Pular para o conteúdo principal

Lionel Terray - Os Conquistadores do Inútil - Para refletir

Sou um cara que adora a leitura. Alguns escritores já me impressionaram e sou muito fã daqueles que sempre buscaram a simplicidade. Thoreau é sublime, junto com Bukowski, Amyr Klink, as sutras budistas e poucos mais. No ramo da aventura, escritores intensos também são meus favoritos: David Breashers, Joe Simpson, Reinhold Messner e Lionel Terray, que escreveu as belas palavras abaixo. Estas, transcrevi de seu livro Os Conquistadores do Inútil. São palavras muito "George Volpão".

Abraços!

========================================================================


"A minha vida não foi mais do que um longo e delicado jogo de equilíbrio entre a açãogratuita, por meio da qual perseguia o ideal da minha juventude, e uma espécie de prostituiçãohonesta que me garantisse o pão de cada dia.Que espírito vulgar ousará pretender que aprostituição útil valia mais do que as empresas gratuitas? Aliás, excetuando as sociedadesprimitivas em que cada gesto tem a sua razão de ser no instinto de sobrevivência da espécie, oque é uma ação útil? Se, a fim de esquecer o vazio da sua existência, muitos se embebedamcom palavras e falam da sua "missão", do seu "papel", da sua "utilidade social", como todasestas palavras são convencionais e desprovidas de sentido! No nosso mundo anárquico esuperpovoado, quantos podem gabar-se de serem verdadeiramente úteis?... São úteis osmilhões de intermediários cheios de títulos honoríficos que invadem a economia? Os milhões de amanuenses, de cronistas, advogados e faladoresde todos os gêneros, que poderiam ser suprimidos amanhã para bem de todos?... E serão atéúteis os médicos que, nas grandes cidades, disputam a clientela como cães esfomeadosenquanto por toda a parte morre gente por falta de cuidados?... Neste século em que ficouprovado mil vezes que a organização racional permite reduzir em proporções fantásticas onúmero de homens necessários a cada tarefa, quantos podem garantir que são uma dasengrenagens verdadeiramente úteis à grande máquina do mundo?"

Lionel Terray

Comentários

  1. PQP.
    Aonde precisando ouvir isso.
    Valeu !

    ResponderExcluir
  2. Salve Xampa. Aí deixo a pergfunta: É ou não é? Simplicidade sobre todas as coisas!

    Abraços piá! Ah, e super massa o post sobre a Tijuca. Ah se eu tivesse isso perto de casa =)

    ResponderExcluir
  3. bem bacana esse trecho que você selecionou, George!
    a última frase, então, está latenjando aqui na minha cabeça...
    vou procurar esse livro...

    bjs

    ResponderExcluir
  4. Terray é o cara! Só li a versão do PDF mesmo...

    Bjs Elis!

    ResponderExcluir
  5. Cara, este livro tem em PDF ? domínio público ? Se puder passar agradeço... li os dois há uns bons 20 anos, tá na hora de rever...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Specialized Hardrock Sport Anos 90

Oi! Com esta bike consegui, de certa forma, realizar um sonho de adolescência: pedalar uma mountain bike com quadro de cromo-molibdênio e geometria clássica dos anos 90. A bem da verdade, lá por 1996 eu pedalei por alguns meses com uma Scott Yecora e mais recentemente, em 2014 uma Trek Antelope 800. Mas ambas tinham apenas os três tubos principais em cromoly. Esta Specialized Hardrock Sport eu consegui na Jamur Bikes, sendo trazida recentemente dos Estados Unidos pelo próprio Paulo Jamur (proprietário da loja e meu boss), que se encantou pela bike e seu estado de conservação. Quando ele colocou a bike à venda na loja, não me fiz de rogado. Era a chance de ter uma bike em cromoly e praticamente original dos anos 90. Na verdade comprei esta bike como alternativa para transporte urbano, uma vez que a Format 5222 (da qual pretendo fazer uma apresentação em post futuro) que "gravelizei" eu pretendia deixar somente para atividades esportivas. Mas gostei

Só o CUme Interessa - Piada Escrota

Bah, nem é piada. Acho que isso se chama cacofonia, que é quando alguma coisa dita de um jeito dá a entender que é outra coisa. Entendeu? Ah, eu também não, hehe. Enfim, não é o que importa. To escrevendo essa parada, porque li um post no blog que os colegas Bonga e Tonto montaram para divulgar sua expedição no Ama Dablam, uma das mais belas e cobiçadas montanhas do Himalaia. Este cume não é dos mais elevados nem dos mais tecnicamente exigente. Mas o Ama Dablam é lindo! Quem não gostaria de pisar em um cume assim? Lindo, majestoso, imenso... Confira abaixo: Pois é... com seus quase sete mil metros trata-se de uma cobiçada montanha, objeto de desejo de muitos. Porém, o que rola desde princípio dos anos noventa são os turistas de montanha. Nada contra eles, pelo contrário. Servem para impulsionar uma atividade ecologicamente correta, movimentar economia, transferir renda e trazer qualidade de vida para quem pratica e/ou depende dela. Porém, tudo em exagero tem um porém - to meio engraç

Guia de Trilhas - Morro do Anhangava (parte I)

INTRODUÇÃO Saudações. É com prazer que publico aqui um mini-guia para corrida de montanha no morro do Anhangava, originalmente publicado no antigo site  TrailRunning BRASIL . MORRO DO ANHANGAVA Localização O Morro do Anhangava e seus 1.420 metros de altitude, está localizado nas proximidades da localidade de Borda do Campo, distrito do município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, a aproximadamente 35 quilômetros da capital paranaense. O local é considerado um campo-escola de montanhismo, pois conta com trilhas para caminhada e corrida, bem como vias de escalada em rocha de todas as dificuldades. Chegando lá de carro: Deixe Curitiba pela BR-116 sentido São Paulo, seguindo até o trevo de Quatro Barras, cuja sede municipal pode ser visualizada à direita. Saindo desta rodovia, você chega ao centro da cidade. Siga as placas que indicam Borda do Campo e Morro do Anhangava à direita, onde você acaba tomando a PR 506. Em poucos quilômetros, pl