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8.000 Metros de Felicidade

Olá!

É notória e pública, a minha paixão pelas montanhas. Criado ao ar livre desde muito pequeno, acampando nas ilhas do litoral paranaense e na Serra do Mar com meu pai e com minha irmã, meu primeiro cume foi em 1995 no Morro do Anhangava (1.420m) e de lá para cá foram mais de 100 incursões montanhosas, tendo a oportunidade inclusive de estar na alta montanha (até 6.000m) no Cerro Plata em 2009.

É notória e pública, igualmente, minha admiração pelo veganismo, opção escolhida por quem decide levar uma vida livre de sofrimento animal, onde não se ingere nada de origem animal, tampouco utiliza objetos e utensílios oriundos de vida animal. Sou muito, mas muito avesso mesmo a terminologias e definições. Minha opção, na verdade, é apenas não causar sofrimento animal, já que uma dieta sem produtos de origem animal pode ser tão saudável quanto aquela que contempla o consumo de carne, laticínios, etc. No entanto, acho importante difundir esse modo de viver e o termo "vegano" as vezes se faz necessário para uma melhor compreensão.

Nos últimos três anos dediquei-me com vontade às corridas de longa distância, especialmente àquelas fora do asfalto, as corridas de montanha, também conhecidas como Trail Running. Certamente esse período proporcionou um ganho fisiológico considerável e que me permite traçar a mais ambiciosa meta que eu poderia conceber considerando minhas condições atuais.

Trata-se do Projeto 8.000.

Basicamente é a ideia de estar em uma montanha com altitude superior a 8.000 metros (existem apenas 14 delas, sendo o Monte Everest a mais alta e "famosa") e, com todas as forças disponíveis, tentar atingir seu cume. A opção será pelo Cho-Oyu, a Deusa Turquesa. Com 8.201 metros, é a sexta mais alta do mundo e está localizada na fronteira entre Nepal e Tibete. É vizinha do citado Everest e a segunda mais visitada dos dos cumes acima dos 8.000 metros.

Tudo sem pressa. Com respeito. Por isso, a ideia é que essa meta final seja atingida somente em 2021, quando se completarão 30 anos da primeira ascensão de um brasileiro a uma montanha desta envergadura, exatamente o Cho-Oyu, quando Sérgio Beck atingiu seu cume em 22 de abril de 1991, sem oxigênio suplementar, sem auxílio de sherpas, sem firulas.

Antes disso, ainda muita água irá rolar, confundindo propositalmente aprendizado com boas experiências em lugares como Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Alasca já a partir de 2013.

Vamos lá, que 2021 já está chegando =D

Abraços.


Comentários

  1. Caaara, MUITO SHOW.
    Isso aí tá nos meus planos... for sure.
    O quando não é pensado ainda. Até porque tem muita coisa competitiva tomando conta das ideias por hora. Mas esse ano as montanhas voltam em grande estilo já em agosto.

    Abraço e para o alto e avante !!!

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    Respostas
    1. Valeu Rafael. Um 8.000 sempre habitou minha memória desde muito cedo. Então, como custa uma bela grana, resolvi planejar e focar nisso para os próximos anos. Enquanto isso, vamos treinando e competindo em alguma coisa =D Abraço e obrigado!

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  2. Ei, isso aí no fundo das postagens é o Plata não é !?!

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    Respostas
    1. Isso Mesmo. Cordon del Plata visto da Represa de Potrerillos \o/

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