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I Training Camp Trail Labs - Inverno 2013 - Como Foi - Parte I

Uma ideia na cabeça e muita vontade de fazer dar certo. Bons amigos, ótimas parcerias e a natureza "conspirando" a favor. Não teria como dar errado.

O primeiro Training Camp que organizei junto com minha esposa Ana Barbara Volpão foi um verdadeiro sucesso. E não somos nós que frisamos isso. Quem se dispôs a acreditar em nosso projeto pôde provar que estávamos no caminho certo ao fazer a nossa escolha: Uma casa simples, no meio da mata, de acesso restrito, com trilhas de todas as dificuldades, serras, rios de águas cristalinas. Tinha também uma térmica com mate, um vinho para curtir assistindo um filme de montanha, comida típica de roça, temperaturas típicas de inverno paranaense (em torno de 6 graus ao amanhecer) e muita, disposição dos integrantes. Foram eles que fizeram a diferença.  Mais do que uma clínica de corrida de montanha, uma verdadeira imersão no universo trail runner, com foco principal no aspecto lúdico, na camaradagem e nos valores éticos e morais, bem como na integração com o meio ambiente e com os participantes.



Nove pessoas lá estavam, chegaram animados e com os olhos brilhando. A parte teórica que havíamos preparado para o sábado a tarde não animou muito (risos). Também pudera: um lindíssimo céu azul invernal convidava para um primeiro contato com a terra e com as trilhas da região. No Training Camp Trail Labs é assim: rasgamos o script se necessário e aceitamos o chamado da galera e da montanha. Saímos para um trote descontraído pirambeira acima, depois morro abaixo. Ótimo para quem ainda não se conhecia estreitar os laços e se entrosar. 

Após um pôr do sol daqueles, hora do rango: quase 3 quilômetros de caminhada até o local escolhido, na mais perfeita escuridão e sob céu estreladíssimo. Mais blá-blá-bla. Ali, o assunto dominante foi a temática do camp, obviamente: trail running. Com isso, captamos a mensagem: para quê salas fechadas, caminho de uma via (palestrante para ouvinte), cadeiras confortáveis? Na caminhada tratamos de diversos temas. Das bolhas do Daniel Júnior ao entusiasmo da Cris Wickert com seus relatos de provas em outras regiões do país.



Bem alimentados e retornando em uma escuridão ainda mais intensa, chegou a hora de curtir um documentário com o Carlos Sá, grande ultramaratonista português, especialista em montanha. A programação era dormir cedo, pois parte do grupo sairia antes do amanhecer para um rolê de duas horas nos matos da região de São Luiz do Purunã. Colchões espalhados por todos os cantos, naquilo que chamamos de caos organizado. Pura ansiedade pelo domingo que anunciava tempo aberto e trilhas ainda mais interessantes. Abaixo, imagens do sábado, primeiro dia.











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