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Um Breve Retorno - Morro da Palha



Hola, que tal?

Baita oportunidade de retornar às corridas em trilha neste domingo. Essa quarentena fake nunca colou mesmo...



Bem, sempre fui um cara que respeitou as determinações legais (exceto pelo hábito de fumar maconha anos atrás). Nunca dirigi sem CNH ou embriagado por exemplo. Claro, nem sei dirigir! Que período triste que vive a humanidade e mais ainda aqui no Brasil com políticos infames (um mais que o outro, não me venha com papinho de Bolsonarismo, Petismo, Lulismo, Comunismo, Fascismo ou o que seja, sou um liberal, acredito na auto regulamentação do mercado e tenho pavor de quem idolatra políticos)... E segui respeitando. Uma vez que as trilhas na região da Serra do Mar estão fechadas, por se tratarem de Unidades de Conservação estaduais e com essa determinação do governo local de proibição de acesso, respeitei e respeitarei.

De toda forma essa quarentena fake, mal organizada, sem um direcionamento claro de nossos governantes sobre o melhor caminho - cada um diz uma coisa, serviu para boas reflexões, como deixei no post anterior.

Acredito sim que o distanciamento social e a busca por ganhar tempo na luta contra o Corona Vírus sejam realmente o melhor caminho. Quem me conhece sabe do meu apreço pelo caminho do meio, pela minha aversão aos extremos. Nem tranca tudo (lockdown), nem libera geral. Fico contente que aqui na minha cidade as coisas estejam caminhando neste sentido. E caminhando bem.

E com esse relaxamento geral que anda acontecendo, senti-me seguro e confiante para voltar a correr fora de Curitiba, mais especificamente na região de Campo Magro, no Morro da Palha.

Um lindíssimo domingo de sol, onde o dia começou com temperatura na casa dos sete graus e um céu de um azul lindíssimo. Acompanhado de uma grande amiga que o Trail Running me trouxe no ano passado, munidos de bandanas, máscaras e álcool em gel, pudemos desfrutar de deliciosos quatorze quilômetros de estradas rurais. Sim, de trilha mesmo teve apenas uns poucos metros. Ainda não retomei a confiança para correr em terrenos técnicos após a recente torção de joelho que sofri em 01 de Março. Não tenho dores mas ainda não tenho confiança em me soltar nos trechos técnicos, até mesmo porque ainda não comecei os treinos de fortalecimento muscular que já deveria ter iniciado há mais de um mês. Minha eterna procrastinação nessa necessidade que tenho de fortalecer...

Acabamos por fazer uma volta completa no maciço (exagero chamar assim, eu sei) do Morro da Palha, com direito a uma subida ao cume para desfrutar da linda paisagem deste dia. Mar de nuvens, céu azul e visibilidade absurda, onde podíamos observar até mesmo a Serra do Capivari, dezenas e dezenas de quilômetros de distância, já quase na divisa com o Estado de São Paulo.

Com zero preocupação relativa à performance ou segmentos de Strava, apesar de lá estar registrado aqui, a ideia era mesmo estar junto à natureza em um dia lindo e contar as novidades que dois amigos que não corriam juntos havia mais de três meses sempre têm. Obrigado pelo domingo, Ali!



Essa troca de experiências e compartilhamento de sensações e momentos de forma mais direta com bons amigos é o caminho que busco seguir, visando relações mais verdadeiras e intensas com aqueles que compartilho as trilhas e pedais. Como foi no pedal que fiz com o César Carignano e o Luiz Carlos no início do mês. Compartilhar!

Sempre aprendemos algo quando estamos cercados de pessoas do bem. Aprendo aqui escrevendo com os comentários que vocês deixam, com o feedback via Instagram e YouTube, etc.

E já nesse assunto, como já havia adiantado, o YouTube é ferramenta que cada vez mais deixo de lado. Uma sensação grande, muito forte, de que o conteúdo que tenho gerado por lá não é absorvido da forma que acredito ser a correta. E é algo que nunca aconteceu aqui. 

Talvez porque muitas pessoas tenham mais preguiça de ler um texto do que assistir um vídeo e isso faz com que os leitores sejam pessoas com melhor capacidade de interpretação do que um espectador?

Provavelmente, principalmente se considerarmos que o conteúdo visual sempre esteve relacionado à alienação da população como um todo, pelo menos sempre foi assim nos tempos da tevê. E também porque se formos observar os canais do YouTube com maior audiência tem um conteúdo, no mínimo, duvidoso (Felipe Neto e outras porcarias).

E assim fica a sensação que através dos textos, sinto-me mais à vontade e com certeza de ser melhor compreendido. Além de desabafar nas teclas do notebook.

Com relação ao Instagram, reativei a minha conta há pouco, decidido a consumir quase nada por lá e gerar conteúdo através de imagens. Entendi que estava sendo o cara do textão no Instagram. Isso não se repetirá. Cada ferramenta com sua função: Instagram para imagens relevantes que eu queira compartilhar, para chamar para um texto aqui e um pouco do meu dia a dia nos stories. YouTube para um compilado de imagens que realmente valham a pena, para postar minhas criações musicais e alguem review de equipamento, com um complemento por escrito aqui no blog. E este espaço aqui, que mantenho desde 2006 e que estava largado. Não mais.

Conversaremos mais na próxima semana :)

Forte abraço, bons treinos!



Esse texto foi escrito ouvindo Beck - Live at Union Chapel, 2003 (Full Show) e degustando um Café Nescafé Origens do Brasil Chapara Diamantina na versão para coar. Café solúvel só em último caso.









Comentários

  1. Perfeitas colocações. Eu, acho, que sou meio extremista, estou evitando sair pra correr (saí apenas 1x), mas enfim... estou conseguindo manter minha sanidade (espero, rsrs)

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