Pular para o conteúdo principal

Minhas Sensações após 5.a Etapa do Circuito Cross Country Uninter - Piraquara

Senhoras e senhores, tudo bem com vocês?

Pois é, I'm back.


De volta às competições de corrida em trilha.


Foi certamente uma das coisas mais divertidas que já fiz nos últimos tempos. Mas antes um pouco de história...

Minha forma física está bem inferior àquela que eu tinha quando abandonei as competições em 2014. Minha última prova havia sido a Indomit Costa Esmeralda 21 km, em maio daquele ano. Já naquela oportunidade eu não estava muito bem treinado, pois havia rompido o ligamento cruzado anterior do joelho direito seis meses antes. Mas...fui lá, fiz a prova e não foi assim tão legal. Eu estava em outra vibe, um pouco cansado dos holofotes que vinham em cima, pois trabalhava ativamente com isso. Escrevia para e ajudava a editar a Revista Trail Running de então, era muito mais presente aqui no blog e nas redes sociais e isso ajudou a me encher o saco daquilo. Tempos depois ainda rolou uma parceria com uma marca norte americana onde eu mais dava do que recebia... Para o ano seguinte eu rompi com tudo, voltei à trabalhar na Jamur Bikes (onde acabo de completar 4 anos consecutivos como coordenador do e-commerce e do marketing digital), passei a pedalar mais, quase não fui mais à montanha... enfim, muitas mudanças. Teve um divórcio, mais além veio um novo relacionamento que dia após dia me torna uma pessoa melhor para mim e para os outros, teve meus lançamentos musicais em forma de singles, ep's e álbuns. A vida em constante movimento e que me tornou o que sou hoje.

E hoje escrevo estas linhas com os quadríceps bem doloridos após esses anos todos quase inativo. Ou, pelo menos, não ativo da forma como era, treinando em trilhas semanalmente. Hoje moro em Curitiba e maior parte das minhas corridas não engloba grandes desníveis. A falta de condicionamento, no entanto, foi facilmente "esquecida" por conta das ótimas sensações durante a prova que rolou neste domingo 13 de janeiro de 2019 no Parque Trentino, região dos Mananciais da Serra, município de Piraquara - PR. Chamado de Corrida Cross Country (uma falha etimológica), na verdade tava mais para trail running mesmo. Bons e extensos trechos de trilhas não muito técnicas mas na medida perfeita para quem está (re)começando na modalidade.




O que percebi é que tem um povo bem forte correndo estas provas, o que me deu mais sede ainda de retomar as atividades nas trilhas e fazer até mesmo provas mais longas. Neste domingo foram 12 quilômetros (havia também a opção de 6 km). 

Para mim, o mais importante foi que eu verdadeiramente CURTI estar ali. Seja na hora de fazer força nas curtas e duras subidas, seja na hora de negociar os poucos trechos técnicos em descidas, seja na hora de "relaxar" nos estradões. 

Para mim é complicado dizer que vou voltar. Eu já anunciei tantas vezes que voltaria ao trail running para competir que tenho certeza que muita gente duvida ou está desacreditada. E com razão. Deixemos assim mesmo. Com um gostinho de dúvida e incerteza, até mesmo para mim. Afinal, seguir meu coração sempre foi o que me moveu.

Tenho muita facilidade em projetar e idealizar metas futuras mas grandes dificuldades em executar esses planejamentos. Minhas 13 maratonas, minhas 3 ultramaratonas, meus cumes nos Andes... tudo foi muito mais fruto de um "deixar rolar" do que de concretizar planejamentos.

Assim, o que sei para meu 2019 é que quero me manter ativo, muito mais que no ano anterior, onde episódios de depressão, gripe H1N1 e baixa imunidade me privaram de fazer muitas coisas que gosto. 

Espero retornar no próximo texto com boas novas :)

Abaixo algumas imagens.


Forte abraço, feliz 2019 a todos!







Comentários

  1. Torcemos por isso Volps!!! Vai no modo "deixa rolar" que dará tudo certo!!! Abs. Leo

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Specialized Hardrock Sport Anos 90

Oi! Com esta bike consegui, de certa forma, realizar um sonho de adolescência: pedalar uma mountain bike com quadro de cromo-molibdênio e geometria clássica dos anos 90. A bem da verdade, lá por 1996 eu pedalei por alguns meses com uma Scott Yecora e mais recentemente, em 2014 uma Trek Antelope 800. Mas ambas tinham apenas os três tubos principais em cromoly. Esta Specialized Hardrock Sport eu consegui na Jamur Bikes, sendo trazida recentemente dos Estados Unidos pelo próprio Paulo Jamur (proprietário da loja e meu boss), que se encantou pela bike e seu estado de conservação. Quando ele colocou a bike à venda na loja, não me fiz de rogado. Era a chance de ter uma bike em cromoly e praticamente original dos anos 90. Na verdade comprei esta bike como alternativa para transporte urbano, uma vez que a Format 5222 (da qual pretendo fazer uma apresentação em post futuro) que "gravelizei" eu pretendia deixar somente para atividades esportivas. Mas gostei

Só o CUme Interessa - Piada Escrota

Bah, nem é piada. Acho que isso se chama cacofonia, que é quando alguma coisa dita de um jeito dá a entender que é outra coisa. Entendeu? Ah, eu também não, hehe. Enfim, não é o que importa. To escrevendo essa parada, porque li um post no blog que os colegas Bonga e Tonto montaram para divulgar sua expedição no Ama Dablam, uma das mais belas e cobiçadas montanhas do Himalaia. Este cume não é dos mais elevados nem dos mais tecnicamente exigente. Mas o Ama Dablam é lindo! Quem não gostaria de pisar em um cume assim? Lindo, majestoso, imenso... Confira abaixo: Pois é... com seus quase sete mil metros trata-se de uma cobiçada montanha, objeto de desejo de muitos. Porém, o que rola desde princípio dos anos noventa são os turistas de montanha. Nada contra eles, pelo contrário. Servem para impulsionar uma atividade ecologicamente correta, movimentar economia, transferir renda e trazer qualidade de vida para quem pratica e/ou depende dela. Porém, tudo em exagero tem um porém - to meio engraç

Guia de Trilhas - Morro do Anhangava (parte I)

INTRODUÇÃO Saudações. É com prazer que publico aqui um mini-guia para corrida de montanha no morro do Anhangava, originalmente publicado no antigo site  TrailRunning BRASIL . MORRO DO ANHANGAVA Localização O Morro do Anhangava e seus 1.420 metros de altitude, está localizado nas proximidades da localidade de Borda do Campo, distrito do município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, a aproximadamente 35 quilômetros da capital paranaense. O local é considerado um campo-escola de montanhismo, pois conta com trilhas para caminhada e corrida, bem como vias de escalada em rocha de todas as dificuldades. Chegando lá de carro: Deixe Curitiba pela BR-116 sentido São Paulo, seguindo até o trevo de Quatro Barras, cuja sede municipal pode ser visualizada à direita. Saindo desta rodovia, você chega ao centro da cidade. Siga as placas que indicam Borda do Campo e Morro do Anhangava à direita, onde você acaba tomando a PR 506. Em poucos quilômetros, pl