mais difícil e complicada. Escrever, compor e tocar com o mínimo de qualidade é fácil.

Complicado mesmo é tornar isso tudo minimamente audível. Até 3 meses atrás eu mal sabia da existência de softwares de mixagem acessíveis a um notebook velho como este que escrevo.

Leio muito também em fóruns do assunto com pretensos especialistas falando que isso pode, isso não pode. O ser humano é assim, sempre com suas verdades absolutas.

Faço meu trabalho e estou gostando.

A primeira canção a ser finalizada é "Os Campos do Quiriri".

A música eu compus ao violão em 1997. Havia uma letra horrorosa então... Refiz a letra alguns dias atrás, falando de coisas da montanha.

Abaixo um primeiro trecho que já coloquei no youtube. Vai lá se inscreve! Ajuda pra caramba :)



Segue o trabalho de mixagem, agora com "Aos Poucos", "Tudo ao Mesmo Tempo" e "Opium". Devo finalizá-las ainda esta semana.

Abaixo, trecho da letra.

Beijos e abraços!


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro

Sob o céu estrelado preparei meu leito

Não é o fim da linha nem o fim do mundo

O diabo perdeu as botas

O vento fez a curva

Tudo tem motivo



Nem sempre o melhor caminho é linha reta

Todos querem a certeza de estar na trilha certa

Eu carrego comigo tudo que é preciso

Vontade, coragem e canivete suíço

Nenhum desperdício

Tudo tem motivo


Um dia qualquer

Quando quiser acordar antes do sol nascer

Preparo um café o mais forte que puder

Pra encarar o que o dia tem pra oferecer



(...)

Ciririca, Baby

Olá!

Com um nome destes, a trilha de acesso ao cume desta montanha não poderia ser diferente disso: foda! Sim, é praticamente um dia inteiro com a mochila nas costas.

Animado por uma previsão meteorológica favorável, eu e a Ana Barbara tomamos o rumo desta montanha maldita em uma sexta-feira santa. Ineditismo para a esposa, nona vez para mim. No entanto havia pisado por lá pela última vez no distante agosto de 2008. Longos 6 anos e meio...

Nesse período muita coisa mudou em mim. Física e mentalmente.  Nos primeiros anos daquela década, estar na montanha o máximo possível era a meta. Não importava a lonjura do lugar ou a dificuldade da trilha.

O tempo passou, e beirando os quarenta anos de idade, este cara aqui prefere curtir a montanha com calma, sem pressa. Mas como a Ana Barbara queria muito conhecer este cume e eu entendi o feriado como ótima oportunidade de desafio. Lá fomos.

Quase dez horas de caminhada árdua, em uma trilha muito pouco frequentada, com trechos de cordas, espinhos assassinos e quedas d'água isoladíssimas. Temperatura agradável e a alma se deliciando com a sensação de isolamento do local. Chegamos ao fim da linha, junto às desativadas placas de transmissão de microondas, pouco antes do por do sol. Foi o tempo de montar acampamento e cozinhar. Durante a noite chegaram mais alguns amigos e conhecidos de trilha. Montanha praticamente deserta. Dormimos profundamente.

Pela manhã, decidimos retornar pela mesma trilha até o cruzo do Tucum, para então subir ao Camapuan para uma segunda noite na Serra do Mar. Chegamos lá após mais um dia inteiro de caminhada, desta vez mais cansados e menos dispostos fisicamente (isso é visível na última imagem deste post). Porém, estávamos muito a fim de curtir mais uma noite na montanha, sendo o Camapuan um lugar muito especial para nós. Estaríamos assim, mais próximos de casa, restando menos a caminhar no domingo de Páscoa. Sábia decisão. 

O domingo amanheceu nebuloso e até mesmo com alguns chuviscos. Restava então descer umas duas horas e meia até o retorno para casa. Na última meia hora de trilha, a surpresa: pernas exaustas e uma passada vacilante me causaram mais uma grave entorse no joelho direito bichado. Nada que não pudesse ser resolvido com uns bons gritos na mata e uma mochila a mais para a Ana Barbara carregar até o carro. E um remedinho forte para dor, é claro. Mea culpa: deixei de fazer os exercícios de fortalecimento recomendados para casos de ligamento cruzado anterior rompido  como o meu. Bem, vamos tratar de reforçá-lo para escapar da cirurgia e escolher montanhas menos exigentes.

Na programação: Caratuva, dia 18 de abril. 

Abaixo, algumas poucas imagens que fizemos por lá. Uma pena haver corredores de montanha porcalhões até mesmo por lá. Afinal, caixa de cume não é lugar de grudar adesivo.

Abraços!












Oh sim, Estou tão cansado...

Olá!

Post e som novo aqui: http://www.pepevolpao.com.br/2015/04/im-so-tired-beatles-song-cover.html

Andava também cansado da vida que eu levava até o ano passado, como medíocre sub-celebridade de uma modalidade esportiva que muito aprecio. Cansado da futilidade e da artificialidade que dominava - e ainda domina - a cena. Retirei-me dela, sem cerimônias. Nos dias de hoje, ainda pratico o chamado trail running, quando dá. Mas tenho preferido usar o cérebro para outras coisas diferentes de postar fotos legais no "instagram" após uma competição ou treino.

Grande abraço a todos.

Musicando

Ando musicando muito. Muito significa quantidade e não qualidade.

Música é coisa antiga na minha vida mas sempre me dediquei mais a ouvir do que executar.

Para aprimorar e me desenvolver tem este espaço aqui: www.pepevolpao.com.br.

Todas as sextas feiras vai ter musiquinha por lá.

Hoje subi uma versão bem particular de Silver And Gold, do U2 (já ouviu falar né?)

Toma: http://www.pepevolpao.com.br/2015/03/silver-and-gold-u2.html.

Beijos e abraços!

Pepe

Meu nome completo é George José Volpão. Em espanhol todo José é conhecido por Pepe. Quando estive pela primeira vez na Argentina e Chile em 2009, ao me registrar nas hospedarias e fornecer o nome completo logo ficava conhecido como "Pepe".

Gostei!

Então, para falar de música, temos aqui: www.pepevolpao.com.br.

Semanalmente posts sobre a música que há em mim.

Vai lá e assine o blog. É de graça, assim como a música que começo a compartilhar.

Beijinhos, amigues (ironia detected).

Ensaio Sobre a Liberdade - O Álbum

Olá!

Post rápido neste autodeclarado recesso nos escritos e outras notícias do mundo da montanha.

Na verdade, pouca montanha. O verão nos matos não me atrai e estou mais indoor do que nunca. Motivo principal: processo de composição, gravação e produção do meu primeiro "álbum" (sou do tempo do long play, lembram?).

Bastante animado e contente com as oito canções que tenho trabalhado em cima. Assim foi o chuvoso carnaval de 2015. Algumas composições ainda de 1996, misturado com letras e ajustes atuais que levarão a um resultado que está na minha cabeça.

Duro é que, autodidata que sou, estou passando por todo o processo de aprender a mexer com equipamentos eletrônicos para que o resultado seja o menos medíocre possível. Em um post futuro, abrirei um pouco mais dessa veia musical que aflorou ainda na barriga da minha mãe em um distante 1977.

Tenho ouvido muita música, estudado bastante o processo de composição, canto, violões, guitarras e mixagem. Tudo caseiro e com o mínimo de recursos e equipamentos.

Correr em montanha? Faz um tempinho...

E vocês?

Abraços!

Review La Sportiva Anakonda - Avaliação


Olá, amigos!

Enfim, coloco aqui as minhas impressões sobre o Tênis La Sportiva Anakonda, um montnheiro de primeira categoria.

Acho IMPORTANTÍSSIMO deixar claro que não tenho meu nome vinculada a nenhuma fabricante e/importador de equipamentos. Recebo os produtos para as avaliações graças ao meu trabalho de sete anos visando unicamente o crescimento saudável da modalidade. E assim os produtos são avaliados: de maneira equilibrada, despida de paixões e absolutamente isenta. Todos iguais.

Proposta: Avaliar de maneira direta e sem frescuras inúmeros produtos que são oferecidos no mercado nacional de trail running e corrida de montanha. Importante lembrar que escolhi parâmetros de avaliação baseados no renomado site TrailRunning Review.

É preciso que entendamos que não existe o "melhor calçado para trail running". Cada tipo de terreno sugere uma característica que seja mais desejável encontrar e um calçado. 

Item avaliado neste review: Tênis La Sportiva Anakonda.


Introdução

A marca La Sportiva tem aquilo que chamo de DNA de montanha. Enquanto algumas marcas chegaram ao trail running vindas do asfalto, outras tem sua origem no esporte de montanha. É o caso dos italianos da La Sportiva. Eles não fabricam roupas ou calçados voltados à corrida de rua. Mas sim botas de montanhismo, sapatilhas de escalada e outros artefatos. Com um marketing voltado totalmente ao desafio e à paixão pelos esportes de montanha, o que fica bem claro para mim é que trabalhar com calçados de corrida de montanha é um caminho natural para quem está envolvido até o talo com a oferta de produtos para uso nestes ambientes, qualquer que seja a modalidade. Somente por isso, já ganhou minha simpatia. Mas, como simpatia não garante bons produtos, vamos falar um pouco do La Sportiva Anakonda.

Primeiras impressões

Recebi o calçado para testes no começo de 2014. Ainda estava com os movimentos restritos para colocá-lo nas trilhas, devido à lesão no joelho direito que não me dava confiança para uso intenso.

Já deixei claro em meus comentários nas redes sociais. Pura montanha. Não é calçado para correr no Barigui (tradicional parque de Curitiba onde muitos corredores apreciam fazer seus treinos). Mas como assim, pura montanha? Porque pura montanha? Porque logo ao calçar você nota certas características: baixo peso, baixo drop, amortecimento quase zero e um certo minimalismo no acabamento. Continuemos!

Entressola

O mínimo de EVA necessário para um calçado com drop de apenas 4mm, o que lhe deixa em contato com o solo, ideal para quem já tem uma certa experiência em corridas de montanha ou para aqueles que gostam desta sensação de ter mais controle sobre o que acontece. Os citados 4mm são decorrentes de uma altura de 18mm na parte traseira e 14mm na dianteira. Ou seja, é bem baixinho mesmo. Não podemos esquecer também dos cravos salientes, que acrescentam 6mm nestas medidas todas. Neste pequeníssimo espaço ainda cabe uma "rock-plate", ou seja, uma placa de proteção no meio do calçado que protege os pés de pedras e raízes pontiagudas. Esta inserção da rock-plate não compromete a flexibilidade necessária na transição da passada, mas afeta um pouquinho no movimento lateral. Por apresentar esta placa de proteção, não podemos chamá-lo de "minimalista", apesar do drop baixo.



Lingueta

Na medida certa para reduzir a entrada de titicas que coletamos pelos matos, tais como pedrinhas, folhas, terra, etc. Bem envolvente e com acabamento primoroso. Não é daquelas que fica se deslocando com o "passar das passadas". Ajuda a manter a estabilidade dos pés, algo que trato no tópico abaixo.

Controle

Controle é algo que depende mais do que está "dentro" do calçado do que do produto propriamente dito. Como o La Sportiva Anakonda é um tênis de perfil baixo, um trail runner mais experiente se aproveitará melhor dessa sua característica. E terá controle TOTAL sobre seus movimentos. Esta foi, talvez, a principal característica que chamou minha atenção. Com este tênis nos pés, foi possível colocar em prática tudo que meus 20 anos de corridas em trilhas me ensinaram. Se o hábito faz o monge, quanto mais tempo nos matos, melhor nos tornamos na leitura e aproveitamento do terreno. Porém, não significa que quem está começando agora no Trail Running não possa se beneficiar desta característica importante do tênis. Pelo contrário! Quem está começando aprende melhor com um calçado assim, desses que permitem que o usuário sinta as variações de terreno. Bem melhor que correr com tênis que dizem "amortecer".

Mesmo se tratando de um tênis de baixo peso e econômico em materiais oferece ótima proteção contra topadas e irregularidades dos terrenos por onde corremos. Sendo assim, o La Sportiva Anakonda permite um total controle da corrida por quem está com ele nos pés. E aí...é com o piloto ;)

Tempos atrás filmei uma descida técnica e veloz. Puro controle que foi garantido por estar usando este calçado especificamente. Não tenho certeza se desceria com essa confiança toda se estivesse com outros modelos que já experimentei. Dê o play!


Ajuste (Fit)

Seria o chamado "true-to-fit", ou seja, veste na numeração a qual você está acostumado. No meu caso, sempre usei o 10 USA (42 Brasil). Calçou perfeitamente. O cabedal (upper) é bem envolvente e os cadarços garantem um ajuste fino bem sucedido. ão é um calçado que deixe muito espaço lateral, pelo menos para meu tipo de pé. Se você é daqueles que possuem pés largos, sugiro que experimente antes em alguma loja, evitando compras pela internet.

Acabamentos

Gostei muito da forma como o pessoal da La Sportiva trabalhou para proporcionar um calçado bonito e eficiente ao mesmo tempo. O que mais me chamou a atenção foi a aplicação de uma peça de TPU (poliuretano termoplástico) como placa estabilizadora no calcanhar. Proporciona rigidez e proteção necessária ao tornozelo e é muito bonita (opinião pessoal). Na parte interna e junto ao calcanhar, existe uma aplicação de material mais áspero visando maior controle mas que me preocupou no começo. Alguns amigos comentaram comigo que haviam surgido algumas bolhas nos pés exatamente neste ponto de contato. Comigo não aconteceu, o que leva a crer que caímos naquela velha questão: o que é bom para um atleta, pode não funcionar com outro. E vice-versa.

Todas as costuras são muito bem acabadas e mesmo com uso intenso não notei nenhum tipo de desgaste acentuado. O cabedal é constituído basicamente de aplicações de reforços em vinil e de um tecido tipo Nylon Mesh bastante resistente. Mesmo colocando o calçado para uso intenso em superfícies abrasivas, absolutamente nenhum sinal visível de desgaste apareceu após mais de 30 horas de trilhas. 

Impermeabilidade / Transpirabilidade

Como disse acima, esse mesh do cabedal é bastante robusto. Isso acaba se traduzindo em menor respirabilidade. Certamente não seria minha opção de calçado em trilhas próxima ao mar, que cruzem muitos riachos ou em temperaturas acima de 25 graus. Por outro lado, na lama e em climas temperados não notei a presença de umidade excessiva nos pés.

Solado

Destaque total para o "FriXion XF", solado escolhido para o La Sportiva Anakonda. Possui cravos pronunciados e espaçados, com 6mm de altura, por toda a extensão. Os terminais são uniformemente espaçados ao redor e não variam em altura. Os cravos tem formato de U, sendo bi-direcionais. na frente tem posicionamento de forma a proporcionar tração. Na parte detrás, eles são invertidos para garantir controle e sustentação nas descidas. Este foi disparado o calçado mais "seguro" que já utilizei em 20 anos de corrida de montanha. Ele agarra como nenhum outro, qualquer que seja o terreno: pedras soltas, lama, terra batida. Obviamente que em certas situações não haverá como evitar quedas e escorregões. Mas este modelo certamente é o que me proporcionou maior controle e segurança em descidas técnicas e em subidas enlameadas.



Durabilidade

Na avaliação do solado que fiz acima citei que ele agarra muito MESMO. Isso normalmente se traduz em menor durabilidade. Não é o caso deste produto. O solado já enfrentou muitas montanhas e continua com seus cravos quase intactos. É certo que não uso o calçado em asfalto e evito até meso estradas e terra, guardando-o para saídas de montanha de verdade. Mas sabemos que muitas vezes temos rochas abrasivas nestas montanhas. Nem mesmo estas rochas foram capazes de provocar desgaste considerável no solado. Aprovadíssimo!

Com relação ao cabedal, posso garantir que estou igualmente satisfeito. Ainda sem perspectivas de final de vida útil, este modelo ainda deve me acompanhar por muitas centenas de horas de montanha.

Conclusões

Puro sangue de montanha. Sem sombra de dúvida, o La Sportiva Anakonda é um dos melhores calçados para a prática da modalidade, desde que você o utilize no ambiente para o qual foi construído: trilhas técnicas, enlameadas, sem muitas pedras soltas, grandes desníveis e zero asfalto. Com isso, fica a curiosidade para experimentar os demais modelos da marca italiana, já que mostraram que ter o DNA de montanha realmente fez a diferença na produção de um item específico como esse.

Peso: 286g no tamanho 10 US.
Preço sugerido ao consumidor: R$ 619,90.

Indico para: 

- Corredores leves e medianos, de até 80 kg, que irão aproveitar a leveza do calçado e conseguem "desfilar" com mais leveza pelas trilhas;
- Atletas que correm rápido, com tempo abaixo dos 45 minutos em um 10K no asfalto irão se beneficiar mais do produto. Para corredores mais lentos, recomendo este tênis para provas de até 21 km;
- Pessoas com boa experiência em trilhas técnicas.
- Aqueles que estão começando a correr em montanha e querem aprimorar sua técnica de corrida. O aprendizado será muito mais rápido do que aquele que vem junto com os tênis mais robustos.
- Atletas já adaptados ou que se adaptem cautelosamente ao uso de calçados com drop baixo (4mm ou menos). Sem adaptação risco de lesões é maior. Como se trata um tênis basicamente para montanha, a musculatura envolvida na pisada não é tão exigida como se fôssemos correr repetindo os passos, da maneira que fazemos na rua ou estradas de chão.

Pontuação:

- Flexibilidade                                     8.0
- Torção lateral    9.0
- Proteção                                          9.0
- Materiais refletivos                           8.0
- Costuras   10.0
- Altura do calçado                            10.0
- Sistema de fixação, cadarços, etc      9.0
- Respirabilidade                                 8.0
- Aderência em subidas de terra         10.0
- Aderência em descidas de terra       10.0
- Aderência do calçado em rocha      10.0
- Aderência em rocha molhada        9.0
- Aderência do calçado em lama        10.0
- Estabilidade    9.0
- Amortecimento dianteiro                   5.0
- Amortecimento traseiro                     6.0
- Fit (ajuste)                                       10.0
- Durabilidade                                    10.0
- Asfalto                                              4.0
- Estrada de terra                                 8.0
- Trilha   10.0
- Montanha                                        10.0

MÉDIA:                                           8.72

Bons treinos!


Vírgula não é ponto final. 6 segundos de atenção

Olá!

Post rápido para escrever que vai rolar uma pausa nos escritos por aqui. Muita, mas muita coisa na cabeça. Formulando ideias e teorias para então colocá-las na prática. Evito assim os riscos desnecessários que corri em episódios nos anos recentes. Adianto:


  1. Li muito sobre alimentação e nutrição nos últimos 15 dias, buscando base sólida de evidências e experiências de um modelo nutricional que funcione ao meu organismo e que seja ético (sob meu ponto de vista, claro). Basicamente, volto a ser vegano, depois de experiências no caminho oposto a isso e apesar de não gostar de rótulos.
  2. Estou me dedicando a um texto mais longo, chamado Ensaio sobre a Liberdade. Minha visão desta importante e tão falada propriedade de nós seres humanos. Deve demorar um pouco porque não quero me atropelar em certas coisas.
  3. Formulando uma boa base teórica sobre o Trail Running não competitivo. Para mim, a real essência da modalidade é muito mais que um número de peito e uma medalha no final. Tem a ver com a liberdade acima citada e ainda salvar 250 reais de uma inscrição que podem ser melhor investidos em uma viagem à Curitiba para vir correr DE GRAÇA comigo e com mais gente boa. Tem a ver com não seguir a moda, ou o trem da alegria que a modalidade tem se tornado.
  4. Voltei a compor músicas e letras e estou começando a aprender um pouco de mixagem de canções para um futuro lançamento em formato digital, livre e gratuito de um álbum (sou do tempo do álbum, long-play, etc) com o título provisório de Ensaio sobre a Liberdade.
  5. Mais produções de vídeo irão rolar. Março trará novidades de uma das mais belas regiões do litoral brasileiro.
  6. Estou em fase final de digestão e processamento dos tombos que levei em 2014 no que se refere ao meu envolvimento com o mercado trail running nacional. A conclusão é que ou eu vomito, ou eu cago o resultado ;) Ter produzido o mini doc Mais Sobre Montanhas (Re)Buscar a Trilha ajudou a cicatrizar algumas feridas e enxergar uma luz mais bonita. Aliás preciso muito agradecer todos os comentários positivos acerca deste trabalho. Valeu galera, motivou pra caramba!
Deixo abaixo um breve vídeo da semana passada, correndo livre, é claro. Tente isso você também.

Abraços, boa semana e até breve!


Mais Sobre Montanhas (Re) Buscar a Trilha - Está no ar!

Olá, amigos.

Está no ar.

Espero que desfrutem um pouco deste que é o meu primeiro trabalho com vídeos. O primeiro e não o último sobre trail running. Novas ideias surgem a todo momento.

Em março, mais um novo lançamento, com nova identidade visual, novo canal no youtube, site, etc.

Mas com a mesma simplicidade. Tudo feito por nós mesmos, eu e a Ana Barbara. Assista abaixo ou aqui.

Abraços, boas montanhas!


Para que tanta pressa?

Oi!

Neste domingo caminhei tranquilamente no Morro do Anhangava. Sem pressa. Adoro estas oportunidades de apresentar a montanha a quem nunca esteve por lá. A Ana Barbara convidou uma amiga dela para conhecer nosso "santuário". Subida tranquila e pacífica. Como ainda era muito cedo, o calor não incomodou. Uma suave brisa e a companhia das andorinhas no cume. Por volta das nove da manhã iniciamos a descida e, aí sim, cruzamos com muita gente. Caminhando reparei certas nuances e detalhes que não me apercebia quando corria por lá. É bom fazer as duas coisas. Adoro o Anhangava, seja para correr, seja para caminhar. Foi realmente muito bom apenas contemplar. E ver desconhecidos felizes, unidos em um mesmo sentimento que o nosso por lá: desfrutar uma manhã de domingo na natureza. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Eu não tenho ciúmes da montanha. Gostei de ver jovens, crianças e idosos frequentando a região. Seja com o equipamento mais top, seja de baton, jeans e bolsa de shopping. A montanha é para todos, como sempre disse. 

No retorno, um acertado desvio para visitar as duas cachoeiras resultantes da gravidade imposta na queda das águas coletadas na calha que separa o Anhangava do Morro do Corvo. O retorno foi pelo Caminho do Itupava. Sem pressa em uma manhã de domingo.

Boa semana, pessoal!

Opa¹: Na tarde quente (agora sim) um pedal de 32 quilômetros para confirmar que uma teoria de alimentação da "modinha" tem funcionado muito bem na prática comigo do "meu jeito". Um dia escreverei sobre isso. 

Opa²: Vou subir o curta-metragem (nunca sei se esta palavra é com hífen ou não. Ainda não pesquisei no Google, quem puder me ajude) ainda nesta semana. E espero que alguém assista, porque eu não aguento mais vê-lo. Parto doloroso porque trata de assuntos desagradáveis e escolhi uma trilha sonora "maldita" neste trecho específico do filme.

Opa³: O que usei: Tênis The North Face Hypertrack verde no fim (prematuro) da vida, shorts The North Face GTD (meu favorito), camisa de brexó em viscose (muito mais fresco que qualquer dry-fit ching-ling ou camiseta de 120 reais de marca), chapéu de lona adquirido em loja de produtos agropecuários, óculos Quechua, mochila dobrável Quechua de 20 reais contendo garrafa de água, corta-vento (não usado nesta trip, obviamente), carteira, chaves e celular para as fotos que aqui ilustram.

Opa4: Quer conhecer um pouco do Anhangava? Talvez eu possa lhe ajudar com este texto: http://goo.gl/0f8UgV




Um trato no Solar dos Volpão - Vida Simples


Post bacana para meninas e para homens com algumas características femininas tipo eu. Além do cabelo comprido - motivo de piada desde meus 12 anos de idade - gosto muito de decoração, de cuidar da casa.

Bem, na verdade, aprecio mais planejar e ter ideias. Executar as ideias, como bem sabe minha esposa, é um aspecto que dá alimento à minha procrastinação. De toda forma, botamos a mão na massa, fabricamos a nossa cola lambe-lambe (vide receita, gostei do link), separamos algumas revistas velhas e lambuzamos dois ambientes.

Primeiro, o "escritório", onde guardamos entre outras as coisas, as nossas bicicletas. Elas ficam estacionadas em suportes verticais como estes aqui:


As revistas, além da função decorativa que representa um pouco do caos colorido que habita as mentes do casal, evitam as marcas de pneus nas paredes brancas anteriores à aplicação. Mais cuticuti.

E aproveitamos para preparar no "rack" de tevê que fica no quarto. Aliás, não é bem um televisor. Não temos antena, nem queremos ter, já que a programação dos canais é cada vez pior. Usamos o aparelho eletrônico para dvds, filmes baixados da internet e para o youtube.

Assim, o rack é nada mais nada menos que a caixa onde o próprio televisor veio de fábrica. Sim, uma caixa de papelão, apoiada sobre um dos pallets que forma o nosso leito matrimonial. Recobrimos a caixa com mais recortes de revistas e...voilá!

Só gasta grana com coisas fúteis e substituíveis quem quer. Aliás, todo o nosso apartamento apresenta este tipo de "solução" econômica que foge do padrão da sociedade moderna de consumo e busca reaproveitar materiais ou então usar aqueles de menor custo possível.

Fugir do padrão "coxinha" e pasteurizado que o mercado da construção e decoração tenta nos impor nos faz trabalhar o cérebro! Exercer a criatividade. Usar nosso poder criativo e não financeiro. Porque ter ideias é MUITO mais legal que ter dinheiro.

Um brinde ao minimalismo e à vida simples.

Beijos e abraços! 
 
 
 

 







Capitalismo malvado né?

Ilustração retirada de um incrível post de Kilian Jornet aqui: http://goo.gl/MyImwh

Palavra em moda, em voga hoje. Influencer... Uma visão de marketing que valoriza a aplicação de força, energia e grana em pessoas ditas formadoras de opinião em detrimento do marketing tradicional, onde o foco é o mercado alvo como um todo. Os influencers podem ser consumidores especificamente ou os formadores de opinião, muitas vezes jornalistas, analistas do setor, consultores. No "meu" caso, atletas e barulhentos de redes sociais.

Assim atuei por alguns anos, mesmo sem saber da existência da palavra/conceito desde quando ainda era montanhista no começo dos anos 2000. Sempre rolava um agrado ou outro da indústria, de distribuidores ou de varejo do segmento onde eu me posicionava. A partir de 2007 a coisa foi ficando mais "séria". Surgiram os projetos (a maioria jamais realizada, como escrevi aqui), vieram várias realizações (no mesmo texto do link anterior) e, principalmente o compromisso com o mercado, com o capital.

Não, não é um discurso marxista, comunista, petralha, vermelho. Mas era basicamente isso: compromisso com o mercado também. Assim como você vende as suas horas de trabalho e seu conhecimento (pelo qual pagou também de alguma forma), eu vendia a minha imagem para me associar a alguma marca/entidade em troca de produtos e experiências. Capitalistas somos todos nós.

Foram bons tempos. Porém, não cabia mais. O fio virou. A conclusão lógica foi fácil: já "vendia" demais este corpinho aqui. São 44 horas semanais que vendo meu conhecimento justamente na mesma área (marketing). Já está bom né? Considerando uma semana tem 168 horas, que durmo 49 horas por semana, que em deslocamento ao trabalho dispenso 15 horas e demais atividades da casa me tomam outras 10, resta o que? 50 horas. Parece muito não é? Realmente é bastante e acabei entendendo que não valia a pena vender estas 50 horas por menos do que vendo as 44 regulamentares de C.L.T.

Apenas uma questão de valorizar o conhecimento obtido nestes anos todos.

E também questão de como isso era vendido. De valores que, no fundo, não me faziam verdadeiramente bem. Vender mais, mais e mais. Consumir mais, mais e mais. Pura ansiedade gerada na expectativa dos likes e comentários, fossem eles positivos ou negativos. Afinal, o que vale é causar, certo? Polêmicas vendem... Imagens do por do sol, do último modelo de calçado que chegava via correio "gratuitamente", da viagem que não saía literalmente do meu bolso (mas da alma vendida).

Constatar tudo isso caiu como uma bomba em mim no final de 2014. Aliado a isso, uma falta de profissionalismo nas relações comerciais que tive que conviver nos últimos meses do ano. Aí deu.

O resultado lógico, como disse: vendendo barato a alma. Agora ela está armada e apontada para a cara do sossego :)

A quem vive disso, quem ganha a vida com isso, dou meus parabéns. Belo trabalho.

Agora, sinceramente. Se para "inspirar" alguém basta fazer umas fotos no instagram, escrever coisas fofis ou polêmicas no facebook e tirar foto para o like de alguns, eu não sei mais o que é inspirar.

Sou da velha geração, onde inspiração vem de quem FAZ as coisas e não de quem MOSTRA que faz, ou PARECE que faz. Inspiração tem mais a ver com atitudes perante a vida como um todo do que com filtros ou com o novo calçado na trilha ultra-hiper-mega-irada.

Eu não acredito que seja inspiração para ninguém, nunca pretendi ser. Meu jeito de ver a vida, de viver, é apenas meu. É uma soma do que vivi, da minha história. Anton Krupicka vive a vida dele cabeludo e correndo sem camisa porque é bom para ele. Se meu cabelo cresceu e corro sem camisa é porque assim me sinto bem. Se uso o tênis igual do Zé da Esquina, é porque me faz bem também. Inspiração vai mais além do que cortes de cabelo e óculos coloridos.

A atual geração parece estar tão perdida e com a mente anuviada com essas informações todas que recebem em uma timeline sem fim. Aliás, quem já parou para pensar nisso? Sites como o facebook, twitter e instagram que NUNCA acabam. Basta descer a barra de rolagem ao infinito e você é inundado de informações, geralmente filtrada de acordo com os seus interesses. E com isso gerando mais divisão do que união. Tudo se divide, todos se separam. Você só tem amigos do círculo da corrida ou da montanha? Desculpe, mas você é mais pobre do que quem ganha meio salário mínimo por mês...

A ficha caiu quando descobri que podia ir às montanhas me divertindo e pagando do meu bolso por tudo que precisava para estar nela (o deslocamento e os equipamentos, estes reduzidos ao mínimo necessário por sinal). Liberdade.

Nas minhas alvoradas pelas estradas e trilhas eu busco principalmente o encontro comigo mesmo, com minhas dúvidas, medos, anseios e questionamentos.

Minhas expectativas agora apontam para um (sub)mundo trail-runner-mountain-whatever com menos influencers e mais "people-doing"!

E menos expressões em inglês também, claro.

Abraços!

Anhangava, sempre ele

Puxa, vida, que legal!

Neste post sem palavrões, uma exclamação educada pode ser a ponte para tentar aprimorar mais as escritas. Realmente, acho que prefiro Thoreau à Bukowski. Assim é a vida, cada um na sua, livre para escolher.

No decorrer deste artificial  período de 7 dias chamado semana, consegui encaixar minhas corridinhas na madrugada quatrobarrense. Correr com a passarinhada me faz toda a diferença. O verão 2015 está bem vivo, com temperaturas agradabilíssimas na alvorada. Quem encara as estradas e trilhas da região no inverno certamente se delicia com os 20 graus destas manhãs.

Mas o melhor mesmo foi ter retornado ao Anhangava no último sábado. Terceira montanha do ano e primeira vez por lá nos últimos três meses. Porque demorei tanto assim para o reencontro?

Bem, a motivação está em alta e ver o sol surgir por trás da montanha enquanto coloco um pé à frente do outro me faz feliz novamente. Às seis saí de casa. Antes das sete já estava nas encostas do vizinho Morro Samambaia e ainda antes de sete e meia pisava pela enésima vez o cume desta montanha que me acolhe desde 1995. 

Dia 28 de janeiro completaremos 20 anos de encontros e desencontros. As pessoas mudam, as montanhas não. Elas estão lá impassíveis. Ok, pode ter uma ou outra diferença. O que percebo é que hoje ela parece mais bem cuidada, mais amada, mais protegida. Será por isso que mais e mais nossa relação melhora? 20 anos de casamento com uma montanha não é pouco. Pisei lá pela primeira vez pouco antes da minha maioridade e é nela que pretendo descansar após a cremação. Sem pressa de deixar este mundo, enquanto nele me é permitido estar, o Anhangava me receberá sempre com sua impassividade.

Porque as emoções são contas minhas. Ele, repito, está lá, impassível. Mas acolhedor.

Que bons ventos tragam mais boas pessoas a estes montes, campo escola do montanhismo paranaense e nacional.

E que bons ventos os levem.

Boa semana!








P.S.: O que usei para subir a montanha?
- Shorts The North Face GTD;
- Tênis Skechers GoBionic Trail;
- Meia Jamur Bikes;
- Handheld Curtlo X-Spray;
- Garrafa Térmica Camelback Podium Chill 610ml;
- Óculos Rudy Project Sensor;



Vídeo - Um pouco do Morro Caratuva

Oi!

No post anterior, escrevi sobre comprometer-me a postar uma vez por semana algo por aqui. Vamos além. Quero também colocar os vídeos que faço. Acredito muito nesta forma de comunicação, com vídeos curtos e diretos ao assunto. 

Tenho tido grande prazer em fazer os vídeos na empresa onde trabalho, Jamur Bikes. Crio o roteiro, improviso e apresento. Lucas Kania, meu colega de trabalho de 17 anos tem um talento único na edição destas imagens, adicionando efeitos, sacadas bacanas e humor na medida certa para uma empresa que depende de vender produtos. Confira o canal: www.youtube.com/jamurbikes . Mas isso é assunto para outro post.

Abaixo e aqui, Um Pouco do Caratuva, o primeiro de uma série de vídeos que quero fazer nos cumes do Paraná. Ah, e inscreva-se no meu canal pessoal ;).

http://www.youtube.com/georgevolpao

A vida no youtube é mais útil, divertida e interessante que no facebook, não tenha dúvidas!



Bom final de semana, caras!

Ano novo, vida nova e mimimi

Banho de rio por três dias seguidos. Banho de verdade: peladões.
Oi!

Primeiro post do ano, já com promessa: Escrever e publicar todas as terças-feiras. Conseguirei? É uma promessa, apenas. Otimista que sou, vai dar certo.

Aqui apenas para dizer que as mini-férias foram excelentes. Acampamento na Fazendo Pico Paraná, que prefiro chamar mesmo de Fazenda do Dílson, nome de seu proprietário. Relações pessoais são mais interessantes. Não gostaria que chamasse minha casa de Solar dos Volpão, como as vezes brinco. Casa do George e da Barbara é mais legal.

Fomos para lá no último dia do ano. Levamos a barraca grandalhona, aquela que nos serviu de lar nos meses de abril e maio de 2013. Foi muito bom voltar ao "velho lar", mesmo com o colchão de ar apresentando vazamentos na madrugada...

Resumão:

31-12: Corrida em trilha até a Pedra do Grito (+- 1.200m). Retorno, banho de rio pelados, jantinha sem frescuras com vinho. A ideia era subir o Caratuva para acompanhar a "virada", mas o tempo chuvoso, instável e com alguns trovões me desestimulou. Celebramos na própria fazenda, com novos amigos. Sidra Cereser para todos!

01-01: Sem ressacas, partimos rumo ao Morro Taipabuçu (1.734m). 3 horas de caminhada depois, com direito a uma trilha muito fechada neste auge de verão, uma vista única e incrível das montanhas do setor norte da Serra do Ibitiraquire. Éramos os primeiros a frequentar a trilha e o cume desde o início do novembro anterior, o que dá um gostinho especial. Uma montanha mais "selvagem". Descida tranquila, já com a trilha mais aberta. Alguma chuva de verão no retorno, mais banho de rio pelado e uma leseira gostosa após as quase seis horas de atividade com direito a vinho gelado com água de rio. Equipamento usado:
- Tênis The North Face Hypertrack;
- Meias Jamur Bikes;
- Shorts The North face GTD (me arranhei todo no mato...);
- Camiseta Força Vegana;
- Chapéu de Lona;
- Óculos Rudy Project Sensor;
- Mochila Deuter Pace 20 contendo:
- Garrafa térmica Camelbak Podium;
- Kit de primeiros socorros (não usado, ufa);
- Corta vento The North Face Verto (não usado);
- Poncho Quechua (nem cheguei a usar, a chuva foi leve);
- GPS Etrex 20;
- Câmera fotográfica de bolso Nikon S5000 ;
- Potinho com castanhas de caju e cranberries;
- Biscoito recheado tipo wafer;


02-01: Morro Caratuva (1.850m) no mesmo esquema - sem pressa. Dia mais quente e sem chuvas, pelo menos até nosso retorno. Repeti o equipamento, o banho pelado e o vinho no final. Aqui a atividade: http://www.strava.com/activities/236737147

03-01: Choveu durante a madruga e nosso suprimento de gás para o fogareiro no final. Hora de voltar à cidade.

04-01: Corrida de 12 km (acho) por Quatro Barras, Borda do Campo e região. Ovos estragados fizeram seu efeito. Diarreia amarelo gema no meio da corrida (sem fotos, infelizmente).

E vamos que é ano novo, vida nova e mimimi. Sem fotos felizes no instagram ou facebook. Aqui é o meu lugar.

Feliz 2015 brous!

Algumas imagens abaixo. Tem mais no Flickr:

https://www.flickr.com/photos/george-volpao/sets/72157650132324912/



Pico Paraná (1.877m) visto do cume do Taipabuçu (1.734m). Sexta vez neste cume, sendo a primeira no dia 10 de março de 2002.

Cume do Caratuva (1.850m) pela 25ª vez. Primeira ascensão minha também no dia 10 de março de 2002.


Cereser rules!

Cabeludo, pançudo e feliz! Feliz 2015!