junho 02, 2023

De volta ao esquema bike+corrida+bike

 Neste domingo 28 de maio, me juntei novamente ao pessoal da Equipiazza para um treino de corrida, dessa vez em estradas rurais. 

A Colônia D. Pedro II é bastante conhecida pela galera do MTB e também do Gravel. Mas desta vez a proposta principal era correr aproximadamente 18 km pelas estradas de terra que existem por lá.

Mas como a gente gosta mesmo é do estrago, resolvi ir e voltar de bike. 

De casa até o Vloce Foods são quase 22 km pelo caminho mais direto. Isso somente de ida. Um prato cheio para um domingo de esportes de endurance e isso mostramos para vocês neste vídeo abaixo. 

Se você ainda não está inscrito em nosso canal no YouTube, a hora é agora, clique aqui para acompanhar o que a gente anda fazendo nas montanhas, nas estradas, pelo mundo.





maio 25, 2023

Ao Anhangava, talvez perto das 100 ascenções


Hola, que tal?

Bom demais voltar na linda tarde de domingo ao Morro do Anhangava, quando encerrei uma boa semana de atividades:

✅️ 2 sessões de Pilates.

✅️ Corrida com 7 sessões e 60,1 Km / 1.084m D+.

Na descida, uma queda bem boba, caminhando em um trecho tranquilo, mas que rendeu uma leve torção no tornozelo esquerdo e uma pancada na cabeça (sem maior gravidade além de um galo no cocoruto).

De repente uma oportunidade para uma pausa de uns dias nas corridas para seguir firme nas sessões de fortalecimento, pedalar para não perder tanto o condicionamento aeróbico e em seguida buscar mais especificidade para o que me interessa: explorar e desfrutar os arredores de Curitiba correndo e pedalando o máximo possível. 

Participar de competições ou ganhar performance é o que menos me importa agora. São apenas instrumentos de motivação para vivenciar a comunidade trail runner e promover esta tão fascinante modalidade. Animadíssimo pelas duas provas que estou inscrito este ano.

Mas a satisfação mesmo tem vindo da reconstrução de um corpo saudável, o fortalecimento de relações humanas verdadeiras e a paz de espírito que poder passar horas na natureza proporciona.

Em Silêncio. Aos Poucos. Sem Barulho. 

Tenho dito isso há alguns dias e não é só frase feita para o Instagram. Sou eu aplicando isso na vida, deixando de lado os ruídos (principalmente os digitais) e aplicando no meu dia a dia uma rotina menos acelerada, menos conflituosa, mais focada em paz e amor.

Está funcionando. Em um mundo onde estamos sempre competindo para sermos os mais rápidos, os mais fortes, os mais amados e os mais f***, você já pensou em desacelerar também e curtir mais essa viagem que é a vida?

Ahí vamos!



abril 19, 2023

De volta às competições de montanha finalmente

Hola, que tal?

Nesta sexta-feira 21 de abril estarei presente no primeiro Campeonato Brasileiro de Skyrunning, participando da prova de Quilômetro Vertical da Jaraguá Skymarathon.

A modalidade do Skyrunning se consolida em nosso país e vamos trazer bastante material em nosso canal no Youtube para vocês ebm como em textos aqui no blog.

O material que irei utilizar nessa prova está todo no vídeo que acaba de sair.

Aqui o link: https://youtu.be/KNxO38jXT8w 



janeiro 24, 2023

 Hola, que tal?

Pensa em uma história bonitinha envolvendo esporte, amizade e intuição. A gente se conheceu em 2013, que foi um ano bastante marcante também no esporte para cada um de nós. Nosso relacionamento como casal viria a se iniciar somente em 2020 mas muito do que trazemos para nossa vida hoje foi graças àquele 2013 esportivo, pois foi onde "nos encontramos" como esportistas.

No vídeo abaixo trago maiores informações, tenho certeza que irão apreciar.

Boa semana!



janeiro 20, 2023

Papo Reto Ep. 28

 Bom dia, boa tarde, boa noite senhoras e senhores. Tudo bem com vocês?

Ah, e feliz ano novo também!

Deixo aqui link para o vídeo desta sexta feira, o Papo Reto Episódio 28, onde falo de algumas mudanças de direção para 2023.

Enjoy!!

Hora de dar um tempo nos pulinhos...




setembro 22, 2022

Apresentação de Tênis para Trail Running - Brooks Cascadia 16

Hola, que tal?

Fazia bastante tempo que não trazia um conteúdo deste tipo e Está na hora de retomar pois sei que pode ajudar muita gente a fazer sua escolha. Este é um dos temas que mais gosto de abordar neste espaço. Mais do que falar sobre mim e sobre minhas impressões de um determinado equipamento, a experiência compartilhada é muito mais interessante que o conhecimento retido para si. Das dezenas de apresentações, avaliações e reviews que já fiz em meu site e no meu canal do Youtube, muitas delas contribuíram para que os leitores e espectadores tivessem um panorama importante sobre o que esperar de determinado item, competição ou equipamento. Então, pretendo aparecer com mais frequência aqui neste espaço. A finalidade não é trazer verdades absolutas sobre o tema abordado, mas sim as reais e sinceras impressões, como sempre foi o padrão nas análises críticas que faço no meu blog desde 2006 e no YouTube desde 2016.

Feita esta pequena introdução, que permite-me aquecer os motore e afiar a mente para compor um review minimamente interessante, vamos ao tema do dia:


BROOKS CASCADIA 16 - AVALIAÇÃO


INTRODUÇÃO

Antes da apresentação propriamente dita, é preciso contextualizar tudo. A Brooks é uma marca estadunidense que sempre me chamou a atenção e já fui um feliz usuário de um modelo de rua deles, o Brooks Green Silence. Tenho inclusive um review dele lá de 2010 no site. Depois destes anos todos, de idas e vindas e mudanças de importador, já tem um tempinho que agora está sob a tutela da Centauro aqui no Brasil, sendo esta loja o revendedor exclusivo da marca

A marca é tida como a mais vendida no segmento running nos Estados Unidos, o que é um cartão de visitas de respeito, afinal por lá esse segmento é bastante aquecido e muito maior que o nosso, com centenas de milhares de maratonistas concluindo provas todos os anos. 

No trail running, minha admiração pela marca surgiu principalmente do fato deles serem os patrocinadores de umd os maiores atletas de ultratrail de todos os tempos, Scott Jurek, vencedor de incontáveis provas de corrida em trilha, inclusive a Western States por 7 vezes consecutivas entre 1999 e 2005. Scott é também vegano e a marca Brooks sempre deixou explícito não trabalhar com produtos de origem animal em seus equipamentos de running.

Assim, com a presença no Brasil e, principalmente com uma SUPER promoção (que ainda está vigente nessa data na publicação deste conteúdo, link aqui).

Nunca é demais lembrar que eu não ganho um tostão pra falar de tênis e outros equipamentos por aqui. É tudo realmente opinião pessoal, longe de serem verdades definitivas e que não tenho, nunca tive, tampouco terei rabo preso com ninguém.


O BROOKS CASCADIA 16


A linha Cascadia já está, como diz o nome deste modelo, em sua 16ª geração sendo um modelo consagrado e amado pelos corredores em trilha pelo mundo. Difícil quem ache esse calçado ruim ou que não valha o preço

Escolhi o Cascadia 16 recentemente por alguns motivos que elenco aqui:

- Entrou em promoção, com preço reduzido de R$ 999,00 (o sugerido pela Centauro) para R$ 399,00. Uma pechincha, já que nos Estados Unidos ele está sendo vendido por US$ 130,00. Preço é sempre um fator importante e o valor atual eu achei bem condizente com o nome e conceito que a marca oferece.

- É um calçado para uso geral no trail running. Robusto, resistente, com cravos não muito baixos mas também não muito agressivos, ideal para as trilhas aqui da Serra do Mar, inclusive com umidade presente em forma de lama ou pedras escorregadias.

- Estava precisando de um calçado para corrida em trilha que fosse mais robusto, diferentemente do Nike Pegasus Trail 3 ou do Hoka Torrent 2 que também fazem parte do meu setup de tênis de trilha.

- Avaliar pontos positivos e negativos do calçado antes de investir um valor mais considerável em um eventual tênis desta marca para corrida em trilha. Boatos dizem que os modelos Caldera 6 e o Catamount virão pro Brasil, que são mais voltados ao ultratrail com amortecimento e proteção maiores, o que muito me interessa.




PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Para este primeiro texto, nada mais posso deixar que as primeiras impressões, afinal rodei com ele menos de 30 quilômetros antes de publicar este texto.

A Compra:

Adquiri na loja online da Centauro, com atendimento bastante agilizado, entrega rápida e nenhuma surpresa desagradável. Com frete grátis, a entrega foi em 4 dias úteis aqui em Curitiba - PR.

Recebendo: 

Abrir a caixa, provar, amarrar os cadarços e absorver o feeling. Primeira impressão: duro. Um pouco pela sensação da entressola mas mais ainda pelo cabedal que é construído em material que parece ser BEM resistente.

Nos pés:

Comprei um número acima do que uso no casual, mas a mesma da maioria dos meus atuais calçados de corrida: 43BR / 11US / 45EU. Com ele nos pés, espaço de sobra no chamado toe-box. Na frente sobrou até um dedo, do jeito que eu gosto. Feita a amarração correta, ajuste perfeito e aí então essa sensação de ser duro foi embora completamente. Ele não é molengão como um Nike Wild Horse tampouco um "pau" como um Kalenji. Achei ele na medida entre suporte, conforto e ajuste. O drop dele é de 8mm, o que me atende muito bem para calçados de trilha.

As primeiras corridas:

O primeiro rolê foi um treino rumo ao Pao-de-Loth, coisa de 10 Km em duas horas, alternando um corre-caminha, em um domingo ensolarado com temperatura na casa dos 23 graus, trilha relativamente seca e aproveitando algumas situações de lama. Nos trechos técnicos em descida senti plena confiança no grip dele. Solado de primeira MESMO, inclusive quando o terreno era, como dizem os espanhóis "descompuesto", aquelas pedrinhas soltas, cascalho, etc. Ou seja o solado TrailTrack ofereceu um ótimo grip tanto no seco como no molhado.

Este tênis conta com uma placa de proteção na parte anterior que realmente faz a diferença quando se passa por terrenos mais pedregosos. Ansioso para testá-lo na quebradeira do Morro do Cal e suas descidas insanas no cascalho pontiagudo.

A placa, chamada de  Ballistic Rock Shield que protege contra pedras e detritos, além de se adaptar mais facilmente a terrenos irregulares.


Na umidade da Trilha do Itupava também senti muita confiança, agarrou MUITO mais que os modelos da Nike por exemplo. Ótima transpirabilidade, não incomodou com o calor que fazia. É certo que ainda não corri com ele em um dia com temperatura de mais de 30 graus mas... vá lá, essa temperatura por aqui é rara. 

O ajuste caiu quase perfeito, faltando apenas fazer a amarração utilizando o furo extra para evitar que ele se desloque demais ali junto ao calcanhar. Talvez o tamanho 42 ficasse melhor? Pode ser, mas prefiro um calçado com espaço na frente e folga atrás que pode ser corrigida com esse ajuste do que um tênis apertado nos dedos. 

 Como já devem saber, estou tratando uma fascite plantar no pé direito e trabalhando minha biomecânica para voltar a aterrissar com o médio pé, prática que abandonei ao acabar voltando a usar calçados com drop mais alto, como os Nike de rua. Nesse aspecto, o Brooks Cascadia me atendeu muito bem e não senti incômodo nos pés.

A entressola DNA LOFT v2 ofereceu essa ótima sensação de maciez mas sem comprometer a estabilidade e sustentação. É na medida certa para mim. 

Outros ponto que acho válido destacar são as portas de drenagem que permitem que a água escoe  rapidamente ajudando a secar os pés mais rapidamente depois de passar por algum riacho ou algo do gênero. E uma outra sacada interessante é a presença de um "eyelet" para fixar uma polaina, caso seja de seu interesse. Em provas com muita areia ou com neve é uma solução interessante para evitar que estes elementos entrem por cima do calçado.

E aí que vem minha conclusão sobre para quem este calçado serve: pau pra toda obra, um daily trainer de verdade, honesto que que para nós, os mais lentos, rola até em competição tranquilamente. 

CONCLUSÃO DA APRESENTAÇÃO

Nestes primeiros quilômetros com ele eu não poderia estar mais satisfeito. Leve, confortável e, principalmente, confiável, me atendendo justamente naquilo que procurava: um calçado para usar em qualquer condição, principalmente as úmidas, já que minhas outras opções não me atendem tão bem assim nestes terrenos. 

Agora é aguardar pra saber da durabilidade. Acredito que não me decepcionarei.

Quando estiver entre 300 e 400 quilômetros percorridos com ele eu volto com uma avaliação completa e o veredito final.

Obrigado por ter acompanhado até aqui! Abaixo um vídeo bem completo com o review.

E você? Já usou calçados da Brooks, tanto asfalto como trilha? Deixa aí que vou curtir saber e você ajuda também toda a comunidade contando sua experiência nos comentários. 




setembro 07, 2022

Pátria Amada, Brasil

 Hola, que tal?

Bem, já começo o texto de forma meio torta não é, com minha tradicional saudação em espanhol e que uso desde 2006 por aqui.

Mas aqui venho falar mesmo dessa complicada relação com aquilo que convencionou-se chamar de pátria.

Isso me lembra das aulas de Educação Moral e Cívica que eu tinha lá no final dos anos 80, ensino fundamental. A diferença entre país, estado, povo, nação e pátria.

Detendo-me ao conceito de Pátria, define-se como algo mais de realidade afetiva. Não e país são termos mais "frios e científicos". Pátria é emoção, é sentimento.

Que é algo que definitivamente um pouco complicado de eu lidar.

E isso vem desde muito muito jovem.

As primeiras lembranças que tenho desse sentimento de pertencer e se identificar a uma pátria vem de 1982, quando eu tinha apenas 5 anos e a seleção brasileira de futebol perdeu por 3X2 para a Itália naquela partida fatídica nas semifinais da Copa do Mundo da Espanha, no que ficou conhecido como Tragédia do Sarriá (este era o nome de estádio). Paolo Rossi carrasco. Aniquilou sem dó um time cheio de estrelas e amplo favorito para a conquista de mais um campeonato mundial.

Éramos o país do futebol, vivíamos ainda na Ditadura Militar, havia aquele patriotismo exacerbado pelo Regime e não me esqueço de quanta gente vi chorando naquele dia. Sofrendo, xingando, desmanchando-se em lágrimas.

Acho que foi esse momento que me marcou mais na sensação que ainda carrego comigo de não-pertencimento a esta nação (ou Pátria? Não sei). Na cabecinha de criança, o Brasil fez meu pai, minha mãe e meus amigos sofrerem. Deixou-os tristes. Carreguei isso comigo por décadas, inconscientemente.

De lá para cá vivenciei momentos extremos de anti patriotismo em minha vida.

Não posso dizer que foi sempre assim e também não posso dizer que a passagem dos anos me tornou mais "brasileiro". Poderia muito bem culpar o futebol por este sentimento tão estranho mas hoje prefiro colocar essa culpa nos astros, afinal aquarianos adoram ser do contra.

Do contra fui eu, assistindo uma final de outra Copa do Mundo na televisão, torcendo em silêncio para a Itália naquelas cobranças de pênaltis em 1994.

Do contra fui eu também, quando praticamente sozinho no Morro do Anhangava eu estava em uma manhã de domingo enquanto o Brasil conquistava seu pentacampeonato no Japão em 2002.

Em outros esportes sempre fui bem torcedor, pode ter certeza caro leitor. Vibrei no ouro do vôlei masculino nas Olimpíadas de 1992, nos títulos do Guga no tênis e nos cumes no Himalaia do Waldemar Niclevicz. Não gostava do Senna mas adorava o Piquet e o Barrichello.

Porém quando pela primeira vez tive a oportunidade de visitar um país estrangeiro, fiz questão de envergar uma bandeira nacional em um cume de montanha na Cordilheira dos Andes e de andar por vários lugares com uma camisa verde amarela da seleção. Senti que nós brasileiros éramos amados na Argentina naquela ocasião em 2009. Não havia esse sentimento besta e patético que muitos brasileiros nutrem contra argentinos. Todos por lá sem exceção nos admiravam.

Uma pena que hoje essa camisa da seleção brasileira de futebol teve muito de sua função desviada por gente e "políticos" com zero respeito pelo país e seu povo, tornando-se quase um símbolo de "bolsonaristas (cadê meu emoji de vômito?)".

Acho que verdade é que não acredito mais muito nisso de nações e pátria. Vejo a humanidade como uma coisa só. Sem distinções de local de nascimento. Uma coisa meio Imagine de John Lennon mesmo. Imagine no countries. Seria melhor assim, eu acho.

No fim das contas, essa condição toda vai além do esporte. É uma questão de sentir e de pertencer. Acontece que hoje me sinto mais brasileiro do que nunca, mais identificado com este país que nenhum de nós escolheu ter nascido e que a duras penas aprendi a amar.

E que apesar de toda a desesperança no cenário político e econômico, aprendi a amar.

Que apesar que desde D. Pedro II tenha havido tanta gente má no controle das decisões dos rumos da nação, mesmo assim, aprendi a amar.

Apesar de um povo conhecido por gostar de levar vantagem em tudo, ainda creio que a maioria é boa, honesta e nasceu neste mesmo país que aprendi a amar.

Nestes 200 anos de declaração da Independência do Brasil de Portugal, fica bem claro para mim que somos um país que pode ser tudo, menos independente.

Escravo e marionete dos jogos dos poderosos que não tem a ver com nações economicamente mais fortes, mas sim com interesses escusos nessa busca incessante por dinheiro e poder.

Mas, vamos lá, deixemos de rabugice e vamos celebrar sim estes 200 anos com verde e amarelo. Porque não é só sobre o feriado. É hora de exaltar o que de belo e de bom temos. Que façamos para 200 anos daqui em diante um Brasil mais justo e pujante.

Obrigado por ter chegado até a aqui.


Cume do Pico Monte do Cerro Franke (4.840m). Argentina - Janeiro 2009.




Dois meses depois, voltei a correr em trilhas — novamente no Anhangava. Nesse meio tempo, foram poucas corridas pela cidade, mas com direito...