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setembro 21, 2020

Tempos Difíceis. Ou não?!

 Muito bem, senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Sumidíssimo daqui por quase quatro meses, atravessei tenazmente este inverno diferentão. 2020 tem realmente sido um ano muito louco. Para não dizer que louco é pouco. A nova ordem imposta pelo Covid-19 é um desafio a ser vencido diariamente. Mas também não é por isso que vim passar aqui no blog.

É que 2020 tem me abençoado com muitas coisas boas. Em todos os aspectos da vida. E também na evidenciação das dúvidas que permeiam e por vezes corroem minh'alma. A isso me refiro raramente, não sendo de meu feitio expor os sentimentos mais exagerados. Mas o que de fato acontece é essa sucessão de eventos positivos neste louco ano. 

Ter voltado a correr bem em trilha mesmo após uma torção no joelho bichado, adquiri uma visão diferente e mais coesa do cenário da bicicleta pelo mundo, satisfação profissional pura e simples, novas amizades, amores e sabores... Tudo muito condensado nestes meses de pandemia. Parece que para mim existe uma nova forma de se dividir os tempos. Teria o AC (antes do Covid-19) e o DC (depois do Covid-19). Este 2020 seria o Ano Zero, como representação do reset que duraria um ano, de tão travada estava esta máquina chamada Civilização Humana. Mas olhe só, veja você: aqui estou falando de algo relacionado à pandemia... Perdoem-me.

O que de fato importa é agora estar bem, querer saber se vocês também e estão bem e quais serão suas próximas provas e corridas.

Aqui estamos, vivos sem motivos. Mas que motivos temos para estar atrás de palavras escondidas nas entrelinhas?

Deixo esse som abaixo, na minha versão só por isso. Pra dizer que está tudo bem.

Um carinhoso abraço!

Correndo em trilha com prazer e saúde. Agosto.

De volta ao MTB com aro 26. Setembro.






dezembro 18, 2018

novembro 13, 2018

MTB Ultra Marathon Light 2018

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Rolou neste domingo nos Campos Gerais paranaenses o MTB Ultra Marathon 2018, que consistia em um percurso de mountain bike modalidade marathon (basicamente estradões de terra) com distâncias de 107, 66 e 33 km. Eu que ando bem vadio nos treinos, inscrevi-me na modalidade de percurso mais curto.

Mais do que a competição, eu gosto da vivência integral que o esporte proporciona. E e Thamires Matos fomos ainda no sábado para o local da prova, uma vez que haveria possibilidade de acampar por lá. Foi a melhor decisão possível. 

Um lugar muito bonito, com estrutura suficiente pra atender todo o pessoal que por lá estava (estimo que havia pelo menos umas 30 barracas), e de acesso fácil, meio caminho entre São Luiz do Purunã e Ponta Grossa.

Chegamos lá no meio da tarde e logo montamos acampamento. Em seguida, fomos dar um giro pelo local , que já contava com boa parte da estrutura de prova já levantada. Aliás, necessário dizer, antes de mais nada, que a prova teve ótima organização e não vi nenhum tipo de pecado sendo cometido. 

Valor de inscrição muito justo pelo que a prova ofereceu, principalmente para quem encarou os duros 107 km da prova principal. 

O clima estava perfeito, sol com algumas nuvens e temperatura agradabilíssima. Durante a noite, os vizinhos de acampamento fizeram uma fogueira, o que deixou o ambiente ainda mais aconchegante.

Na manhã da prova um friozinho daqueles bem típicos, céu carrancudo e o característico vento dos Campos Gerais. Larguei às 8:10 da manhã, GoPro Hero 5 Session no peito para captar algumas imagens e muita disposição em curtir o trajeto. 

Eu tenho um sincero encantamento pelas paisagens naturais desta região do amado Estado do Paraná. Há uma espécie de conforto e identificação com as formações rochosas, com os campos naturais e até mesmo com as áreas cultivadas pelo homem naquelas paragens. É como se eu me sentisse verdadeiramente em casa. Um dia, quem sabe, um pedacinho de chão naqueles campos para chamar de "meu"...

Mas a região não contempla apenas campos naturais, pastagens e áreas cultivadas. Tem também (muitos) reflorestamento de pinus e eucalipto e alguns pedaços de mata nativa, principalmente nos fundos de vale. E foi num desses "fundo de vale" que estava o maior desafio do percurso na minha categoria: uma forte descida técnica, em um estradão bem erodido, seguido de uma dura subida onde "zerar" (subir todo o trecho pedalando, sem sequer tirar os pés dos pedais ou mesmo sem empurrar a bike) foi uma (tola) vitória pessoal.

Excetuando este acidente geográfico, o restante da prova era praticamente plano, com subidas e descidas de baixo gradiente e de quase nenhuma dificuldade técnica. 

Isso não tira o mérito do desafio e do percurso, pois certamente foi uma das empreitadas mais divertidas que já fiz em cima de uma bike.

Finalizei meu desafio em pouco mais de 1h45min, quebrando "bonito" nos últimos dois quilômetros, com uma sensação de queimação nas pernas e de fraqueza muscular poucas vezes sentida na vida.

Isso tem a ver com minha atual condição de saúde. Mas... assunto para um post específico que farei em breve.

No fim das contas, saldo extremamente positivo: pude entender qual a minha situação atual no que toca à minha saúde corporal e mental, que me dá um norte para buscar estratégias visando retomar a condição física que eu tinha meses atrás. Foi bom também para entender o quanto gosto de conhecer novos lugares através da prática esportiva, seja ela qual for. Gosto demais de pedalar minha bike tanto quanto curto subir montanhas e também de correr em trilhas ou até mesmo as maratonas e meias maratonas em asfalto. Essa diversidade de atividades sempre fez parte da minha essência.

Abaixo deixo algumas imagens, sem antes deixar meus agradecimentos a quem torna tudo isso possível: Thamires Matos pela parceria de vida que cada vez se consolida mais, Jamur Bikes que confia na minha capacidade profissional e que colabora justamente para estas realizações e à toda a galera que manda e-mail, que comenta positivamente lá no YouTube.

2019 vai ter mais MTB!

Forte abraço a todos, bons treinos!!!




















novembro 05, 2018

De volta às competições

Olá!

Bastante empolgado em voltar às competições.

No próximo domingo, dia 11 de novembro, realizar-se-á (gostou, Presidente?) a MTB Ultra Marathon 2018, na região dos Campos Gerais.

Para mim, serão pouco mais de 30 quilômetros de mountain bike, modalidade que voltei a praticar com maior frequência neste 2018.

Neste ano, participei na categoria Gravel Bike da prova Milk Race (pouco mais de 40 km) e da Joyciclo Series, que é um formato diferente, sem contagem de tempo, sem medalhas e/ou troféus.

Será um bom teste para ver se me animo a participar de mais provas de MTB e de corrida, uma vez que ultimamente eu não estava muito receptivo a estas ocasiões.

Volto na próxima semana com as minhas impressões!

Forte abraço!






julho 19, 2018

Specialized Hardrock Sport Anos 90

Oi!

Com esta bike consegui, de certa forma, realizar um sonho de adolescência: pedalar uma mountain bike com quadro de cromo-molibdênio e geometria clássica dos anos 90.

A bem da verdade, lá por 1996 eu pedalei por alguns meses com uma Scott Yecora e mais recentemente, em 2014 uma Trek Antelope 800. Mas ambas tinham apenas os três tubos principais em cromoly.

Esta Specialized Hardrock Sport eu consegui na Jamur Bikes, sendo trazida recentemente dos Estados Unidos pelo próprio Paulo Jamur (proprietário da loja e meu boss), que se encantou pela bike e seu estado de conservação.

Quando ele colocou a bike à venda na loja, não me fiz de rogado. Era a chance de ter uma bike em cromoly e praticamente original dos anos 90.



Na verdade comprei esta bike como alternativa para transporte urbano, uma vez que a Format 5222 (da qual pretendo fazer uma apresentação em post futuro) que "gravelizei" eu pretendia deixar somente para atividades esportivas. Mas gostei tanto que estou louco para testá-las em trilhas e até mesmo competições de MTB.




Eu gosto muito do conceito geral das bikes de quadro em cromoly, garfo rígido do mesmo material, 21 velocidades e, principalmente do aro 26.

No meu ponto de vista, a chegada das mountain bikes com aro 29 tirou um pouco da beleza destas máquinas de trilhas.





Detalhes do quadro, ainda em excelente estado.




Cromo-molibdênio, infelizmente abandonado pela maioria dos grandes fabricantes que preferem trabalhar com o alumínio, hoje mais barato para a confecção de bikes de nível intermediário.




O cockpit (guidão, suporte de guidão trocadores e manopla) foi reaproveitado e retirado de uma bike usada. O guidão com bar end integrado teve vida efêmera no mountain bike dos anos 90 mas traz um estilo e funcionalidade únicas).




As manoplas também são originais. Desafortunadamente, a abraçadeira da alavanca de câmbio rapid fire alívio está quebrada. Não afeta o funcionamento e não prejudica a estética.




Precisei utilizar um adaptador de suporte de guidão, uma vez que a bike não veio com a mesa original. Assim, optei pelo adaptador e uma mesa Profile também old school.




Garfo em cromo-molibdênio, igualmente.




Freios cantilever ainda com as sapatas de freios originais!




Selim DDK que não orna muito com o estilo old school da bike mas... um dia aparece algum do meu agrado. Apesar disso, é bastante confortável.




Aqui com acessórios importantes como Bolsa de Selim Deuter Bag S, Pisca traseiro Absolute e Paralamas Mudguard.




Detalhe do paralamas Mudguard, flexível e de instalação facílima.





Os cubos são Shimano Parallax originais, da mesma forma. Não sei bem de qual linha, me parecem ser Altus, com blocagem em aço.




Os aros são da japonesa Araya, mais do clássicos e míticos. Praticamente presença obrigatória em qualquer bike decente da primeira metade da década de 90.




Dos pneus não encontrei muitas informações. O dianteiro é um Geax Saguaro 2.0 e o traseiro um Hutchinson Camaleon 1.95. Ah, claro, diâmetro 26 polegadas antes que me esqueça na empolgação :)





A pedivela também é original da marca japonesa Sakae com 42-32-22 dentes. Em alumínio mas com coroas rebitadas.




O conjunto cassete e corrente são novos e destoam um pouco da originalidade. Um Shimano HG200 7V 11-34 dentes como cassete e a corrente a clássica Shimano HG40.




Do câmbio dianteiro eu não consegui boa foto mas trata-se de um Shmano Altus. O traseiro original era um Acera-X que substituí (por pura frescura) por um Deore DX ano 1991. Deu uma gourmetizada na bike, uma vez que essa peça é dificílima de entrar neste estado. Encontra-se em perfeito funcionamento, sem folgas.

Não falei dos pedais mas ali temos um modelo genérico da Wellgo, com corpo em alumínio e borda em aço. Será substituído por um pedal de encaixe em breve.

Abaixo uma breve ficha técnica da bike, que está pesando em torno de 12,9 kg configurada desta forma.

Um forte abraço!


Specialized Hardrock Sport Volpônica

- Quadro: Specialized Hardrock Sport em Cromo-molibdênio 4130 de dupla espessura.
- Garfo: Specialized Hardrock Sport em Cromo-molibdênio 4130 de dupla espessura.
- Caixa de direção: N/D.
- Suporte de guidão: Profile Boa.
- Guidão: Scott com bar end integrado.
- Manopla: N/D.
- Freios: Shimano Altus Cantilever.
- Trocadores/Manete de freio: Shimano Alivio 3X7 21 marchas.
- Câmbio dianteiro: Shimano Altus.
- Câmbio traseiro: Shimano Deore DX 7V.
- Cassete: Shimano HG-200 11-34 7V.
- Corrente: Shimano CH-HG40 7V.
- Pedivela: Sakae com coroas 42/32/22.
- Movimento central: N/D.
- Pedais: Wellgo.
- Aros: Araya alumínio.
- Raios: Aço inox.
- Cubos: Shimano Parallax (provavelmente da linha Altus).
- Pneus: na frente Geax Saguaro 26X2.00 e atrás Hutchinson 26X1.95.
- Selim: DDK vazado.
- Canote de selim: N/D.

julho 07, 2015

Nas trilhas, sempre. E com Jamur Bikes e CamelBak



Olá, que tal?
Já são mais de 40 dias sem escrever aqui...
O "Ensaio Sobre a Liberdade" ficou pronto, as quatro músicas já estão disponíveis para quem quiser ouvir (links abaixo) e esse papo foi finalizado. Não foi o resultado que eu esperava, até mesmo porque são músicas antigas e que não refletem muito minha veia musical atual,. como já disse em posts anteriores.

Neste intermezzo eu voltei a correr, a pedalar e também a compor um pouco de música. Tudo isso aliado ao meu trabalho na Jamur Bikes. Coisa que aliás vai cada vez melhor, focando no marketing e produção de vídeos.

Agora de bike nova (mountain bike), uma grande motivação toma conta para os pedais mais divertidos e longos. Vamos continuar pedalando e correndo em trilha quando possível.


Bem, as coisas mudam, sabemos. Quem aí leu esse post triste, irônico e cheio de mágoa:

http://www.georgevolpao.com.br/2015/01/capitalismo-malvado-ne.html

Quem?

Agora não é momento de citar nomes e marcas, mas quem me conhece sabe do que se trata. Mas
passou e já estou pronto novamente a, de alguma forma, ajudar na promoção de uma melhor qualidade de vida. Não somente através do esporte, mas também em um estilo de vida mais simples e direto: vegetariano, consumo consciente e vida ao ar livre.

Fui procurado pelo importador CamelBak para integrar uma parceria voltada ao trail running e ao MTB. Caramba, conheço os caras e sou amigo deles há mais de 7 anos, quando fizemos várias coisas juntos com a Deuter e a Território. Impossível recusar. Porque parceria também é amizade. E nesses caras eu boto fé.

Vamos lá então. Para segundo semestre, vamos de Jamur Bikes e CamelBak como apoiadores desta louca vida vegetariana, simples e ao ar livre, principalmente.
Vamos explorar o potencial adquirido nestes anos todos em comunicação e trazer coisas boas.

Que venha a primeira foto pelado em cume de montanha com mochila :)

Abraços, bons ventos e ouça no volume máximo:

https://www.youtube.com/watch?v=D1IVwOIWW9U&list=PL-d9ZJuc_IyVW79hmR-jVlpjkIq4rj5DZ






Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...