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Um bom amigo. Review Mizuno Pro Runner 9

Buenas!

Acredito que um dos melhores amigos dos corredores é o tênis. Pelo menos daqueles que correm com este aparato. Há quem os dispense, amigos meus inclusive.

Meus bons amigos nestes últimos tempos tem sido dois "caras".

Hoje vou falar do mais antigo deles. Trata-se do Mizuno Pro Runner 9. Tá bom, tá bom. Quem entende de corrida (e de lançamentos de modelos, tipos de pisada, marcas, etc) pode xingar e perguntar: "Qual é desse cara que tá falando de um tênis quem é mais vendido de tão velho que é?"

Autor responde: nem é tão velho assim, trata-se de um modelo 2007. E acho importante falar dele pois cada modelo tem um histórico e tem suas características aprimoradas a cada temporada. Antes do Pro Runner 9 existiu o 8, existiu o 7 e por aí vai.

Minha história com os mizunos vêm de longa data. O primeiro que usei foi um Mizuno HST, comprado pela (na época) fortuna de 70 reais. O ano era 1994, o primeiro ano do real, nossa estável moeda. Apesar dele ter arrancado uma unha do polegar direito, adorei o tênis. A culpa foi minha mesmo, pois saí com ele da loja para já fazer um treininho de 24 km, tamanha a empolgação com o caríssimo tênis em tempos de vacas magras. Foram meses economizando dinheiro trabalhado para comprá-lo. A marca havia chegado fazia pouco tempo no país, pouquíssimo conhecida dos grande público, mas idolatrada pelos conhecedores da arte do passo acelerado.

Mas a idéia é falar do Pro Runner 9. Comprei-o por 399 reais na antiga Ironman em Curitiba, atual Procorrer. Tinha decidido correr um pouco mais do que estava fazendo, buscando um melhor condicionamento em minhas atividades de montanha. No início, empolgação total. No entanto, na loucura do trabalho puxado, jamais consegui dar cabo ao intento. Ficava meses sem dar uma corridinha. E ele foi ficando de lado...

O tempo passou, mais de 2 anos, até que meses atrás decidi correr literalmente atrás do sonho. Apesar de ter adquirido outro tênis, de outra marca, do qual falarei em post apropriado, o Pro Runner 9 tinha lugar de honra. Era o eleito para as longas distância e para as provas.

Isso porque ele sempre proporcionou excepcional retorno do investimento feito. Super confortável, leve, fresquinho, anatômico eu diria (se é que esse termo se aplica aos tênis).

Um tênis sem necessidade de questionamentos ou filosofias a respeito. Nos adaptamos bem um ao outro e agora ele parece feliz de estar sendo usado como deve: nos longos, nas provas, etc. Comporta-se como bom vinho: quanto mais velho melhor.

O problema é que sei que assim como os vinhos, chega um ponto que o processo se inverte. E temo esse momento. Para isso tentei buscar substituto e é dele que falarei em post futuro. Por enquanto, ele está ali, descansando, esperando a próxima prova daqui cinco dias. Irá correr a Maratona do Rio no próximo mês comigo e, já que está chegando próximo dos 600 km rodados, quem sabe se aposente com chave de ouro após a prova.


Keep Running, my friend!

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