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Sobrevivendo nestes dias incertos

Buenas!

Acho que é nada mais que isso. Uma questão de sobrevivência.

Em tempos de pandemia, a tal Covid-19, o modo sobrevivência foi ativado. É impossível que a gente saia dessa, se é que sairemos, com a mesma cabeça que antes, fazendo as mesmas coisas que antes.

Observo que uma parcela, infelizmente pequena, da população está disposta a deixar hábitos anteriores e seguir em frente com suas vidas de forma diferente. O que o medo da morte, seja a própria ou de pessoas queridas, não faz com a gente, não? 

No ambiente que estou inserido, trabalhando com bicicletas, observo uma maior procura por pessoas que antes não consideravam a bike como uma opção de lazer, manutenção de saúde ou meio de transporte. Fico contente demais com isso, afinal é de conhecimento geral os benefícios que o uso da bicicleta proporciona.

Vivemos tempos onde o transporte público, por exemplo, pode ser um dos ambientes mais insalubres, com superlotação e desconforto geral. Quem precisa se deslocar por distâncias menores certamente pode se aproveitar do vento na cara e da liberdade que uma bicicleta proporciona. Como forma de melhores a própria saúde, a bike como ferramenta de prática de exercícios também é excelente, pois permite excelente treinamento cardiorrespiratório e é zero impacto em articulações - a menos que você caia dela. Como temos academias e parques fechados; e pedalar pelas ciclovias ainda é permitido na data de publicação deste post, 09 de maio de 2020; trata-se de uma das melhores opções para cuidar da saúde física e mental. É preciso liberdade!

De minha parte, tenho mantido treinos principalmente de corrida, nem tanto sobre a bike. Acho importante ter bom senso, evitar se expor desnecessariamente e fazer a minha parte enquanto cidadão. Não, não estou trancado em casa e nem acho que essa seja a melhor solução, que seja a melhor coisa que você pode fazer. Tenho meu trabalho, tenho meu lazer e preciso cuidar da sanidade mental. Trancafiar-me em casa não faz sentido algum. Por mais paradoxal que possa parecer, é preciso estar exposto e se for o caso, contaminar-se com o vírus, pois só assim conseguiremos chegar nos sonhados 60 ou 70% da população já imunizada e podermos pensar em voltar à vida social como antes. Apesar que tenho minhas dúvidas se isso acontecerá. Sou uma pessoa introvertida, que não gosta de aglomerações, logo não tem sido muito difícil para mim.

Houve uma fase entre o começo do ano e o início disso tudo que eu estava bastante envolvido em atividades de montanha, nos treinos coletivos junto à Equipiazza. Que fase boa! Fiz muitos amigos, colecionei histórias e ótimos momentos. Quando o distanciamento social começou, por volta de 15 de março deste ano, junto a uma nova torção do joelho direito já bichado, a reflexão proporcionada pelos treinos suspensos e contato humano restrito às redes sociais me provocaram uma grande reflexão sobre os rumos da minha vida como um todo. Uma espécie de conflitos adolescentes rebuscados do tipo: "quem somos, de onde viemos e para onde vamos?".

E eu acho isso super importante. Parar e refletir. Não levar no automático. Um processo longo, confesso e somente quase dois meses depois desse recolhimento as coisas começam a ficar um pouco mais claras sobre o que quero do que me resta de vida.

E sobre isso, pretendo compartilhar com mais frequência com vocês, deixando meu canal no YouTube para compartilhar imagens que sejam verdadeiramente relevantes e não mais postar por postar. Assim também com Instagram e Facebook, no momento desativados buscando um pouco mais de concentração no que realmente interessa: trabalhar sério na Jamur Bikes e viver experiências interessantes sem a necessidade de exibi-las em uma ferramenta que sempre acreditei não ser a ideal para isso, principalmente o Instagram.

Recomeçar!

E você? O que tem feito nestes dias incertos?

Um forte abraço!

Oggi Velloce Disc fora do asfalto. Sim, é possível.

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