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A Travessura do Canal da Mancha - Ana Mesquita

Hola, que tal?

Estou lendo um livro super interessante, chamado A Travessura do Canal da Mancha, escrito pela nadadora Ana Mesquita, sobre a verdadeira façanha que é sair da Inglaterra nadando até a França. Coisa para poucos. Uma boa opinião sobre o livro está no blog do amigo Joel Leitão.

Identifiquei-me demais com a autora, pela forma de enxergar as coisas, o mundo e o esporte. Um trecho em particular me chamou a atenção e reproduzo abaixo, fazendo dela as minhas palavras (o sublinhado é por minha conta):

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 "Um dos devaneios que eu mais gostava de ter enquanto treinava era ficar imaginando o que seria preciso para que o mundo fosse melhor. (...) De repente eu pensava que tinha mesmo a resposta e que tudo poderia mudar num estalar de dedos. Acho que era alguma coisa parecida com sonhar que me fazia ter idéias, fantasiar que de uma hora para outra todo mundo poderia descobrir que bastava amar e o mundo seria bem melhor, ou de repente as pessoas deixariam de ter tantos problemas de compreensão,  seriam mais capazes de enxergar pela perspectiva do outro, teriam mais compaixão e as guerras já não existiriam. Sonhava depois com um mundo em que ninguém acreditasse que ser feliz é ter mais que o vizinho, pelo contrário, percebesse que era mais gostoso ver o vizinho contente.

(...)

A travessia estava mais para travessura, coisa de criança mesmo. Ninguém pergunta para uma menina porque ela está brincando com aquela boneca. Não há utilidade em brincar, mas é bom. Mas quando ficamos crescidos todo mundo espera que busquemos resultados práticos em tudo. Qual a utilidade disso, qual a utilidade daquilo. Concluo que tive muita sorte, se um caminho não leva a lugar nenhum, mas tem muita beleza, percorrê-lo vale a pena, apenas para apreciar. Enleva. E eu tive a oportunidade e desfrutei muito minha jornada. Teria sido triste não aproveitar."


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Aproveitem, crianças!

Abraços!

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