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julho 30, 2018

Novo EP - Mais três

Olá!

Post rápido para avisar que dia 01 de agosto sai um novo EP com três faixas inéditas.

Chamar-se-á Mais Três (por que será?) e estará disponível em Spotify (ouça aqui), Deezer, Youtube e outras.

Deixo abaixo a capa e no próximo post um pouco sobre o processo de composição e gravação das três músicas que serão lançadas.

Beijos e abraços!





outubro 26, 2017

O Sangue - Primeiro álbum completo

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Enterrada em definitivo minha tentativa de voltar a correr de forma mais consistente e "prolongada", foquei na música.

Em compor, em trabalhar os arranjos e, principalmente contar as minhas histórias.

Assim sendo, lanço "O Sangue", uma obra mais à moda antiga (sou do tempo dos "álbuns" e não dos singles ou EP's), com 48 minutos de música. Tinha isso comigo, que queria lançar um álbum e pronto.

Já tenho lançado dois EP's em pouco mais de um ano, mas me faltava essa sensação do álbum completo.

Aqui está!

Eis aqui meu primeiro álbum completo com músicas autorais. Tem um som que vai entre o progressivo dos anos 70, passando pelo pop rock dos 80 e com um toque de psicodelia. 

Tem músicas escritas em 1996 e tem letras finalizadas semanas atrás. Nelas, conto minha história, compartilho minha vida. Se é bom ou ruim, não cabe a mim avaliar. Posso apenas garantir que é verdadeira expressão de quem sou. 

Eu consegui, cheguei lá, realizei o sonho de criança. Agora, se curtiu, siga comigo :)

Melhor recompensa que posso ter. E não vai parar por aí. Como já cantou Renato Russo: O mundo começa agora, apenas começamos. Namaste!

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 Seguem aqui os links:

- Deezer

Aliás, no Soundcloud dá pra fazer download gratuito, se você é daqueles (como eu) que gosta de ter arquivos de músicas no PC ou celular em vez de assinar um serviço de streaming - apesar de eu ser assinante Deezer.

Nos próximos dias irei falar de música por música, desde o processo de composição, passando também pela gravação e tudo mais.

Abraços e muito obrigado de coração!





outubro 16, 2017

O Sangue - Lançamento dia 27 de outubro

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

F-I-N-A-L-M-E-N-T-E terminei as gravações e mixagens do meu primeiro álbum de completo de canções autorais. Ele se chama O SANGUE e conterá 8 novas músicas próprias em aproximadamente 40 minutos de rock volpônico. Se você gosta de pop rock, rock psicodélico, um toque de progressivo e muito Legão Urbana, irá gostar :)

Não vai ter nenhuma dessas firulas "diferentonas" das bandinhas da moda, nenhuma sofrência loshermanística, nenhum single radiofônico e nem será música pra ouvir tomando suco de amora achando que o mundo é lindo ou colorido. É paulada pra ouvir tomando uns goles ou fumando um, com uma pegada muito anos 70 e 80. É True!

Todos os arranjos foram criados por mim e pensados em uma banda de formação clássica do rock com voz, guitarra, baixo, bateria e teclados. Toquei todos os instrumentos de forma que soassem como se fosse ao vivo em um estúdio.

As letras serão "pesadas", as músicas nem tanto. Mas, principalmente: são a mais pura expressão de sinceridade que eu tenho para dar e TODAS elas contam alguma história da minha vida.

Minha primeira obra all-by-myself: músicas, letras, produção, instrumentos, vocais, mixagem,arte, tudo. Durante a semana, diariamente irei soltando alguns segundos de cada canção por aqui e contando um pouco delas. Dia 27 de outubro, em todas as plataformas de streaming. Espero, de coração, que apreciem.





Abraços, namastê!

abril 18, 2017

Vegetal e 1930

Oi, tudo bem?

É hora de voltar a botar para fora aquelas velhas canções que escrevi entre 1994 e 1998 (dos meus 17 aos 21 anos de idade).

É sobre a sofrência adolescente anterior à loshermanização do rock brasileiro, quando desde então as letras e as músicas deste gênero - com raras exceções - se tornaram mais politicamente corretas e mais açucaradas, com um sabor de suco de amora.

Ainda não defini quantas canções farão parte deste lançamento, mas sei que serão aproximadamente 40 minutos de rock and roll sem muita frescura. Nas sessões de gravação que tenho feito no meu homestudio, tenho procurado manter os arranjos de forma simples sem muitas viagens floydianas que são mais características das composições que comecei a fazer a partir de 2015.

Esses sons antigos pedem algo mais cru, bem do jeito que eu as imaginava quando compus estes temas ao violão lá nos anos 90.

Assim sendo, vamos gravar estas velharias, botar para o mundo e seguir rumo a novos ares e novos sons. As experimentações com instrumentos e arranjos seguem firmes e me encantam hoje muito mais que calçar um tênis para correr ou pegar a bike para pedalar. Cada um na sua e todos felizes.

Uma das coisas que me motivou demais a voltar a trabalhar com estas canções foi o encontro com um amigo montanhista das antigas que me disse que ouvia os sons de minha autoria que eu postava eventualmente nas redes sociais e que apreciava.

Fiquei muito contente e motivado que alguém, além do círculo próximo de amizades, estava ouvindo e prestando atenção ("pow, aquela guitarra me lembrou David Gilmour", disse ele - quase gozei de alegria).

 A primeira que compartilho um trecho chama-se 1930.

Escrevi a letra de supetão em 1996 após um passeio pelo Largo da Ordem aqui em Curitiba - PR após observar gravado o número 1930 (acredito que seja o ano de construção) em uma edificação. E aí veio a letra que trata de desesperança e descontentamento com os rumos da humanidade.

Foi um dos raros casos que escrevi antes a letra e depois a música.

Tudo se encaixou em três ridículos acordes que uso à exaustão em várias das minhas canções. A pegada ficou sessentista e crua. Gostei do resultado.

Abaixo, a letra completa e um trecho da canção finalizada.

Obrigado a todos e não se esqueça de se inscrever no canal do Youtube para acompanhar os lançamentos.


1930

Uma passagem interessante
Lembrando um filme dos anos 30
Voltar no tempo e ver no passado
Certas coisas que não percebíamos
Uma vida diferente, sem filtros, sem muitos disfarces
Preto e branco, mas hoje em dia
A tela quente, a mente vazia

Muitas pessoas estão pelas ruas
Nem se dão conta do que acontece ao seu redor
Bem à sua frente
Só pensam em dinheiro, status e outras bobagens
Deixam de lado a sinceridade, a decência
Fogueira de vaidades
Lembranças e saudade

O veneno que corre em nossas veias
O sangue quente que há em nossos corpos
A violência contra as crianças
Os vícios que corrompem as nações
As drogas que fazem as nossas cabeças
Os corações partidos
E acidente com mortos e feridos

E acidentes com mortos e feridos.



novembro 28, 2016

Mixagem não se termina. Abandona-se. Sobre meu disco

Oi, tudo bem?

Segue a saga nos vídeos.

No meu canal do youtube falei sobre a mixagem que a gente nunca termina se não der um basta de uma vez. E um pouquinho sobre o álbum que vai sair em fevereiro.

Ainda pode haver mudanças, principalmente se lançarei as músicas em inglês ou em português.

Vai ter bastante coisa instrumental, mas ainda tenho prazer em escrever letras. Gosto do que escrevo e quem se dedicou a ler alguma coisa também gostou.

Porém ainda me incomoda um pouco o fato de obter mais feedback (positivo ou negativo) nas comunidades de música lá de fora do que daqui do Brasil. A notória autofagia tupiniquim se fazendo presente...  Vamos ver...

Tenham todos uma boa semana.

Saludos!


novembro 21, 2016

Lonely Sunday Theme - Música Mínima por George Volpão


Olá, tudo bem?

Lonely Sunday Theme foi composta em 20 de novembro de 2016 ao teclado. Instrumental tocante e profundamente expressivo de um sentimento que me envolvia naquele exato momento: solidão de uma tarde de domingo. Gravei ao vivo, sem truques, sem overdubs, sem correções. Música mínima com máxima expressão.

Música Mínima é uma ideia que surgiu de repente. É compor algo no teclado, violão ou qualquer outro instrumento, gravar e botar para o mundo. É uma manifestação mínima porém intensa da arte que brota de forma imediata e que precisa ser expressada com urgência.





Gravado em 20 de novembro de 2016. 
DAW: Reaper + Kontakt (Nord Piano).
Teclado Controlador AMW61.
Interface de Áudio Behringer U-Phoria UM2.


George Volpão - Nature Sessions - Todos os Direitos Reservados

Siga-me nos canais:










Gravado em 20 de novembro de 2016. 
DAW: Reaper + Kontakt (Nord Piano).
Teclado Controlador AMW61.
Interface de Áudio Behringer U-Phoria UM2.


George Volpão - Nature Sessions - Todos os Direitos Reservados

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outubro 19, 2016

Nature Means A Lot - Single

Olá, buenas.

Lancei um single sem aquele estardalhaço todo mas lancei.

Mas será que isso é interessante? A sua resposta é fundamental, uma vez que além de amigos, quero estar também perto de pessoas que admiram meu trabalho como artista.

Então faço rapidamente dois convites:

1) Ouça, de preferência com fones de ouvido. Tem um pouco de psicodelia, de post-rock e mesmo de Legião Urbana, acho. Deixo abaixo letra em inglês e uma tradução livre. Se gostou, deixe-me saber. Se não curtiu, conte-me por que. Vamos nos relacionar :)

2) Se achar o conteúdo irrelevante, tem um botão descadastrar ali embaixo. Sem ressentimentos <3

Seguem os links onde a canção está disponível. Beijos e abraços, obrigado a todos.



- Deezer











agosto 01, 2016

EP lançado, sigo trabalhando

Oi, tudo bem?

Lançado o EP no começo de julho, sigo trabalhando em novas e velhas canções.

Tenho ainda MUITA coisa para ser feita. Mas to sentindo a necessidade de recolhimento.

Da mesma forma MUITA coisa acontecendo ao mesmo tempo na minha vida. E ruído demais, faz com que a gente perca certas frequências. Para dar mais ouvido ao coração e ao inquieto cérebro que carrego sob o chapéu, estarei totalmente ausente das redes sociais.

Quando sinto que é hora de preservar destes ruídos, respeito a intuição e disso sempre saio mais forte.

Para quem quiser falar comigo, basta entrar ali no contato e me mandar um e-mail :)

Forte abraço a todos e ótimo mês de agosto!


julho 05, 2016

Como compus e produzi Sobre Estar Só

Oi!!

Conforme prometido, vou falar aqui e, principalmente no vídeo, sobre cada uma das canções que acabo de lançar.

Deixo abaixo a letra e dados técnicos não muito detalhados :)





Sobre Estar Só

Meio dia, um dia inteiro
Não navego sem rumo
Em um minuto tudo pode mudar

Meia noite, noite e meia
A fruta mordida,
O que vai ter pro café da manhã?

A chuva que cai la fora
Nem é tao ruim

Ontem mesmo, volta e meia
Claro e preciso o juízo
Eu já sei o que fazer agora

O tempo é precioso
O dinheiro mal dá até o fim do mês
Meu filho já tem quase dezoito
A vida surpreende

Sem muita escolha
Eu sigo meu rumo até o fim

Eu dobro a esquina, não é o fim da linha
Não falta muito pra chegar a algum lugar

Sem muita escolha
Sei que só me resta dizer sim

Eu dobro a esquina, não é o fim da linha
Não falta muito pra chegar a algum lugar


Gravado e produzido em O Sol do Sol Homestudio, Quatro Barras - Paraná no outono de 2016.

Todas as letras por George Volpson.

Programação de bateria, baixo, guitarras, vocais, teclados e efeitos por George Volpson.

Arte da capa por George Volpson.


George Volpson - Todos os Direitos Reservados

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Site: http://www.georgevolpson.com
Fan Page: http://www.facebook.com/gvolpson
Instagram: http://www.instagram.com/georgevolpson
Twitter: http://www.twiter.com/georgevolpson
Soundcloud: http://www.soundcloud.com/george-volpson
Bandcamp: http://www.georgevolpson.bandcamp.com

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julho 01, 2016

George Volpson - EP

Oi!

Só não começo o texto com palavrão porque a sensação de liberdade é maior e mais importante que palavras pesadas!

Não cabe em mim a felicidade de realizar este sonho.

Quando comecei com os primeiros acordes em um Baixo Tonante (quem é músico sabe o que isso significa) quando eu tinha 11 anos de idade, lá nos anos 90, sempre sonhei com este dia.

Claro que o mundo mudou muito. O CD estava chegando ao Brasil, a palavra homestudio sequer existia e muito menos a internet como ela é hoje. Isso foi em 1988, quando aprendi a tocar minha primeira canção, Ainda É Cedo, da Legião Urbana.

Comecei a fazer um som com alguns amigos, mas sabia que meu talento precisava ser bem aprimorado com muito estudo e dedicação. Isso me faltou e muito. E abandonei tudo.

Em 2015, após todos estes anos apenas tocando violão em casa e para uns poucos amigos, resolvi pesquisar e descobri que "tava todo mundo" gravando disco em casa. Facilidades da vida moderna.

Comecei do zero na questão da produção musical, gravação e mixagem. Consegui investir o mínimo necessário para perseguir este sonho e realizá-lo hoje, 1 de julho de 2016.

Assim, está disponível para todo o planeta, aquilo que preparei com dedicação e carinho por meses.

George Volpson, um EP com quatro canções que retratam musicalmente aquilo que sou. Minhas sonoridades favoritas, minhas alterações de estado de espírito, meu coração inquieto.

 O EP já pode ser ouvido no Youtube, Soundcloud e Bandcamp, que são as principais plataformas gratuitas de áudio. Em breve estará disponível no Spotify, Deezer, Rdio e outros serviços de streaming, para você ouvir em seu smartphone.

Se você é mais das antigas como eu, pode baixar tudo aqui, para ouvir no PC, Pendrive, etc.

Falarei de cada uma das quatro canções em posts separados e em vídeos no meu canal do YouTube, inscreva-se lá!

Como não gosto de textos longos, vou parando por aqui.

Mas antes, gostaria de fazer um agradecimento especial a cada um que tornou esse sonho possível e que, de um jeito ou de outro, contribuiu, seja como for. Mas certamente faltaria espaço. Prometo, pessoal ou virtualmente agradecer cada um dos abaixo citados, em ordem alfabética. Ainda acho que esqueci alguém... irei corrigindo :)

Ana Barbara Vicentin, Aline Gonçalves, Alynne Almeida, Beto Guedes, Boni Costa, Chantal Zaine, Cleyton Vandré, Eduardo Kusdra, Gabi Vasconcelos, Gisela Santana, Juca Nascimento, Julyanne Salas, Kamyla Portes, Leonardo Freitas, Lucas Kania, Lucas Volpão, Michelle Medeiros, Nahayana Alessi, Natacha Navarro, Nathalie Sterblitch, Patrícia Fontana, Paulo Anhaia, Paulo Jamur, Rubia Bittencourt, Si Anunciação, Sil Picchur, Silvia Sprenger, Thaís Correa, Thamires Matos e Wallace Carvalho.

abril 26, 2016

Entrando em Estúdio

Oi!


Sim, agora tem estúdio "de verdade". Com um mínimo de equipamento necessário, estou finalmente apto a gravar meu primeiro álbum "de verdade". E isso tudo entre aspas porque quem me acompanha há algum tempo, sabe que tenho andado bem entusiasmado com música. Mas ainda era algo em nível beeeem amador. Agora a parada ficou "séria".

Mas, vamos a um parêntese necessário: inscreva-se no Canal do Youtube para ficar ligado no desenvolvimento que explicarei abaixo:



A ideia é ilustrar em imagens e texto todo o processo de produção de um disco. Desde a fase da composição, passando pela gravação, edição, etc etc. E vem rock and roll por aí. 

Não há pretensão artística nenhuma nisso, muito menos profissional. É puro "hobby", como diziam antigamente.

Semanalmente vou relatar aqui os trabalhos da semana anterior, o canal do youtube será alimentado pelo menos duas vezes por semana com vídeos curtos e o Instagram trará algumas imagens do processo.

Batizei o homestudio (na verdade uma peça do apartamento que vivo em Quatro Barras - PR) com o nome de O Som do Sol. É um ambiente bastante ensolarado e que me traz muita energia positiva, alto astral e confiança. Talvez seja o nome do álbum por vir, ainda não sei.




As gravações devem começar em 01 de maio. Já tenho algumas composições novas praticamente prontas, faltando apenas gravar em definitivo os instrumentos. Tenho também alguns esboços que quero compartilhar com vocês. Tem também coisas antigas que quero retrabalhar.

Usarei o período da noite durante os dias de semana para este trabalho. Para ganhar a vida, sigo como coordenador de marketing e atendimento ao cliente na Jamur Bikes. Para relaxar, continuo com as corridas no horário de almoço e os pedais longos nos finais de semana, bem como subindo montanhas quando as condições climáticas permitem.

Enfim, a energia está sobrando. Espero que inspiração também :)

Abaixo um trecho de um trabalho em cima de um loop de bateria e uma guitarra sem vergonha que criei na semana passada. Vai virar canção!

Abraços e venha comigo!


abril 19, 2016

Para mim chega!

Bem, vamos em frente.

É hora e focar naquilo que interessa e deixar que me manifeste através daquilo que melhor tenho feito atualmente: música. 

Eu não sou muito de escrever letras de músicas. Eu gosto mesmo é de textos e quem me conhece dos tempos de corrida e montanhismo, sabe que rolava uma certa facilidade com isso. 

Agora...compor letras de músicas eu admito que não consigo ainda fazer como gostaria. Minha expressão é basicamente musical. E mesmo não sendo virtuoso em nenhum dos instrumentos que eu toco, sempre que ouço o resultado final eu identifico que ali naquele piano, naquela guitarra ou naquela linha de baixo está exatamente o que eu sinto.


Sabe-se lá como isso acontece. é como entender um idioma. Para algumas pessoas que não conhecem, parece tudo igual, não diz nada com nada. Mas para quem tem a sensibilidade musical e "fala a mesma língua" faz todo o sentido.


Deixo abaixo dois vídeos com ensaios e fragmentos de duas faixas que entrarão no álbum que irei lançar até o final do ano.

Falarei delas especificamente mais além.

Abraços!








março 22, 2016

Um Elefante na Sala

O elefante na sala é algo que muitos de nós estão acostumados. É uma expressão alusiva à existência de um problema bem grande a ser resolvido, que todos observam, mas sem coragem de tomar uma iniciativa e discutir, resolver, colocar mãos à obra.

Todos vêem o elefante ali na sala, mas ninguém se dispõe a fazer algo.

Temos todos nós nossos elefantes particulares em nossas salas de estar. Seja esta sala a nossa mente, o nosso coração, o nosso trabalho, os nossos relacionamentos.

Um elefante começou a tomar forma alguns meses atrás  na minha sala de estar. Ele estava lá e eu solenemente ignorava. Mais fácil, né?

Mas não dá para fazer isso para sempre. Porque ele cresce e pode começar a ruir as estruturas, por mais sólidas que sejam. Antes que isso aconteça, precisamos de um espaço para discutir e tomar decisões.

No meio disso tudo surgiu Elephant, uma canção que escrevi em outubro e gravei aos pedaços, desde então, finalizando na semana passada.

Elefante pronto, semana que vem a canção aparecerá por aqui.

Por enquanto apenas a capa do EP, que conterá a já mencionada anteriormente "Insomnia" e "Dumdum".

Beijos e abraços!

março 15, 2016

Seguir Viagem

Oi.

Desculpe amigos, não estou muito no clima para tratar de montanhas ou música ou corridas ou bikes.

Fica apenas este trecho da bela canção:

"Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Viver à margem
Correr na contra mão
A tua imagem... e perfeição
Segue comigo e me dá a direção

Se dizem que é impossível,
Eu digo: é necessário!
Se dizem que estou louco
Fazendo tudo ao contrário
Eu digo que é preciso,
Eu preciso, é necessário

Seguir viagem
Tirar os pés da terra firme
E seguir viagem...

Seguir viagem
Tirar os pés do chão
Outros ares, sete mares
Voar, mergulhar
O que nos dá coragem
Não é o mar nem o abismo
É a margem no limite de sua negação"








fevereiro 23, 2016

Insomnia

Sobre a semana que passou...

Insomnia, composta em dezembro de 2015 e finalizada ontem.

Meu primeiro som instrumental, com um quê de Bixo da Seda segundo Yuri Hrmo e de Richard Wright (entendedores entenderão) segundo a amiga Luiza Rivail :)

Foi também minha primeira experiência compondo ao teclado, começando com uma backing track e uma sequência lenta de 2 acordes.

Baixo veio fácil, de tanto ouvir Humberto Gessinger. A guitarra ficou limitada à minha pouca técnica no instrumento. Tentei buscar um timbre menos David Gilmour, mas sentia que a música pedia esses bends e esse phaser/delay/chorus (entendedores também entenderão).

Esse teclado "vagabundo" de menos de 500 reais não me dá exatamente os timbres que eu gostaria, mas deixo um "viva" ao Reaper  e demais VST's gratuitos que uso.

Poder criar, compor, executar, produzir... tudo isso sozinho é MUITO bom.

Chama-se Insomnia porque a maior parte dela foi trabalhada em algumas madrugadas entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016.

Será a faixa de abertura do "álbum" que pretendo editar para fevereiro de 2017. Sim, um longo período. Já tenho em torno de 8 faixas bem encaminhadas, mas quero ainda mexer em algumas sonoridades. Sem pressa.

Espero que apreciem :)


fevereiro 02, 2016

Olhando para Dentro

Hello, is there anybody in there?

Bem, quem me acompanha há mais tempo sabe que tenho buscado cada vez mais a simplicidade.

Tem a ver com uma busca interna, com o conhecimento próprio.

Tenho resolvido dentro de mim várias questões pessoais, comportamentais e espirituais em tempos recentes.

Viajar pelo interior do país tem a ver com isso. Conhecer o "interior". De si e do seu povo. 

O que mais aprecio nestas viagens é poder estar em locais muito pouco turísticos, que ainda não foram contaminados com a pasteurização dos apressados visitantes que lá deixam seu dinheiro, trazem memory cards repletos e pouco conteúdo final. Sim, já tive oportunidade de estar presente em inúmeras atrações turísticas, inclusive em maravilhas naturais do planeta (aqui no link: http://blogdovolpson.blogspot.com.br/2010/09/maratona-de-foz-do-iguacu-2010_27.html .

Não que me incomodem as hordas de turistas. Mas tenho apreciado cada vez mais a beleza daquilo que não é turístico aos olhos. Tenho adorado conversar com a gente local. Seja em União da Vitória - PR, seja em São João do Triunfo - PR, seja em Campina Grande do Sul - PR, ou mesmo em Eugenópolis - MG ou San José de Maipo - Chile.

Convido todos a apreciar esse turismo das pessoas, a deixar as fotos de lado e conversar com os locais. Esse tipo de memória, pessoal, não queima, não se apaga.

Abaixo o video da semana, estreando o Ukulele em um som do Pink Floyd :)

Buenas!


janeiro 12, 2016

Um novo passeio

Que barbaridade esse janeiro chuvoso hein?

Dizem ser coisa de El Niño. Estou mais tentado a crer que é coisa de Los Humanos. Essa sede e essa busca incansável por mais e mais. Mais recursos, mais progresso, mais produtividade, mais likes. Um mundo cheio de mais. De mais ansiedade, de mais "pegada", de mais "tesão".

Eu que já provei desse veneno, bem sei que as coisas melhoram quando valorizamos o "menos". No início do ano, em um ataque de fúria babaca eu atirei meu smartphone (telefone celular é outro aparelho) na parede. Esse momento de extravasão teve um ótimo propósito. Despertou-me de uma hipnose onde eu me via mergulhado em uma tela de 3,5 polegadas. E não adianta dizer: "ah, comigo é diferente, eu uso de forma equilibrada, blá-blá-blá".

Em um primeiro momento me vi buscando preços de novos aparelhos. E caiu a ficha: não preciso estar "on" 24 horas por dia. Voltei a me alimentar sem o celular na mesa. Voltei a defecar sem o celular nas mãos, voltei  a conversar com as pessoas distantes (cada vez mais distantes...) pelo chat do Facebook e do Skype...


Se quiserem falar comigo, pode deixar o contato aqui nos comentários, beleza? =D


Deixo abaixo a produção da semana e que nada tem a ver com a felicidade óbvia do ukulele adquirido nesta semana. Vamos estudar o instrumento para voltar mais além com algo gravado!

Abraços, boa semana!




julho 27, 2015

Numa das curvas desta highway

Para morrer basta estar vivo.


E numa das curvas de uma highway eu vi a morte. Ou melhor, em duas curvas.

Na primeira, na verdade, eu vi quatro mortes. Um automóvel completamente destruído e pelo menos dois corpos humanos também, absolutamente destruídos. Soubemos depois que quatro dos cinco ocupantes haviam falecido no local. Um pouco mais adiante um caminhão desses com reboque, parcialmente avariado. Mas o automóvel... 

Início pouco auspicioso para uma viagem de 250 quilômetros que fiz com a Ana Barbara neste final de semana passado para assistir um show do Humberto Gessinger na sexta-feira dia 24 de junho. Chovia bastante, pista simples, alguns motoristas demonstrando imprudências absurdas. Trafegávamos nos regulamentares 80 km/h que era indicado como velocidade máxima permitida e fomos ultrapassados duas vezes, pasmem, pelo acostamento. Sim, com chuva e trânsito intenso de caminhões. E ainda não estávamos nem com 60 quilômetros de viagem.

Pouco mais de uma hora depois, quase foi a nossa vez. Estávamos descendo nos mesmos 80 km/h, quando em sentido contrário ao nosso, um caminhão ultrapassava outro em sem a menor cerimônia: faixa contínua, utilizando a nossa pista, obrigando-nos (e os demais veículos atrás de nós) a desviar para o acostamento para evitar mais uma colisão fatal. Passamos a centímetros do dito veículo e a milímetros de perder o controle descendo o barranco ao lado da estrada. Ah, essas curvas destas highways...

E seria também impossível descrever tudo que vivemos nestas quatro horas de chuva, terror e imprudência que observamos na BR 476 que nos levou a União da Vitória, interior do Paraná para celebrar a vida a dois. Muita, mas MUITA gente fazendo verdadeiras cagadas na direção. E não são cagadinhas simples destas que vemos nas cidades. São cagadas que podem matar quem não tem absolutamente nada a ver com a pressa e arrogância motorizada alheia.

Chegamos sãos e salvos já com noite avançada na bela União da Vitória. Já na hospedagem escolhida (Hotel Flórida, muito aconchegante), partimos encarar uma pizza e descansar um pouco. O horário previsto para o início era à meia noite. Lá chegamos por volta de 23:15, para pegar um bom lugar. 

Estamos ali, do meio para a frente :)


O local era uma espécie de balada, coisa que não frequentávamos há anos. Mulheres vestidas (ou não) daquele jeito padrão, homens mais ainda, com suas jaquetas de couro e seus pulloveres de lã. A música antes do show era da pior qualidade, aquele dance music estéril e sem propósito, absolutamente incompatível com um show de rock.

A galera vaiou um pouco o atraso, uma vez que o Sr. Humberto Gessinger só deu as caras pouco depois da uma da manhã. A espera foi recompensada. Foi um PUTA SHOW DE ROCK'N'ROLL.

Algumas canções estavam BEM pesadas e os caras tocaram com muito tesão. O baterista Rafael Bisogno me impressionou muito com sua técnica e vontade ao tocar. O novo guitarrista Nando Peters pareceu um pouco travado e tímido. Era fácil perceber que ele tinha uma boa técnica mas parecia que ele não queria se arriscar muito. Claro, tocar com Dom Humberto era uma roubada, principalmente pela responsabilidade de reprisar atuações de Augusto Licks e, mais recentemente Esteban Tavares. Acho que ele deverá se soltar com a sequência de apresentações.

Não gostei muito foi da duração: pouco mais de uma hora e meia de show. Mas, pelo menos, deu pra ficar pertinho e curtir canções incríveis.

Não muito acostumados a ir dormir às quatro da manhã, acordamos meio lesados no sábado. Mas deu para rodar um pouco pela cidade, conhecendo alguns lugares muito bacanas. Voltaremos para um final de semana visando conhecer as famosas cachoeiras da região.

No retorno, desta vez com sol e friozinho, optamos por um caminho alternativo que se mostrou mais seguro e muito mais bonito, via São João do Triunfo.

E assim foi o final de semana: nada de trilhas, montanhas ou heroísmos de facebook. Foi pura vida, pura música, puro amor verdadeiro :)

Abraços, boa semana!









maio 22, 2015

Os Campos do Quiriri - Primeira faixa de Ensaio Sobre A Liberdade

"Os Campos do Quiriri" já foi "Os Olhos d'´Água".

Já teve um verso assim:

"Tudo aconteceu e não tem jeito
Estou cansado de procurar defeitos
Saí caminhando triste, com o vento
E não há tarde de sol que faça o milagre
De fazer voltar o tempo"

Escrevi esse e outros trechos em 1997. A melodia é basicamente a mesma quando a canção é tocada ao violão. Coisa muito básica, apenas GCG / CGDC / GC. Sério, apenas três das mais básicas notas musicais.

Quando comecei a querer gravar esses registros com o auxílio da tecnologia de hoje, peguei estes três acordes e trabalhei em cima de diferentes linhas e frases de guitarra. E, com isso, em momento algum da música eu executo os acordes cheios. Mas sim estas frases que consegui criar pela primeira vez em uma canção. Um pouquinho de distorção, uma levada de bateria e um baixo marcante transformaram totalmente a obra. O que era um simples violão tocando três acordes, agora é uma música composta com o pouco de conhecimento que tenho.

E claro, merecia uma nova letra. Escrevi estas palavras em abril de 2015, dentro do ônibus que me leva de casa ao trabalho, de segunda a sexta. Sim, fácil assim. Em duas viagens estava tudo pronto. Falo da experiência de andar nos Campos do Quiriri. Meu primeiro contato com a região foi em 2004, mirando seus campos infinitos e suas trilhas vacilantes. Mas o que mais me marcou foi uma caminhada que fiz por lá em abril de 2014. Impossível registrar somente com imagens. Precisava descrevê-la ao meu modo. E aí está:


OS CAMPOS DO QUIRIRI 

(Pepe Volpão)



Sob o céu azul andei o dia inteiro
Sob o céu estrelado preparei meu leito
Não é o fim da linha nem o fim do mundo
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo

Nem sempre o melhor caminho é linha reta
Todos querem a certeza de estar na trilha certa
Eu carrego comigo tudo que é preciso
Vontade, coragem e canivete suíço
Nenhum desperdício
Tudo tem motivo

Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

No desafio proposto, doze quilos e dois dias
Sem espaço na mochila pra lembranças vazias
Eu carrego comigo tudo que é preciso
O diabo perdeu as botas
O vento fez a curva
Tudo tem motivo


Um dia qualquer
Quando quiser acordar antes do sol nascer
Preparo um café o mais forte que puder
Pra encarar o que o dia tem pra oferecer

A noite chegando
As horas passando, parar pra ver o entardecer
Preparo o jantar, se achegue pra cá
Me abraça forte agora antes da gente dormir


Os Campos do Quiriri pela cãmera de Diocir Lopes, camarada montanhista que conheci naquelas bandas. Na foto, eu e a Ana Barbara à frente da turma que cruzava os campos do Quiriri. Abril 2014.


maio 15, 2015

Ensaio Sobre a Liberdade

Bem, amigos.

O Ensaio Sobre a Liberdade está pronto. Um EP contendo 4 canções. São elas, por ordem de apresentação:

Só Mais um Dia;
Tudo ao Mesmo Tempo;
Opium.

Finalmente me decidi pelo formato EP para o lançamento. Sim, gostaria muito de um álbum. Mas as demais canções que tenho trabalhado fogem demais daquilo que está registrado neste primeiro "lote" das minhas experiências com composição e gravação.

Ouvindo a sequência de músicas com alguns poucos amigos que já tiveram acesso, a conclusão foi fácil: isso é pop rock :)

E é curioso como isso "brotou". Essa sonoridade veio bem natural mas é um reflexo muito grande do que eu ouvia na época da composição destas canções (década de 90). Hoje eu escuto outras e variadas coisas. O que criei musicalmente em tempos recentes é muito diferente do que será mostrado no "Ensaio Sobre a Liberdade". O EP tem coisas que gosto muito e que me fascinam pela alma e dedicação empregadas. A parte musical foi criada e pensada na década de noventa mas todas as gravações e arranjos são muito atuais. Ah, e as letras também, todas elas finalizadas e adaptadas poucas semanas atrás, exceção feita a "Tudo ao Mesmo Tempo", a qual fiz questão de manter a originalidade.

Vou escrever sobre cada uma delas nos próximos posts, junto com um trechinho de cada. O lançamento do "Ensaio Sobre a Liberdade", que seria em setembro de 2015 eu antecipo para junho.

Algumas coisas como "Estação Central" e "Aos Poucos" ficarão de fora. Foram escritas também na década de 90, mas a sonoridade delas não tem absolutamente nada a ver com o que será lançado agora. Nestas duas eu acho que "viajei" mais. Senti que as músicas pediam isso. Deixei me levar e elas soam muito melhor junto com novas composições como "Dumdum", "Liberdade" e "Primeiro de Maio".

Bora lá então, amigos!

Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...