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Cada um dá o que tem.

Não há como ser diferente, é fato.

Cada um dá o que tem para dar.

Não se pode esperar educação de quem não a tem. Não se pode esperar tolerância de quem é impaciente. Não se pode esperar coisas positivas de quem se cerca de negatividade.

Na verdade, acho que é melhor nem esperar nada. Criar expectativas... o Budismo fala muito disso, sobre a inutilidade de se criar expectativas, sobre o quanto de dor e sofrimento isso nos traz.

E o que tenho para dar é isso. Não há mais nada comigo. Não existem fórmulas mágicas tampouco receitas mirabolantes.

O que tenho, está comigo, levo comigo. E quando, no apagar das luzes e no piar da giripoca, tudo ficar mais evidente, nunca será tarde.

Assim, não espero (nem quero) nada de ninguém. Vou tocando o barco, vivendo meu mundo, colorindo os rabiscos que criei nestes 37 anos. 

Assim, de hoje em diante, somente cores alegres preenchendo o esboço que, no fim das contas, é necessário para dar forma àquilo que propomos como arte final.

E isso tudo em um mundo onde as pessoas postam no instagram e facebook fotos de seus machucados nas trilhas ou de seus filhos doentes.

Dia 01 de março de 2015: Mais Sobre Montanhas - (Re)buscar a trilha. Um curta-metragem mostrando um pouco do meu ano 2014 e a busca pela trilha certa, se é que ela existe.

Estou bem empolgado selecionando as imagens e trilha. A edição final me tomará um precioso tempo que espero ser recompensado com um produto de qualidade aos meus olhos e ouvidos, bem como de quem se dispuser a apreciar. Gratuitamente, é claro.

Bons ventos!


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