Maratona de Foz do Iguaçu 2010 - Considerações Gerais

A prova é sensacional! Já tinha ouvido falar muito bem da prova e da cidade de Foz do Iguaçu, e mesmo assim, minhas expectativas foram amplamente superadas. Segue breve resumo da empreitada chamada erroneamente (de forma proposital) por mim, nos posts anteriores, de Maratona das Cataratas. Trata-se, na verdade dos fatos, da maratona Internacional de Foz do Iguaçu.
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Acesso:

Saí de Curitiba em um ônibus de linha, no horário das 22:15 da sexta feira dia 24 de setembro. A empresa transportadora é a Viação Catarinense e oferece um serviço de qualidade pelo valor razoável de 100 reais, aproximadamente. Já no busão, era possível reconhecer a "fauna" típica que representa os corredores. Tênis e agasalhos deduravam as intenções destes passageiros e já ajudava a criar um clima promissor. Cheguei ao destino por volta das sete da manhã e já havia alguns microônibus da organização da Maratona (a cargo do SESC-PR) aguardando os atletas que chegavam de diversos destinos e aptos a distribuir a galera entre os hotéis conveniados.

Estadia:

Meses antes havia pesquisado alguns estabelecimentos (via internet, claro) e decidi pelo Hotel Villa Canoas, onde por 100 reais a diária, estando na região central, próximo às necessidades. Para lá me dirigi, largamos a bagagem e parti de ônibus tipo urbano para a fronteira paraguaia, a qual cruzei via Ponte da Amizade desembarcando apenas do "lado de lá". A idéia era não gastar e me mantive fiel a essa idéia, sem compras dignas de nota.






Pré-Prova:

De volta ao Brasil, já sob forte calor, fui descansar um pouco no hotel antes de ir rumo à sede do SESC Foz, onde iria rolar o congresso técnico e a entrega dos kits, bem como um jantar de massas opcional na sequência. A organização também oferecia o transporte para estes eventos mas preferimos embarcar mais tarde em outro ônibus urbano, encontrando sem dificuldade o local marcado, graças à sempre presente cordialidade que rola entre os corredores anônimos e desconhecidos que porventura se trombam em cidades estranhas. Lá no SESC, assisti o congresso, que ofereceu informações básicas sobre a prova e teve a presença do padrinho da prova, Vanderlei Cordeiro de Lima. Em seguida a retirada do kit, bastante simples e sem frescura, contendo uma bolsa, uma camiseta, um chip, um numeral e quatro alfinetes. Após isso rolou o jantar de massas, com uma fila considerável até poder caprichar o prato. O valor do jantar estava em 13 reais e também estava disponível para os acompanhantes. Hora de voltar para o hotel, sob chuva forte, mas protegido pelo transporte feito com as vans contratadas para os diversos deslocamentos dos inscritos e seus acompanhantes.



Manhã da prova:

Acordar cedíssimo, às quatro e vinte da manhã, comer algo de improviso, já que o hotel não serviria o desjejum naquele bendito horário e encontrar o transporte da organização às cinco e quinze para levar os atletas à largada, localizada na Itaipu Binacional. Nada de chuva e nada de estrelas no céu. Desenhava-se um dia agradável para correr. No fim das contas, durante a prova o sol não deu as caras e rolou até mesmo uns chuviscos em alguns trechos, mantendo uma temperatura bem agradável para correr. Chegamos na estupenda estrutura da Usina Hidrelétrica de Itaipu por volta de uma hora antes da largada, a qual estava marcada para as sete da manhã. Ainda na escuridão, parte dos atletas, eu inclusive, se reuniu no mirante central para apreciar a colossal obra de engenharia.



A Corrida:

Largada á sete em ponto e pé na estrada. Os acompanhantes foram levados direto à chegada, no parque Nacional do Iguaçu, 42.195 metros adiante. A largada já é feita em forte descida e seguimos em direção ao centro de Foz do Iguaçu, o qual é atingido lá pela marca dos 16 quilômetros. Aqui também a organização mostrou-se impecável, com água a cada 3 quilômetros, coca-cola, isotônico a vontade e staff cordial. Tudo estava muito bem sinalizado e havia uma pequena presença de público nas ruas, com uma concentração maior na Avenida Brasil, onde pude até ouvir a galera gritando meu nome (que estava estampado no numeral de prova). Foi bacana. Logo em seguida uns barrancos no asfalto, com subidas e descidas insanas até aproximadamente o km 24. Isso não significava que a altimetria seria mais favorável, mas apenas que as pirambeiras mais íngremes já tinham ficado para trás. Na verdade ou você está subindo ou você está descendo. E assim foi a prova toda. Algumas subidas eram mais assustadoras, como essa que a Fernanda Paradizo fotografou e tomei a liberdade de reproduzir aqui.



Chegando:

Por volta do km 35 entramos no Parque nacional do Iguaçu e tudo fica absurdamente verde. Cercado de mata por todos os lados e tendo a companhia apenas dos ônibus que passavam repletos de turistas empolgados com a presença dos atletas mais lentos como eu, fui tirando forças não sei de onde para superar as dores musculares que me acompanhavam desde o km 25. Intercalando pequenas caminhadas com um passo mais forte, consegui atingir uma meta imaginária de fazer minha melhor marca em maratonas, coisa que nunca dei muita importância, mas sei que é um bom motivador para atletas darem o melhor de si. E assim, curiosamente tenho minhas melhores marcas em maratonas, sempre em provas mais duras. Meu pior tempo em maratona de asfalto foi na primeira delas, na plana Maratona do Rio de 2009. E o melhor foi aqui, na absurdamente ondulada Maratona de Foz do Iguaçu, onde reduzi em dois minutos meu tempo da também dura (pero no mucho) Maratona de Curitiba. E assim finalizei, sob cenário ímpar, minha sétima maratona na vida, sendo a terceira em asfalto. Tempo final de 4h35min e poucos segundos. Afinal, o que são segundos diante de tamanha beleza?

Pós Prova - Relax:

Após uma breve sessão de massagens, fui turistar, me misturando aos gringos todos e fazer fotos, vídeos, caras e bocas diante de um cenário maravilhoso. TODOS neste planeta, deveriam conhecer esta beleza.



Não precisa chegar correndo como nós fizemos...vai de bus mesmo! E aproveite pra se enfiar nas águas do belo Iguaçu, cuja nascente, de forma curiosa, fica muito próxima da minha casa. Após os passeios pelas passarelas, devorei um junk food por lá mesmo e voltei para o centro da cidade.

Finalmentes:

Resto de tarde lesado, com cervejinhas e polenta frita, na bela e pacata Foz do Iguaçu. Gostei demais da cidade, muito próxmo daquilo que considero ideal, um equilíbrio entre uma grande cidade mas com um jeito interiorano bem agradável. Deixei a cidade muito cedo, na segunda feira, tomando um vôo da Gol que partiu às seis da manhã, ainda na escuridão.

No decorrer da semana farei as considerações finais. Agradeço também todo apoio que recebi de amigos, namorada, família, patrocinadores. Sem todos vocês, essa parada não teria rolado. Super abraço pra galera que interage, seja aqui no blog, seja no Facebook, no (mal)dito twitter, enfim, em todos os cantos onde costumo aparecer.

Hasta la vista!

Comentários

  1. parabens.
    belissimo relato.
    que subina insana !!!!!
    vai pra terra qdo? no chile?

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  2. Parabéns George (ou Pépe, como diz meu amigo Californiano Scott Dunlap ao se referir ao "Brazilian Trail Running" e perguntando se eu ja corri com o Pépe).

    São relatos e dedicações aos treinos assim que nos fazem querer correr mais (ou voltar a treinar,correr).

    Excelente página na web e descrição do evento.

    Abraços
    PS: Gostei de ver a Ju Japa na vídeo das cataratas do Iguaçu pós prova. Parabéns por você ter esta Grande incentivadora.

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  3. Nossa, muito legal seu relato...
    GOstei muito do seu blog...
    \o/simbora treinar
    \o/ simbora correr
    www.marlipalugan.blogspot.com
    Twitter:@marlipalugan

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  4. Cara,

    essa subida é de afugentar qualquer coxinha como eu! kkkk

    Um dia quando eu tiver bagagem suficiente encaro uma dessas. Enquanto isso, fico aqui no planinho bem tranquilo.

    Ótimo relato. Parabéns pelo Recorde Mundial Pessoal! hehe

    Abraços,
    Shigueo

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  5. Tem nêgo que descreve as coisas de um jeito que dá água na boca (rs)!

    Pô, meu...prova dura e bonita!!!

    É nóis!!!!!! ;-))))

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  6. Olá George. Uma pena não ter sabido que era você naquela mesa. Eu tinha um abraço encomendado pelo Joel Leitão se te encontrasse. E você esteve tão perto e tão próximo ao conversamos sobre Belo Horizonte e tudo mais. Peço desculpas por não ter feito o que minha mãe me ensinou, e no momento me escapou, que é sempre perguntar o nome dos gentis interlocutores, no caso, o seu e de sua simpática Juliana.
    Gosto muito de tudo lá em Foz. É minha 3ª maratona lá e a 4ª de Wu e Ênio, companheiros Baleias. Grande abraço. Foi um prazer conhecê-lo e sabê-lo com efeito retroativo. Miguel Delgado.

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  7. Buenas señores!

    Muitíssimo obrigado pelos comentários! Foi emsmo sensacional poder estar lá!

    Xampa - Obrigado pelo comentário. As subidas realmente eram de judiar e foi ótimo treino para a Ultra de Los Andes. A largada será dia 16 de outubro e viajo dia 9. Valeu!

    Marcos - Opa! O Scott sempre foi referencia para mim e legal saber que ele acompanha o que rola aqui. Manda um abraço, please. Obrigado pelas palavras, de coração. E fico tb bem contente de ver que a Juliana teve seu reconhecimento também, hehe. Afinal, só corri tanto assim para poder encontrá-la logo, haha. Abração!.

    Marli - Brigadão mulé! Acomnpanho seu blog e acho bacana essa troca de infos e impressões. Obrigado pelas palavras e apareça sempre!

    Satrijoe - Que isso, hômi... Coxinha não lê meu blog não, hehe. Acompanho suas corridas e tenho certeza disso. Saiba que tudo começa no plano, no fácil e no tranquilo. Depois é natural buscarmos desafios maiores, como foi essa competição. Minha primeira Maratona foi no Rio, não precisa dizer mais nada, hehe.

    Vagner - Muitissimo obrigado pelas palavras Cagner. Um prazer é correr e o outro é compartilhar e motivar. Brigado mesmo e apareça sempre!

    Miguel - Tamo junto Miguel. Sabemos que no pós-maratona a gente fica meio lesado e acabamos esquecendo até emsmo de nos apresentar :) De toda forma, vamos nesse contato. Abração e valeu!

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