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Quase corri uma maratona (e um pouquinho sobre alimentação durante treinos longos)

Sim, faltou em torno de 3,7 km. Saí no sábado pela manhã para um treino de 29 Km que se tornou 38,5 Km. Estava me sentindo muito bem, super motivado com o ambiente diferente de corridas desde que voltei para o Paraná e decidi esticar o que havia previsto. Aproveitei assim para ver como estão as coisas para encarar o Desafio Praias e Trilhas, que vai rolar nos dias 24 e 25 de outubro. Nunca ouviu falar? Huuum, resumindo trata-se de uma prova onde se corre uma maratona no sábado e outra no domingo, sempre por trilhas, praias e morros, evitando o máximo possível o asfalto. Digamos que seja uma K42 em dose dupla, rs. E isso na belíssima Ilha da Magia, Florianópolis, a capital catarinense. No decorrer da semana trarei mais infos sobre esta prova.

Como disse no parágrafo anterior, aproveitei para testar algumas situações para a prova catarinense. Tênis (Salomon Speedcross II será o eterno escolhido), Meias de Compressão (sempre as da Kendall), Shorts Salomon, Camiseta Solo Vapor, Mochila de Hidratação Deuter HydroLite 3 e outros detalhes, como pomadas para assaduras e band-aids para os mamilos...

Testei também a alimentação. E como sou avesso às maravilhas tecnológicas da indústria da alimentação achei uma combinação que funcionou super bem para essas distâncias. Amanditas (duas unidades a cada 40 minutos), Amendoim Manix (um punhado a cada hora), 2 litros de água de côco e água a vontade. Esses malabarismos gastronômicos já rendem comentários de alguns amigos. Mas vejo isso como uma boa alternativa de fugir dessas pressões mercadológicas que dizem que você "tem" que comer isso ou beber aquilo para melhorar seu desempenho. De tudo que já provei nesse sentido posso dizer que é pura bobagem. Nunca me senti melhor durante um treino ou corrida por ter tomado gel em vez de comer uns amendoins por exemplo. E custa muito menos! Isso é uma espécie de pressão da indústria do consumo.


Na verdade produtos artificiais ao extremo como os géis e iosotônicos contém tantos componentes ácidos e artificiais que seu corpo os rejeita após algumas horas seguidas ingerindo isso. E quem corre horas precisa de muita energia e não pode se dar o luxo de sofrer de problemas estomacais causados por alimentos ácidos se outros estão à disposição. Em milhares de anos de evolução da espécie animal em apenas poucas décadas estamos esquecendo todo o ensinamento alimentar que nos foi dado em troca de um bando de cientistas à serviço de indústrias alimentícias e que são pagos por elas para divulgar estudos duvidosos a respeito daquilo que é melhor comer e beber durante o esporte.


Por isso sempre digo: não acredite em tudo que lê ou ouve. Siga sua própria percepção. Alimente-se de verdade, não conte calorias e aprenda a ouvir seu corpo. Admito ser um adepto do junk food durante os treinos e pronto, rs. Já no dia-a-dia eu tento me cuidar bastante, variando bastante a ingestão de alimentos, sempre preferindo os mais naturais. Muita fruta e outros vegetais. A carne eu aboli faz tempo e não me faz falta alguma. Corro melhor hoje do que antes.


Abaixo um mapinha da corrida de ontem, com 37 Km. Os 1,5 que fiz depois não estão aqui, mas foi realizado no centro de Curitiba, entre o ponto de ônibus e a Território.


Durante a semana tratarei aqui dos treinos e do Desafio Praias e Trilhas.


Buenas, beijos e abraços.

Comentários

  1. Beleza de treino meu amigo. Muita disposição é isso que nos leva a vencer novos desafios. Gostei muito também da dica alimentar, pois é como vc falou: não acredite em tudo que lê ou ouve. Então já não vou acreditar no que eu li, “ brincadeira” . Vou corre minha primeira prova de 18k no final do ano e não sei o que levo como suplemento alimentar...me mande alguma dicas.

    Abraços
    Corre Guto

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  2. Ae guto!

    Isso mesmo, não acredite nem no que eu digo, rsrs. Isso porque tenho comigo aquilo de que cada um tem sua verdade e sabe o que funciona melhor para cada um. O lance é experimentar!

    Amigo, acho que pra uma prova de 18 Km (diria que até os 21K) os géis são melhores pela sua praticidade. Fácil transportar, simples de ingerir e tals. Não nego suas vantagens. Para mim o grande problema é que me atacam o estômago. Power Gel, Carbup, Exceed nem pensar. Estomago metido igual o meu só aceita GU, que é caro pra danar, rsrs

    Mas se realmente quer tentar algo mais natural eu sugiro as tais bolas de energia que eu preparo eventualmente e que funcionam absurdamente bem e são saborosas!

    Se alguem quiser a receita me manda um mail!

    Abração!

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  3. Hehe, e o tênis não pode ser uma maravilha tecnológica que a indústria nos "obrigou" a achar essencial? :-)

    Muito legal o treino. Quero um dia poder chegar neste nível.

    Abraços!
    Rodrigo Stulzer
    transpirando.com

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  4. Exatamente! Acontece o mesmo com os tênis. Porém desde poucos anos de idade usamos tênis. O corpo cresce com eles nos pés. Já os géis... A química usada é absurda. Com relação ao Barefoot Running pra mim é algo que também vai contra o modelo de evolução da espécie. Afinal os antigos corriam sim e muito. Mas não no asfalto, repetindo passadas milhares de vezes. Eles corriam no mato, pedras...não havia estradas. O corpo não está programado pra receber impactos iguais às das passadas iguais que fazemos em ultramaratonas de asfalto por exemplo. Com isso considero os tênis como uma evolução. O ser humano utilizou o cérebro para se adaptar às passadas repetitivas da corrida na rua...hehe. Cada um com sua teoria :-)

    Já as corridas com sandálias dos tarahimaras em trilhas...isso me faz sentido. Nunca tive problemas de lesão usando meus tenis, inda bem. Acho que basta usar os tenis corretos e respeitar as dores e os limites.

    Quanto a chegar no nível...huum...basta acrescentar 2 Km por final de semana, rs. Rapidinho vc correrá 30 ou 40 Km sem ter problemas.

    Grande abraço!

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